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Mais uma edição a de numero 63 da jhcMídiaDigital

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Editorial.

A edição 57 da revista jhcMídiaDigital a primeira do ano 2016. Como sempre, apresenta os fatos que acontecem em nosso Orbe. As incoerências em velocidade crescente continuam assombrando aqueles que distante dos fatos nada podem fazer.

O continente europeu, diante do êxodo de refugiados e imigrantes que desesperadamente fogem das intolerâncias religiosas e dos ditadores insanos e, buscam asilo nesses países, enfrentam uma forma desumana de impedir que alcancem seus objetivos. Aqueles que ainda têm algum dinheiro ou traz consigo uma lembrança de um passado recente, são tungados por aqueles que lhe deveriam dar as mãos não para tomar-lhes seus únicos meios de ainda poder sobreviver e sim, para ajuda-los. A Humanidade está doente.

Vemos também que quando se trata de interesses tudo é justificável até, a falta de respeito, da moral, nos envolvimentos dos fatos. Se a Arte é considerada obscena, ela sempre terá um lugar para ser vista ou não, porém, nem sempre a imoralidade está presente no trabalho apresentado e sim, no critério de quem julga.

A nudez serve na maioria dos casos, como um instrumento de controle usado por aqueles que enfeixam entre suas mãos o poder. Como comercio, torna-se valioso, em alguns casos em querelas politicas se fazem presentes. Se todas as obras de arte que constam do acervo do Vaticano para não causar constrangimento são ocultas,

podemos considerar que o local não é adequado para ter ‘obras’ profanas.

Boa leitura.

José Heitor da Costa

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Tenho duas composições Harmatan / menina da janela. Tempos bons. Cadê você caro amigo
Vou contar Em 1971 eu estava em trabalhando em São Paulo e estava visitando a FENIT quando vi o meu amigo dos velhos tempos da TV Rio da cidade do Rio de Janeiro, que se apresentava com sua banda, em um show com levada africana.
Durante o reencontro ele me disse que estava gravando um disco Lp, contendo musicas do genêro africano. Nessa época eu estava envolvido com uma cultura africana e, nas horas de folga fazia um som para relaxar. Exibi a ele duas músicas, Resultado, na semana seguinte estava em um estudio para participar do disco com duas músicas. Harmatan / e Menina da janela
O tempo passou e para a minha surpresa  o trabalho é relançado.

http://www.gomagringa.com/pd-1A6901.html

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Para quem gosta

 

Publicado junho 9, 2015 por heitordacosta em artístico, Cultura, Música, OS ESPETÁCULOS, Passatempos

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Cabeças Pensantes A nova edição da Revista jhcMídiaDigital

 

 

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      “The Order of The Thinking Heads”

O Livro Perdido de Enki: Memórias e Profecias de um Deus Extraterrestre.

Título original: The Lost Book of Enki: Memoirs and Prophecies of on Extraterrestrial God ©2002 by Zecharia Sitchin.

Digitalizador: Nascav (Espanha). Revisão alternativa por Silent Hunter – 05/02/04 v3.0: 27/03/05.

Faz 445.0 anos que astronautas de outro planeta chegaram à Terra em busca de ouro. Depois de amerissar em um dos mares da Terra, desembarcaram e fundaram Eridú, “Lar na Lonjura”. Com o tempo, o assentamento inicial se estendeu até converter-se na flamejante Missão Terra, com um Centro de Controle de Missões, um espaçoporto, operações mineiras e, inclusive, uma estação orbital em Marte. Escassos de mão de obra, os astronautas utilizaram a engenharia genética para dar forma aos Trabalhadores Primitivos – o Homo sapiens. Mais tarde, o Dilúvio varreu a Terra em uma imensa catástrofe que fez necessário um novo começo; os astronautas se converteram em deuses e lhe concederam a civilização à Humanidade, transmitindo-lhe através do culto. Depois, faz uns quatro mil anos, todo o conseguido se desmoronou em uma catástrofe nuclear provocada pelos visitantes no transcurso de suas próprias rivalidades e guerras. Todo o ocorrido na Terra, e especialmente os acontecimentos acontecidos do início da história do ser humano, recolheu-o Zecharia Sitchin em sua série de Crônicas da Terra, à partir da Bíblia, de tabuletas de argila, de mitos da Antigüidade e de descobrimentos arqueológicos. Mas, o que ocorreu antes dos acontecimentos na Terra, o que ocorreu no próprio planeta dos astronautas, Nibiru, que lhes levou às viagens espaciais, a sua necessidade de ouro e à criação do Homem? Que emoções, rivalidades, crenças, morais (ou ausência destas) motivaram aos principais protagonistas nas sagas celestes e espaciais? Quais foram as relações que levaram a uma escalada da tensão no Nibiru e na Terra, que tensões surgiram entre velhos e jovens, entre os que haviam chegado de Nibiru e os nascidos na Terra? E até que ponto o acontecido vinha determinado pelo Destino? Um destino cujo registro de acontecimentos do passado guarda a chave do futuro? Não seria prometedor que um dos principais protagonistas, uma testemunha presencial que podia distinguir entre Sorte ou Fado e Destino, registrasse para a posteridade o como, o onde, o quando e o porquê de tudo, os Princípios e os Finais? Pois isso é, precisamente, o que alguns deles fizeram; e entre os principais destes esteve o líder que comandou o primeiro grupo de astronautas! Tanto peritos como teólogos reconhecem na atualidade que os relatos bíblicos da Criação, de Adão e Eva, do Jardim do Éden, do Dilúvio ou da Torre de Babel se apoiaram em textos escritos milênios antes na Mesopotâmia, em especial escritos pelos sumérios. E estes, por sua vez, afirmavam com toda claridade que obtiveram seus conhecimentos a respeito do acontecido no passado (muitos deles de uma época anterior ao começo das civilizações, inclusive anterior ao nascimento da Humanidade) dos escritos dos

Anunnaki (“Aqueles Que do Céu à Terra Vieram”), os “deuses” da Antigüidade. Como resultado de um século e meio de descobrimentos arqueológicos nas ruínas das civilizações da Antigüidade, especialmente no Oriente Próximo, descobriu-se um grande número destes primitivos textos; os achados revelaram um grande número de textos desaparecidos – chamando-os de livros perdidos – que, ou se mencionavam nos textos descobertos, ou se inferiam à partir deles, ou era conhecida sua existência devido ao fato que tinham sido catalogados nas bibliotecas reais ou dos templos. Em algumas ocasiões, os “segredos dos deuses” se revelaram em parte em relatos épicos, como na Epopéia de Gilgamesh, que desvelam o debate que teve lugar entre os deuses e que levou à decisão de que a Humanidade perecesse no Dilúvio, ou em um texto intitulado Atra Hasis, que recorda o motim dos Anunnaki que trabalhavam nas minas de ouro e que levou à criação dos Trabalhadores Primitivos – os Terrestres. De quando em quando, os mesmos líderes dos astronautas foram os que criba, como no intitulado A Epopéia de Ra, no qual um dos dois deuses que desencadearam a catástrofe nuclear tentou culpar a seu adversário; às vezes, escrevendo os fatos, como ocorre com o Livro dos Segredos do Thot (o deus egípcio do conhecimento), que o mesmo deus tinha oculto em uma câmara subterrânea. Segundo a Bíblia, quando o Senhor Deus Yahveh deu os Mandamentos a seu povo eleito, inscreveu-os em um princípio por sua própria mão em duas pranchas de pedra que entregou ao Moisés no Monte Sinai. Mas, depois que Moisés arrojou e rompeu estas pranchas como resposta ao incidente do bezerro de ouro, as novas pranchas as inscreveu o mesmo Moisés, por ambos os lados, enquanto permaneceu no monte durante quarenta dias e quarenta noites, tomando o ditado às palavras do Senhor. Se não tivesse sido por um relato escrito em um papiro da época do faraó egípcio Khufu (Keops) concernente ao Livro dos Segredos do Thot, não se teria chegado a conhecer a existência desse livro. Se não tivesse sido pelas narrações bíblicas do Êxodo e do Deuteronômio, nunca teríamos sabido nada das pranchas divinas nem de seu conteúdo; tudo isto se teria convertido em parte da enigmática coleção dos “livros perdidos” cuja existência nunca teria saído à luz. E não resulta tão doloroso o fato de que, em alguns casos, saibamos que tenham existido determinados textos, que seu conteúdo permaneça na escuridão. Este é o caso do Livro das Guerras do Yahveh e do Livro do Jasher (o “Livro do Justo”), que mencionam-se especificamente na Bíblia. Em ao menos dois casos, pode-se inferir a existência de livros antigos (textos primitivos conhecidos pelo narrador bíblico). O capítulo 5 da Gênese começa com a afirmação “Este é o livro do Toledoth do Adão”, traduzindo-se normalmente o termo Toledoth como “gerações”, mas seu significado mais preciso é “registro histórico ou genealógico”. De fato, ao longo de milênios, sobreviveram versões parciais de um livro que se conheceu como o Livro do Adão e Eva em armênio, eslavo, siríaco e etíope; e o Livro de Henoc (um dos chamados livros apócrifos que não se incluíram na Bíblia canônica) contém fragmentos que, segundo os peritos, pertenceram a um livro muito mais antigo, o Livro de Noé. Um exemplo que se menciona com freqüência sobre o grande número de livros perdidos é o da famosa Biblioteca da Alexandria, no Egito. Fundada pelo general Ptolomeu depois da morte de Alexandre em 323 a.C. diz-se que continha mais de meio milhão de “volumes”, de livros inscritos em diversos materiais (argila, pedra, papiro, pergaminho). Aquela grande biblioteca, onde os eruditos se reuniam para estudar o conhecimento acumulado, queimou-se e foi destruída nas guerras que se desenvolveram entre 48 a.C. e a conquista árabe, em 642 D.C. O que ficou de seus tesouros é uma tradução do grego dos cinco primeiros livros da Bíblia hebréia, e fragmentos que se conservaram nos escritos de alguns dos eruditos residentes da biblioteca. E é assim como sabemos que o segundo rei Ptolomeu comissionou, por volta de 270 a.C. à um sacerdote egípcio que os gregos chamaram Maneton para que recolhesse a história e a pré-história do Egito. Em princípio, escreveu Maneton, só os deuses reinaram ali; logo, os semideuses e, finalmente, por volta do 3100 a.C. começaram as dinastias faraônicas. Escreveu que os reinados divinos começaram dez mil anos antes do Dilúvio e que se prolongaram durante milhares de anos, presenciando-se no último período batalha e guerras entre os deuses. Nos domínios asiáticos de Alexandre, onde o cetro caiu em mãos do general Seleucos e de seus sucessores, também teve lugar um empenho similar por proporcionar aos sábios gregos um registro dos acontecimentos do passado. Um sacerdote do deus babilônico Marduk, Beroso, com acesso às bibliotecas de tabuletas de argila, cujo centro era a biblioteca do templo de Jarán (agora no sudeste da Turquia), escreveu uma história de deuses e homens em três volumes que começava em 432.0 anos antes do Dilúvio, quando os deuses chegaram à Terra dos céus. Em uma lista em que figuravam os nomes e a duração dos reinados dos dez primeiros comandantes, Beroso dizia que o primeiro líder, vestido como um peixe, chegou à costa desde mar. Era o que lhe daria a civilização à Humanidade, e seu nome, passado para o grego, era Oannes. Encaixando muitos detalhes, ambos os sacerdotes fizeram entrega de relatos de deuses do céu que haviam vindo à Terra, de um tempo em que só os deuses reinavam na Terra e do catastrófico Dilúvio. Nas partes e nos fragmentos conservados (em outros escritos contemporâneos) dos três volumes, Beroso dava conta especificamente da existência de escritos anteriores à Grande Inundação – tabuletas de pedra que se ocultaram para as proteger em uma antiga cidade chamada Sippar, uma das cidades originais que fundaram os antigos deuses. Embora Sippar fosse arrasada pelo Dilúvio, igual ao resto das cidades antediluvianas dos deuses, apareceu uma referência aos escritos antediluvianos nos anais do rei assírio Assurbanipal (668- 633 a.C.). Quando, em meados do século XIX, os arqueólogos descobriram a antiga capital do Nínive (até então, conhecida só pelo Antigo Testamento), acharam nas ruínas do palácio de Assurbanipal uma biblioteca com os restos ao redor de 25.0 tabuletas de argila inscritas. Colecionador assíduo de “textos antigos”, Assurbanipal fazia alarde em seus anais: “O deus dos escribas me concedeu o dom do conhecimento de sua arte; fui iniciado nos segredos da escritura; inclusive posso ler as intrincadas tabuletas em sumério; entendo as palavras enigmáticas cinzeladas na pedra dos dias anteriores à Inundação”. Sabemos agora que a civilização suméria floresceu no que é agora o Iraque quase um milênio antes dos inícios da época faraônica no Egito, e que ambas seriam seguidas posteriormente pela civilização do Vale do Indo, no subcontinente Índico.Também sabemos agora que os sumérios foram os primeiros em plasmar, por escrito, os anais e os relatos de deuses e homens, dos quais todos outros povos, incluídos os hebreus, obtiveram os relatos da Criação, de Adão e Eva, Cain e Abel, o Dilúvio e a Torre de Babel; e das guerras e os amores dos deuses, como se refletiram nas escritas e as lembranças dos gregos, os hititas, os cananeus, os persas e os indo-europeus. Como testemunham todos estes antigos escritos, suas fontes foram ainda mais antigas; algumas descobertas, muitas perdidas. O volume destes primitivos escritos é assombroso; não milhares, a não ser dezenas de milhares de tabuletas de argila descobertas nas ruínas do Oriente Próximo da Antigüidade. Muitas tratam ou registram aspectos da vida cotidiana, como acordos comerciais ou salários dos trabalhadores, ou registros matrimoniais.

