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Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

Foto-Heitor           A Zorra

 

 

 

 

Caros amigos encontram-me neste momento quase soterrado por caixas e pilhas de livros que estou preparando para levar para o meu novo endereço no estado de São Paulo.

Uma nova fase em minha vida recomeça aos 73 anos. Espero que vocês compreendam a falta de regularidade nos assuntos abordados por mim neste espaço.

-Mais, muito mais, eternamente-

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Publicado abril 15, 2009 por heitordacosta em Viagens

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- Rumo a Eternidade   Leave a comment

  
 
                          Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
 
                                                           A Partida
          
 
 
             

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

A Partida

Pois é, mais uma curva nesta longa estrada onde ficam mais dois contemporâneos. Fausto Wolff e Fernando Barbosa Lima.

Fausto Wolff, jornalista e escritor, viajante no planeta Terra. Conheceu e viveu em várias partes-paises-. Ele pertencia ao seleto e restrito grupo de jornalistas especiais. Era inteligente e possuía vasto conhecimento histórico.

Eu o conheci nos anos 60 na “Universidade” Televisão Rio canal 13. Uma época em que produzir e participar de programas para televisão era fazer arte, respirar poesia, não prevalecendo o mercantilismo.

Como nada é por acaso, o programa era produzido por outro brilhante profissional. Jornalista, Produtor, Diretor, Publicitário. Fernando Barbosa Lima. Amigo e sócio do meu amigo e Mestre, Carlos Alberto Lofler que também nos deixou saudades.

Agora, atendendo chamado, eles seguem pelo Universo cumprindo mais uma etapa. Sejam felizes.

-Mais muito mais, eternamente-.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Publicado setembro 6, 2008 por heitordacosta em Viagens

Cabeças Pensantes atentem e vigiem -Os Privilegiados-   Leave a comment

         Cabeças Pensantes atentem e vigiem

 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Os Privilegiados

Eu estava outro dia com alguns amigos reunidos no quiosque restaurante Don Fona, na maravilhosa praia do Peró, entre mergulhos e uma boa água de coco. Outros, sem entrarem no mar bebiam cervejas e, falavam sobre os mais variados assuntos.

Em certo momento um deles, doutor Cerqueira, delegado da PF aposentado, afirmava que se ele estivesse atuando, esse negócio absurdo que criaram para resguardar a imagem da turma do colarinho branco-proibição do uso das algemas-, seria por ele e sua equipe ignorada.

“As algemas fazem parte de um contexto: É instrumento de trabalho.” Imagine você numa diligência, ao ler o mandato expedido pelo juiz, o cara cisma de fazer uma graça, – agora pode-, e ai, você tem que usar de suas prerrogativas de agente da Lei para subjugá-lo, para depois, ainda ter que elaborar uma justificativa pelo procedimento ”ilegal.”  

O empresário Alberto, aproveitando a tomada de fôlego que o entusiasmo do doutor Cerqueira o obrigara parar, pede ao nosso amigo bigode-atendente-, que lhe traga mais uma cerveja. Julia, esposa do doutor Cerqueira pede um suco de maracujá.

Retomando o assunto faço uma ponderação; existe uma alternativa que poderá ajudar a contornar essa situação. Pedir ao juiz quando for expedir o mandato, liberar o uso das algemas. Se ele, o juiz, concordar, tudo bem.

Doutor  Cerqueira contra põem: É. Vai depender quem seja o alvo. Se for Vip, não haverá chance de isso acontecer.

-Vou dar um mergulho.

-Mais, muito mais, eternamente-.  

                                                 
 
 
         

Publicado agosto 20, 2008 por heitordacosta em Viagens

Principais Áreas de Procedência dos Africanos   Leave a comment

 
        Sexy Cabeças Pensantes atentem e vigiem                                                                                                                                                                                                    
 
 
Principais Áreas de Procedência dos Africanos

A questão da procedência dos africanos para o Brasil tornou-se bastante complexa, principalmente no tocante aos povos e etnias que forneceram os maiores contingentes de escravos.  A complexidade decorre da mentalidade colonialista dos portugueses que, não considerando o negro um ser humano, pouca importância davam a assinalar de maneira precisa, nos seus registros e documentos, as diversas culturas, línguas e grupos étnicos dos africanos capturados.  Ao contrário, estendiam a povos radicalmente distintos um mesmo nome, ou generalizações completamente sem fundamento.  Atualmente a antropologia tem revisto muito do que se escreveu sobre as origens culturais da massa escrava, no começo deste século, restando ainda muitos pontos a esclarecer.

 

 

 

A tradição historiográfica reúne, a grosso modo, os negros em dois grandes grupos étnicos: os bantos (ou bantus), da África equatorial e tropical, da região do golfo da Guiné, Congo e Angola, planaltos da África oriental e costa sul-oriental; e os sudaneses, predominantes na África ocidental, Sudão egípcio e na costa setentrional do golfo da Guiné.  Não há nenhuma prova definitiva da predominância de um desses grupos na composição dos negros vindos para o Brasil, embora se afirme normalmente que a maioria era de bantos.  Entretanto, as tradições culturais de alguns grupos sudaneses, como os iorubas da Nigéria, são amplamente predominantes nas heranças africanas da cultura brasileira.

