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Lei 10.639 / 2003 torna obrigatório o ensino de história e culturas africanas e afro-brasileiras nas escolas, vem aumento de mercado editorial ou número de publicações dedicadas a estes temas. Seja em literatura de ficção ou em pesquisas acadêmicas e em artes de várias especialidades.

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Livro Digital CD Room  BLACK HERYTAGE

Publicado novembro 20, 2016 por heitordacosta em Livros, Uncategorized, Utilidade Pública

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

Cabeças Pensantes. Está disponível no site https://www.facebook.com/groups/313945965851/ a cópia do livro ‘DOSSIÊ” em Formato PDF.

Imagem1Divulgação dao Livro Dossiê

A Ordem das cabeças Pensantes   Leave a comment

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

-Querido amigo, me perdoe por não ter lhe dado à chance de falar com a Justine, porém, logo chegarmos ao nosso destino você terá essa oportunidade, mas agora, os contatos terão que ser breves e, em código. Espero que você compreenda, estamos no meio de uma guerra não convencional e precisamos ter o máximo de cuidado.
-Mas qual é o nosso destino?
-Estamos indo para Loire
-para o Castelo da Justine?
-Sim
-mas, lá não é perigoso?
-O perigo neste local está neste momento sob nosso controle.
-Senhor Latif, a Justine me disse que eu deveria acatar suas decisões e, nelas confiar. Todavia, além da curiosidade, a necessidade de saber o que está acontecendo me assola neste momento. Até agora a única informação que eu tenho é relacionada à presença de agentes do SIRAN aqui.
-Existem muito mais coisas realizando-se inopinadamente.
-Por exemplo?
-Além dos agentes do SIRAN que vieram do Brasil agora, há a presença -oculta-, de vários membros de uma Organização chamada
-ZELOTES?
-Exatamente. No momento é com ela que teremos com que nos preocupar.
-Mas por que?
-Os integrantes dessa Organização, -ela existe desde do século lll a.C. Aproximadamente-, eles são cruéis, corruptores, criminosos desapiedados, a maioria ainda mantém no seu código genético vínculos de uma geração de prisco era os, DEICIDAS ! Eles apóiam e subjugam esses agentes.  O que nós sabemos é que no inicio houve uma divisão entre os judeus, -os saduceus e os fariseus-. Os saduceus eram o partido do establishment, que controlava o Templo, e eram mais condescendentes em sua interpretação da Lei; os fariseus eram mais rígidos, mais radicais e mais austeros, e usavam a tradição oral para impor minúcias legalistas a todos os aspectos da vida judaica. Uma das principais diferenças nas crenças das duas facções dizia respeito à vida após a morte: os saduceus eram agnósticos e os fariseus insistiam na imortalidade da alma, na ressurreição dos mortos e nas recompensas divinas para a virtude e na punição para o pecado no mundo vindouro.
Os fariseus foram os mais vociferantes na sua oposição ao domínio romano, e entre eles havia seitas austeras e fanáticas, como os essênios, que viviam em comunidades semimonásticas, e os Zelotes, uma facção Terrorista que desprezava não só os romanos, mas todos os judeus colaboracionistas. Eles enviavam assassinos conhecidos como sicários (do grego sikaroi, através do latim sicarïi, literalmente “homens do punhal”) para se mesclarem à multidão e assassinar seus inimigos. Um contingente de Zelotes da Galiléia que se refugiara em Jerusalém travava guerra de classes contra seus anfitriões. “9”.
Sua paixão pela pilhagem era insaciável; eles saqueavam as casas de homens ricos, assassinavam homens e violentavam mulheres por prazer, e brindavam aos seus espólios regados a sangue. Devido a puro tédio, entregavam-se descaradamente a práticas efeminadas, adornando o cabelo e vestindo roupas femininas, encharcando-se de perfume e pintando a área sob os olhos para tornarem-se atraentes. Imitavam não apenas o vestuário, mas também as predileções femininas, e em sua extrema torpeza inventavam prazeres ilícitos; chafurdavam no lodo, convertendo a cidade inteira num bordel e poluindo-a com as práticas mais sórdidas. Muito embora tivessem feições femininas, suas mãos eram de assassinos; aproximavam-se com seu jeito afetado de andar, inesperadamente transformava-se em lutadores e, sacando a espada de sob seus mantos coloridos, trespassavam quem por ali estivesse passando. “10”.
A qualquer outro povo eles sentem apenas aversão e hostilidade. Sentam-se isolados para fazer as refeições e dormem à parte, e, apesar de, como raça estarem inclinados à concupiscência, abstêm-se de manter relações sexuais com mulheres estrangeiras; todavia, entre eles própios nada é ilícito. “12”
-Senhor Latif mas nós não fizemos nada contra essa Organização. A nossa luta é desenvolvida em nosso país, lutamos contra a Ditadura do Índice de Audiência, a opressão, o direito de expressão, a liberdade a fraternidade, contra o analfabetismo, a exclusão social, a corrupção, a falta de ética, da moral, em defesa da família do direito de escolha da religião, do Deus, contra a descriminalização do assassinato do feto, das drogas, de uma paternidade responsável.
-Querido amigo; nada acontece sem o conhecimento e a autorização deles.
-Mas como iremos identificá-los?
-A nossa Organização há muito tempo conhece os métodos usados por eles
-Nossa Organização?
-Sim.
-Senhor Latif que Organização é essa?
-A FLUP
-A FLUP? O que quer dizer?
-Frente para a Libertação e Unificação da Palestina.
-Senhor Latif desculpe-me, mas a nossa luta não tem nenhuma relação ou conotação com esse conflito existente no Oriente Médio.
.Tem muito mais do que você pensa mas, essa é uma longa história. No momento oportuno você tomará conhecimento dela. Mais posso adiantar-lhe que a FLUP, Frente para Libertação e Unificação da Palestina, é uma Organização Política e, eu sou seu líder, e a nossa participação e reivindicações são pacíficas, porém, há ocasiões que temos de usar meios não diplomáticos e, táticas beligerantes, para defendermos a nossa integridade e assim possamos, prosseguir na luta em defesa dos nossos objetivos.
-Senhor Latif, eu estou meio atordoado e confuso, pelo que eu sei, o senhor é de origem libanesa, empresário do ramo têxtil. Admitindo que haja, -ocultamente-, admiradores da causa Palestina eu jamais poderia imaginar que o senhor fosse um deles, quiçá, participante dessa luta.
-Senhor Daniel, eu não sou Libanês, sou Palestino. O que a nossa Organização busca junto à comunidade Internacional é, justamente o entendimento e, o reconhecimento dos nossos direitos, -os que foram usurpados e, os que nesse momento estão sendo tomados-. A nossa Nação tem o direito de ter de volta seu solo, reconhecida sua Pátria, o direito a vida. Essa carnificina comandada por esses sicários precisa ter um fim.
Hamede, tenha cuidado, logo à frente a uns cinqüenta metros, há uma curva para a direita perigosa, e na seqüência a redução de duas faixas sobre uma ponte de trinta metros de extensão. Fique bem atento, pois não dá para cruzar com um caminhão sobre ela.
–Senhor Latif não seria conveniente eu conhecer os membros de sua Organização?
-Querido amigo, não faltará oportunidade, quanto a esses companheiros, eles pertencem a uma ala, -especial-, como lhe disse antes, somos uma Organização Política mas às vezes temos que abandonar a diplomacia, nessa ocasião nós temos que chamar os nossos amigos; o Hamede é o nosso motorista, os outros dois companheiros, um chama-se Issan,e o que você ainda não ouviu seu nome é o Abdul.
-E o senhor Doutor Lagardaré? Também é integrante da Organização?
-Senhor Daniel eu sou admirador da causa, além disso colaborador.
-Então, somando, no momento somos cinco e meio, -contando comigo-, agentes da FLUP lutando contra o SIRAN e, a Organização dos ZELOTES.
-Tem muito mais gente. Há um comando no Castelo, outro em Argel, mais um em Paris, além do nosso. O dia está surgindo, ainda bem que nesta região o trafego nessa auto-estrada é esporádico. Estamos quase chegando, logo tomaremos o controle da situação. Abdul, dê ao senhor Daniel um dos nossos relógios.
-É especial senhor Latif?
-Sim, mas também registra as horas, ele é muito usado pelos membros de nossa Organização, Ele é rastreado por Satélite, tem um sistema de GPS e Bip, -localizador, que através das coordenadas, latitude, longitude favorecem a rápida localização-. O exército americano usou no Oriente Médio para resgatar pilotos de aviões abatidos no deserto. Também por intermédio dele descobrimos o assassinato de um nosso colaborador, o Senhor Grenobelle

