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A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

Tenho duas composições Harmatan / menina da janela. Tempos bons. Cadê você caro amigo
Vou contar Em 1971 eu estava em trabalhando em São Paulo e estava visitando a FENIT quando vi o meu amigo dos velhos tempos da TV Rio da cidade do Rio de Janeiro, que se apresentava com sua banda, em um show com levada africana.
Durante o reencontro ele me disse que estava gravando um disco Lp, contendo musicas do genêro africano. Nessa época eu estava envolvido com uma cultura africana e, nas horas de folga fazia um som para relaxar. Exibi a ele duas músicas, Resultado, na semana seguinte estava em um estudio para participar do disco com duas músicas. Harmatan / e Menina da janela
O tempo passou e para a minha surpresa  o trabalho é relançado.

http://www.gomagringa.com/pd-1A6901.html

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Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Visões

Era madrugada, assistindo Televisão vi participando em um programa de entrevistas de um canal de São Paulo, um velho conhecido da época que trabalhei por lá.

Ele fora meu aluno em curso realizado na fase de implantação da Televisão Bandeirante para operadores de câmera A princípio não o reconheci, apesar de ser jovem, imagino que tenha entre 45 a 50 anos, sua imagem no momento revelava ter um pouco mais. De pronto, pensei tratar-se do Governador José Serra, depois me pareceu um psiquiatra que gosta de aparecer na mídia, – Guadêncio-, seu nome, se não me engano.

Ele falava de suas realizações profissionais. Lembro-me de seu interesse demonstrado durante o curso. Alimentava o sonho de logo ser um entre os melhores. Tempo passado, já em carreira solo, trabalhou em várias emissoras de Televisão de São Paulo. Rapidamente conheceu e teve sucessos que a profissão oferece, chegando ser considerado um bom Diretor de Imagens.

Mas, o que realmente despertou minha atenção foi o seu trajar, e a partir desse momento, parte das minhas recordações estão presentes.

Pensei que ele fosse um representante-participante-, da temida Organização Tradição Família Propriedade (TFP) de ultra Direita. Nos anos 60 e 70, eu vi em algumas ocasiões, -a mãe do meu filho era professora da Universidade Mackenzie- e quando eu ia ao seu encontro, eles desfilavam próxima a Universidade, e terminavam suas romarias em frente de uma casa localizada na Rua Maria Antonia que tinha em seu frontispício um pequeno nicho onde ficava guardada uma imagem religiosa. Os participantes vestiam coletes vermelhos longos, em suas mãos seguravam adereços-estandartes-, uns com símbolos bordados, outros imagem religiosa.

Os anos eram de chumbo grosso. A Tradição Família e Propriedade (TFP), o Comando de Caça a Comunista (CCC) grupo de Direita, seus participantes eram alunos da Universidade, e a Organização Bandeirantes (OBAN), grupo criado por alguns empresários paulistanos, tendo em seu comando um dos principais torturadores do país, delegado Sergio Paranhos Fleury, desenvolviam atividades repressivas com finalidades de desestabilizar e prender grupos contrários ao sistema.

O que provocou presença desse passado foi à roupa usada pelo meu ex-aluno: a tradicional jaqueta de mangas compridas com punhos de abotoar, camisa com colarinho, gravata, sapatos de solado grosso preta bico redondo.

A TFP era comparada a época, por determinados grupos ideológicos, e alguns étnicos, como versão brasileira da KLU KLUX KAN organização americana de ultra direita.

Depois desse momento desliguei o televisor e tentei dormir. Inútil, agora não é mais o passado que se revela e, sim o futuro

Publicado abril 29, 2012 por heitordacosta em Recordações

Sonhos de uma tarde de verão   Leave a comment

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Sonhos de uma tarde de Verão

O ensaio tinha terminado, o programa era o que mais apresentava por metro quadrado as melhores mulheres da noite. Desde as certinhas do Stanislaw Ponte preta a Carlos Machado o-Rei das Noites Cariocas-. Carmen Verônica, Consuelo Leandro, Georgia Quental, Nélia Paula, Lady Hilda, Anilza Leone, Eloá, Angelita Martinez, Esmeralda, Darlene Glória, Rose Rondeli, Sonia Mamede  e, outras que eu não lembro.