Outros, descobertos principalmente nas bibliotecas palacianas, conformam os Anais Reais; outros mais, descobertos nas ruínas das bibliotecas dos templos ou nas escolas de escribas, conformam um grupo de textos canônicos, de literaturas sagradas, que se escreveram em língua suméria e se traduziram depois ao acádio (a primeira língua semita) e, mais tarde, a outras línguas da Antigüidade. E, inclusive, nestes escritos primitivos, que se remontam a quase seis mil anos, encontramos referências a “livros” (textos inscritos em tabuletas de pedra) perdidos. Entre os achados incríveis (pois, dizer “afortunados” não transmitiria plenamente a idéia de milagre) realizados nas ruínas das cidades da Antigüidade e em suas bibliotecas, encontram-se uns prismas de argila onde aparece informação dos dez soberanos antediluvianos e de seus 432.0 anos de reinado, uma informação a que já aludia Beroso. Conhecidas como as Listas dos Reis dos Suma (e exibidas no Museu Ashmolean de Oxford, Inglaterra), suas distintas versões não deixam lugar a dúvida de que os compiladores sumérios tiveram acesso a certo material comum ou canônico de textos primitivos. Junto com outros textos, igualmente antiqüíssimos, descobertos em diversos estados de conservação, estes textos sugerem rotundamente que o cronista original da Chegada, assim como dos acontecimentos que a precederam e a seguiram, tinha sido um daqueles líderes, um participante -chave, uma testemunha presencial. Essa testemunha presencial dos acontecimentos e participante-chave era o líder que havia amerissado com o primeiro grupo de astronautas. Naquele momento, seu nome-epíteto era E.A., “Aquele Cujo Lar É Água”, e sofreu a amarga decepção de que o mando da Missão Terra desse a seu meio-irmão e rival EN.LIL (“Senhor do Mandato”), uma humilhação que não ficaria suficientemente mitigada com a concessão do título de EN.KI, “Senhor da Terra”. Relegado das cidades dos deuses e de seu espaçoporto no E.DIN (“Éden”) para fiscalizar a extração de ouro no AB.ZU (África sudoriental), Ea/Enki foi, além de um grande cientista, que descobriu os hominídios que habitavam aquelas zonas. E, deste modo, quando se amotinaram e disseram “Já basta!” os Anunnaki que trabalhavam nas minas, foi ele quem pensou que a mão de obra que necessitavam se podia conseguir adiantando-se a evolução por meio da engenharia genética; e assim apareceu o Adam (literalmente, “o da Terra”, o Terrestre). Como híbrido que era, o Adão não podia procriar; mas os acontecimentos dos que se ecoa o relato bíblico do Adão e Eva no Jardim do Éden dão conta da segunda manipulação genética de Enki, que acrescentou os gens cromosômicos extras necessários para a procriação. E quando a

Humanidade, ao proliferar, resultou não adequar-se ao que tinham previsto os deuses, foi ele, Enki, que desobedeceu ao plano de seu irmão Enlil de deixar que a Humanidade perecesse no Dilúvio, uns acontecimentos que o herói humano recebeu o nome de Noé na Bíblia, e Ziusudra no texto sumério original, mais antigo. Ea/Enki era o primogênito de Anu, soberano de Nibiru, e como tal estava versado no passado de seu planeta (Nibiru) e de seus habitantes. Cientista competente, Enki legou os aspectos mais importantes dos avançados conhecimentos dos Anunnaki a seus dois filhos, Marduk e Ningishzidda (que, como deuses egípcios, eram conhecidos ali como Ra e Thot, respectivamente). Mas também jogou um papel fundamental ao compartilhar com a Humanidade certos aspectos de tão avançados conhecimentos, ensinando a indivíduos selecionados os “segredos dos deuses”. Em ao menos duas ocasiões, estes iniciados plasmaram por escrito (tal como se os indicou que fizessem) àqueles ensinos divinos como legado da Humanidade. Um deles, chamado Adapa, e provavelmente filho de Enki com uma fêmea humana, é conhecido por ter escrito um livro intitulado Escritos referentes ao Tempo – um dos livros perdidos mais antigos. O outro, chamado Enmeduranki, foi com toda probabilidade o protótipo do Henoc bíblico, aquele que foi elevado ao céu depois de confiar a seus filhos o livro dos segredos divinos, e do qual possivelmente tenha sobrevivido uma versão no extra-bíblico Livro de Henoc. Apesar de ser o primogênito de Anu, Enki não estava destinado a ser o sucessor de seu pai no trono de Nibiru. Algumas complexas normas sucessórias, reflexo da convulsa história dos nibiruanos, dava esse privilégio ao meio-irmão de Enki, Enlil. Em um esforço por resolver este azedo conflito, Enki e Enlil terminaram em uma missão em um planeta estranho – a Terra-, cujo ouro necessitavam para criar um escudo que preservasse a, cada vez mais, tênue atmosfera de Nibiru. Foi neste marco, complicado ainda mais com a presença na Terra de sua meio-irmã Ninharsag (a oficial médicachefe dos Anunnaki), onde Enki decidiu desafiar os planos de Enlil em fazer com que a Humanidade perecesse no Dilúvio. O conflito seguiu adiante entre os meio-irmãos, e inclusive entre seus netos; e o fato de que todos eles, e especialmente os nascidos na Terra, enfrentassem-se à perda de longevidade que o amplo período orbital de Nibiru lhes proporcionava, incrementou ainda mais as angústias pessoais e aguçou as ambições. E tudo isto culminou no último século do terceiro milênio a.C. quando Marduk, primogênito de Enki, com sua esposa oficial proclamou que ele, e não o primogênito de Enlil, Ninurta, devia herdar a Terra. O amargo conflito, que supôs o desenvolvimento de uma série de guerras levou, afinal, à utilização de armas nucleares; embora não intencionado, o resultado de tudo isso foi o afundamento da civilização suméria. A iniciação de indivíduos escolhidos nos “segredos dos deuses” marcou o início do Sacerdócio, as linhagens de mediadores entre os deuses e o povo, os transmissores da Palavra Divina aos mortais terrestres. Os oráculos (interpretações dos pronunciamentos divinos) mesclaram-se com a observação dos céus em busca de augúrios. E à medida que a Humanidade se viu arrastada a tomar parte nos conflitos dos deuses, a Profecia começou a jogar seu papel. De fato, a palavra para designar a estes porta-vozes dos deuses que proclamavam o que ia passar, Nabih, era o epíteto do filho primogênito de Marduk, Nabu, que em nome de seu pai exilado, tentou convencer à Humanidade de que os signos celestes indicavam a iminente supremacia de Marduk. Este estado de coisas levou a necessidade de diferenciar entre Sorte e Destino. As promulgações de Enlil, e às vezes inclusive de Anu, que sempre tinham sido indisputáveis, viam-se sujeitas agora ao exame da diferença entre o NAM (o Destino, como as órbitas planetárias, cujo curso está determinado e não se pode trocar) e NAM.TAR, literalmente, o destino que pode ser torcido, quebrado, trocado (que era a Sorte ou o Fado). Revisando e rememorando a seqüência dos acontecimentos, e o paralelismo aparente entre o que tinha acontecido no Nibiru e o que tinha ocorrido na Terra, Enki e Enlil começaram a ponderar filosoficamente o que, certamente, estava destinado e não se podia evitar, e o fado que vinha como conseqüência de decisões acertadas ou equivocadas e do livre arbítrio. Estas não se podiam predizer, enquanto que as primeiras se podiam antecipar (especialmente, se eram cíclicas, como as órbitas planetárias; se o que foi voltaria a ser, se o Primeiro também seria o Último). As conseqüências climáticas da desolação nuclear aguçaram o exame de consciência entre os líderes dos Anunnaki e levaram à necessidade de explicar às devastadas massas humanas por que tinha ocorrido aquilo. Tinha sido coisa do destino, ou tinha sido o resultado de um engano dos Anunnaki? Havia algum responsável, alguém que tivesse que prestar contas? Nas reuniões dos Anunnaki nas vésperas da calamidade, foi Enki o único que se opôs à utilização das armas proibidas. Desde aí a importância que teve para Enki explicar aos sobreviventes o que tinha acontecido na saga dos extraterrestres que, apesar de suas boas intenções, tinham terminado sendo tão destruidores. E quem, a não ser Ea/Enki, que tinha sido o primeiro a chegar e presenciar tudo, era o mais qualificado para relatar o Passado, com o fim de poder adivinhar o Futuro? E a melhor forma de relatar tudo era em um relatório, escrito em primeira pessoa pelo mesmo Enki. É certo que fez uma autobiografia, por isso se deduz de um comprido texto (pois se estende ao menos em doze tabuletas) descoberto na biblioteca de Nippur, onde se cita a Enki dizendo:

Quando cheguei à Terra, havia muito alagado. Quando cheguei a suas verdes pradarias, montículos e colinas se levantaram às minhas ordens. Em um lugar puro construí meu lar, um nome adequado lhe dava.

Este comprido texto continua dizendo que Ea/Enki atribuiu tarefas a seus lugar-tenentes, pondo em sua marcha a Missão na Terra. Outros muitos textos, que relatam diversos aspectos do papel de Enki nos acontecimentos que seguiram servem para completar o relato de Enki; entre eles há uma cosmogonia, uma Epopéia da Criação, em cujo núcleo se acha o próprio texto de Enki, que os peritos chamam A Gênese do Eridú. Neles, incluem-se descrições detalhadas do desenho de Adão, e contam como outros Anunnaki, varão e fêmea, chegaram até Enki em sua cidade de Eridú para obter dele o ME, uma espécie de disco de dados onde se achavam codificados todos os aspectos da civilização; e também há textos da vida privada e dos problemas pessoais de Enki, como o relato de suas intenções para conseguir ter um filho com sua meioirmã Ninharsag, suas promíscuas relações tanto com deusas como com as Filhas do Homem e as imprevistas conseqüências que se derivaram de tudo isso. O texto do Atra Hasis joga luz sobre os esforços de Anu por acautelar um estado das rivalidades Enki-Enlil ao dividir os domínios da Terra entre eles; e os textos que registram os acontecimentos que precederam ao Dilúvio refletem quase palavra por palavra os debates do Conselho dos Deuses sobre a sorte da Humanidade e o subterfúgio de Enki conhecido como o relato de Noé e a arca, relato conhecido só pela Bíblia, até que se encontrou uma de suas versões originais mesopotâmicas nas tabuletas da Epopéia de Gilgamesh. As tabuletas de argila sumérias e acádias, as bibliotecas dos templos babilônicos e assírios, os “mitos” egípcios, hititas e cananeus, e as narrações bíblicas formam o corpo principal de memórias escritas dos assuntos de deuses e homens. E pela primeira vez na história, este material disperso e fragmentado foi reunido e utilizado, da mão de Zecharia Sitchin, para recriar o relato presencial de Enki, as lembranças autobiográficos e as penetrantes profecias de um deus extraterrestre. Apresentado como um texto que tivesse ditado Enki a um escriba escolhido, um Livro Testamonial, para ser descoberto no momento apropriado, traz para a mente as instruções de Yahveh ao profeta Isaías (século VII a.C):

Agora vêem, escreve-o em uma tabuleta selada, grava-o como um livro; para que seja um testemunho até o último dia, um testemunho para sempre. Isaías 30,8

Ao tratar do passado, o mesmo Enki percebeu o futuro. A idéia de que os Anunnaki, exercitando o livre arbítrio, eram senhores de sua sorte (assim como da sorte da Humanidade) desembocou, em última instância, na constatação de que se tratava de um Destino que, depois de todo o dito e feito, determinava o curso dos acontecimentos; e, portanto, como reconheceram os profetas hebreus, o Primeiro será o Último. O registro dos acontecimentos ditado por Enki se converte, assim, no fundamento da Profecia, e o Passado se converte em Futuro.

Palavras de Endubsar, escriba mestre, filho da cidade de Eridú, servo do senhor Enki, o grande deus. No sétimo ano depois da Grande Calamidade, no segundo mês, no décimo sétimo dia, fui chamado por meu Mestre o Senhor Enki, o grande deus, benévolo criador da Humanidade, onipotente e misericordioso. Eu estava entre os sobreviventes de Eridú que tinham escapado à árida estepe quando o Vento Maligno estava se aproximando da cidade. E vaguei pelo deserto, procurando ramos secos para fazer fogo. E olhei para cima e eis que um Torvelinho chegou do sul. Tinha um resplendor avermelhado, e não fazia som algum. E quando tocou o chão, saíram de seu ventre quatro largos pés e o resplendor desapareceu. E me joguei no chão e me prostrei, pois sabia que era uma visão divina.

E quando levantei meus olhos, havia dois emissários divinos perto de mim. E tinham rostos de homens, e suas roupas brilhavam como metal brunido. E me chamaram por meu nome e me falaram, dizendo: foste chamado pelo grande deus, o senhor Enki. Não tema, pois foste puro. E estamos aqui para te levar ao alto, e te levar até seu retiro na Terra do Magan, na ilha no meio do Rio de Magan, onde estão as comportas. E enquanto falavam, o Torvelinho se elevou como um carro de fogo e se foi. E me tiraram das mãos, cada um deles de uma mão. E me elevaram e me levaram velozmente entre a Terra e os céus, igual a uma águia. E pude ver a terra e as águas, e as planícies e as montanhas. E me deixaram na ilha, ante a porta da morada do grande deus. E no momento em que me soltaram das mãos, um resplendor como nunca tinha visto me envolveu e me afligiu, e caí ao chão como se tivesse ficado vazio do espírito de vida. Meus sentidos vitais voltaram para mim, como se despertasse do mais profundo dos sonhos, quando escutei o som de uma voz me chamando. Estava em uma espécie de recinto. Estava escuro, mas também havia uma aura. Então, a mais profunda das vozes pronunciou meu nome outra vez. E, embora pudesse escutá-la, não saberia dizer de onde vinha a voz, nem pude ver quem estava falando. E respondi, aqui estou. Então, a voz me disse: Endubsar, descendente de Adapa, escolhi-te para que seja meu escriba, para que ponha por escrito minhas palavras nas tabuletas. E de repente apareceu um resplendor em uma parte do recinto. E vi um lugar disposto como o lugar de trabalho de um escriba: uma mesa de escriba e um tamborete de escriba, e havia pedras finamente lavradas sobre a mesa. Mas não vi tabuletas de argila nem recipientes de argila úmida. E sobre a mesa só havia um estilete, e este reluzia no resplendor como não o tivesse podido fazer nenhum estilete de cano. E a voz voltou a falar, dizendo: Endubsar, filho da cidade de Eridú, meu fiel servo. Sou seu senhor Enki. Lhe convoquei para que escrevas minhas palavras, pois estou muito turbado pela Grande Calamidade que desceu sobre a Humanidade. É meu desejo registrar o verdadeiro curso dos acontecimentos, para que tanto deuses como homens saibam que minhas mãos estão podas. Do Grande Dilúvio, não tinha descido uma calamidade tal sobre a Terra, os deuses e os terrestres. Mas o Grande Dilúvio estava destinado a acontecer, mas não a grande calamidade. Esta, faz sete anos, não tinha que ter ocorrido. podia-se ter evitado, e eu, Enki, fiz tudo o que pude para impedi-la; mas, ai!, fracassei. E foi sorte ou foi destino? O futuro julgará, pois ao final dos dias um Dia do Julgamento haverá. Nesse dia, a Terra tremerá e os rios trocarão seu curso, e haverá escuridão ao meio-dia e um fogo nos céus de noite, será o dia da volta do deus celestial. E haverá quem sobreviva e quem pereça, quem é recompensado e quem é castigado, deuses e homens por igual, nesse dia tirará o chapéu; pois o que deva acontecer, por isso aconteceu, será determinado; e o que estava destinado, em um ciclo será repetido, e o que foi fruto da sorte e ocorreu só pela vontade do coração, para o bem ou para o mal deverá ser julgado. A voz caiu no silêncio; depois, o grande senhor falou de novo, dizendo: É por esta razão que contarei o relato veraz dos Princípios e dos Tempos Prévios e dos Tempos de Antigamente; pois, no passado, o futuro se acha oculto. Durante quarenta dias e quarenta noites, eu falarei e você escreverá; quarenta será a conta dos dias e as noites de seu trabalho aqui, pois quarenta é meu número sagrado entre os deuses. Durante quarenta dias e quarenta noites, não comerá nem beberá; só esta onça de pão e água tomará, e lhe manterá durante todo seu trabalho. E a voz se deteve, e de repente apareceu um resplendor em outra parte do recinto. E vi uma mesa e, sobre ela, um prato e uma taça. E me levaram para ir ali, e havia pão no prato e água na taça. E a voz do grande senhor Enki falou de novo, dizendo: Endubsar, come o pão e bebe a água, e lhe manterá durante quarenta dias e quarenta noites. E fiz como me indicou. E depois, a voz me indicou que me sentasse ante a mesa de escriba, e o resplendor se intensificou ali. Não pude ver nenhuma porta nem abertura onde me encontrava, entretanto o resplendor era tão forte como o do sol do meio-dia. E a voz disse: Endubsar o escriba, o que vê? E olhei e vi o resplendor que iluminava a mesa, as pedras e o estilete, e também: Vejo umas tabuletas de pedra, e seu tom é de um azul tão puro como o céu. E vejo um estilete como nunca antes tinha visto, seu corpo não parece de cano, e sua ponta tem a forma de uma garra de águia. E a voz disse: São estas as tabuletas sobre as quais inscreverá minhas palavras. Por rápido meu desejo, hão-se esculpido do mais fino lápis lázuli, cada uma delas com duas caras lisas. E o estilete que vê é a obra de um deus, o corpo é feito de elétron e a ponta de cristal divino. Adaptará-se firmemente à sua mão, e te será tão fácil gravar com ele como marcar sobre argila úmida. Em duas colunas inscreverá a face frontal, em duas colunas inscreverá o dorso de cada tabuleta de pedra. Não te desvie de minhas palavras e minhas declarações! E houve uma pausa, e eu toquei uma das pedras, e senti sua superfície como uma pele Lisa, suave ao tato. E tomei o estilete sagrado, e o senti como uma pluma em minha mão. E, depois, o grande deus Enki começou a falar, e eu comecei a escrever suas palavras, exatamente como as dizia. Às vezes, sua voz era forte; às vezes, quase um sussurro. Às vezes, havia gozo ou orgulho em sua voz; às vezes, dor ou angústia. E quando uma tabuleta ficava inscrita em todas as suas faces, tomava outra para continuar. E quando foram ditas as últimas palavras, o grande deus se deteve, e pude escutar um grande suspiro. E disse: Endubsar, meu servo, durante quarenta dias e quarenta noites tem escrito fielmente minhas palavras. Seu trabalho aqui terminou. Agora, toma outra tabuleta, e nela escreverá seu próprio atestado; e ao final dela, como testemunha, marca-a com seu selo; e toma a tabuleta e ponha junto com as outras no cofre divino; pois, no momento designado, escolhidos virão até aqui e encontrarão o cofre e as tabuletas, e saberão tudo o que eu ditei a ti; e que o relato veraz dos Princípios, os Tempos Prévios, os Tempos de Antigamente e a Grande Calamidade será conhecida no sucessivo como As Palavras do Senhor Enki. E haverá um Livro de Testemunhos do passado, e um Livro de previsões do futuro, pois o futuro no passado se acha, e o primeiro também será o último. E houve uma pausa, e tomei as tabuletas e as pus uma a uma na ordem correta dentro do cofre. E o cofre era feito de madeira de acácia com incrustações de ouro no exterior. E a voz de meu senhor disse: Agora, fecha a tampa do cofre e fixa o fechamento. E fiz como me indicou. E houve outra pausa, e meu senhor Enki disse: E quanto a ti, Endubsar, com um grande deus falaste e, embora não me viu, em minha presença estiveste, portanto, está puro, e será meu porta-voz ante o povo. Admoestará para que eles sejam justos, pois nisso se baseia uma boa e larga vida. E os confortará, pois no prazo de setenta anos se reconstruirão as cidades e as colheitas voltarão a crescer. Haverá paz, mas também haverá guerras. Novas nações se farão poderosas, reinos se elevarão e cairão. Os deuses de antigamente se apartarão, e novos deuses decretarão as sortes. Mas ao final dos dias prevalecerá o destino, e esse futuro se prediz em minhas palavras sobre o passado. De tudo isso, Endubsar, às pessoas falará.

