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A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

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Publicado abril 4, 2017 por heitordacosta em As imoralidades, As Maracutaias, CRIME, IMPUNIDADE, Uncategorized

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A Ordem das cabeças Pensantes   Leave a comment

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

-Querido amigo, me perdoe por não ter lhe dado à chance de falar com a Justine, porém, logo chegarmos ao nosso destino você terá essa oportunidade, mas agora, os contatos terão que ser breves e, em código. Espero que você compreenda, estamos no meio de uma guerra não convencional e precisamos ter o máximo de cuidado.
-Mas qual é o nosso destino?
-Estamos indo para Loire
-para o Castelo da Justine?
-Sim
-mas, lá não é perigoso?
-O perigo neste local está neste momento sob nosso controle.
-Senhor Latif, a Justine me disse que eu deveria acatar suas decisões e, nelas confiar. Todavia, além da curiosidade, a necessidade de saber o que está acontecendo me assola neste momento. Até agora a única informação que eu tenho é relacionada à presença de agentes do SIRAN aqui.
-Existem muito mais coisas realizando-se inopinadamente.
-Por exemplo?
-Além dos agentes do SIRAN que vieram do Brasil agora, há a presença -oculta-, de vários membros de uma Organização chamada
-ZELOTES?
-Exatamente. No momento é com ela que teremos com que nos preocupar.
-Mas por que?
-Os integrantes dessa Organização, -ela existe desde do século lll a.C. Aproximadamente-, eles são cruéis, corruptores, criminosos desapiedados, a maioria ainda mantém no seu código genético vínculos de uma geração de prisco era os, DEICIDAS ! Eles apóiam e subjugam esses agentes.  O que nós sabemos é que no inicio houve uma divisão entre os judeus, -os saduceus e os fariseus-. Os saduceus eram o partido do establishment, que controlava o Templo, e eram mais condescendentes em sua interpretação da Lei; os fariseus eram mais rígidos, mais radicais e mais austeros, e usavam a tradição oral para impor minúcias legalistas a todos os aspectos da vida judaica. Uma das principais diferenças nas crenças das duas facções dizia respeito à vida após a morte: os saduceus eram agnósticos e os fariseus insistiam na imortalidade da alma, na ressurreição dos mortos e nas recompensas divinas para a virtude e na punição para o pecado no mundo vindouro.
Os fariseus foram os mais vociferantes na sua oposição ao domínio romano, e entre eles havia seitas austeras e fanáticas, como os essênios, que viviam em comunidades semimonásticas, e os Zelotes, uma facção Terrorista que desprezava não só os romanos, mas todos os judeus colaboracionistas. Eles enviavam assassinos conhecidos como sicários (do grego sikaroi, através do latim sicarïi, literalmente “homens do punhal”) para se mesclarem à multidão e assassinar seus inimigos. Um contingente de Zelotes da Galiléia que se refugiara em Jerusalém travava guerra de classes contra seus anfitriões. “9”.
Sua paixão pela pilhagem era insaciável; eles saqueavam as casas de homens ricos, assassinavam homens e violentavam mulheres por prazer, e brindavam aos seus espólios regados a sangue. Devido a puro tédio, entregavam-se descaradamente a práticas efeminadas, adornando o cabelo e vestindo roupas femininas, encharcando-se de perfume e pintando a área sob os olhos para tornarem-se atraentes. Imitavam não apenas o vestuário, mas também as predileções femininas, e em sua extrema torpeza inventavam prazeres ilícitos; chafurdavam no lodo, convertendo a cidade inteira num bordel e poluindo-a com as práticas mais sórdidas. Muito embora tivessem feições femininas, suas mãos eram de assassinos; aproximavam-se com seu jeito afetado de andar, inesperadamente transformava-se em lutadores e, sacando a espada de sob seus mantos coloridos, trespassavam quem por ali estivesse passando. “10”.
A qualquer outro povo eles sentem apenas aversão e hostilidade. Sentam-se isolados para fazer as refeições e dormem à parte, e, apesar de, como raça estarem inclinados à concupiscência, abstêm-se de manter relações sexuais com mulheres estrangeiras; todavia, entre eles própios nada é ilícito. “12”