Eu tinha por hábito ir todo dia após o meu ensaio ao Arpoador no inicio do lusco-fusco, apreciar o por do sol. Mas, naquele dia resolvi subir ao segundo andar e olhar a orla de Copacabana da varanda do estúdio A. Era um lugar onde eu levava minha câmera e ficava captando imagens aleatoriamente e que o meu amigo Editor de Vt Paulo Cerqueira gravava para o nosso arquivo. A vista da orla era total do posto seis ao leme, Av. Atlântica ainda não fora duplicada. Diante dessa magnífica paisagem flutuavam meus pensamentos, quando sô trazido de volta a realidade ao receber um abraço de Julia –nome fictício- minha namorada.

Ela nascera na Paraíba, porém, seu biofísico, ostentava de forma marcante os traços do colonizador-holandês-. Eram altas pernas, cumpridas bem torneadas, seus cabelos ruivos,lindos olhos verdes e um sorriso brejeiro que a todos encantava. Formou-se pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em artes plásticas. Na Televisão atua como cenógrafa sendo responsável pela criação de cenários de alguns programas que eu participo. 

Naquela época, anos 60, o nosso comportamento era voltado quase que em forma total a arte, embora todos fossem profissionais. –Pensar em arte, fazer arte e, viver e amar em outro plano-. Nossas referências eram de Jean Luc, a Antonioni, Fellini, o cinema francês-a câmera passeando, revelando outras formas de planos-, tudo discutido, vivido nas mesas do bar Pigalle nos fins de noite.

Apesar de não haver quase realizações de programas em externas nós éramos vistos e considerados como pertencentes a uma classe privilegiada, distante daqueles pobres mortais.

Julia gostava de ouvir a minha opinião em relação ao seu trabalho sempre que criava um cenário novo. Assim, não poderia ser diferente naquela ocasião. Deixamos a varanda e adentramos no estúdio. O cenário estava sendo montado, Julia queria saber de mim se as alturas das tapadeiras laterais do cenário não estavam altas de mais para a iluminação, ou baixas para o enquadramento das câmeras. Eu estava sentado na base de sustentação da câmera distante uns cinco metros de onde estava Julia, como o programa que eu iria participar só começaria mais tarde, decidi ali permanecer ouvindo e vendo a movimentação de Julia – uma bela mulher-. Imaginava os possíveis takes que eu poderia realizar, pois o cenário tinha elementos de decoração aérea – lustres- que ofereciam possibilidades de vários takes. Também imaginava ter Julia entre meus braços, mais tarde.

Vivendo esse momento mágico, sou surpreendido pela presença de uma pessoa de pé parada atrás de mim, que passando sua mão por cima do meu ombro, entendendo-a revela nela, uma bala. Viro-me para ver, era o maquiador -hoje seu nome artístico é Rogéria- Ele diz. -Heitor alguém mandou para você-. Olho em volta ninguém, digo-lhe em tom de gozação que ele fale para a pessoa vir e colocar em minha boca a bala.

Julia continuava empenhada na sua labuta, eu não dei importância ao fato, pois ali só existia gozadores, porém, logo em seguida, da mesma forma de como fui abordado pelo maquiador ,sou novamente só que agora a imagem é outra. No primeiro instante tive dificuldade de ver quem era, mas quando se abaixou perto de mim, quase de onde estava sentado ela tira o papel que envolvia a bala coloca-a em sua boca entre seus dentes, e em seguida me beija, e sussurra no meu ouvido: -Vou te esperar no Pigalle depois do programa para irmos jantar. – Levanta-se lentamente e com as passadas que lhe são peculiar -parece uma Gazela-, sai do estúdio. Ela tem um metro e oitenta de altura também perna longa, uma das mulheres mais cobiçadas, sonho de consumo do imaginário popular. Ali, olho no olho. Isso só era possível pela lente da minha câmera. Não posso imaginar que isso seja real, eu sonho, mas seu perfume, a bala, não pode ser surreal. Julia ainda fala com seus carpinteiros, pintores. Ela nada percebeu.

Assim começou meu romance com Carmen….. Durante dois anos maravilhosos vivemos o amor intensamente. Até que um dia com medo de perdê-la resolvi deixá-la quando resolvi comprar um maço de cigarros e não mais voltando para os seus braços. Quanto a Julia, soube depois de três anos passados, que ela havia sido detida dentro de uma célula estourada pelos Órgãos de repressão, e nunca mais soubemos de seu paradeiro.