E houve uma pausa e um silêncio. E eu, Endubsar, prostrei-me no chão e disse: Mas, como saberei o que dizer? E a voz do senhor Enki disse: Haverá sinais nos céus, e as palavras que tenha que pronunciar virão a ti em sonhos e em visões. E, depois de ti, haverá outros profetas escolhidos. E ao final, haverá uma Nova Terra e um Novo Céu, e já não haverá mais necessidade de profetas. E, então, fez-se o silêncio, e as auras se extinguiram, e o espírito me deixou. E quando recuperei os sentidos, estava nos campos dos arredores de Eridú.

Sinopse da Primeira Tabuleta

  1. Selo de Endubsar, escriba mestre. 2. Sinopse da Primeira Tabuleta. 3. Lamentação sobre a desolação do Sumer. 4. Como fugiram os deuses de suas cidades à medida que se estendia a nuvem nuclear. 5. As discussões no conselho dos deuses. 6. A fatídica decisão de liberar as Armas de Terror. 7. A origem dos deuses e as armas terríveis de Nibiru. 8. As guerras norte-sul de Nibiru, unificação e normas dinásticas. 9. Localização de Nibiru no sistema solar. 10. A evanescente atmosfera provoca mudanças climáticas. 1. Os esforços por obter ouro para evitar a debilitação da atmosfera. 12. Alalu, um usurpador, utiliza armas nucleares para agitar os gases vulcânicos. 13. Anu, herdeiro dinástico, depõe Alalu. 14. Alalu rouba uma espaçonave e escapa de Nibiru. 15. Representações de Nibiru como planeta radiante.

Palavras do senhor Enki, primogênito de Anu, que reina em Nibiru.

Pesando no espírito, profiro os lamentos; lamentos amargos que enchem meu coração. Quão desolada está a terra, as pessoas entregues ao Vento Maligno, seus estábulos abandonados, seus redis vazios. Quão desoladas estão as cidades, as pessoas amontoadas como cadáveres hirtos, afligidas pelo Vento Maligno. Quão desolados estão os campos, murcha a vegetação, alcançada pelo Vento Maligno. Quão desolados estão os rios, já nada vive neles, águas puras e cintilantes convertidas em veneno. Das pessoas de negra cabeça, Sumer está vazia, foi-se toda vida; de suas vacas e suas ovelhas, Sumer está vazia, calado ficou o murmúrio do leite batido. Em suas gloriosas cidades, só ulula o vento; a morte é o único aroma. Os templos, cujas cúspides alcançavam o céu, por seus deuses foram abandonados. Não há domínio de senhorio nem de realeza; cetro e tiara desapareceram. Nas ribeiras dos dois grandes rios, em outro tempo exuberantes e cheios de vida, só crescem as más ervas. Ninguém percorre seus meio-fios, ninguém busca os caminhos; a florescente Sumer é como um deserto abandonado. Quão desolada está a terra, lar de deuses e homens! Nessa terra caiu a calamidade, uma calamidade desconhecida para o homem. Uma calamidade que a Humanidade nunca antes tinha visto, uma calamidade que não se pode deter. Em todas as terras, do oeste até o este, pousou-se uma mão de quebra e de terror. Os deuses, em suas cidades, estavam tão indefesos como os homens! Um Vento Maligno, uma tormenta nascida em uma distante planície, uma Grande Calamidade forjada em seu atalho. Um vento portador de morte nascido no oeste se encaminhou para o este, estabelecido seu curso pela sorte. Uma devoradora tormenta como o dilúvio, de vento e não de água destruidora, de ar envenenado, não de ondas, entristecedora. Pela sorte, que não pelo destino, engendrou-se; os grandes deuses, em seu conselho, a Grande Calamidade provocaram. Enlil e Ninharsag o permitiram; só eu estive suplicando para que se contivessem. Dia e noite, por aceitar o que os céus decretam, argumentei, mas em vão! Ninurta, o filho guerreiro de Enlil, e Nergal, meu próprio filho, liberaram as venenosas armas na grande planície. Não sabíamos que um Vento Maligno seguiria ao resplendor!, choram eles agora em sua angústia. Quem podia predizer que a tormenta portadora de morte, nascida no oeste, tomaria seu curso para o este?, lamentam-se os deuses agora. Em suas cidades sagradas, permaneceram os deuses, sem acreditar que o Vento Maligno tomaria sua rota para o Sumer. Um após o outro, os deuses fugiram de suas cidades, seus templos abandonaram ao vento. Em minha cidade, Eridú, não pude fazer nada por deter a nuvem venenosa. Fujam a campo aberto!, dava instruções às pessoas; com Ninki, minha esposa, a cidade abandonei. Em sua cidade, Nippur, lugar do Enlace Céu-Terra, Enlil não pôde fazer nada para detê-lo. O Vento Maligno se equilibrou sobre o Nippur. Em sua nave celestial, Enlil e sua esposa partiram apressadamente. No Ur, a cidade da realeza do Sumer, Nannar a seu pai Enlil implorou ajuda; no lugar do templo que ao céu em sete degraus se eleva, Nannar se negou a considerar a mão da sorte. Meu pai, você que me engendrou, grande deus que a Ur concedeu a realeza, não deixe entrar o Vento Maligno!, apelou Nannar. Grande deus que decreta as sortes, deixa que Ur e seus habitantes se livrem, seus louvores prosseguirão!, apelou Nannar. Enlil respondeu a seu filho Nannar: Nobre filho, à sua admirável cidade concedi a realeza, mas não lhe concedi reinado eterno. Toma a sua esposa Ningal e foge da cidade! Nem sequer eu, que decreto as sortes, posso impedir seu destino! Assim falou Enlil, meu irmão; ai, ai, que não era destino! O dilúvio não tinha causado uma calamidade maior sobre deuses e terrestres; ai, que não era destino! O Grande Dilúvio estava destinado a acontecer; mas não a Grande Calamidade da tormenta portadora de morte. Por romper uma promessa, por uma decisão do conselho foi provocada; pelas Armas de Terror foi criada. Por uma decisão, que não pelo destino, liberaram-se as armas venenosas; por deliberação se jogaram as sortes. Contra Marduk, meu primogênito, dirigiram a destruição os dois filhos; havia vingança em seus corações. Não tem que tomar Marduk o poder!, gritou o primogênito de Enlil. Com as armas oporei a ele, disse Ninurta. De entre o povo levantou um exército, para declarar a Babilônia umbigo da Terra!, assim gritou Nergal, irmão de Marduk. No conselho dos grandes deuses, palavras malévolas se difundiram. Dia e noite levantei minha voz opositora; a paz aconselhei, deplorando as pressas. Pela segunda vez, o povo tinha elevado sua imagem celeste; por que opor-se a que continue?, perguntei implorando. Comprovaram-se todos os instrumentos? Não tinha chegado a era de Marduk nos céus?, inquiri uma vez mais. Ningishzidda, meu filho, outros signos do céu citou. Seu coração, eu sabia, não podia perdoar a injustiça de Marduk contra ele. Nannar, de Enlil na Terra nascido, também foi implacável. Marduk, de meu templo na cidade do norte, sua própria morada tem feito! Assim disse. Ishkur, o filho mais jovem de Enlil, exigiu um castigo; em minhas terras, fez prostituir-se ao povo ante ele!, disse. Utu, filho de Nannar, contra o filho de Marduk, Nabu, dirigiu sua ira: Tentou tomar o Lugar dos Carros Celestiais! Inanna, gêmea de Utu, estava fora de si; seguia exigindo o castigo de Marduk pelo assassinato de seu amado Dumuzi. Ninharsag, mãe de deuses e homens, desviou a olhar. Por que não está Marduk aqui? Disse simplesmente. Gibil, meu próprio filho, replicou pessimista: Marduk tem desprezado a todos os rogos; pelos sinais do céu reclama sua supremacia! Só pelas armas será detido Marduk!, gritou Ninurta, primogênito de Enlil. Utu estava preocupado pela segurança do Lugar dos Carros

Celestiais; não deve cair em mãos de Marduk! Assim disse. Nergal, senhor dos Domínios Inferiores, exigia ferozmente: Que se utilizem as antigas Armas de Terror para arrasar! A meu próprio filho olhei sem poder acreditar nisso: Para irmão contra irmão as armas de terror se abjuraram! Em lugar do comum acordo, houve silêncio. No silêncio, Enlil abriu a boca: Deve haver um castigo; como pássaros sem asas ficarão os malfeitores. Marduk e Nabu, de nosso patrimônio nos estão privando; há que lhes privar do Lugar dos Carros Celestiais! Que se calcine o lugar até o esquecimento!, gritou Ninurta: me deixem ser O Que Calcina! Excitado, Nergal ficou em pé e gritou: Que as cidades dos malfeitores também sejam destruídas, me deixem arrasar as cidades pecadoras, deixem que a partir de hoje meu nome seja o Aniquilador! Os terrestres, por nós criados, não devem ser danificados; os justos com os pecadores não devem perecer, exclamou energicamente. Ninharsag, a companheira que me ajudou a criá-los, estava de acordo: A questão somente tem que se resolver entre os deuses, o povo não deve ser prejudicado. Anu, da morada celestial, estava prestando atenção às discussões. Anu, que determina as sortes, sua voz fez escutar desde sua morada celestial: Que as Armas de Terror sejam por esta vez usadas, que o lugar das naves propulsadas seja arrasado, que ao povo lhe perdoe. Que Ninurta seja o Calcinador, que Nergal seja o Aniquilador! E assim Enlil a decisão anunciou. À eles um segredo dos deuses revelarei; o lugar oculto das armas de terror lhes desvelarei. Os dois filhos, um meu, um dele, em sua câmara interior Enlil convocou. Nergal, quando voltou junto a mim, desviou o olhar. Ai!, gritei sem palavras, o irmão se revoltou contra o irmão! Acaso por sorte têm que repeti-los Tempos Prévios? Um segredo dos Tempos de Antigamente os revelou Enlil a eles, as Armas de Terror a suas mãos confiou! Enfeitadas de terror, com um resplendor se desataram; tudo o que tocam, em um montão de pó o convertem. Para irmão contra irmão na Terra foram abjuradas, nenhuma região afetar. Então, o juramento se violou, como uma vasilha rota em inúteis partes. Os dois filhos, plenos de gozo, com passos rápidos da câmara de Enlil emergiram, para a partida das armas. Os outros deuses voltaram para suas cidades; sem pressagiar nenhum deles sua própria calamidade!