— Trecho do Capítulo XI do meu livro “Dossiê”
— Mais muito mais eternamente

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Cabeças Pensantes atentem e vigiwm

 

-Querido você esta querendo me dizer que precisamos reconsiderar as decisões, ações, as nossas propostas?

-Justine, como observou o nosso amigo embaixador Alfredo, o nosso inimigo, não é nenhum qualquer. O seu exército, -parte da Mídia-, tem uma mobilidade excelente, é bastante flexível, atuando em várias frentes ao mesmo tempo. O seu poder de convencimento é muito abrangente quase irresistível. A sua principal arma -letal-, é mais poderosa que uma bomba de hidrogênio. Ela explode nos lares, no seio das famílias. Aparentemente, sua força nociva destrutiva não provoca dor, ao contrário, oferece uma falsa ilusão, a sensação de igualdade com o personagem -herói-, o mentiroso tenebroso enredo, que lhe é enfiado cérebro adentro, em nome da Ditadura do Índice Audiência. A pouco tempo o brilhante jornalista Fausto Wolff publicou em sua coluna diária no Jornal do Brasil um trecho do livro escrito pelo senhor Zbigniew Brzezinski –ele participou do governo Carter onde diz–. “Rumamos para uma combinação do apoio de milhões de cidadãos não-coordenados ao alcance de personalidades magnéticas e atraentes que exploram, efizcamente as mais avançadas técnicas de comunicação para manipular as emoções e controlar e razão.”  Parte desses meios de comunicação possuem capacidade de causar prejuízos graves as famílias, apresentando uma visão inadequada e mesmo deformada da vida, da estirpe, da religião e da moral. A força da Mídia é capaz de ser tão grande que os homens, mormente se desprevenidos, dificilmente podem dar-se conta dela, dominá-la e, se for o caso rejeitá-la.