-. 

-mais muito mais, eternamente.

Publicado abril 10, 2012 por heitordacosta em Recordações

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Cabeças Pensantes atentem e vigiem               liaisoms de Dangerous   

 

                

 

                   

Pois é… atos, fatos, brincadeira, por que? Quer emoção? Pegue uma onda de peito depois da arrebentação com as duas mãos amarradas no saco. Quer mais? Segure um fio desencapado com mais de 2.00000000 Watts dentro de uma piscina, ou então, seja RESPONSÁVEL.

Você era uma pessoa pública, e agora o que é? TENHA VERGONHA ASSUMA.

—Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado maio 31, 2010 por heitordacosta em Recordações

A Ordem das Cabeças Pensantes – Lucy in the Sky with Diamonds   Leave a comment

 

                                                  A Ordem das Cabeças Pensantes

 Cabeças Pensantes atentem e vigiem A apologia

 

YouTube – Lucy in the Sky with Diamonds
 

 

—Pois é …..

—Mais, muito mais, eternamente-

Publicado maio 7, 2010 por heitordacosta em Recordações

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Cabeças Pensantes atentem e vigiem

                                                  Trecho do ensaio sobre a solidão habitada

                                                  Cantos trinados gemidos

                                                  pombas rola canários pardais

                                                  ao sabor da fresca brisa

                                                  lençois estendidos varais

                                                  A musica, bemois sustenidos

                                                  sinfonia ausente

                                                  na minha muda viola.

                                                  Sem a tua presença,

                                                  neste pequeno espaço.

–Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado dezembro 3, 2009 por heitordacosta em Recordações

A Ordem das Cabeças Pensantes Atentem e vigiem   Leave a comment

A Ordem das Cabeças Pensantes

Cabeças pensantes atentem e vigiem Porque me Ufano.

Apesar de transcorridos quase 100 dias, ainda não consegui por em ordem meus documentos em minha nova residência na cidade de São Paulo.

O meu maior tormento é ter que depender dos serviços Técnicos – telefônico, Internet banda larga (Speedy) e, atendimento do suporte técnico, oferecidos pela empresa Telefônica.

Por razões profissionais, estou morando numa área afastada do grande centro da cidade de São Paulo, uns -30 quilômetros-, graças a Deus. Porém, o sossego, a paz reinante, característica desse lugar, não são suficientes para amenizar os desgaste físico e intelectual na interação com essa empresa.

Hoje sexta feira 13, (ops) finalmente após 10 dias sem poder usar Internet o sistema voltou a funcionar. Vamos torcer para que continue assim.

Afora isso, ainda abrindo caixas, onde estão guardados livros, documentos, anotações.

As vezes sou surpreendido, ora, por fatos expressivos que marcaram momentos felizes em minha carreira profissional, em outros, a importância deles ainda no presente, relevante por serem partes de um processo evolutivo.

Alguns deles, me levam de volta ao século passado, através de fotos o reencontro de queridos amigos. Na memória momentos felizes e, grandes realizações.

O Tempo o Fato o Homem o Espaço…Vago.

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03 /04 / de 1967. Eu na camera da direita ao lado Ademar Guerra. O outro cameraman, o querido saudoso Renato Petrawska, em cena Leina Crespi e outros que não me lembro de seus nomes.

 

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10 /04/ de 1967. jornal Ultima hora de São Paulo Coluna de Walter Negrão.

 

 

                                          -Edição esgotada-.      img007

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15/05/1978. Jornal Folha da Tarde.SP

—Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado novembro 13, 2009 por heitordacosta em Recordações

Cabeças Pensantes atentem e vigiem-Os desencontros-   Leave a comment

  
 
             Foto-Heitor            Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                         Os desencontros
 

-Justine, eu imagino ser possível, se ficarmos falando sobre esse assunto, amanhecer, ainda assim, você não terá terminado a relação, o demonstrativo do seu poder econômico.