Eis aqui o relato dos Tempos Prévios, e das Armas de Terror. Antes dos Tempos Prévios foi o Princípio; depois dos Tempos Prévios foram os Tempos de Antigamente. Nos Tempos de Antigamente, os deuses chegaram à Terra e criaram os terrestres. Nos Tempos Prévios, nenhum dos deuses estavam na Terra, nem se tinha feito ainda os terrestres. Nos Tempos Prévios, a morada dos deuses estava em seu próprio planeta; Nibiru é seu nome. Um grande planeta, avermelhado em resplendor; ao redor do Sol, uma volta alargada faz Nibiru. Durante um tempo, Nibiru está envolto no frio; durante parte de seu percurso, o Sol fortemente o esquenta. Uma grossa atmosfera envolve a Nibiru, alimentada continuamente com erupções vulcânicas. Todo tipo de vida esta atmosfera mantém; sem ela, tudo pereceria! No período frio, conserva no planeta o calor interno de Nibiru, como um quente casaco que se renova constantemente. No período quente, protege a Nibiru dos abrasadores raios do Sol. Em sua metade, as chuvas agüentam e liberam, dando altura a lagos e rios. Uma exuberante vegetação alimenta e protege nossa atmosfera; faz brotar todo tipo de vida nas águas e na terra. Depois de eones de tempo, brotou nossa própria espécie, por nossa própria essência uma semente eterna para procriar. À medida que nosso número crescia, nossos ancestrais se estenderam a muitas regiões de Nibiru. Alguns cultivaram a terra, as criaturas de quatro patas apascentavam. Uns viviam nas montanhas, outros fizeram seus lares nos vales. Houve rivalidades, tiveram lugar usurpações; houve conflitos, e os paus se converteram em armas. Os clãs se reuniram em tribos, e logo duas grandes nações se enfrentaram entre si. A nação do norte contra a nação do sul tomou as armas. O que sustentava a mão para lançar projéteis se permutou; armas de estrondo e resplendor incrementaram o terror. Uma guerra, larga e feroz, devorou o planeta; irmão lutou contra irmão. Houve morte e destruição, tanto no norte como no sul. Durante muitas órbitas, a desolação reinou nas terras; toda vida foi dizimada. Depois, declarou-se uma trégua; e mais tarde se fez a paz. Que as nações se unam, disseram os emissários entre si: que haja um trono em Nibiru, um rei que reine sobre todos. Que haja um líder do norte ou do sul eleito a sortes, um rei supremo tem que ser. Se fosse do norte, que o sul escolha a uma mulher para que seja sua esposa, em igualdade como reina, para reinarem juntos. Se por sortes fora eleito um homem do sul, que uma mulher do norte seja sua esposa. Que sejam marido e mulher, para fazer uma só carne. Que seu filho primogênito seja o sucessor; que uma dinastia unificada seja assim formada, para estabelecer a unidade em Nibiru para sempre! Em meio às ruínas se iniciou a paz. Norte e sul por matrimônio se uniram. O trono real em uma carne combinada, uma sucessão não interrompida de realeza estabelecida! O primeiro rei depois da paz foi feito, um guerreiro do norte foi um poderoso comandante. Por sortes, veraz e justo, foi ele eleito; foram aceitos seus decretos na unidade. Para morada dela, construiu uma esplêndida cidade; Agadé, que significa Unidade, foi seu nome. Para seu reinado, um título real foi concedido; An foi, o Celestial foi seu significado. Com braço forte, restabeleceu a ordem nas terras; decretou leis e regulamentos. Designou governadores para cada terra; a restauração e o cultivo foi sua principal tarefa. Dele, nos anais reais, assim se registrou: An unificou as terras, a paz em Nibiru restaurou. Construiu uma nova cidade, os canais reparou, proveu alimento para o povo; houve abundância nas terras. Por esposa dele, o sul escolheu uma donzela, dotada tanto para o amor como para a luta. An.Tu foi seu título real; “A Líder Que É Esposa de An”, significava engenhosamente o nome dado. Deu a An três filhos e nenhuma filha. Ao primogênito pôs o nome de An.Ki; Pelo An um Sólido Fundamento era seu significado. Só no trono, esteve ele sentado; uma esposa a escolher foi duas vezes proposta. Em seu reinado, as concubinas foram ao palácio; um filho não lhe nasceu. A dinastia assim iniciada se interrompeu com a morte de Anki; no fundamento, nenhum descendente seguiu. O filho médio, não o primogênito, Herdeiro Legal foi renomado. Desde sua juventude, um dos três irmãos, Ib foi chamado amorosamente por sua mãe. Que Está em Médio significava seu nome. Nos anais reais, An.Ib é renomado: Em realeza celestial; durante gerações, “Que É Filho de An” significou seu nome. Aconteceu a seu pai An no trono; em suma, foi o terceiro a reinar. A filha de seu irmão pequeno escolheu por esposa. Nin.Ib foi chamada, “a Dama do Ib”. Ninib deu um filho a Anib; o sucessor do trono foi, o quarto da conta dos reis. Pelo nome real de An.Shar.Gal desejou que lhe conhecesse; Príncipe de An “Que É o Maior dos Príncipes” era o significado. Sua esposa, uma meio-irmã, Ki.Shar.Gal foi chamada igualmente. O conhecimento e a compreensão foi sua principal ambição; estudou assiduamente os caminhos dos céus. Estudou a grande volta de Nibiru, sua longitude fixou em um Shar. Como um ano de Nibiru era a medida, por ele os reinados reais seriam numerados e registrados. Dividiu o Shar em dez partes, desse modo declarou duas festividades. Nas proximidades do Sol celebrou-se uma festividade do calor. Quando Nibiru fazia sua morada na distância, se decretou a festividade do frio. Substituindo a todas as festividades de antigamente de tribos e nações para unificar o povo, se estabeleceram as duas. Leis de marido e mulher, de filhos e filhas, estabeleceu por decreto; proclamou os costumes das primeiras tribos para todo o país. Nas guerras, as mulheres superavam em grande número aos homens. Decretos fez, um homem tem que ter mais de uma mulher por conhecer. Por lei, uma mulher tem que ser escolhida como esposa oficial, Primeira Esposa tem que ser chamada. Por lei, o filho primogênito era o sucessor de seu pai. Por estas leis, não demorou para chegar a confusão; se o filho primogênito não era nascido da Primeira Esposa. E depois nascia um filho da Primeira Esposa, convertendo-se por lei em Herdeiro Legal. Quem será o sucessor: aquele que pela conta do Shars nasceu primeiro? Aquele nascido da Primeira Esposa? O filho Primogênito? O Herdeiro Legal? Quem herdará? Quem acontecerá? No reinado do Anshargal, Kishargal foi declarada Primeira Esposa. Meia-irmã do rei era. No reinado de Anshargal, levaram-se concubinas de novo ao palácio. Das concubinas, nasceram-lhe filhos e filhas ao rei. Um filho de uma foi o primeiro em nascer; o filho de uma concubina foi o Primogênito. Depois, Kishargal teve um filho. Herdeiro Legal por lei era; mas Primogênito não era. No palácio, Kishargal levantou a voz, irada gritou: Se pelas normas meu filho, de uma Primeira Esposa nascido, vê-se privado da sucessão, que o dobro da semente não se esqueça! Embora de diferentes mães, de um mesmo pai o rei e eu somos descendentes. Eu sou a meio-irmã do rei; de mim, o rei é meioirmão. Por isso, meu filho possui o dobro de semente de nosso pai Anib! Que, na sucessão, a Lei da Semente, a Lei do Desposório prevaleça! Que, na sucessão, o filho de uma meio-irmã, quando queira que nasça, por cima de todos outros filhos alcance a sucessão! Anshargal, considerando-o, concedeu-lhe seu favor à Lei da Semente: A confusão de esposa e concubinas, de matrimônio e divórcio, evitaria-se com ela. Em seu conselho, os conselheiros reais adotaram a Lei da Semente para a sucessão. Por ordem do rei, os escribas anotaram o decreto. Assim foi proclamado o próximo rei pela Lei da Semente para a sucessão. Foi-lhe concedido o nome real An.Shar. Foi o quinto no trono.

Vem agora o relato do reinado de Anshar e dos reis que lhe seguiram. Quando se trocou a lei, os outros príncipes se enfrentaram. Houve palavras, não houve rebelião. Como esposa, Anshar escolheu a uma meia-irmã. Fez a sua Primeira Esposa; lhe chamou com o nome de Ki.Shar. Assim foi, por esta lei, que a dinastia continuou. No reinado de Anshar, os campos reduziram suas colheitas, frutos e cereais perderam abundância. De tempos em tempos, na cercania do Sol, o calor foi crescendo em força; nas moradas longínquas, o frio se fez mais intenso. No Agadé, a cidade do trono, o rei reuniu em assembléia àqueles de grande entendimento. À sábios eruditos, gente de grande conhecimento, lhes ordenou investigar. A terra examinaram, lagos e rios puseram a prova. Ocorreu antes, deu alguém uma resposta: Nibiru, no passado, mais fria e mais cálida foi; Destino é isto, na volta de Nibiru enraizado! Outros de conhecimento, observando a órbita, não consideraram culpado o destino de Nibiru. Na atmosfera, fez-se uma brecha; esse foi seu achado. Os vulcões, ferreiros da atmosfera, lançavam ao céu menos erupções! O ar de Nibiru se havia feito mais tênue, o escudo protetor tinha diminuído! No reinado de Anshar e Kishar, fizeram aparição as pragas do campo; não as podia vencer com trabalho. O filho de ambos, En.Shar, ascendeu depois ao trono; da dinastia, era o sexto. “Nobre Professor do Shar” significava seu nome. Com grande entendimento nasceu, dominou muitos conhecimentos com muita erudição. Procurou caminhos para dominar as aflições; da órbita celeste de Nibiru, fez muito estudo. Pesquisava cinco membros da família do Sol, planetas de deslumbrante beleza. Procurando remédios para as aflições, fez examinar suas atmosferas. A cada um lhe deu um nome, a antepassados ancestrais honrou; considerou-os como casais celestes An e Antu, os planetas gêmeos, chamou os dois primeiros que foram encontrados. Além da órbita de Nibiru, estavam Anshar e Kishar, por seu tamanho os maiores. Como um mensageiro, Gaga entre os outros corria, às vezes o primeiro em encontrar Nibiru. Cinco em total eram os que recebiam a Nibiru no céu, enquanto circundava ao Sol. Mais à frente, como uma fronteira, o Bracelete Esculpido circundava ao Sol; como um guardião da região proibida do céu, com escombros protegia. Outros filhos do Sol, quatro em número, defendiam da intrusão do bracelete. As atmosferas dos cinco primeiros ficaram a estudar Enshar. Em sua volta repetida examinaram-se atentamente os cinco. Que atmosferas possuíam, examinaram-se intensamente por observação e com carros celestiais. Os achados foram surpreendentes, os descobrimentos confusos. De volta em volta, a atmosfera de Nibiru mais brechas sofria. Nos conselhos dos eruditos, os remédios se debatiam com avidez; consideraram-se formas de enfaixar a ferida urgentemente. tentou-se um novo escudo que envolvesse o planeta; tudo o que se lançou para cima, caiu de volta ao chão. Nos conselhos dos eruditos, estudaram-se as erupções dos vulcões. A atmosfera, criou-se pelas erupções vulcânicas; sua ferida tinha tido lugar pela diminuição de erupções. Que com invenções se potencializem novas erupções, que os vulcões cuspam de novo!, estava dizendo um grupo de sábios. Como alcançar a façanha, com que ferramentas conseguir mais erupções, ninguém podia dar conta ao rei. No reinado do Enshar, fez-se maior a brecha nos céus. As chuvas se negavam, os ventos sopravam mais forte; os mananciais das profundidades não emergiam. Nas terras, havia uma maldição; os peitos das mães se secaram. No palácio, havia aflição; havia uma maldição ali dentro. Como Primeira Esposa, Enshar desposou a uma meio-irmã, seguindo-se à Lei da Semente. Nin.Shar foi chamada, dos Shars a Dama. Um filho não teve. Por uma concubina, ao Enshar nasceu um filho; foi o filho Primogênito. Pelo Ninshar, Primeira Esposa e meio-irmã, não chegou um filho. Pela Lei de Sucessão, o filho da concubina subiu ao trono; foi o sétimo em reinar. Du.Uru foi seu nome real; “No Lugar de Morada Forjado” era seu significado; de fato, foi concebido na Casa das Concubinas, não no palácio. Como esposa uma donzela amada desde sua juventude escolheu Duuru; por amor, não por semente, selecionou uma Primeira Esposa. Da.Uru foi seu nome real; “A Que Está a Meu Lado” era o significado. Na corte real a confusão corria desenfreada. Os filhos não eram herdeiros, as algemas não eram meio-irmãs. Na terra ia crescendo o sofrimento. Os campos esqueceram sua abundância, e entre o povo diminuiu a fertilidade. No palácio, a fertilidade estava ausente; não tinham tido nem filho nem filha. Da semente de An, sete foram os soberanos; depois, de sua semente se secou o trono. Dauru encontrou a um menino na porta do palácio; como a um filho o abraçou. Ao final, Duuru como a um filho o adotou, nomeou-o Herdeiro Legal; Lahma, que significa “Secura”, foi o nome que lhe deu. No palácio, os príncipes protestavam; no Conselho, havia queixa. Ao final, Lahma subiu ao trono. Embora não era da semente de An, foi o oitavo em reinar. Nos conselhos dos eruditos, deram-se duas sugestões para sanar a brecha: alguém sugeriu o uso de um metal, ouro era seu nome. Em Nibiru, era muito raro; dentro do Bracelete Esculpido era abundante. Era a única substância que se podia moer até o pó mais fino; elevado até o céu, podia ficar suspenso. Assim, com reaprovisionamentos, a brecha se sanaria, haveria um melhor amparo. Que se construam naves celestiais, que uma frota celestial traga o ouro a Nibiru! Que se utilizem as Armas de Terror!, foi a outra sugestão; armas que sacudam e afrouxem o chão, que gretem as montanhas; Atacar com projéteis os vulcões, sua letargia remover, estimular suas erupções, recarregar a atmosfera, fazer desaparecer a brecha! Lahma era fraco para tomar uma decisão; não sabia que opção tomar. Nibiru completou uma volta, dois Shars seguiu contando Nibiru. Nos campos, a aflição não retrocedia. A atmosfera não se reparava com as erupções vulcânicas. Passou um terceiro Shar, um quarto se contou. Não se obtinha ouro. Os conflitos abundavam no reino; a comida e a água escasseavam. A unidade se perdeu no reino; as acusações eram abundantes. Na corte real, os sábios foram e vinham; os conselheiros corriam acima e abaixo. Ao rei não prestavam atenção às suas palavras. Só procurava conselho em sua esposa; Lahama era seu nome. Se fosse o destino, supliquemos ao Grande Criador de Tudo, ao rei, disse ela. Suplicar, não atuar, é a única esperança! Na corte real, os príncipes estavam inquietos; dirigiam acusações ao rei: De forma estúpida e absurda, está trazendo calamidades ainda maiores em vez de paz! Dos antigos depósitos, se recuperaram as armas; havia muito que falar de rebelião. Um príncipe, no palácio real, foi o primeiro em tomar as armas. Com palavras de promessa, agitou aos outros príncipes; Alalu era seu nome. Que Lahma já não seja mais o rei!, gritou. Que a decisão substitua à vacilação! Venham, vamos desalentar ao rei em sua morada; façamos que abandone o trono! Os príncipes fizeram caso às suas palavras; as portas do palácio abriram com violência; à sala do trono, sua entrada proibida, como águas em avalanche chegaram. O rei escapou à torre do palácio; Alalu foi em sua perseguição. Na torre houve luta; Lahma caiu morto. Lahma já não está!, gritou Alalu. Já não está o rei, anunciou com alvoroço. À sala do trono se dirigiu apressadamente Alalu, no trono ele mesmo se sentou. Sem direito nem conselho, ele mesmo se proclamou rei. perdeu-se a unidade no reino; uns se alegraram pela morte da Lahma, outros se entristeceram pelo que tinha feito Alalu. Vem agora o relato do reinado de Alalu e da ida à Terra. Perdeu-se a unidade no reino; muitos se sentiam ofendidos sobre a realeza. No palácio, os príncipes estavam agitados; no conselho, os conselheiros estavam turvados. De pai a filho, a sucessão de An prosseguiu no trono; inclusive Lahma, o oitavo, tinha sido declarado filho por adoção. Quem era Alalu? Acaso era um Herdeiro Legal, era o Primogênito? Com que direito tinha usurpado o trono? Não era o assassino do rei? Ante os Sete Que Julgam, foi convocado Alalu para considerar sua sorte. Ante os Sete Que Julgam, Alalu expôs suas pretensões: Ainda sem ser Herdeiro Legal nem filho Primogênito, de semente real sim que era! Do Anshargal descendo, ante os juízes reclamou. De uma concubina, meu antepassado nasceu; Alam era seu nome. Por conta do Shars, Alam foi o primogênito; lhe pertencia o trono. Por uma confabulação, deixou de lado seus direitos! A Lei da Semente de um nada se inventou, para que seu filho obtivesse a realeza. À Alam lhe privou da realeza; e ao filho dela, em seu lugar, foi concedida. Por descendência, sou o continuador das gerações de Alam; a semente do Anshargal está dentro de mim! Os Sete Que Julgam tiveram em conta as palavras de Alalu. Ao Conselho de Conselheiros passaram o assunto, para que dirimissem sua veracidade ou falsidade. trouxeram-se os anais reais da Casa de Registros; com muita atenção, leram-se. An e Antu, o primeiro casal real estavam; três filhos e nenhuma filha lhes nasceram. O Primogênito foi Anki; ele morreu no trono; não teve descendência. Em seu lugar, o filho médio subiu ao trono; Anib foi seu nome. Anshargal foi seu Primogênito; ao trono ascendeu. depois dele, no trono, não continuou a realeza do Primogênito; A Lei de Sucessão se substituiu pela Lei da Semente. O filho de uma concubina era o Primogênito; pela Lei da Semente, lhe privava da realeza. Assim lhe concedeu a realeza ao filho de Kishargal; sendo a razão ser meio-irmã do rei. Do filho da concubina, do Primogênito, os anais não faziam menção. Dele sou descendente!, gritou Alalu aos conselheiros. Pela Lei de Sucessão, pertencia à realeza; pela Lei de Sucessão, à realeza tenho agora direito! Com vacilações, os conselheiros do Alalu exigiram um juramento de verdade. Alalu prestou o juramento; como rei lhe considerou o conselho. Convocaram aos anciões, convocaram aos príncipes; ante eles, pronunciaram a decisão. De entre os príncipes, um jovem príncipe se adiantou; queria dizer algo a respeito da realeza. deveria-se reconsiderar a sucessão, disse à assembléia. Embora nem Primogênito, nem filho da rainha, de pura semente descendo: A essência do An se preservou em mim, sem diluir-se em concubina! Os conselheiros escutaram suas palavras com surpresa; ao jovem príncipe lhe disseram que se aproximasse. Perguntaram-lhe seu nome. É Anu; por meu antepassado An fui assim renomado! Perguntaram-lhe por suas gerações; dos três filhos do An, recordoulhes: Anki foi o Primogênito, sem filho nem filha morreu; Anib foi o médio, no lugar do Anki subiu ao trono; Anib tomou por casamento à filha de seu irmão menor; a partir deles, registra-se nos anais a sucessão. Quem foi o irmão pequeno, filho do An e do Antu, da semente mais pura? Os conselheiros, admirados, olhavam-se entre si. Enuru era seu nome!, anunciou-lhes Anu: Ele foi meu grande antepassado! Sua esposa, Ninuru, era uma meio-irmã; o filho dela foi o primogênito; Enama foi seu nome. A esposa deste era uma meio-irmã, pelas leis de semente e sucessão, um filho lhe deu. De descendentes puros continuaram as gerações, por lei e por semente perfeitas! Anu, por nosso antepassado An, puseram-me meus pais; Do trono se nos apartou; da semente pura do An não nos apartou! Que Anu seja rei!, gritaram muitos conselheiros. Que se destitua ao Alalu! Outros aconselharam cautela: Evitemos conflitos, que prevaleça a unidade! Chamaram o Alalu, para lhe contar o que foi descoberto. Ao príncipe Anu, Alalu lhe ofereceu seu braço em abraço; ao Anu disse assim: Embora de diferente descendência, de um único antepassado descendemos ambos; vivamos em paz, juntos devolveremos a abundância a Nibiru! Me deixe conservar o trono, conserva você a sucessão! Ao conselho dirigiu estas palavras: Que Anu seja Príncipe Coroado, que ele seja meu sucessor! Que seu filho se case com minha filha, que unifique-se a sucessão! Anu fez uma reverência ante o conselho, ante a assembléia declarou assim: De Alalu, o copeiro serei, seu sucessor à espera; meu filho a sua filha escolherá como noiva. Essa foi a decisão do conselho; inscreveu-se nos anais reais. Desta maneira, Alalu seguiu sentado no trono. Ele convocou aos sábios, a eruditos e comandantes consultou; para decidir, obteve muitos conhecimentos. Que se construam naves celestiais, decidiu, para procurar ouro no Bracelete Esculpido, decidiu. Os Braceletes Esculpidos destruíram as naves; nenhuma delas voltou. Que as Armas de Terror abram as vísceras de Nibiru, que os vulcões voltem para a erupção!, ordenou então. Armaram-se carros celestes com as Armas de Terror, com projéteis de terror golpearam aos vulcões dos céus. As montanhas se balançaram, os vales se estremeceram, enquanto grandes resplendores estalavam com estrondo. Havia muito alvoroço no reino; havia expectativas de abundância. No palácio, Anu era o copeiro do Alalu. Ele se prostraria aos pés do Alalu, poria-lhe a taça na mão. Alalu era o rei; a Anu tratava como a um servo. No reino, o alvoroço se apagou; as chuvas se negavam a cair, os ventos sopravam com mais força. As erupções dos vulcões não aumentavam, não sanava a brecha na atmosfera. Nibiru seguia percorrendo suas voltas nos céus; de volta em volta, o calor e o frio se faziam mais difíceis de suportar. O povo de Nibiru deixou de venerar a seu rei; em vez de alívio, havia trazido miséria! Alalu seguia sentado no trono. O forte e sábio Anu, o primeiro entre os príncipes estava de pé ante ele. Prostraria-se ante os pés do Alalu, poria-lhe a taça na mão. Durante nove períodos contados, Alalu foi rei em Nibiru. No nono Shar, Anu apresentou batalha a Alalu. Desafiou a Alalu à um combate mão à mão, com os corpos nus. Que o vencedor seja rei, disse Anu. Lutaram entre si na praça pública; as ombreiras das portas tremeram e as paredes se remexeram. Alalu fincou a joelho, caiu sobre seu peito. Alalu foi derrotado em combate; por aclamação, Anu foi proclamado rei. Anu foi escoltado até o palácio; Alalu ao palácio não voltou. De entre as massas, sigilosamente escapou; tinha medo de morrer como Lahma. Sem que o reconhecessem, foi apressadamente até o lugar dos carros celestiais. Alalu subiu a um carro armado de projéteis; fechou a portinhola atrás dele. Entrou na câmara da parte dianteira; ocupou o assento do comandante. Acendeu a luz, a câmara se encheu com uma aura azulada. Levantou as Pedras de Fogo; o zumbido destas, como a música, era cativante. Avivou o Grande Quebrantador do carro; arrojava um resplendor avermelhado. Sem ninguém precaver-se disso, Alalu escapou de Nibiru na nave celestial. Para a gelada Terra pôs rumo Alalu; por um segredo do Princípio, escolheu seu destino.