Nina Rodrigues percebeu pela primeira vez a predominância sudanesa na Bahia, no que foi confirmado por Artur Ramos.  Este destacou no grande grupo a predominância dos iorubas, também chamados nagôs (embora esse nome seja normalmente estendido a outras etnias) da Nigéria, dos gegés (ewes) do Daomé, dos minas da costa norte-guineana, além dos tapas, bornus e galinhas; identificou a presença importante dos hauçás do noroeste da Nigéria, de influência muçulmana, a qual marcou também os fulas (mais claros, de origem berbere-etiópica) e os malês (ou mandingas, de tradição guerreira, considerados altivos e perigosos pelos lusos, que lhes atribuíam feitiçarias).  Entre os sudaneses originários da costa da Guiné, amplamente predominantes como vimos, a presença comum da língua pertencente ao grupo lingüístico ioruba talvez explique a predominância dos elementos dessa cultura em nosso candomblé e nas influências negras de nossa linguagem.

Havia sudaneses em outros pontos do Brasil, mas talvez houvesse uma predominância banto no centro-sul e no norte.  Artur Ramos indica como pontos iniciais de entrada das várias nações bantos os mercados de escravos de Pernambuco (extensivos a Alagoas), Rio de Janeiro (servindo a Minas e São Paulo) e Maranhão.  Entre os povos desse grupo, os mais importantes no Brasil foram os cabindas do Congo, os banguelas de Angola, junto com muxcongos e rebolos, e os negros de Moçambique que Spix e Martius chamaram de macuas e angicos.  A intensificação do tráfico de escravos para o Brasil no século XVIII, em função da mineração, multiplicou a presença de grupos originários da Costa da Mina e de Angola; no século XIX, até 1850, entrou também um número considerável de bantos da costa de Moçambique.
 

 

 

 
Do ponto de vista cultural, a influência dominante da cultura ioruba explica-se também pela sua predominância já na própria África, na região do golfo da Guiné, estendendo-se segundo Édison Carneiro até o interior do Sudão.  Sua civilização mais adiantada surpreendeu os primeiros europeus, pelos trabalhos em bronze que faziam no reino do Benim.  "A religião, a organização política e os costumes sociais de Ioruba davam o modelo a uma vasta zona.  Os negros de Ioruba eram principalmente agricultores, mas os seus tecelões, os seus ferreiros, os seus artistas em cobre, ouro e madeira já gozavam de merecida reputação de excelência.  Não havia abundância de animais de caça, mas a pesca, nos rios, nos lagos e no mar, rendia muito.  Criavam-se animais de subsistência – cabras, carneiros, porcos, patos, galinhas e pombos.  O cavalo era conhecido havia muitos séculos, devido ao contato com os árabes; o fundador do reino de Ioruba representava-se, nos mitos, montado num corcel." Vários dos deuses africanos cultuados no Brasil são procedentes de algumas de suas brilhantes cidades, como Oió.  Os nomes de alguns de seus reinos, como Ala Kêtu e ljexá, continuam como designativos de ritos de candomblé.

Quanto aos bantos de Angola, tinham uma agricultura mais primitiva, praticada pelas mulheres,  enquanto os homens criavam gado.  Diferentemente dos iorubas e outros sudaneses, que usavam tecidos  de pano, os negros das margens do Zambeze e das elevações de Benguela vestiam-se de cascas de árvores  (como o fariam no quilombo de Palmares); mais para o sudoeste, porém, usavam vestimentas de  couro, possuindo hábitos de caçadores e armas de ferro.

 

 

Carneiro, Édison, "Ladinos e Crioulos," Civilização Brasileira, Rio, 1964 in Brasil História – Colônia / Antonio Mendes Juunior, Luiz Roncari e Ricardo Maranhão – São Paulo: Editora Brasiliensee, 1976.
Imagens publicadas em Brasil Revisitado: palavras e imagens / Carlos Guilherme Mota, Adriana Lopez. – São Paulo: Editora Rios, 1989.

 
             -Mais,  muito mais,  eternamente-. Sexy
 

Publicado novembro 9, 2007 por heitordacosta em Viagens

minhas fotos feitas telescope hubble   Leave a comment

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Citação

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Publicado outubro 31, 2007 por heitordacosta em Viagens

Planeta Terra   Leave a comment

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Publicado outubro 23, 2007 por heitordacosta em Viagens

Cabeças Pensantes   Leave a comment

Sexy CABEÇAS pensantes atente e vigiem

Tráfico de escravos para o Brasil

A vinda dos escravos, segundo Waldeloir Rego em Mitos e Ritos Africanos da Bahia, que faz parte do livro Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. "Antes mesmo do descobrimento do Brasil os portugueses já traficavam escravos da África.