-Querido para sua informação, talvez um ano levasse para listá-los. Porém, não é sobre isso que estou falando. Quando mencionei, destaquei alguns valores, fi-lo com a intenção de mostrar-lhe que a falta de poder econômico em relação à manutenção da nossa causa, da nossa luta, não existe e, não será motivo para que provoque uma desistência. Muito pelo contrário; é mais fácil um motivo fútil, nos afastar dos nossos objetivos, do que faltar recursos para levarmos os nossos sonhos em frente. Quanto ao paradoxo, não é preciso falar sobre ele agora; enquanto eu existir, sonhar e, puder alimentar esses sonhos. Então querido, para que você finalmente aquiete seu espírito, eu a partir desse momento coloco-me a seu comando, ouvirei atentamente suas observações, acatarei as correções, discutiremos qual estratégia iremos adotar, não importando o quanto isso nos custará financeiramente, quero também dizer-lhe nesse momento, que LHE AMO, AMO MUITO! Sempre lhe amei. Eu preciso muito de você! Farei qualquer coisa para lhe fazer feliz. Não haverá mais desencontros em nossas vidas.

-Justine, houve uma fase em minha vida que tudo faria o permitido a um mortal, para dizer-lhe algo parecido. Mas, antes da chegada daquele esperado momento, um instante me revelou espantoso fato, que provocou um efeito devastador na minha ilusão, nos meus sentimentos. Só depois de um longo espaço de tempo, consegui através dos inúmeros desencontros a cicatrização desses ferimentos.

 

-Querido, sempre alimentei o meu imaginário afetivo com sua soberana imagem. A cada fase da minha existência, o meu amor por você vivia ao sabor da quimera. Não haveria lugar e não poderia existir nada que pudesse provocar qualquer mal a você por meu intermédio. Eu sempre lhe amei.

-Justine, você se lembra do seu aniversário comemorado na igreja santa Quiropita onde na ocasião você festejava seus dezoito anos? Quando involuntariamente surpreendi você e a Heleninha osculando intensamente naquele corredor que liga a sacristia ao adro?

-Querido! Nós éramos jovens, vivíamos em uma época ainda não permissível, liberal. A busca da revelação do oculto, o gosto do fruto proibido que sacuda, afligia nossos sentimentos, os nossos desejos, a nossa libido. Não houve nenhum outro tipo de relacionamento entre eu e, a Heleninha, apenas o da procura, do prazer, da felicidade, da conquista e da perda.

-Justine, na minha família-somente em caso de muita consideração, – poderíamos entender esse comportamento, como -fruto de um desajuste comportamental social-. Na nossa época os principais códigos -da moral e da ética- que regiam os procedimentos sociais não aprovariam esse tipo de conduta. Eu como filho homem, único na família, vivia dentro desse universo da moral e da decência. Simples palavras me acompanham desde criança; bom-dia, boa-tarde, boa-noite, como vai o senhor, a família como tem passado? Dá licença, agradecido, por favor. Aprendi também que deveria ajudar uma pessoa de idade atravessar a rua. Devia tomar benção ao pai e a mãe, a tia o tio, a madrinha o padrinho. Aos padres devia, porém, evitava. Aprendi em casa com os meus pais a praticar as boas ações e, aperfeiçoei este aprendizado no escotismo, onde ingressei aos nove anos.

As atividades desenvolvidas pelo grupo, – passeios, acampamentos, atividades filantrópicas, esportivas, – revelavam a mim como entender e, resolver situações, ser solidário. Percebi que a minha individualidade continuava existindo, mesmo que fizesse parte de um grupo, onde o respeito a ela, em todo tempo era uma realidade. Assim, a minha formação, sempre em processo de evolução mantivesse-se fiel a esses princípios. Então, você a de compreender qual a intensidade do choque em mim, naquele momento provocou o fato.

-Querido; perdoe-me pelo mal que involuntariamente lhe causei. Foi um fato isolado, de ato único. Agora eu compreendo porque você ficou algum tempo, – acho que dois anos, – sem falar comigo. Eu penso que esse incidente, já se perdeu no tempo e no espaço. O importante é agora não haver mais desencontros, nada que nos afaste um do outro.     Querido, você sabe qual é o meu desejo neste mágico momento de encantamento?

-Espero que não seja nada que você não possa satisfazer.

-Eu tenho vontade de interromper por instantes o som desse maravilhoso sexteto e, revelar no microfone para os nossos convidados e amigos presentes, o nosso amor, o nosso noivado.

-Justine, não fique magoada, mas o momento não é oportuno. Como lhe disse antes, eu estou precisando reformular analisar a minha vida, a participação neste confuso processo.