Os nossos erros surgem quando repetimos atitudes e ações realizadas pelos senhores que tem o hábito de reter em suas mãos os meios, entre alguns a -força- que lhes permitem alterar, e modificar o curso do momento histórico, incessantemente de maneira que lhes seja favorável. Na relação, “poder e povo“ quando se propõem algo, o primeiro, sempre sairá beneficiado, quanto ao segundo, ele jamais terá outra alternativa, a não ser, aceitar, o que já lhe será suficiente na sua participação pois ele, -povo- não tem voz!. Tudo que lhe chega as mãos -dado-, é bem recebido, acostumou-se a ser dependente, não discute se lhe interessa, aceita, não importa se o pão que lhe dão a comer esteja bolorento. Os seus valores estão distantes da sua realidade da sua identidade. Os seus sonhos de consumo são virtuais . A cocaína -virtual-, tem mais poder, ela sai pelo vídeo da sua Televisão, entra em todos os lares, seu uso está descriminalizado, -porém, não identificado- e, através dela, -ação-, a sua participação lhe permite transformar-se em um mutante utópico; não precisa esperar mais pelo período momesco para vestir sua fantasia, ir brincar com a sua ilusão. O aqui, agora, rei, príncipe, mocinho, herói. O poder de escolher o tipo de mulher que lhe fará companhia, nada de Sandra, Marly, Maria, Arlete. Agora só Top Girl; Kelly, Camila,Daniela, Vanessa.

O sonho da infância, -o carrinho de madeira, restos dos caixotes da feira, e as rodinhas com rolimãs-, não chegam mais no gueto. Ali agora, só passam carrões, foguetes, aviões, motocicletas, desilusões, ilusões. -Eu consigo ser o que não sou!-

Trecho do capitulo VII do meu livro “DOSSIÊ”

—Mais muito mais eternamente;

Publicado julho 30, 2014 por heitordacosta em Livros

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Cabeças Pensantes atentem e vigiem

O Plano

 

EN TODOS LOS TIEMPOS, TANTO LOS PUEBLOS COMO LOS INDIVIDUOS HAN TOMADO LAS PALABRAS COMO REALIDADES; QUEDAN SATISFECHOS CON LA APARIENCIA DE LAS COSAS Y RARAMENTE SE OCUPAN DE OBSERVAR SI LAS PROMESAS RELATIVAS A LA VIDA SOCIAL SE CUMPLIERON O NO: POR TAL, NUESTRAS INSTITUCIONES POSEERAN UNA BELLA FACHADA QUE HABLE ELOCUENTEMENTE DE LO QUE HAN APORTADO AL PROGRESO.

OS APROPIAREMOS DE LA FISONOMIA DE TODOS LOS PARTIDOS Y TODAS LAS TENDENCIAS. LOS ORADORES QUE INFILTREMOS ENTRE ELLOS SERAN TAN LOCUACES QUE LLEGARAN A FATIGAR AL PUEBLO CON SUS  DISCURSOS, AL PUNTO DE HACERSELES INSOPORTABLES.

PARA TOMAR LAS RIENDAS DE LA OPINION PUBLICA, ES PRECISO EMBARULLARLA  HASTA LA PERPLEJIDAD, REGANDO DE UNA MISMA VEZ POR TODAS PARTES IDEAS Y OPINIONES CONTRADICTORIAS; DE ESTA FORMA, LOS GENTILES SE PERDERAN EN UN LABERINTO, PERSUADIENDOSE DE QUE, EN MATERIA DE POLITICA, ES MEJOR NO TENER OPINION. SE CONVENCERAN POR FIN DE QUE ESTA MATERIA NO PUEDE SER DOMINADA POR EL PUBLICO, SINO EXCLUSIVAMENTE POR AQUELLOS QUE DIRIGEN. ESTE ES EL PRIMER SECRETO.

EL SEGUNDO SECRETO PARA GOBERNAR CON EXITO CONSISTE EN MULTIPLICAR AL EXTREMO LOS DESACIERTOS POPULARES, LAS COSTUMBRES, LAS PASIONES Y LAS REGLAS DE LA VIDA COMUN DEL PAIS; ASI, NADIE SERA CAPAZ DE PENSAR CON CLARIDAD ENTRE EL CAOS QUE SE ARME Y LOS HOMBRES TERMINARAN POR NO ENTENDERSE LOS UNOS A LOS OTROS. ESTA TACTICA SEMBRARA LA DISCORDIA EN TODOS LOS PARTIDOS, DISOLVIENDO LOS COLECTIVOS QUE NO QUIERAN SOMETERSENOS;

TAMBIEN DESANIMARA CUALQUIER INICIATIVA, POR GENIAL QUE SEA. NO HAY NADA MAS PELIGROSO QUE LA INICIATIVA PERSONAL; SI ESTA FUERA PRODUCTO DE UN GRAN CEREBRO, PODRIA HACERNOS MUCHO MAS DANO QUE LOS MILLONES DE INDIVIDUOS QUE HEMOS LANZADO A ENTREMATARSE.