Sinopse da Segunda Tabuleta

  1. A fuga de Alalu em uma espaçonave com armas nucleares. 2. Rumando a Ki, o sétimo planeta (a Terra). 3. Por que esperava encontrar ouro na Terra. 4. A cosmogonia do sistema solar; a água e o ouro de Tiamat. 5. A aparição de Nibiru do espaço exterior. 6. A Batalha Celestial e a ruptura de Tiamat. 7. A Terra, a metade de Tiamat, herda suas águas e seu ouro. 8. Kingu, o principal satélite de Tiamat, converte-se na Lua da Terra. 9. Nibiru é destinado a orbitar para sempre ao Sol. 10. A chegada de Alalu e sua aterrissagem na Terra. 1. Alalu, ao descobrir ouro, tem a sorte de Nibiru em suas mãos. 12. Uma representação babilônica da Batalha Celestial.

Para a gelada Terra pôs rumo Alalu; por um segredo do Princípio, escolheu seu destino. Para as regiões proibidas se encaminhou Alalu; ninguém tinha ido antes ali, ninguém tinha tentado cruzar o Bracelete Esculpido. Um segredo do Princípio tinha determinado o curso de Alalu, a sorte de Nibiru punha em suas mãos, mediante um plano, faria sua realeza universal! Em Nibiru, o exílio era seguro, à mesma morte se arriscava. Em seu plano, havia riscos na viagem; mas a glória eterna do êxito era a recompensa! Como uma águia, Alalu explorou os céus; abaixo, Nibiru era uma bola suspensa no vazio. Sua silhueta era atrativa, seu resplendor blasonava os céus circundantes. Seu tamanho era enorme, cintilava o fogo de suas erupções. Seu pacote sustentador de vida, seu tom avermelhado, era como espuma marinha; Em sua metade, via-se a brecha, como uma ferida escura. Olhou para baixo de novo; a ampla brecha se converteu em uma cubeta. Voltou a olhar, a grande bola de Nibiru se converteu em uma fruta pequena. Olhando de novo, Nibiru tinha desaparecido no grande mar escuro. O remorso se aferrou ao coração de Alalu, o medo o tinha entre suas mãos; a decisão se permutou em dúvida. Alalu considerou deter sua trajetória; depois, com audácia retornou à decisão. Cem léguas, mil léguas percorreu o carro; dez mil léguas viajou o carro. Nos amplos céus, a escuridão foi a mais escura; na lonjura, as estrelas distantes piscavam ante seus olhos. Mais léguas viajou Alalu e, logo, seu olhar encontrou uma visão de grande alvoroço: Na extensão dos céus, o emissário dos celestiais lhe dava as boasvindas! O pequeno Gaga, “Que Mostra o Caminho”, dava o bem-vindo a Alalu com sua volta, até ele estendia seu bem-vindo. Perambulando esvaído, estava destinado a viajar antes e depois do celestial Antu, com o rosto para diante, com o rosto para trás, com dois rostos estava dotado. Sua aparição, ao ser o primeiro em receber a Alalu, considerou-o este como um bom augúrio; pelos deuses celestiais é bem-vindo!, assim o entendeu. Em seu carro, Alalu seguiu o atalho de Gaga; até o segundo deus dos céus se dirigia. Logo o celestial Antu, o nome que lhe desse o Rei Enshar, divisou-se na escuridão das profundidades; azul como as águas puras era sua cor; das Águas Superiores era o começo. Alalu ficou encantado com a beleza da visão; a certa distância continuou seu percurso. Na lonjura, o marido de Antu começou a brilhar, por tamanho igual ao de Antu. Como o dobro de sua esposa, por um verde azulado se distinguia ao An. Uma fascinante multidão o circundava; de chãos firmes estavam providos. Alalu lhes deu uma afetuosa despedida aos dois celestiais, discernindo ainda o atalho de Gaga. Estava mostrando o atalho para seu antigo senhor, do qual uma vez foi conselheiro: para o Anshar, o Primeiro dos Príncipes dos céus, dirigia-se o percurso. Acelerando o carro, Alalu pôde vencer a insidiosa atração do Anshar; com anéis brilhantes de fascinantes cores enfeitiçava o carro!

Alalu dirigiu rapidamente o olhar a um lado, e desviou com força O Que Mostra o Caminho. Então, ante ele apareceu uma visão ainda mais temível: nos céus longínquos, a estrela brilhante da família chegou a ver! Uma visão mais atemorizadora seguiu à revelação: Um monstro gigante, movendo-se em seu destino, arrojou uma sombra sobre o Sol; Kishar se tragou a seu criador! Pavoroso foi o acontecimento; um mau augúrio, pensou de fato Alalu. O gigante Kishar, o primeiro dos Planetas Estáveis, tinha um tamanho entristecedor. Tormentas de redemoinhos obscureciam seu rosto, e moviam manchas de cores daqui para lá; Uma hoste inumerável, uns rápidos, outros lentos, circundavam ao deus celestial. Dificultosos eram seus caminhos, adiante e atrás se agitavam. O mesmo Kishar lançou um feitiço, estava arrojando relâmpagos divinos. Enquanto Alalu observava, seu curso se viu afetado, distraiu-se sua direção, seus atos se fizeram confusos. Depois, o obscurecimento da profundidade começou a passar: Kishar em seu destino prosseguiu sua volta. Movendo-se lentamente, levantou seu véu sobre o Sol radiante; Aquele do Princípio chegou a ver-se plenamente. Mas a alegria do coração de Alalu não durou muito; mais à frente do quinto planeta, espreitava o maior dos perigos, como já sabia. O Bracelete Esculpido dominava mais adiante, era de esperar a destruição! De rochas e pedras estava composto, como órfãos sem mãe se agrupavam. Equilibrando-se por diante e por detrás, seguiam um destino passado. Seus feitos eram detestáveis; difíceis seus atalhos. Tinham devorado aos carros de exploração de Nibiru como leões famintos; negavam-se a entregar o precioso ouro, necessário para a sobrevivência. Para o Bracelete Esculpido se precipitou o carro de Alalu, a enfrentar-se audazmente em estreito combate com as ferozes pedras. Alalu atirou para cima com mais força as Pedras de Fogo de seu carro, dirigiu “O Que Mostra o Caminho” com mão firme. As sinistras rochas investiram contra o carro, como um inimigo ao ataque na batalha. Alalu soltou do carro um projétil portador de morte para elas; e depois, outra e outra, contra o inimigo, as armas de terror arrojou.

Como guerreiros assustados, as rochas retornaram, abrindo um atalho para Alalu. Como por feitiço, o Bracelete Esculpido abriu uma porta ao rei. Na escura profundidade, Alalu pôde ver os céus com claridade; não foi derrotado pela ferocidade do Bracelete, sua missão não tinha terminado! Na distância, a bola ígnea do Sol estendia seu resplendor; estava emitindo raios de bem-vindo para Alalu. Diante do Sol, um planeta pardo avermelhado percorria sua volta; era o sexto na conta de deuses celestiais. Alalu não pôde a não ser entrevê-lo: sobre seu predestinado percorrido, apartava-se com rapidez do atalho de Alalu. Depois, apareceu a gelada Terra, o sétimo na conta celestial. Alalu pôs rumo ao planeta, para um destino mais tentador. Sua atrativa esfera era menor que Nibiru, sua rede de atração era mais fraco que a de Nibiru. Sua atmosfera era mais magra que a de Nibiru, nela se formavam redemoinhos de nuvens. Abaixo, a Terra estava dividida em três regiões: branco de neve no topo e na base, azul e marrom entre elas. Com destreza, Alalu desdobrou as asas de detenção do carro para circundar a bola da Terra. Na região medeia, pôde discernir terra firme e oceanos aquosos. Dirigiu para baixo o “Raio Que Penetra”, para detectar as interioridades da Terra. Consegui-o!, gritou estaticamente: Ouro, muito ouro, tinha indicado o raio; estava por debaixo da região de cor escura, nas águas também havia! Com o coração aos pulos no peito, Alalu estava tomando uma decisão: faria descender seu carro sobre a terra seca, possivelmente para explodir e morrer? Poria rumo às águas, possivelmente para afundar-se no esquecimento? Que caminho devia tomar para sobreviver? Descobriria o valioso ouro? No assento da Águia, Alalu não se agitou; em mãos da sorte confiou o carro. Completamente cativo na rede atrativa da Terra, o carro se ia movendo cada vez mais rápido. A asas estendidas se acenderam; a atmosfera da Terra era como um forno. Logo, o carro tremeu, emitindo um estrondo mortífero. Abruptamente, o carro chocou, detendo-se de repente. Sem sentido pela sacudida, aturdido pelo choque, Alalu ficou imóvel. Logo, abriu os olhos e soube que estava entre os vivos; ao planeta do ouro tinha chegado vitorioso.