 

Para mim também é muito importante que você entenda que o meu amor, os melhores sentimentos, sempre foram dedicados a você. Estou neste momento menos infeliz, muito vaidoso, saber que tenho o amor, carinho, atenção de uma mulher poderosa, cobiçada e, desejada pelos senhores donos de poderes. Porém, eu não estou preparado para viver essa ocasião própria agora. Justine, eu não quero amar você só pela emoção e, o meu racional está perturbado, ocupado por encontrar uma solução que venha nos ajudar vencer as batalhas que iremos travar com os nossos inimigos.

Eu gostaria de propor a você meu querido amor; logo após o seu regresso, discutiremos um plano que eu estou elaborando, então, poderemos convidar o embaixador Alfredo e, o nosso adido militar, general Adalberto e, submeter a eles as nossas sugestões.

-Querido; como lhe disse anteriormente, eu estou sob seu comando, entretanto, gostaria de saber a sua opinião, no caso de adiar a minha ida a Argélia. Acredito que o Gedenilson não irá se importar em esperar por mais uns dias. Eu pensei agora oferecer a ele algo mais que o encontro, e você é que terá de avaliar, decidir. Eu pretendo entrar em contato com o meu amigo, embaixador francês Gui Lafond, que está à frente da representação diplomática francesa há seis anos na Argélia, – foi ele que me ajudou conseguir o asilo da Heleninha, – pedindo-lhe que veja a possibilidade de solicitar ao seu amigo particular de longa data, o xeque Abdula Homar Salebe Sued, tornar possível a uma amiga brasileira, asilada em seu país, obter um salvo conduto que propicie a está cidadã, ausentar-se por breve período de sua tutela, para tratar da documentação que lhe permitirá contrair núpcias na cidade de Loire, sul da França, sob a responsabilidade do embaixador Gui Lafond.

-Justine, você acha isso possível?

-Por que não querido? Isso só não acontece quando as pessoas envolvidas são comuns, ou “pequenas”.                                  Como agradecimento e reconhecimento a tão significativo gesto de boa vontade e amizade, eu farei uma apresentação de toda coleção outono-inverno, para o querido xeque Homar Salebe Sued, em um dos seus palácios, com a presença de todas as modelos contratadas da Maison Zoom Santé. Agora o mais fantástico desse plano: junto ao casamento do Gedenilson com a Heleninha, realizaremos o nosso. Os festejos serão realizados neste castelo!

-Face a face; seus olhos grandes, verdes, irradiam esperanças, incertezas aflitivas. Mais uma vez, delicadamente me hipnotizam. A espera do sim me devora digeri-me, sua ansiedade. Ainda não consegui dizer-lhe que também anseio por este fato. O silêncio revela o embargo das minhas palavras pela emoção. Ali, bem perto de mim, o monumento! O conjunto carne-osso, como se esculpido fosse, ao sabor da genialidade do artista. O presente vive o presente e, espera pelo presente. Referência do ilusório imaginário popular, sonho virtual do consumo. Quintessência da espécie humana!

-Abraça-me querido, é preciso eternizar esse espaço pequeníssimo, mas indeterminado de tempo. Eu estou muito feliz!

-Justine

-Querido beije-me.

–Trecho do meu livro DOSSIÊ.

—Mais, muito mais, eternamente-.

 

  

Publicado outubro 20, 2008 por heitordacosta em Recordações

Cabeças Pensantes atentem e vigiem Procurem   Leave a comment

    • Foto-Heitor         Cabeças Pensantes atentem e vigiem
    •                                                                        RECORDAÇÕES.

 

Como sempre, a senhora Ana Rosa, que eu a tenho como uma grande amiga e que sempre me brinda com pérolas como essa que eu irei com vossa licença apresentar-lhes.

 

A HISTÓRIA DO RIO, CONTADA ATRAVÉS DE SEUS USOS E COSTUMES, DE FORMA SABOROSA E EDUCATIVA. É COMO SE FOSSE UMA HISTÓRIA DA QUAL TODOS NÓS, CARIOCAS E "ADOTADOS", FÔSSEMOS PERSONAGENS.

 

Aqui nesse espaço havia uma matéria que misteriosamente deixou de existir. 

  

– Espero que tenham admirado a matéria apresentada. Parodiando Roberto Carlos -Essas recordações me matam-.

-MAIS, MUITO MAIS, ETERNAMENTE-.

Publicado setembro 10, 2008 por heitordacosta em Recordações