PRECISAMOS DIRIGIR LA EDUCACION DE LAS SOCIEDADES CRISTIANAS DE MANERA QUE, CUANDO TRATEN DE PROCEDER POR INICIATIVA PROPIA, SE DESESPEREN Y TENGAN QUE DECLARARSE VENCIDAS. EL ESFUERZO QUE  UNO EJERCE LIBREMENTE SE CANCELA CON LOS IMPULSOS LIBRES DE LOS OTROS; DE AHI NACEN LOS CONFLICTOS MORALES, LAS DECEPCIONES Y LOS DESENCANTOS.

 FATIGAREMOS TANTO A LOS CRISTIANOS CON ESA LIBERTAD QUE SE VERAN OBLIGADOS A OFRECERNOS UN PODER INTERNACIONAL QUE PODRA ACAPARAR  LOS  PODERES  GUBERNAMENTALES  DE  TODOS  Y  FORMAR UN GOBIERNO SUPREMO UNIVERSAL. REEMPLAZAREMOS LOS GOBIERNOS ACTUALES POR UN ESPANTAJO QUE DENOMINAREMOS ADMINISTRACION DEL GOBIERNO SUPREMO. SUS TENTACULOS SE EXTENDERAN POR TODAS PARTES Y DISPONDRA DE UNA ORGANIZACION COLOSAL QUE DEBERA SOMETER POR FUERZA A TODAS LAS NACIONES.

Capitulo Vl

 LOS MONOPOLIOS: LAS FORTUNAS DE LOS GOIM ESTAN EN NUESTRO PODER. EXPULSION DE LA  ARISTOCRACIA DE SUS PROPIEDADES TERRITORIALES. COMERCIO. INDUSTRIA. ESPECULACION DESARROLLO DEL LUJO. AUMENTO DE LOS SALARIOS Y ENCARECIMIENTO DE LOS ARTICULOS DE PRIMERA NECESIDAD. ANARQUIA Y ALCOHOLISMO. OBJETO SECRETO DE LA PROPAGANDA DE LAS DOCTRINAS ECONOMICAS..

 CREAREMOS EN BREVE ENORMES MONOPOLIOS, COLOSALES RESERVAS DE RIQUEZAS DE LAS CUALES DEPENDERAN LAS FORTUNAS DE LOS GENTILES; ESTOS MONOPOLIOS DEVORARAN EL PATRIMONIO DE LOS CRISTIANOS JUNTO CON EL CREDITO DE SUS GOBIERNOS CUANDO PRODUZCAMOS LA CATASTROFE POLITICA. (SE SO_RENTIENDE QUE LOS ZELOTES RETIRARAN SUS CAPITALES EN EL MOMENTO OPORTUNO.) LOS ECONOMISTAS AQUI REUNIDOS DEBEN CONSIDERAR LA IMPORTANCIA DE ESTA COMBINACION.

 

PRECISAMOS EMPLEAR TODOS LOS MEDIOS DISPONIBLES PARA QUE EL GOBIERNO SUPREMO SEA REPRESENTADO COMO PROTECTOR Y REMUNERADOR DE QUIENES SE SOMETAN VOLUNTARIAMENTE.

 

LA ARISTOCRACIA DE LOS GENTILES DESAPARECE COMO FUERZA POLITICA. YA NO TENEMOS QUE CONTAR CON ELLA. SIN EMBARGO, COMO PROPIETARIOS DE TIERRAS, LOS ARISTOCRATAS SON TODAVIA PELIGROSOS PORQUE SU INDEPENDENCIA SE SOSTIENE SOBRE RECURSOS PROPIOS. ES PRECISO, POR TANTO, DESPOJARLOS DE SUS TIERRAS. PARA LOGRARLO, EL MEDIO PREFERIDO ES EL ALZA DE LOS IMPUESTOS SOBRE LOS BIENES RAICES, DE MODO QUE LAS RENTAS SE REDUZCAN Y LOS GENTILES SE ARRUINEN.

ES NECESARIO QUE AL MISMO TIEMPO PROTEJAMOS EL COMERCIO Y LA INDUSTRIA. SOBRE TODO DEBEMOS PROTEGER LA ESPECULACION QUE LE SIRVE DE CONTRAPESO ALA INDUSTRIA. SIN LA ESPECULACION, LA INDUSTRIA MULTIPLICARIA LOS CAPITALES PRIVADOS Y EMANCIPARIA A LA AGRICULTURA DE LAS DEUDAS E HIPOTECAS CONTRAIDAS CON LOS BANCOS RURALES. ES ESENCIAL QUE LA INDUSTRIA ABSORBA TODAS LAS RIQUEZAS DEL TRABAJO Y QUE LA ESPECULACION PONGA EN NUESTRAS MANOS EL DINERO DE TODO EL MUNDO. PROCEDIENDO AS I, TODOS LOS GENTILES SERAN LANZADOS A LAS FILAS DEL PROLETARIADO Y SE DOBLEGARAN ANTE NOSOTROS PARA PODER TENER EL DERECHO DE VIVIR

 

Capitulo Vll

OBJETO DE LAS ALZAS ARMAMENTICIAS. FERMENTACION, LUCHAS Y DISCORDIAS EN EL MUNDO ENTERO. SOMETIMIENTO DE LOS GENTILES POR MEDIO DE GUERRAS INTERNAS Y POR LA GUERRA MUNDIAL. EL SECRETO CONSIDERADO COMO ARTE DE LA POLITICA Y DE  JUDIOMASONERIA. LA PRENSA, LA OPINION PUBLICA Y NUESTRO TRIUNFO. LOS SENORES AMERICANOS, JAPONESES Y CHINOS.

