Arquivo para agosto 2015

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

Publicado agosto 31, 2015 por heitordacosta em Uncategorized

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

11891066_10203173808505325_4571352097568150868_n bolsa familiaCabeças Pensantes atentem e vigiem

Publicado agosto 14, 2015 por heitordacosta em Uncategorized

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

O Começo…

Publicado agosto 7, 2015 por heitordacosta em Uncategorized

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

Para uma reflexão…

Em périplo pelas áreas do deserto do Saara, um excêntrico aventureiro, dono de uma fortuna incalculável, com sua caravana buscavam novas aventuras.

Após alguns dias de caminhada, a caravana parou em Oasis. No lusco-fusco do fim da tarde, resolveu ele caminhar em derredor do acampamento. Ao se aproximar de um poço, ouviu ele pedidos de socorro vindo de uma voz fraca.

Embora fosse ele um homem dono de uma grande riqueza, sabia da importância das palavras, e essa, era um mantra muito forte no Universo para ser ignorada, não podia deixar de ser atendida.

Procurando entre a vegetação rasteira, próxima do poço, descobriu de onde vinha aquele desesperado pedido, e ao avistar o lugar, tão grande foi sua surpresa ao ver uma grande serpente-Naja-, gravemente ferida.

Então ele lhe perguntou o que tinha acontecido, e ela com dificuldade contou: – fui atacada por um enorme gavião. Lutei muito para sobreviver. Agora preciso que você me ajude. Estou sofrendo há dias, e acho que não suportarei mais um.

Por isso eu lhe imploro não me deixe aqui, ajude-me, eu lhe serei cativa pelo resto da vida. Eu serei fiel, eu lhe darei muita fama, amor, carinho, dedicação, mas, por favor, socorra-me, não me deixes morrer aqui.

Enquanto a serpente lhe suplicava ajuda, o aventureiro percebeu que ela estava gravemente ferida. Observara também ser ela muita bonita, e decidiu ajudá-la.

Através do seu celular, solicitou o deslocamento do seu helicóptero-cuja missão era dar apoio a caravana-, e nele viajaram para um importante serpentário em Los Angeles, – um avançado centro de experiências e pesquisas em ofídios.

Graças ao excelente tratamento em curto espaço de tempo, estava totalmente recuperada, e sua exuberante beleza a todos encantava.

Feliz, seu salvador e agora dono, exibia-a como um valioso troféu aos seus amigos. Todos encantados com  a beleza e a elegância do seu serpentear pelo chão da imensa sala do seu apartamento. Vaidoso dizia aos seus amigos; ela é minha melhor amiga

Passou o tempo. Certo dia o aventureiro estava recostado em sua chaise long quando, rápido igual a um relâmpago a serpente Naja num bote certeiro ataca aquele que dela se julgava dono.

Surpreso e imobilizado ele observa decepcionado: – porque estás fazendo isso comigo? Eu salvei sua vida, eu lhe dei conforto, fama, recuperei sua beleza, por quê?

E ela lhe respondeu: – Esqueceu da minha origem, que eu sou uma cobra.

Publicado agosto 4, 2015 por heitordacosta em Uncategorized

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

Para surdo ouvir cego ver , Coitado do Petralha.11813356_10206459380495798_4483181485855716143_n doador

Publicado agosto 4, 2015 por heitordacosta em Uncategorized

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

images dirceu

Para surdo ouvir para cego ver

Vocês que fazem parte dessa parcela enganada, nesse sujo processo político, que tirou parte do seu minguado salário para ajudar pagar a Dívida do José Dirceu imposta pela justiça em sua condenação. A famosa ‘vaquinha’.

Enquanto esse grupo de fanáticos assim procedia, o ‘herói’ apocalíptico locupletava-se com o dinheiro público e privado obtido através de manobras e transações obscuras.

Na realidade Dirceu, o ‘guerreiro do brasil’, nada mais é que um aproveitador em causa própria. Uma vez pelo partido, outra para seu bolso.

E vocês?  Como continuarão?

JOSÉ
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais!
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade

Publicado agosto 4, 2015 por heitordacosta em Uncategorized