-Senhor Latif mas nós não fizemos nada contra essa Organização. A nossa luta é desenvolvida em nosso país, lutamos contra a Ditadura do Índice de Audiência, a opressão, o direito de expressão, a liberdade a fraternidade, contra o analfabetismo, a exclusão social, a corrupção, a falta de ética, da moral, em defesa da família do direito de escolha da religião, do Deus, contra a descriminalização do assassinato do feto, das drogas, de uma paternidade responsável.
-Querido amigo; nada acontece sem o conhecimento e a autorização deles.
-Mas como iremos identificá-los?
-A nossa Organização há muito tempo conhece os métodos usados por eles
-Nossa Organização?
-Sim.
-Senhor Latif que Organização é essa?
-A FLUP
-A FLUP? O que quer dizer?
-Frente para a Libertação e Unificação da Palestina.
-Senhor Latif desculpe-me, mas a nossa luta não tem nenhuma relação ou conotação com esse conflito existente no Oriente Médio.
.Tem muito mais do que você pensa mas, essa é uma longa história. No momento oportuno você tomará conhecimento dela. Mais posso adiantar-lhe que a FLUP, Frente para Libertação e Unificação da Palestina, é uma Organização Política e, eu sou seu líder, e a nossa participação e reivindicações são pacíficas, porém, há ocasiões que temos de usar meios não diplomáticos e, táticas beligerantes, para defendermos a nossa integridade e assim possamos, prosseguir na luta em defesa dos nossos objetivos.
-Senhor Latif, eu estou meio atordoado e confuso, pelo que eu sei, o senhor é de origem libanesa, empresário do ramo têxtil. Admitindo que haja, -ocultamente-, admiradores da causa Palestina eu jamais poderia imaginar que o senhor fosse um deles, quiçá, participante dessa luta.
-Senhor Daniel, eu não sou Libanês, sou Palestino. O que a nossa Organização busca junto à comunidade Internacional é, justamente o entendimento e, o reconhecimento dos nossos direitos, -os que foram usurpados e, os que nesse momento estão sendo tomados-. A nossa Nação tem o direito de ter de volta seu solo, reconhecida sua Pátria, o direito a vida. Essa carnificina comandada por esses sicários precisa ter um fim.
Hamede, tenha cuidado, logo à frente a uns cinqüenta metros, há uma curva para a direita perigosa, e na seqüência a redução de duas faixas sobre uma ponte de trinta metros de extensão. Fique bem atento, pois não dá para cruzar com um caminhão sobre ela.
–Senhor Latif não seria conveniente eu conhecer os membros de sua Organização?
-Querido amigo, não faltará oportunidade, quanto a esses companheiros, eles pertencem a uma ala, -especial-, como lhe disse antes, somos uma Organização Política mas às vezes temos que abandonar a diplomacia, nessa ocasião nós temos que chamar os nossos amigos; o Hamede é o nosso motorista, os outros dois companheiros, um chama-se Issan,e o que você ainda não ouviu seu nome é o Abdul.
-E o senhor Doutor Lagardaré? Também é integrante da Organização?
-Senhor Daniel eu sou admirador da causa, além disso colaborador.
-Então, somando, no momento somos cinco e meio, -contando comigo-, agentes da FLUP lutando contra o SIRAN e, a Organização dos ZELOTES.
-Tem muito mais gente. Há um comando no Castelo, outro em Argel, mais um em Paris, além do nosso. O dia está surgindo, ainda bem que nesta região o trafego nessa auto-estrada é esporádico. Estamos quase chegando, logo tomaremos o controle da situação. Abdul, dê ao senhor Daniel um dos nossos relógios.
-É especial senhor Latif?
-Sim, mas também registra as horas, ele é muito usado pelos membros de nossa Organização, Ele é rastreado por Satélite, tem um sistema de GPS e Bip, -localizador, que através das coordenadas, latitude, longitude favorecem a rápida localização-. O exército americano usou no Oriente Médio para resgatar pilotos de aviões abatidos no deserto. Também por intermédio dele descobrimos o assassinato de um nosso colaborador, o Senhor Grenobelle

— Trecho do Capítulo XI do meu livro “Dossiê”
— Mais muito mais eternamente