Vem agora o relato da Terra e seu ouro; é um relato do Princípio, e de como os deuses celestiais foram criados. No Princípio, quando no Acima os deuses dos céus não tinham sido chamados a ser, e no Ki de Abaixo, o Chão Firme ainda não tinha sido renomado, só no vazio existia Apsu, seu Engendrador Primitivo. Nas alturas do Acima, os deuses celestiais ainda não tinham sido criados; nas águas do Abaixo, os deuses celestiais ainda não tinham aparecido. Acima e Abaixo, os deuses ainda não tinham sido formados, os destinos ainda não se tinham decretado. Nenhum cano se formou ainda, nem terra pantanosa tinha aparecido; Apsu, sozinho, reinava no vazio. Depois, mediante os ventos do Apsu, as águas primitivas se mesclaram, um hábil e divino conjuro lançou Apsu sobre as águas. Sobre a profundidade do vazio, ele verteu um profundo sonho; Tiamat, a Mãe de Tudo, forjou como esposa para si mesmo. Uma mãe celestial, era certamente uma beleza aquosa! Junto a ele, Apsu trouxe depois ao pequeno Mummu, como mensageiro seu o nomeou, para fazer um presente a Tiamat. Um presente resplandecente concedeu Apsu à sua esposa: um radiante metal, o imperecível ouro, para que só ela o possuísse! Depois foi quando os dois mesclaram suas águas, para que saíssem entre eles os filhos divinos. Varão e fêmea foram criados os celestiais; Lahmu e Lahamu por nomes lhes deram. No Abaixo, Apsu e Tiamat lhes fizeram uma morada. Antes que tivessem crescido em idade e em estatura, em que as águas do Acima, Anshar e Kishar foram formados, ultrapassando a seus irmãos em tamanho. Os dois foram forjados como casal celestial; um filho, An, nos céus distantes foi seu herdeiro. Depois, Antu, para ser sua esposa, foi criada como igual de An; a morada de ambos se fez como fronteira das Águas Superiores. Assim foram criadas três casais celestes, Abaixo e Acima, nas profundidades; por seus nomes chamou-lhes, eles formaram a família do Apsu com o Mummu e Tiamat. Naquele tempo, Nibiru ainda não se via, a Terra ainda não tinha sido chamada a ser. Estavam mescladas as águas celestes; ainda não estavam separadas por um Bracelete Esculpido. Naquele tempo, as voltas ainda não estavam de tudo desenhadas; os destinos dos deuses ainda não estavam firmemente decretados; os parentes celestiais se agrupavam; erráticos eram seus caminhos. Para o Apsu, seus caminhos eram certamente detestáveis; Tiamat, sem poder descansar, sentia-se ofendida e enfurecida. Uma multidão formou para que partissem a seu lado, uma multidão rugiente e terrível criou contra os filhos do Apsu. Em total, onze desta espécie criou; ela fez ao primogênito, Kingu, chefe entre eles. Quando os deuses celestiais ouviram isto, em conselho se reuniram. Elevou ao Kingu, deu-lhe mando até o grau do An!, disseram-se entre si. Uma Tabuleta do Destino em seu peito pôs, para que se procure sua própria volta, instruiu a seu vastago Kingu para combater contra os deuses. Quem resistirá a Tiamat?, Os deuses se perguntaram entre si. Nenhum em suas voltas se adiantou, nenhum levaria uma arma para a batalha. Naquele tempo, no coração do Profundo foi engendrado um deus, nasceu em uma Câmara de Sortes, um lugar dos destinos. Um hábil Criador o forjou, era filho de seu próprio Sol. Do Profundo, onde foi engendrado, o deus se separou de sua família em um arrebatamento; com ele levava um presente de seu Criador, a Semente de Vida. Pôs rumo para o vazio; um novo destino estava procurando. A primeira em espionar ao celestial errante foi a sempre atenta Antu. Sua figura era atrativa, resplandecia radiante, senhoriais era seu andar, extremamente grande era seu curso. De todos os deuses era o mais elevado, sua volta ultrapassava às de outros. A primeira em vislumbrá-lo foi Antu, de cujo peito nenhum filho tinha mamado. Vêem, sei meu filho!, chamou-lhe. Deixa que seja sua mãe! Lhe arrojou sua rede e lhe deu as boas-vindas, fez seu rumo adequado para o propósito. Suas palavras encheram de orgulho o coração do recém-chegado; aquela que o criaria o fez altivo. Sua cabeça até o dobro de seu tamanho cresceu; quatro membros a seus lados brotaram. Moveu seus lábios em reconhecimento, um fogo divino fulgurou entre eles. Virou seu rumo para Antu, e não demorou para mostrar seu rosto a An. Quando An o viu, Meu filho!, exaltado gritou. Para a liderança te confiará! junto a ti, uma hoste serão seus servos! Que Nibiru seja seu nome, conhecido para sempre como Cruzamento! Ele se prostrou ante a Nibiru, voltou seu rosto ante o passo de Nibiru; estendeu sua rede, quatro servos formou para Nibiru, para que fossem, junto a ele, sua hoste: o Vento Sul, o Vento Norte, o Vento Leste, o Vento Oeste. Com o coração contente, An anunciou ao Anshar, seu predecessor, a chegada de Nibiru. Para ouvir isto, Anshar enviou a Gaga, que estava a seu lado, como emissário. Palavras de sabedoria transmitiu a An, para atribuir uma tarefa a Nibiru. Encarregou a Gaga que pusesse voz ao que havia em seu coração, ao An lhe dizer assim: Tiamat, a que nos engendrou, agora nos detesta; pôs em pé uma hoste de guerra, está enfurecida e enche de ira. Contra os deuses, seus filhos, onze guerreiros partem a seu lado; de entre eles, elevou ao Kingu, e o marcou no peito um destino sem direito. Nenhum deus entre nós poderá sustentar-se frente a sua malevolência, sua hoste pôs o medo em todos nós. Que Nibiru se converta em nosso Vingador! Que ele vença a Tiamat, que salve nossas vidas! Para ele decretou uma sorte, que saia e siga em frente a nossa poderosa inimizade! Gaga partiu para An; prostrou-se ante ele e as palavras de Anshar repetiu. An repetiu a Nibiru as palavras de seu predecessor, reveloulhe a mensagem de Gaga. Nibiru escutou maravilhado as palavras; fascinado ouviu falar da mãe que devoraria a seus filhos. Sem dizê-lo, seu coração já o tinha impulsionado a sair contra Tiamat. Abriu a boca, e disse assim a An e a Gaga: Se para salvar suas vidas tenho que vencer a Tiamat, convoquem os deuses em assembléia, proclamem supremo meu destino! Que todos os deuses acordem em conselho para me fazer o líder, submeter-se a meu mandato! Quando Lahmu e Lahamu ouviram isto, gritaram angustiados: Estranha era a demanda, não se pode compreender seu sentido!, disseram eles. Os deuses que decretam as sortes consultaram entre si; Acessaram a fazer de Nibiru seu vingador, para ele decretaram uma sorte exaltado; A partir deste dia, inalteráveis serão seus mandatos!, disseram a ele. Nenhum de entre nós os deuses transgredirão seus limites! Vê, Nibiru, seja nosso Vingador! Forjaram para ele uma volta principesca para que avançasse para Tiamat; deram suas benções a Nibiru, e deram armas terríveis a Nibiru. Anshar forjou três ventos mais de Nibiru: o Vento Maligno, o Torvelinho, o Vento Sem Par. Kishar encheu seu corpo com uma chama ardorosa, e uma rede para envolver a Tiamat. Assim, preparado para a batalha, Nibiru pôs rumo em direção a Tiamat. Vem agora o relato da Batalha Celestial, e de como a Terra deveria ser, e do destino de Nibiru. O senhor saiu; estabelecido pelas sortes, seguiu seu rumo; a terrível Tiamat encarou, com seus lábios pronunciou um conjuro. Como manto de amparo, pôs em marcha o Pulsador e o Emissor; com uma impressionante radiação foi coroada sua cabeça.

A sua direita, apostou no “Que Fere”; em sua esquerda, colocou o “Repulsor”. Os sete ventos, sua hoste de auxiliares, como uma tormenta enviou; precipitou-se para a terrível Tiamat, com um clamor de batalha. Os deuses formaram redemoinhos junto a ele, depois se separaram de seu caminho, avançou sozinho para examinar a Tiamat e a seus ajudantes, para fazer uma idéia dos planos de Kingu, o comandante de sua hoste. Quando viu o valente Kingu, lhe nublou a vista; enquanto olhava aos monstros, lhe distraiu a direção, seu rumo se transtornou, seus atos se confundiram. O grupo de Tiamat a rodeava estreitamente, tremiam de terror. Tiamat estremeceu suas raízes, um rugido poderoso emitiu; lançou um feitiço sobre Nibiru, envolveu-o com seus encantos. A sorte entre eles estava lançada, a batalha era inevitável! Cara a cara se encontraram, Tiamat e Nibiru; avançavam um contra outro aproximavam-se da batalha, procurando o singular combate. O Senhor estendeu sua rede, para envolvê-la a lançou; Tiamat gritou com fúria; como possuída, perdeu seus sentidos. O Vento Maligno, que tinha estado atrás dele, a Nibiru adiantou, ante o rosto dela o soltou; ela abriu a boca para tragar-se ao Vento Maligno, mas não pôde fechar os lábios. O Vento Maligno carregou contra seu ventre, abriu-se passo em suas vísceras. Suas vísceras uivavam, seu corpo se dilatou, a boca lhe abriu. Através da abertura, Nibiru disparou uma flecha brilhante, um relâmpago divino. A flecha lhe despedaçou as vísceras, fez-lhe pedaços o ventre; rasgou-lhe a matriz, partiu-lhe o coração. Havendo-a submetido assim, ele extinguiu seu fôlego vital. Nibiru contemplou o corpo sem vida, Tiamat era agora um cadáver massacrado. Junto à sua senhora sem vida, seus onze ajudantes tremiam de terror; ficaram capturados na rede de Nibiru, incapazes como eram de fugir. Kingu, a quem Tiamat fazia chefe de sua hoste, estava entre eles. O Senhor lhe pôs grilhões, e a sua senhora sem vida o encadeou. Arrebatou a Kingu as Tabuletas dos Destinos, que sem nenhum direito lhe tinham dado, estampou-lhe seu próprio selo, sujeitou o Destino a seu próprio peito. Ao resto do grupo de Tiamat os atou como cativos, em sua própria volta os apanhou. Pô-los sob seu pé, cortou-os em pedaços. Atou-os a todos a sua volta; fez-lhes girar ao redor, com o rumo investido. Depois, Nibiru partiu do Lugar da Batalha, anunciou a vitória aos deuses que lhe tinham renomado. Deu a volta ao redor do Apsu, para Kishar e Anshar viajou. Gaga saiu a lhe receber, e como arauto para outros viajou depois além de An e Antu, Nibiru se encaminhou para a Morada no Profundo. Sobre a sorte da inerte Tiamat e do Kingu refletiu depois, a Tiamat, a que tinha submetido, o Senhor Nibiru voltou mais tarde. encaminhou-se para ela, deteve-se para ver seu corpo sem vida; esteve planejando em seu coração dividir habilmente o monstro. Depois, como um mexilhão, em duas partes a dividiu, separou o tronco das partes inferiores. Separou os canais internos dela, maravilhado contemplou suas veias douradas. Pisando em sua parte posterior, o Senhor cortou completamente a parte superior. O Vento Norte, seu ajudante, a seu lado chamou, que se levasse a cabeça cerceada, ordenou-lhe ao Vento, que a pusesse no vazio. O Vento de Nibiru se abateu, pois, sobre Tiamat, varrendo suas chorreantes água. Nibiru disparou um raio, ao Vento Norte lhe deu um sinal; em um resplendor, a parte superior de Tiamat foi levada a uma região desconhecida. Com ela, também foi exilado o encadeado Kingu, para que fora companheiro da parte seccionada. Depois, Nibiru refletiu sobre a sorte da parte posterior: queria que fosse um troféu imperecível da batalha, um aviso constante nos céus, que assinalasse o Lugar da Batalha. Com sua maça, golpeou a parte posterior até fazê-la partes pequenas, depois os enlaçou em uma banda até formar um Bracelete Esculpido, entrelaçando-os, situou-os como guardiões, um Firmamento para dividir as águas das águas. As Águas Superiores por cima do Firmamento das Águas Inferiores separou; assim forjou Nibiru suas hábeis obras. Depois, o Senhor cruzou os céus para inspecionar as regiões; da zona do Apsu até a morada de Gaga mediu as dimensões. Deteve-se e vacilou; depois, retornou lentamente ao Firmamento, ao Lugar da Batalha. Passando de novo pela região do Apsu, na desaparecida esposa do Sol, pensou com remorso. Contemplou a metade ferida de Tiamat, prestou atenção à Parte Superior; as águas de vida, generosas nela, das feridas seguiam emanando, suas veias douradas refletiam os raios do Apsu. Da Semente da Vida, do legado do Criador, lembrou-se então Nibiru. Quando pôs seu pé sobre Tiamat, quando a partiu em pedaços, sem dúvida repartiu a semente dela!

Nibiru se dirigiu ao Apsu, lhe dizendo assim: Com seus quentes raios, dá saúde às feridas! Que à parte rota, nova vida lhe seja dada, que seja em sua família como uma filha, que as águas em um lugar se reúnam, que apareça terra firme! Por Terra firme que seja chamada, Ki será seu nome a partir de agora! Apsu fez caso às palavras de Nibiru: Que a Terra se una à minha família, Ki, Terra firme do Abaixo, que Terra seja seu nome a partir de agora! Que, com seu giro, haja dia e haja noite; nos dias, proverei-a com meus raios curadores! Que Kingu seja uma criatura da noite, designarei-o para que brilhe na noite companheira da Terra, para sempre Lua será! Nibiru escutou satisfeito as palavras do Apsu. Nibiru cruzou os céus e inspecionou as regiões, aos deuses que lhe tinham elevado concedeu posições permanentes, destinou suas voltas para que nenhum transgredisse a de outros nem ficasse curto. Fortaleceu as eclusas celestes, pôs portas em ambos os lados. Uma morada remota escolheu para si, além de Gaga estavam suas dimensões. Suplicou ao Apsu que decretasse para ele a grande volta como seu destino. Todos os deuses levantaram sua voz desde suas posições: Que a soberania de Nibiru seja sobressalente! O mais radiante dos deuses é que seja na verdade o Filho do Sol! Desde sua região, Apsu deu sua bênção: Nibiru manterá o cruzamento de Céu e Terra; Cruzamento será seu nome! Os deuses não cruzarão nem acima nem abaixo; Ele manterá a posição central, será o pastor dos deuses. Um Shar será sua volta; esse será seu Destino para sempre!

Vem agora o relato de como começaram os Tempos de Antigamente, e da era que, nos Anais, foi conhecida pelo nome de Era Dourada, e como foram as missões de Nibiru à Terra para obter ouro. A fuga de Alalu desde Nibiru foi seu começo. Alalu estava dotado de grande entendimento, muitos conhecimentos tinha adquirido em sua aprendizagem. De seu antecessor Anshargal, dos céus e das voltas tinha acumulado muitos conhecimentos, através do Enshar, seus conhecimentos aumentaram grandemente; de tudo isso aprendeu muito Alalu; com os sábios discutia, a eruditos e comandantes consultava. Assim se determinaram os conhecimentos do Princípio, assim possuiu Alalu estes conhecimentos. O ouro no Bracelete Esculpido era a confirmação, o ouro no Bracelete Esculpido era o indício de ouro na Parte Superior de Tiamat.

E ao planeta do ouro chegou Alalu vitoriosamente, com um choque ensurdecedor de seu carro. Com um raio, explorou o lugar, para descobrir seus arredores; seu carro descendeu em terra seca, ao fio de amplas terras pantanosas aterrissou. Ficou um casco de Águia, ficou um traje de Peixe. Abriu a portinhola do carro; ante a portinhola aberta se deteve com assombro. Escuro era o chão, azul-branco eram os céus; não havia sons, ninguém que lhe oferecesse as boas-vindas. Estava sozinho em um planeta estranho, possivelmente exilado para sempre de Nibiru! Baixou a terra, sobre o escuro estou acostumado a pôr o pé; havia colinas na distância; nas cercanias, havia muita vegetação. Ante ele, havia terras pantanosas, nelas se introduziu; com o frio de suas águas se estremeceu. Voltou para chão seco; estava sozinho em um planeta estranho! Viuse possuído por seus pensamentos, esposa e descendentes com nostalgia recordava; estaria exilado de Nibiru para sempre? Perguntava-se isto uma e outra vez. Não demorou para voltar para o carro, com alimento e bebida para manter-se. Depois, venceu-lhe um profundo sonho, uma poderosa vontade de dormir. Quanto tempo esteve dormindo, não podia recordá-lo; tampouco podia dizer o que o tinha despertado. Fora havia muito resplendor, um resplendor nunca visto em Nibiru. Estendeu um pau do carro; com um Provador estava equipado. O Provador respirou o ar do planeta; indicou sua compatibilidade! Abriu a portinhola do carro, com a portinhola aberta tomou ar. Outra vez tomou ar, e outra e outra; certamente, o ar de Ki era compatível! Alalu aplaudiu, ficou a cantar uma alegre canção. Sem o casco de Águia, sem o traje de Peixe, baixou até o chão. O resplendor do exterior cegava; os raios do Sol o afligiam! Voltou para o carro, colocou uma máscara para os olhos. Tomou a arma portátil, agarrou o prático Tomador de Amostras. Baixou à terra, sobre o escuro estou acostumado a pôs o pé. Encaminhou-se para os atoleiros; escuras e esverdeadas eram as águas. Na margem do pântano havia calhaus; Alalu tomou um calhau, jogou-o no pântano. Seus olhos vislumbraram um movimento no pântano: as águas estavam cheias de peixes! Introduziu o Tomador de Amostras no pântano, para considerar as turvas águas; a água não era adequada para beber, descobriu Alalu muito decepcionado. afastou-se dos pântanos, e foi em direção às colinas. Passou através da vegetação; os arbustos davam passo às árvores.

O lugar era como uma horta, as árvores estavam carregadas de frutos. Seduzido por seu doce aroma, Alalu tomou uma fruta; a pôs na boca. Se doce era seu aroma, mais doce era seu sabor! Alalu se deleitou enormemente. Alalu caminhava evitando os raios do Sol, dirigindo-se para as colinas. Entre as árvores, sentiu umidade sob seus pés, um sinal de águas próximas. Pôs rumo em direção à umidade; na metade do bosque havia um lago, uma lacuna de águas silenciosas. Inundou o Tomador de Amostras na lacuna, a água era boa para beber! Alalu riu; uma risada sem fim fez presa nele. O ar era bom, a água era apta para beber; havia fruta, havia peixes! Entusiasmado, Alalu se agachou, juntou as mãos fazendo uma terrina, levou água até sua boca. A água tinha frescura, um sabor diferente da água de Nibiru. Bebeu uma vez mais e logo, assustado, deu um salto: podia escutar um resmungo; um corpo se deslizava pela borda da lacuna! Aferrou a arma portátil, dirigiu uma rajada de seu raio para o que assobiava. O que se movia se deteve, o assobio terminou. Alalu se adiantou para examinar o perigo. O corpo que se deslizava estava imóvel; a criatura estava morta, uma visão da mais estranha: seu comprido corpo era como uma corda, sem mãos nem pés era o corpo; havia olhos ferozes em sua pequena cabeça, fora da boca pendurava uma larga língua. Algo que nunca antes tinha visto em Nibiru, uma criatura de outro mundo! Seria o guardião da horta? Meditou Alalu para si mesmo. Seria o dono da água? Perguntou-se. Pôs água em um recipiente que levava; muito alerta, empreendeu o caminho até seu carro. Também tomou as frutas doces; para o carro se encaminhou. A brilhantismo dos raios do Sol tinha diminuído enormemente; era escuro quando chegou ao carro. Alalu refletiu sobre a brevidade do dia, sua brevidade lhe surpreendeu. Sobre os pântanos, uma fria luminosidade se elevava no horizonte. Não demorou para elevar-se nos céus uma esfera esbranquiçada: Kingu, o companheiro da Terra, estava contemplando.