Não existe documentação precisa dessas diversas importações, a não ser vagas notícias de paradas de navios negreiros, nesse ou naquele porto do continente negro.

A informação mais precisa vem de Zurara, onde o autor da Crônica do Descobrimento e Conquista de Guiné faz um relato de como Antão Gonçalves, em 1441 capturou e trouxe para o Infante D. Henrique os primeiros escravos africanos, bem como a transação com Afonso Goterres, para aprisionar os negros do Rio do Ouro.

Escravos em um porão de embarcaçãoJohann Moritz Rugendas, c. 1810

Escravos em um porão de embarcação
Johann Moritz Rugendas, c. 1810

Isso foi o começo para que o espírito aventureiro de conquista do português criasse usura no continente africano, em busca de um comércio, não obstante desumano e humilhante, porém fácil e estritamente rendoso. A coisa cresceu tanto, que em pouco tempo já podia sentir Lisboa com um cheiro de cidade mulata, assim como mexer com a imaginação poética dos trovadores, Gil Vicente, Camões e, em especial, Garcia de Resende.

Mas, com o passar do tempo, longe de se pensar na extinção dessa atividade, ela toma um impulso vigoroso, agora com o forte aval da Igreja Católica, com a justificativa de que os portugueses fariam os povos ditos bárbaros adeptos de Cristo e, para tanto, mais papas e bulas houvessem. O papa Eugénio IV, pelas bulas Dudum cum, de 31 de julho de 1436, Rex Regnum, de 8 de setembro de 1436 e ainda a Preclaris tuis de 25 de maio de 1437, renovou a concessão ao D. Duarte de todas as terras que conquistasse na África, desde que o território não pertencesse a príncipe cristão. Não ficou somente aí o esdrúxulo privilégio.

Remexendo o bulário português, nos arquivos da Torre do Tombo, Calogeras encontrou várias outras, inclusive a mesma bela Rex Regnum, porém com outro destinatário, que foi D. Afonso V, com data de 3 de janeiro de 1443. No pontificado de Nicolau V, D. Afonso V, o infante D. Henrique e todos os reis de Portugal assim como seus sucessores passariam a donos de todas as conquistas feitas na África, com as ilhas nos mares a ela adjacentes, começando pelos cabos Bojador e Não, fazendo pouso na Guiné, com toda sua costa meridional, incorporando, a tudo isso, as regalias que o cérebro humano imaginasse tirar dessas terras e desses povos. Essa pequena bagatela de oferendas foi concedida pela bula Romanus Pontifex Regni Celestis Claviger, de 8 de janeiro de 1454.

Esses favores eram confirmados pelo papa que ascendia ao pontificado. E nessa matéria, o recorde foi batido pelo Papa Calixto III com a célebre bula Inter caetera que nobis divina disponente clementia incumbunt peragenda, de 13 de março de 1456, a qual, além de confirmar todas as dádivas anteriores, acrescentou a Índia e tudo mais que depois se adquirisse. E o melhor de tudo foi o arremate, de que «o descobrimento daquelas partes o não passam fazer senão os reis de Portugal»). A mesma orientação seguiu Sisto IV, com as bulas Clara devotionis, de 21 de agosto de 1471 e Aeterni Regis clementia per quam reges regnant, de 21 de julho de 1481, Inocêncio VIII valeu-se das bulas Ortodoxas fidei, de 18 de fevereiro de 1486 e Dudum cupiens de 17 de agosto de 1491.

Em meio a toda essa confusão da Santa Sé , deve-se fazer justiça a alguns papas, que protestaram contra semelhante estado de coisas, como Pio II com a bula de 7 de outubro de 1462, Paulo III em 1537, Urbano VIII com a bula de 22 de abril de 1639, Bento XIV em 1741, Pio VII em 1814 e finalmente Gregório XVI pela bula de 3 de dezembro de 1839, condena e proíbe a escravidão de negros.

Esse casamento estranho da coroa portuguesa e a Mitra permitiu que os portugueses agissem livremente, em nome de Cristo, Nosso Senhor e da sua santa fé, o que para tanto não fizeram cerimônia. Não é assim que, pouco tempo depois dessas concessões, descobrem a grande colônia da América do Sul. Era a princípio Terra de Santa Cruz, para depois passar a ser colonizada com o nome de Brasil.

Argumenta-se que a sobrevivência das primeiras engenhocas, o plantio de cana-de-açúcar, do algodão, do café e do fumo foram os elementos decisivos para que a metrópole enviasse para o Brasil os primeiros escravos africanos, vindos de diversas partes da África, trazendo consigo, seus hábitos, costumes, música, dança, culinária, língua, mitos, ritos e a religião, que se infiltrou no povo, formando, ao lado da religião católica, as duas maiores religiões do Brasil."

-mais, muito mais, eternamente-

 

 

 

Publicado outubro 22, 2007 por heitordacosta em Viagens