LA INTENSIFICACION DEL SERVICIO MILITAR Y EL  AUMENTO DE LAS FUERZAS DE POLICIA SON ESENCIALES PARA LA REALIZACION DE LOS PLANES INDICADOS. ES PRECISO QUE, FUERA DE NUESTRA ORBITA, EL PAIS QUEDE REDUCIDO A UNA GRAN MASA PROLETARIA DE DONDE SACAR INDIVIDUOS CONVERTIDOS EN SOLDADOS Y AGENTES DE POLICIA SUMISOS A NUESTRA CAUSA.

-Trecho do meu LIVRO DOSSIÊ-

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado abril 27, 2012 por heitordacosta em Livros

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Cabeças Pensantes atentem e vigiem O livro DOSSIÊ                                                                                                                                   

PRÓLOGO  

 

É madrugada. O telefone toca insistentemente. Acordado procura enxergar o número do aparelho que está ligando, às três horas de uma fria noite de inverno. Não há nenhum registro no identificador de chamadas do meu telefone. Quem poderá ser? Será da redação? Resolvo atender: Alô! Uma voz de criança do outro lado da linha quer falar com o jornalista Daniel Dantas.

-É ele que está no aparelho.

-Alô, um momento.

-É a Priscila. Ligue para mim agora! Clic.

 

Este é o seu codinome dentro da organização. Ela é modelo internacional consagrada, top star, contratada com exclusividade pela grife ZOOM SANTÉ lingerie de paris. Seu verdadeiro nome é Justine Alcântara, mas seu nome artístico no mundo fashion é Fanny Girl. Justine pertence a uma tradicional família paulistana, principal exportadora de soja do país. Seu pai foi, num regime passado, embaixador nos Emirados Árabes. Ela era menina quando veio para o Rio de Janeiro morar com a sua mãe, condessa Van Helerit D`Gróis Gróis que estava separada de seu marido, o conde D`Gróis, exilado na Líbia.

Justine viveu e cresceu no mesmo bairro, na rua onde eu ainda moro. Lá também reside quase toda nossa turma, inclusive a Heleninha Junqueira Fontes, filha do desembargador Junqueira Fontes. Ela era amiga íntima de Justine e as duas estudavam na mesma faculdade. Faltava apenas um semestre para o término dos seus estudos e o início de uma promissora carreira advocatícia. Porém, o destino não quis assim; (no mesmo dia que a Heleninha foi presa no seu apartamento junto com a turma da facção Boi Voador, eram ali que eles realizavam suas reuniões, a mãe de Justine falecia. Num só dia ela teve duas importantes perdas).

 

 Hoje, Priscila é a responsável, principal elo entre eu e o grupo. A prisão de sua íntima amiga leva-a a ingressar na luta contra o sistema opressor e manter uma vida dupla.

 Já faz quase seis meses que tento entrevistar o Gedenílson, famoso, perigoso e o mais procurado agente subversivo G, mentor intelectual do (PNB) PARTIDO NIILISTA BRASILEIRO, que luta contra a DITADURA DO ÍNDICE DE AUDIÊNCIA. Todas as ações realizadas com objetivos de desestabilizar o terrível e nefasto regime na região sudeste são atribuídas a ele. Gedenilson Vieira Nonato, seu nome de batismo, agora identificado pelo -SIRAN- SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA E REPRESSÃO as ATIVIDADES NIILISTICAS como agente G.



Durante vinte anos Gedenilson viveu, morou e trabalhou no mesmo prédio, onde também morava sua madrinha Dona Dulce. Após a morte do desembargador Junqueira, que era viúvo, Heleninha herda o apartamento 703. Eu morava a uma quadra de distância do prédio. Às vezes, aos sábados, quando eu resolvia parar no bar do Veronis, via o Gedenilson por lá. Sempre me pareceu uma pessoa pacata.

Gedenilson ficou preso durante dois anos, incomunicável, nos porões da temida “CLÍNICA PSIQUIÁTRICA LOS CARACOLLES VIERDES CAMPOS” terrível cemitério de mortos vivos. Para esse lugar eram enviados os ativistas contestadores e simpatizantes do PNB. Poucos conseguiam resistir, porém, quase ninguém voltava de lá. Os meus contatos com Priscila eram feitos através de ligações em aparelhos públicos, por razões de segurança, e ela deve estar em algum ponto da cidade esperando a minha ligação.Vale a pena ir à rua agora, enfrentar este gélido vento sul na madrugada.

-Alô, Priscila como vai você?

-Que bom que você ligou Daniel! Serei breve. Vá amanhã ao bar do Veronis. Chegue lá às vinte e uma horas em ponto, peça uma bebida espere passar dez minutos, em seguida vá para o pátio em frente e sente-se à mesa. Espere, alguém fará contato com você. Clic tuu.