O que nos relatos do Princípio, seus olhos podiam ver agora a verdade: os planetas e suas voltas, o Bracelete Esculpido, Ki, a Terra, Kingu, sua lua, todos foram criados, todos por seus nomes chamados! Em seu coração, Alalu conhecia uma verdade mais que era necessário contemplar: o ouro, o meio para a salvação, era necessário encontrá-lo. Se havia verdade nos relatos do Princípio, se foram as águas as que lavaram as veias douradas de Tiamat, nas águas de Ki, sua metade cerceada, encontraria-se o ouro! Com mãos vacilantes, Alalu desmontou o Provador do pau do carro. Com mãos trementes, vestiu o traje de Peixe, esperando ansioso a rápida chegada da luz diurna. Ao nascer o dia, saiu do carro, aos pântanos rapidamente se encaminhou. Introduziu-se em águas mais profundas, inundou o Provador nas águas. Ansioso observava sua iluminada face, o coração lhe golpeava no peito. O Provador indicava os conteúdos da água, com símbolos e números desvelava seus achados. E, depois, o batimento do coração de Alalu se deteve: Há ouro nas águas, estava dizendo o Provador! Instável sobre suas pernas, Alalu se adiantou, dirigiu-se para o mais profundo do pântano. Uma vez mais, inundou o Provador nas águas; uma vez mais, o Provador anunciou ouro! Um grito, um grito de triunfo, da garganta do Alalu emanou: a sorte de Nibiru estava agora em suas mãos! De volta ao carro se dirigiu, tirou o traje de Peixe, ocupou o assento do comandante. Animou as Tabuletas dos Destinos que conhecem todas as voltas, para encontrar a direção para a volta de Nibiru. Levantou o Falador de Palavras, para levar as palavras a Nibiru. Depois, para Nibiru pronunciou as palavras, dizendo assim: As palavras do grande Alalu para Anu em Nibiru se dirigem. Em outro mundo estou, encontrei o ouro da salvação; a sorte de Nibiru está em minhas mãos; deve escutar minhas condições!

Sinopse da Terceira Tabuleta

  1. Alalu transmite as notícias a Nibiru, reclama a realeza. 2. Anu, assombrado, expõe o assunto ante o conselho real.
  2. Enlil, o Filho Principal de Anu, sugere uma verificação in situ. 4. Ea, o Primogênito de Anu e genro de Alalu, é eleito, em troca Ea equipa com engenho o navio celestial para a viagem. 5. A espaçonave, pilotada por Anzu, leva cinqüenta heróis. 6. Superando os perigos, os nibiruanos se estremecem ante a visão da Terra. 7. Dirigidos por Alalu, amerissam e ganham a costa. 8. Eridú, Lar Longe do Lar, surge em sete dias. 9. Começa a extração de ouro das águas. 10. Embora a quantidade seja minúscula, Nibiru exige a entrega. 1. Abgal, um piloto, escolhe a espaçonave de Alalu para a viagem. Descobre armas nucleares proibidas na espaçonave. 12. Ea e Abgal tiram as Armas de Terror e as ocultam. 13. Conexão Terra-Marte (representação por volta de 2500 a.C.).

A sorte de Nibiru está em minhas mãos; minhas condições deve escutar! Essas foram as palavras de Alalu, da escura Terra a Nibiru que as transmitiu o Falador. Quando as palavras de Alalu a Anu, o rei, foram-lhe comunicadas, Anu se assombrou; assombraram-se também os conselheiros, os sábios ficaram surpreendidos. Alalu não está morto? Perguntavam-se entre si. Podia estar vivo em outro mundo? Diziam-se com incredulidade. Não se tinha oculto em Nibiru, tendo ido com o carro até um lugar ignoto? Convocou-se os comandantes dos carros, os sábios refletiram sobre as palavras transmitidas. As palavras não chegaram de Nibiru; disseram-se desde mais à frente do Bracelete Esculpido, esta foi sua conclusão, e isto lhe reportou ao rei, Anu. Anu ficou aturdido; refletiu sobre o acontecido. Que lhe enviem palavras de reconhecimento a Alalu, disse aos reunidos. No Lugar dos Carros Celestiais se deu a ordem, a Alalu palavras foram sortes: Anu, o rei, envia-te suas saudações; sente prazer em saber que te encontra bem; não havia razão para que se fosse de Nibiru, no coração de Anu não há inimizade; Se realmente encontraste o ouro da salvação, que Nibiru se salve! As palavras de Anu chegaram ao carro de Alalu; Alalu as respondeu com rapidez:

Se seu salvador tiver que ser, para suas vidas salvar, convoquem aos príncipes em assembléia, declarem suprema minha ascendência! Que os comandantes me convertam em seu líder, que se inclinem ante minhas ordens! Que o conselho me nomeie rei, para substituir a Anu no trono! Quando as palavras de Alalu se escutaram em Nibiru, grande foi a consternação. Como se podia depor a Anu? Perguntavam-se os conselheiros. E se não era certo o que contava Alalu? E se era uma artimanha? Onde ele está? De verdade encontrou ouro? Reuniram aos sábios, pediram o conselho dos doutos e instruídos. O mais ancião deles falou: Eu fui o professor de Alalu! Disse. Ele tinha escutado com atenção os ensinos do Princípio, da Batalha Celestial tinha aprendido; do monstro aquoso Tiamat e de suas veias douradas adquiriu conhecimentos; se realmente foi mais à frente do Bracelete Esculpido, na Terra, o sétimo planeta, está seu asilo! Na assembléia, um príncipe tomou a palavra; era um filho de Anu, do ventre de Antu, a esposa de Anu. Enlil era seu nome, que quer dizer “Senhor do Mandato”. Palavras de cautela estava pronunciando: Alalu não pode falar de condições. As calamidades foram sua obra, e perdeu o trono em combate singular. Se for certo que encontrou ouro em Tiamat, fazem falta provas disso; haverá suficiente ouro para proteger nossa atmosfera? Como o traremos até Nibiru através do Bracelete Esculpido? Assim falou Enlil, o filho de Anu; e outras muitas perguntas formulou também. Muitas provas faziam falta, muitas respostas se precisavam, concordaram todos. Transmitiram a Alalu as palavras da assembléia, uma resposta se exigiu. Alalu ponderou o mérito das palavras, e acessou a transmitir seus segredos; de sua viagem e seus perigos fez em verdade relato. Do Provador tirou o cristal de suas vísceras, do Tomador de Amostras tirou seu coração de cristal; Inseriu os cristais no Falador, para transmitir todos os achados. Agora que se entregaram as provas, me declarem rei, lhes incline ante minhas ordens! Exigiu severamente. Os sábios se horrorizaram; com Armas de Terror, Alalu causaria mais estragos em Nibiru, com Armas de Terror um atalho tinha aberto através do Bracelete! No momento Nibiru passa em sua volta por essa região, Alalu está procurando calamidades! No conselho havia muita consternação; alterar a realeza era, certamente, um assunto grave.

Anu não só era rei por ascendência: tinha alcançado o trono em justa lide! Na assembléia dos príncipes, um filho de Anu se levantou para falar. Era sábio em todas as matérias, entre os sábios lhe reconhecia. Dos segredos das águas era um professor; E.A, “Aquele Cujo Lar É a Água”, era chamado. De Anu era o Primogênito; com a Damkina, a filha de Alalu, estava casado. Meu pai por nascimento é Anu, o rei, disse Ea; Alalu, por matrimônio, é meu pai. Levar a uníssono os dois clãs foi a intenção de meus esponsais; me deixem ser o que traga a unidade neste conflito! Me deixem ser o emissário de Anu ante Alalu, me deixem ser o que dê suporte aos descobrimentos de Alalu! Deixem que eu viaje à Terra em um carro, riscarei um atalho através do Bracelete com água, não com fogo. Na Terra, deixem que obtenha das águas o precioso ouro; a Nibiru se enviará de volta. Que Alalu seja rei na Terra, um veredicto dos sábios esperar: se Nibiru se salvar, que haja uma segunda luta; que esta determine quem governará Nibiru! Os príncipes, os conselheiros, os sábios, os comandantes escutaram as palavras de Ea com admiração; estavam cheias de sabedoria, pois encontravam solução ao conflito. Que assim seja! Anunciou Anu. Que parta Ea, que fique a prova o ouro. Lutarei com o Alalu pela segunda vez, que o vencedor seja rei de Nibiru! Transmitiram ao Alalu as palavras da decisão. Este as ponderou e acessou: Que Ea, meu filho por matrimônio, venha à Terra! Que se obtenha ouro das águas, que fique a prova para a salvação de Nibiru; que uma segunda luta pela realeza se salde entre Anu e eu! Assim seja! Decretou Anu na assembléia. Enlil fez uma objeção; a palavra do rei era inalterável. Ea foi ao lugar dos carros, com comandantes e sábios consultou. Contemplou os perigos da missão, considerou como extrair e trazer o ouro. Estudou com atenção a transmissão de Alalu, e pediu a Alalu mais provas dos resultados. Desenhou uma Tabuleta dos Destinos para a missão. Se a água for a Força, onde poderia-se repor? Onde, no carro, poderemos armazená-la? Como se converterá em Força? Toda uma volta de Nibiru passou com as reflexões, um Shar de Nibiru passou nos preparativos. Preparou-se o carro celestial maior para a missão, calculou-se seu destino de volta, uma Tabuleta do Destino se fixou com firmeza; cinqüenta heróis farão falta para a missão, para viajar à Terra e obter o ouro! Anu deu sua aprovação à viagem; os astrônomos escolheram o momento adequado para começá-lo. No Lugar dos Carros se congregaram as multidões, chegaram para se despedir dos heróis e de seu líder. Levando cascos de Águia, levando cada um, um traje de Peixe, os heróis entraram no carro de um em um. O último a embarcar foi Ea; dos congregados se despediu. ajoelhouse ante seu pai, Anu, para receber a bênção do rei. Meu filho, o Primogênito: uma comprida viagem empreendeste, para te pôr em perigo por todos nós; que seu êxito desterre de Nibiru a calamidade; vá e volta com vida! Assim fez Anu para pronunciar uma bênção para seu filho, despedindo-se dele. A mãe de Ea, a quem chamavam Ninul, apertou-o contra seu peito. Por que, depois que foste dado como filho de Anu, ele te dotou com um coração incansável? Vá e volta, percorre sem novidade o perigoso caminho! Disse-lhe ela. Com ternura, Ea beijou a sua esposa, abraçou a Damkina sem palavras. Enlil estreitou os braços com seu meio-irmão. Que seja bendito, que tenha êxito! Disse-lhe. Com o coração encolhido, Ea entrou no carro, e deu a ordem de partida.

Vem agora o relato da viagem até o sétimo planeta, e de como se iniciou a lenda do Diospez que veio das águas. Com o coração encolhido, Ea entrou no carro, e deu a ordem de partida. O assento do comandante estava ocupado por Anzu, não por Ea; Anzu, não Ea, era o comandante do carro; “Aquele Que Conhece os Céus” significava seu nome; para esta tarefa fora selecionado especialmente. Era um príncipe entre os príncipes, de semente real era sua ascendência. O carro celestial guiou com perícia; o elevou poderosamente de Nibiru, para o distante Sol o dirigiu. Dez léguas, cem léguas o carro percorreu, mil léguas o carro viajou. O pequeno Gaga saiu a recebê-los, eles transmitiu aos heróis o bemvindo. Azulada Antu, formosa e encantadora, mostrou-lhe o caminho. Anzu se sentiu atraído ante sua vista. Examinemos suas águas! Disse Anzu. Ea deu a ordem de continuar sem deter-se; é um planeta sem retorno, disse energicamente. Para o celestial An, o terceiro na conta planetária, prosseguiu o carro. A seu lado jazia An, seu exército de luas se formavam redemoinhos. Os raios do Provador revelaram a presença de água; indicou a Ea se era necessário deter-se, Ea disse que se continuasse a viagem, para o Anshar, o maior dos príncipes do céu, se estava dirigindo. Logo puderam sentir o insidioso puxão de Anshar, e admiraram com temor seus anéis de cores. Com perícia, Anzu guiou o carro, os demolidores perigos habilmente evitou. A gigante Kishar, o maior dos planetas estáveis, foi o seguinte em encontrar-se. A atração de sua rede era entristecedora; com grande habilidade, Anzu desviou o rumo do carro. Com fúria, Kishar esteve lançando raios ao carro divino, dirigiu seu exército para o intruso. Lentamente, Kishar se afastou, para que o carro se encontrasse com o seguinte inimigo: mais à frente do quinto planeta, o Bracelete Esculpido estava à espreita! Ea ordenou que em seu artefato se fixasse um zumbido, que se preparasse o Propulsor de Água. Para o exército de rochas giratórias se precipitava o carro, cada uma, como a pedra de uma funda, dirigia-se ferozmente para o carro. A palavra de Ea foi dada; com a força de um milhar de heróis, lançouse a corrente de água. Uma a uma, as rochas voltaram a cara; estavam deixando um atalho para o carro! Mas, enquanto uma rocha fugia, outra atacava em seu lugar; uma multidão além de toda conta era seu número, um exército procurando vingança pela divisão de Tiamat! Uma e outra vez, Ea deu as ordens para que o Propulsor de Água mantivesse um zumbido; Uma e outra vez, dirigiram-se correntes de água para o exército de rochas. Uma e outra vez, as rochas voltaram suas caras, deixando um atalho para o carro. E, depois, ao fim, o atalho ficou claro; o carro podia continuar sem danos! Os heróis elevaram um grito de alegria; e dobrada foi a alegria ante a visão do Sol que agora se revelava. No meio do regozijo, Anzu fez soar o alarme: para riscar o atalho, consumou-se muita água, não havia água suficiente para alimentar as Pedras ígneas do carro durante o resto da viagem! Na escura profundidade, podiam ver o sexto planeta, estava refletindo os raios do Sol. Há água no Lahmu, estava dizendo. Pode fazer descender o carro sobre ele? Perguntou ao Anzu. Destramente, Anzu dirigiu o carro para o Lahmu; ao chegar ao deus celestial, a seu redor fez circundar o carro. A rede do planeta não é grande, sua atração se pode dirigir com facilidade, disse Anzu.

Lahmu merecia ser contemplado, tinha muitos tons; de branca neve era seu gorro, de branca neve eram suas sandálias. Avermelhado em sua metade, em sua metade lagos e rios reluziam! Habilmente, Anzu fez viajar o carro mais devagar, junto à borda de um lago o fez descender brandamente. Seguindo as ordens, os heróis estenderam O Que Aspira Água, as vísceras do carro se encheram com as águas do lago. Enquanto o carro se enchia de água, Ea e Anzu examinaram os arredores. Com o Provador e o Tomador de Amostras, determinaram tudo o que importa: as águas eram boas para beber, havia ar suficiente. Tudo se registrou nos anais do carro, e se descreveu a necessidade de desviar-se. Reabastecido seu vigor, o carro se remontou, despedindo do benévolo Lahmu. Mais à frente, o sétimo planeta estava dando sua volta; a Terra e seu companheiro estavam convidando o carro! No assento do comandante, Anzu estava sem palavras; Ea também estava calado. Diante deles estava seu destino, que continha o ouro da salvação ou a perdição de Nibiru. O carro deve frear-se, ou perecerá na grossa atmosfera da Terra! Declarou Anzu. Faz círculos para frear ao redor do companheiro da Terra, a Lua! Sugeriu-lhe. Circundaram a Lua; jazia prostrada e cheia de cicatrizes, depois da vitória de Nibiru na Batalha Celestial. Depois de frear assim o carro, Anzu o dirigiu por volta do sétimo planeta. Uma vez, duas vezes fez circundar o carro ao redor do globo da Terra, ainda mais perto da Terra firme o fez descender. Havia tons de neve nas duas terceiras partes do planeta, de um tom escuro era sua parte meia. Podiam ver os oceanos, podiam ver as Terras Firmes; estavam procurando o sinal da baliza de Alalu. Onde um oceano tocava terra seca, onde quatro rios eram tragados pelos pântanos, balizava o sinal de Alalu. O carro é muito pesado e grande para os pântanos! Declarou Anzu. A rede de atração da Terra é muito capitalista para descender em terra seca!, anunciou Anzu. Amerissa! Amerissa nas águas do oceano! Gritou Ea a Anzu. Anzu deu uma volta a mais ao redor do planeta; com muito cuidado, fez descender o carro para o bordo do oceano. Encheu de ar os pulmões do carro; nas águas amerissou, não se afundou nas profundidades. No Falador se escutou uma voz: Sede bem-vindos à Terra! Estava dizendo Alalu.