-Desligou sem se despedir



Capitulo l

 

 

Às vezes imagino ver a Priscila desfilando nas passarelas, arrancando suspiros entre os aplausos da platéia fascinada pela elegância do seu caminhar, o menear dos seus quadris e, o seu olhar de soslaio e desprezo em direção ao público. Um metro e noventa e cinco de altura, 60 de cintura, um metro e vinte de pernas, 90 de quadris, 90 de busto, morena de olhos verdes. Maravilhosa e... Guerrilheira!

Ainda me lembro como se fosse hoje; durante uma quermesse em homenagem à santa Quiropita, Justine estava muito bonita, fazia nesse dia dezoito anos. Como sempre juntas, ela e Heleninha, estava próximo de um corredor, estreito, com pouca iluminação que mantinha toda sua extensão em penumbra e dava acesso à porta lateral da sacristia e ao adro. Esse local só era movimentado em dia de celebração de missas, eu acho que esse foi o fator preponderante que provocou o descuido em Justine na hora de abraçar e dar um longo beijo na boca de Heleninha no momento em que eu me aproximava delas. Atônito, segui em frente sem falar com elas quando Justine, rindo, dirigiu-se a mim perguntou. -Não fala mais com os pobres, ficou rico? Não lhe respondi. A minha decepção foi tão grande que eu só voltei a falar com ela depois do “estouro” de uma célula da facção do Boi Voador no apartamento e a prisão de Heleninha, quando já haviam passado dois anos”.



Eu acho que este envolvimento, essas ligações não devem passar nenhuma conotação afetiva. Há sim interesses pessoais, profissionais de minha parte. Conseguir a entrevista com Gedenilson, realizando-a, estarei divulgando os ideais e as causas sociais defendidas pelo PNB, através de um dos seus principais líderes, será certamente um furo espetacular! Duro serei eu ter que explicar ao SIRAN como consegui encontrá-lo. Valia a pena prosseguir, apesar do risco ser enorme.



À noite está muito fria. O termômetro digital instalado numa torre do mobiliário público da avenida principal registra cinco graus Celsius. O bar do Veronis faz parte, junto com outras lojas situadas no entorno de uma área aparentando ter uns cem metros quadrados onde são colocadas as mesas e cadeiras do comércio local; -três bares, uma padaria, duas lojas fechadas- do complexo comercial da faculdade de direito Doutor OCTAVIANO PINTO MENDES. Nesta época, inverno, e as atividades da faculdade suspensas pelo período das férias, lembram um pouco os bares de Quartier Latin. A nossa turma tinha por hábito, nos fins de tarde, se encontrar no bar do Veronis. Na parte externa tínhamos mesa cativa. O nosso grupo era formado por pessoas alegres, cabeças pensantes, advogados, músico, jornalista, empresário, técnico na área de informática, militares reformados, oficial da justiça, executivo da Embratel, funcionários da Rede Globo, artista plástico, professor, aposentado do INSS, funcionário da área da saúde todos presentes diariamente. Durante os nossos encontros vários assuntos eram abordados, não havendo nenhum que ficasse sem resposta. O conhecimento e a alegria de estarmos juntos enalteciam a nossa fraternidade.

São nove horas em ponto. O interior do bar abriga meia dúzia de retardatários, funcionários da faculdade, encarregado da limpeza do turno da noite. O lugar é pequeno, a noite alguns moradores do conjunto habitacional  -Salvador Allende,-  costumam ali comparecer. A  maioria pertence ao segmento menos favorecido, são semi-analfabetos e por isso, embriagam-se com freqüência. O bar aparenta ter uns quarenta metros quadrados, quando você adentra, no seu lado direito encontra um balcão em forma de L que delimita o espaço de circulação do atendente para o cliente. Na parede que se encontra na lateral direita da entrada, há várias prateleiras que sustenta todo o arsenal químico etílico ali exposto à espera do supremo momento de ser consumido. Variado estoque para todos os gostos. A parede do lado esquerdo tem a sua frente três refrigeradores. Um pouco mais acima se encontra o televisor, no fim da parede um lavatório e um espelho, em frente os dois tradicionais banheiros. Paralelo a parede dos fundos há uma escada que liga o pavimento térreo com o piso superior onde estão instaladas a copa e a cozinha. Na frente, parte externa do lado esquerdo de quem entra, existe uma assadeira de alumínio que funciona alimentada por carvão, destinada a assar frangos. As mesas e cadeiras são colocadas na área externa.

 

Peço ao Veronis uma caneca de vinho tinto. Olho para fora do bar começa a cair uma chuva fina. Como irei sentar lá fora neste momento? Iria chamar a atenção das pessoas. O que eles iriam pensar? -Esse cara é maluco!- Mas se eu ficar aqui dentro, será que o meu contato virá ao meu encontro? O lugar marcado é lá fora. A chuva aumenta, agora não há condições de ir. Os funcionários da faculdade transformam sacos de lixo em capas improvisadas. Já se passaram dez minutos, lá fora não há ninguém. Os freqüentadores já foram embora. Só, fiquei eu e, o Veronis. Ele me diz que a noite está propícia para ficar em casa enrolado em um cobertor. Fico pensando; talvez, se houve duplo sentido, acho que ele gostaria de fechar o bar, e quer que eu vá embora. Lá fora, a área está completamente vazia, não há ninguém exceto uma pequena matilha, alguns cães estão envolvidos em uma disputa, -época do cio-, outros, seguem uma magra cadela, estrábica e manca. Despeço-me do Veronis e saio do bar. Caminho lentamente em direção ao meu carro. Agora, apenas uma úmida garoa molha meu rosto. O que será que aconteceu?

Foi uma noite mal dormida. Estou com os músculos das costas e dos braços doloridos. Talvez essa espera tenha ocasionado um estresse que me tirou o sono e provocou essa estafa. Nenhuma notícia de Priscila. O que terá produzido esse silêncio inoportuno? Tento relaxar, preparo um banho bem quente. Ligo o rádio para ouvir o noticiário vespertino. Em dado momento o noticiarista informa que o SIRAN havia feito uma intervenção no jornal A VOZ DO POVO ontem à noite. Num salto cobri a distância. -Um pequeno corredor- que separa o banheiro da sala. Transtornado, tento encontrar na secretária eletrônica alguma notícia de Priscila: Thummmmmmmmm. Nada! Resolvo ir à redação. Ao chegar no prédio que abriga as instalações do jornal, a redação as oficinas e o parque gráfico, o seu Antônio, velho amigo e porteiro a mais de trinta anos na empresa, veio ao meu encontro. Nervoso e falando em tom baixo me disse: 

-meu filho, tenha cuidado, eles estão lá em cima lhe esperando. Dei-lhe um abraço e entrei no elevador. A redação fica no terceiro andar. Em questão de segundos estou diante de minha mesa de trabalho. Sentado atrás dela, vejo um oficial do SIRAN. Eu não havia ainda entendido aquela situação em que me encontrava. Porém, algo me dizia que eu estava no epicentro de um furacão. Sendo assim, pensei; vou tomar a iniciativa. Posso saber o que o senhor está fazendo sentado na minha cadeira de trabalho?

-Estamos à sua espera já faz algum tempo, me respondeu ele.

Olhei em derredor; meu redator chefe, o Alírio, amigo de longa data, fiel parceiro nas noites de boêmia, cabisbaixo, a redação inteira parada e de pé, com exceção de uma senhora, -ela usava cabelos na tonalidade caju e ostentava um corte chanel-, só comparecia à redação três vezes por semana, ocasião que ”escrevia” uma coluna enaltecendo os programas apresentados pelo Sistema, na rede Planeta de Televisão que circulava de forma eventual, demonstrando estar procurando alguma coisa. Mais tarde descobriram que ela era um agente do SIRAN infiltrada dentro da redação.

-O que os senhores desejam?

-Senhor Daniel deverá nos acompanhar para que possamos esclarecer algumas dúvidas.

-Posso saber sobre o que?

-logo saberá, vamos.

-Súbito, vi-me cercado por quatro militares, todos com as patentes de oficiais em seus uniformes. Aparentemente não portavam armas. No caminho em direção ao elevador, o Alírio conseguiu falar após entrar na frente de um daqueles oficiais que me escoltavam; pediu-me que eu mantivesse a calma, pois já havia umas matérias prontas, contando sobre a minha ida forçada à sede do SIRAN, ela seria levada às bancas de jornal em edição extra, caso eu não voltasse no máximo dentro de quatro horas. Ele já havia providenciado tudo, até um advogado. Entramos no elevador, eu e os meus quatro acompanhantes. Na saída, antes de passar de fora para dentro do furgão, -era um carro caracterizado, de uma poderosa emissora de televisão-, ”Planeta,” percebo uma angústia no olhar do seu Antônio, preocupado comigo. Pensei; -menos mal, ainda há solidariedade-. Tentei acalmá-lo dirigindo-lhe um aceno, dizendo-lhe: será um breve passeio. Nesse instante sou empurrado para dentro do veículo, logo que ele começa a andar, recebo um violento soco no estômago, em seguida um capuz preto é enfiado em minha cabeça, os meus pulsos recebem um par de algemas. O homúnculo que me aplicou o soco foi justamente o que estava sentado em minha mesa de trabalho. Nunca irei esquecê-lo, sua imagem ficou gravada em minha retina.

 

O trajeto, imagina que tenha levado uma hora, apresentava muitas curvas, havia congestionamento, barulho de motores acelerando, sons repetidos de buzinas tocadas desvairadamente. Dentro do furgão foi mantido por eles um silêncio absoluto, até a chegada à sede do SIRAN à famosa clínica psiquiátrica Los Caracolles dos Vierdes Campos.  O prédio, um casarão ostentando traços de arquitetura francesa original, embora ainda guarde em seu frontispício vestígios do estilo art decó, mantém funcionando podemos chamar parte social; -uma biblioteca, sala de musculação, piscina aquecida, salão de beleza, salão de festas e, uma boate.- Essas atividades têm sua área de atuação própria. Localizadas e separadas no interior central do imóvel.