Pela transmissão de suas palavras, determinou-se a direção de seu paradeiro. Para o lugar dirigiu Anzu o carro, flutuando como um navio se movia sobre as águas. Logo se estreitou o amplo oceano, aparecendo terras secas de ambos os lados como dois guardiões. Na parte esquerda, elevavam-se colinas pardas; na direita, as montanhas elevavam suas cabeças até o céu. Para o lugar do Alalu se dirigiu o carro, ia flutuando sobre as águas como um navio. Por diante, a terra seca estava coberta de água, os pântanos substituíam ao oceano. Anzu deu ordens aos heróis, ele ordenou que ficassem com os trajes de peixes. Então, abriu-se uma portinhola do carro, e os heróis descenderam aos pântanos. Ataram fortes cordas ao carro, com as cordas atiraram do carro. As palavras transmitidas pelo Alalu chegavam com mais força. Rápido! Rápido! Estava dizendo. Ao fio dos pântanos, uma visão terei que contemplar: reluzindo sob os raios do Sol, havia um carro de Nibiru; era o navio celestial de Alalu! Os heróis aceleraram seus passos, para o carro de Alalu se apressaram. Impaciente, Ea ficou sem traje de peixe; em seu peito, o coração golpeava como um tambor. Saltou ao pântano, com passo apressado se dirigiu para a borda. Altas eram as águas do pântano, o fundo estava mais fundo do que esperava. Deixou de caminhar para nadar, com braçadas audazes avançou. Enquanto se aproximava da terra seca, pôde ver verdes pradarias. Depois, seus pés tocaram chão firme; ficou de pé e seguiu caminhando. Diante dele, pôde ver Alalu, de pé, saudando com as mãos vigorosamente. Alcançando a borda, Ea saiu das águas: estava sobre a escura Terra! Alalu chegou correndo até ele; abraçou com força a seu filho por matrimônio. Bem-vindo a um planeta diferente!, disse-lhe Alalu. Vem agora o relato de como se fundou Eridú na Terra, de como começou a conta dos sete dias. Alalu abraçou a Ea em silêncio, com os olhos cheios de lágrimas de alegria. Ea inclinou sua cabeça ante ele, em sinal de respeito ante seu pai por matrimônio. Nos pântanos, os heróis seguiam avançando; outros mais ficaram os trajes de peixes, outros mais para a terra seca se apressavam. Mantenham a flutuação do carro!, ordenou Anzu. Ancorem nas águas, evitem a lama da borda! Os heróis alcançaram a borda, ante o Alalu se inclinaram.

Anzu chegou à borda, o último em sair do carro. inclinou-se ante o Alalu; com ele estreitou os braços Alalu em sinal de bem-vinda. A todos os que tinham chegado, Alalu deu palavras de bem-vindo. A todos os que estavam reunidos, Ea deu palavras de mandato. Aqui na Terra, eu sou o comandante!, disse-lhes. Em uma missão a vida ou morte chegamos; em nossas mãos está a sorte de Nibiru! Olhou ao redor, estava procurando um lugar para acampar. Amontoem terra, façam montículos ali!, ordenou Ea para levantar um acampamento. A um lugar não longínquo estava assinalando, uma cabana de canos erigiu por morada para o Alalu. Logo, dirigiu estas palavras ao Anzu: Transmite estas palavras a Nibiru, ao rei, meu pai Anu, anuncia a feliz chegada! Não demorou para trocar o tom dos céus, do resplendor ao avermelhado se tornou. Ante seus olhos se revelou uma visão nunca antes vista: o Sol, como uma esfera vermelha, estava desaparecendo no horizonte! O temor se apoderou dos heróis, temiam uma Grande Calamidade! Alalu, com palavras risonhas, confortou-lhes dizendo: É uma posta de Sol, marca o fim de um dia na Terra. Aproveitem para um breve descanso; uma noite na Terra é mais curta do que possam imaginar. Antes do que possam esperar, o Sol fará sua aparição; será de dia na Terra! Inesperadamente, chegou a escuridão, e separou os céus da Terra. Os relâmpagos rompiam a escuridão, e a os trovões lhes seguiram as chuvas. Os ventos sopraram sobre as águas, eram tormentas de um deus estranho. No carro, os heróis ficaram esperando. Para eles, não chegou o descanso; estavam muito agitados. Com os corações acelerados, esperavam a volta do Sol. Sorriram quando apareceram seus raios, contentes e dando-se palmadas nas costas. E anoiteceu e amanheceu, foi seu primeiro dia na Terra. Ao romper o dia, Ea refletiu sobre a situação; devia pensar sobre como separar as águas das águas. Nomeou ao Engur senhor das águas doces, para que provesse de águas potáveis. Este foi à lacuna da serpente com o Alalu, para valorizar suas águas doces; A laguna estava abarrotada de serpentes malignas!, disse Engur. Então, Ea contemplou os pântanos, sopesando a abundância de águas de chuva. Ao Enbilulu o pôs ao cargo dos pântanos, lhe indicou que assinalasse os matagais de treliças. Ao Enkimdu se pô-lhe ao cargo da sarjeta e do dique, para que elaborasse uma fronteira frente aos pântanos, para que fizesse um lugar onde reunir as águas que choviam do céu, Assim se separaram as águas de debaixo das águas de acima, separaram-se as águas dos atoleiros das águas doces. E anoiteceu e amanheceu, foi o segundo dia na Terra. Quando o Sol anunciou a manhã, os heróis já estavam levando a cabo as tarefas atribuídas. Ea dirigiu seus passos, junto ao Alalu, para o lugar de erva e árvores, para examinar tudo o que cresce no horta, ervas e frutas segundo sua espécie. Ao Isimud, seu vizir, Ea lhe fez umas perguntas: Que planta é esta? Que planta é aquela?, perguntava-lhe. Isimud, muito instruído, pôde distinguir os mantimentos que crescem bem; arrancou uma fruta para a Ea, é uma planta de mel!, dizia a Ea: Ele mesmo comeu uma fruta, Ea estava comendo uma fruta! Do alimento que cresce, diferenciado por sua bondade, Ea pôs ao cargo ao herói Guru. Assim se proveram os heróis de água e mantimentos; não se fartavam. E anoiteceu e amanheceu, foi o terceiro dia na Terra. O quarto dia cessaram de sopro os ventos, o carro já não se viu perturbado pelas ondas. Que se tragam ferramentas do carro, que se construam moradas no acampamento!, ordenou Ea, pôs a Kulla ao cargo do molde e o tijolo, para que fizesse tijolos de argila; ao Mushdammu lhe indicou que pusesse os alicerces, para levantar moradas habitáveis. Todo o dia esteve brilhando o Sol, uma grande luz houve durante o dia. Ao anoitecer, Kingu, a lua da Terra, jogou em sua plenitude uma luz pálida sobre a Terra, uma luz menor para governar a noite, para ser contado entre os deuses celestiais. E anoiteceu e amanheceu, foi o quarto dia na Terra. O quinto dia, Ea ordenou ao Ningirsig que fizesse um navio de juncos, para tomar a medida dos pântanos, para analisar a extensão dos atoleiros. Ulmash, que conhece o que prolifera nas águas, que tem conhecimentos das aves de caça que voam, ao Ulmash levou Ea por companheiro, para que distinguisse o bom do mau. Das espécies que pululam nas águas, das espécies que oferecem suas asas no céu, muitas eram desconhecidas para Ulmash; seu número era desconcertante. Boas eram as carpas, entre o mau foram nadando. Ea convocou a Enbilulu, o senhor dos pântanos; Ea convocou ao Enkimdu, a cargo da sarjeta e o dique; lhes deu palavras, para fazer uma barreira nos pântanos; para fazer um recinto com canos e juncos verdes, e separar ali uns peixes de outros, uma armadilha para carpas, que de uma rede não pudessem escapar, um lugar de cuja armadilha não pudesse escapar nenhum ave que fora boa para comer. Assim, os heróis se proveriam de pescado e de caça, separando as espécies boas. E anoiteceu e amanheceu, foi o quinto dia na Terra. O sexto dia, Ea teve em conta às criaturas da horta. Ao Enursag lhe atribuiu a tarefa de distinguir o que se arrasta pelo chão do que caminha sobre pés. Enursag se assombrou de suas espécies, de sua ferocidade deu conta. Ea convocou a Kulla, ao Mushdammu deu ordens urgentes: Para a noite, as moradas têm que estar terminadas, e rodeadas por uma cerca de amparo! Os heróis puseram mãos à obra, sobre os alicerces ficaram os tijolos com rapidez. Os cobertos se fizeram de cano, e a cerca se levantou com árvores cortadas. Anzu trouxe do carro um Raio-que-mata, um Falador-Que- Transmite-Palavras pôs na morada de Ea; Ao anoitecer, o acampamento estava terminado! Os heróis se congregaram em seu interior de noite. Ea, Alalu e Anzu consideraram os fatos; tudo o que foi feito era na verdade bom! E anoiteceu e amanheceu, o sexto dia. O sétimo dia se reuniram os heróis no acampamento, Ea lhes disse estas palavras: empreendemos uma perigosa viagem, percorremos um perigoso caminho desde Nibiru até o sétimo planeta. À Terra chegamos sem novidade, muitas coisas boas conseguimos, estabelecemos um acampamento. Que este dia seja de descanso; a partir de agora, o sétimo dia será sempre de descanso! Que a partir de agora chame a este lugar Eridú, Lar na Lonjura será seu significado! Que se mantenha uma promessa, que Alalu seja declarado comandante de Eridú! Os heróis assim reunidos, gritaram ao uníssono os acordos. Palavras de acordo pronunciou Alalu, depois rendeu grande comemoração a Ea. Que dê um segundo nome a Ea, que lhe chame Nudimmud, o Hábil Ferreiro! Ao uníssono, os heróis anunciaram o acordo. E anoiteceu e amanheceu, o sétimo dia. Vem agora o relato de como começou a busca de ouro, e de como os planos no Nibiru não proporcionavam a salvação a Nibiru. Depois de estabelecer o acampamento do Eridú e depois de saciar os heróis de alimento, Ea começou a tarefa de obter ouro das águas.

No carro, levantaram-se as Pedras de Fogo, e cobrou vida o Grande Crujidor; desde o carro, estendeu-se O Que Suga Água, inseriu-se nas águas pantanosas. As águas se introduziram em um recipiente de cristais, das águas, os cristais do recipiente extraíram tudo o que tinha que metal. Depois, do recipiente, O Que Cospe cuspiu as águas à laguna dos peixes; assim se recolhiam no recipiente os metais que havia nas águas. O artefato de Ea era engenhoso, na verdade, era um Hábil Ferreiro! Durante seis dias da Terra se introduziram águas pantanosas, cuspiram-se águas pantanosas; no recipiente se recolhiam os metais! O sétimo dia, Ea e Alalu examinaram os metais; de muitas classes eram os metais que havia no recipiente. Havia ferro, havia muito cobre; o ouro não era abundante. No carro outro recipiente, o engenhoso artefato do Nudimmud, os metais se separaram segundo tipos, levaram-se a borda por classes. Assim trabalharam os heróis durante seis dias; ao sétimo dia descansaram. Durante seis dias, os recipientes de cristal se encheram e se esvaziaram, o sétimo dia se fez conta dos metais. Havia ferro e havia cobre, e outros metais também; de ouro, acumulou-se o montão menor. De noite, a Lua subia e baixava; a sua volta, Ea lhe pôs o nome de Mês. Ao começo do Mês, seis dias se mostravam seus raios luminosos, com sua meia coroa se anunciava o sétimo dia; era um dia de descanso. A metade de caminho, a Lua se distinguia por sua plenitude; depois, se detinha para começar a decrescer. Com o curso do Sol, ia aparecendo a volta da Lua, ia revelando seu rosto com a volta da Terra. Ea estava fascinado com os movimentos da Lua, contemplava sua atração como Kingu ao Ki: A que propósito servia essa atração? Que sinal celeste estava dando? Mês chamou Ea à volta da Lua, deu-lhe o nome de Mês a sua volta. Por um Mês, por dois meses, separaram-se as águas no carro; o Sol, cada seis meses, dava à Terra outra estação; Inverno e Verão as chamou. Houve Inverno e houve Verão; e Ea chamou Ano da Terra a toda a volta. Ao finalizar o Ano se fez conta do ouro acumulado; não havia muito para enviar a Nibiru. As águas dos pântanos são insuficientes, que se translade o carro ao profundo do oceano!, assim disse, soltou-se o carro de suas amarras, de volta de onde chegou se voltou. Elevaram-se com muito cuidado os recipientes de cristal, as águas salgadas passaram através deles. Separaram-se os metais por classes; entre eles cintilava o ouro! Do carro, Ea transmitiu a Nibiru palavra dos acontecimentos; para Anu foi agradável de escutar.

Em sua predestinada volta, Nibiru estava voltando para a morada do Sol, em sua volta do Shar, Nibiru estava se aproximando da Terra. Ansiosamente, Anu perguntou pelo ouro. Há suficiente para enviá-lo a Nibiru?, perguntou. Ai!, não se tinha recolhido suficiente ouro das águas; Que passe outro Shar, que se dobro a quantidade!, Aconselhou Ea a Anu. Seguiu-se obtendo ouro das águas do oceano; o coração de Ea se enchia de apreensão. Extraíram-se partes do carro, com elas se montou uma câmara celeste. Abgal, que sabe pilotar, foi atribuído ao cargo da câmara celeste; Ea se remontava diariamente no ar com o Abgal na câmara celeste, para descobrir os segredos da Terra. Construiu-se um recinto para a câmara celeste, ficou junto ao carro de Alalu: Ea estudava diariamente os cristais no carro de Alalu, para compreender o que por seus raios tirava o chapéu; De onde vem o ouro?, perguntou a Alalu. Onde na Terra estão as veias douradas do Tiamat? Ea se remontou no ar com o Abgal na câmara celeste, para conhecer a Terra e seus segredos. Vagaram sobre as grandes montanhas, grandes rios viram nos vales; estepes e bosques se estendiam abaixo deles, milhares de léguas percorreram. Tomaram nota de vastas terras separadas por oceanos, com o Raio Que Explora penetraram os chãos. A impaciência crescia em Nibiru. Pode oferecer amparo o ouro?, crescia o clamor. Reúnam o ouro, quando se aproxime Nibiru terão que entregá-lo!, ordenou Anu. Reparem o carro de Alalu, disponham para que volte para Nibiru, para que esteja disposto quando terminar o Shar!, disse assim Anu. Ea obedeceu as palavras de seu pai, o rei; ficou a refletir sobre a reparação do carro de Alalu. Uma noite em que aterrissaram a câmara celeste junto ao carro, entrou neste com o Abgal, para levar a cabo uma ação secreta na escuridão. As Armas de Terror, as sete, tiraram do carro; levaram-nas a câmara celeste, dentro da câmara celeste esconderam-nas. Ao amanhecer, Ea e Abgal se remontaram no céu com a câmara celeste, com direção a outra terra. Ali, em um lugar secreto, Ea ocultou as armas; em uma cova, um lugar desconhecido, armazenou-as. Depois, Ea deu ao Anzu palavras de mandato, indicou-lhe que reparasse o carro de Alalu, que o dispusera para voltar para Nibiru, que estivesse preparado para quando terminasse o Shar.

Publicado dezembro 6, 2014 por heitordacosta em Cultura

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