Imponente, ele está erguido no centro de uma área medindo aproximadamente uns quarenta mil metros quadrados. A sua volta estão localizados os jardins, muitos bem cuidados e, um gramado com duas espécies de grama, com tonalidades diferentes, apresentando em uma parte um verde musgo e na outra, uma verde piscina. Desenhos feitos com flores silvestres apresentam formas geométricas. Fileiras de palmeiras e flamboyants ornamentam as laterais das aléas por onde  passeiam os pacientes da clínica. As atividades ”sociais e clínicas” desse lugar servem como maquiagem aos verdadeiros propósitos, o confinamento de presos e, seqüestrados políticos, para ali conduzidos. O público que ali comparece, pertence às elites dominantes, associações e organizações de extrema direita, identificados com o sistema . A maioria, alienada, sequer sabia ou desconfiava que os porões úmidos e sombrios fossem câmaras de tortura.



A propriedade imóvel tem quatro pavimentos: o térreo abriga as atividades burocráticas e uma recepção que controla os acesso a uma área reservada (os porões). A outra entrada independente, lateral, ela conduz ao primeiro andar , aonde várias salas abrigam as atividades sociais. No segundo andar encontram-se as salas e gabinetes. Nesse lugar, falso ”médico” e, seus superiores, agentes disfarçados atendem os internos, (presos políticos.) Os dois últimos andares são destinados às enfermarias e quartos especiais dos pacientes ali internados. A maioria telespectadora obsessiva parenta de funcionários do alto escalão do governo, portadores de necessidades especiais; distúrbios emocionais, dependência química, esquizofrenia, idolatria, problemas neuro vegetativos, psíquico somático, descoordenação motora, alienação.

Na parte dos fundos da clínica há um heliporto e próximo dele um prédio de dois andares, com paredes laterais lisas, sem janelas, todo em concreto. Sua arquitetura é semelhante a um bunker. O acesso ao seu interior é feito através de uma única entrada. Para ingressar neste lugar o visitante é obrigado antes se submeter a uma rigorosa sabatina e minuciosa revista; (os agentes de segurança haviam  sido treinados pelos temidos agentes do Mossad.) As visitas, raras, só acontecem quando o ”interno” tem grande expressão, política, social ou religiosa, em nível nacional e internacional e, a cobertura da ala progressiva da igreja.

A recepção também controla uma passagem secreta que liga a ante-sala do prédio, ”centro de triagem” aos porões da clínica. Os presos assim que chegavam, eram conduzidos para esse prédio e colocados nesta sala de espera. Os primeiros contatos com seus inquiridores eram feitos ali. No andar de cima há celas. Às vezes acontecia do preso primeiro ir para este lugar e ali ficar por tempo indeterminado. A tal tortura psicológica.

Nos fundos do pavimento térreo, dentro da área reservada, fica o necrotério. Ali existe uma sala, nela há uma passagem secreta, que leva à base do heliporto. Os interrogatórios acontecem nos subterrâneos da clínica. Nesse lugar, equipamentos modernos dão suporte a realizações de experiências, associados à imaginação torpe da mente humana. Alguns métodos herdados de épocas remotas, usadas pelos senhores da barbaria , Império Romano, as Cruzadas, Inquisição, Nazismo, Traficantes de drogas, Milícias e outros, modernos, tendo o apoio de certos profissionais da área de saúde, e a supervisão de agentes internacionais especialistas em técnicas eficazes, tornam infalível os meios de convencimento.



Um toque de buzina, em seguida o furgão para. Logo sou seguro por um dos meus acompanhantes e retirado para fora. Escuto vozes. Parece-me que são várias pessoas, algumas cantam músicas usadas em comerciais de produtos que patrocinam e mantém o sistema, outras, entoam cânticos evangélicos e músicas do programa da “rainha” dos baixinhos. Mais tarde soube que aquelas pessoas ali internadas eram  familiares dos diretores de emissoras de Rádios, Televisões e Jornais, que colaboram com os sistemas e que ali se encontram em tratamento. As vozes foram sumindo até não ser mais possível ouvi-las. Nos distanciamos do local. Andamos pari passu mais um pouco e, paramos bruscamente. Uma voz anasalada anuncia: -missão diamante retornando. Em seguida um som igual a esses emitidos por máquinas de caça níqueis quando dão prêmio (é a senha  para abertura da porta.) Reiniciamos a caminhada. A temperatura baixa me faz entender que estamos em um recinto fechado. Subimos alguns degraus, consigo mentalmente contar, vinte e um. O silêncio é quebrado pelo barulho das solas dos coturnos dos sicários de encontro ao piso. Paramos novamente. Em seguida escuto; pessoas se afastam um ranger de porta e logo depois a batida de um ferro na porta. Um silêncio sepulcral ocupa todo o ambiente. Anuncia o início da minha solidão.

 

Neste lugar frio e úmido,

A terra treme.

Galinha cisca pra frente,

chique chique seca

macambira morre.

Juriti não consegue soluçar.

—Trechos do meu livro DOSSIÊ Eu permito o uso na integra desde que seja citado a fonte .

—Mais, muito mais, eternamente-.





Publicado outubro 30, 2010 por heitordacosta em Livros

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Publicado outubro 20, 2010 por heitordacosta em Livros