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ONU convida Brasil a integrar conselho para refugiados palestinos

Para ser aceito, país tem que elevar suas doações aos refugiados palestinos até US$ 15 milhões em três anos

 

RIO DE JANEIRO – O responsável da Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Filippo Grandi, afirmou nesta sexta-feira, 17, ter convidado o Brasil para fazer parte do Conselho da ONU para Refugiados Palestinos.

 

Efe

Filippo Grandi, responsável da UNRWA

Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro na qual fez um balanço de sua visita de cinco dias ao país, Grandi disse que formulou oficialmente o convite durante o encontro que teve em Brasília com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. “O Brasil é um exemplo para os países doadores tradicionais”, declarou o comissário geral da UNRWA ao elogiar a disposição do governo de aumentar suas contribuições voluntárias para ajudar aos palestinos.

Segundo Grandi, “o Brasil também é líder entre os países que estão emergindo no cenário global”. Em sua opinião, essas outras nações emergentes e latino-americanas “deveriam assumir um papel mais relevante na solidariedade e na cooperação internacional.”

O país é o maior doador à UNRWA entre os Brics, bloco de países emergentes do qual também fazem parte Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ser aceito como integrante do conselho consultivo da UNRWA, integrado atualmente por 23 países, o Brasil tem que elevar suas doações aos refugiados palestinos até US$ 15 milhões em três anos.

O governo aumentou sua contribuição de US$ 700 mil no ano passado para US$ 7,5 milhões neste ano, e por isso teria que doar US$ 6,8 milhões em 2013 para cumprir o requisito. A entrada no conselho, no entanto, tem que ser previamente aprovada pela Assembleia Geral da ONU.

Em declarações a jornalistas, depois que o Brasil recebeu pela primeira vez em missão oficial um representante da UNRWA desde que esta agência foi criada, em 1949, o chanceler Antonio Patriota admitiu o interesse do governo em fazer parte do Conselho. Grandi disse ainda que na sua visita ao País iniciou negociações para acordos de cooperação com o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.

O diplomata conversou com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, sobre um acordo de cooperação na área agrícola. Com as autoridades do Rio tratou um acordo na área de segurança para aproveitar a experiência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

“As favelas são muito parecidas com os campos de refugiados palestinos e vamos estudar programas aplicados no Rio de Janeiro que possamos adaptar”, explicou.

O Brasil recebeu entre 2007 e 2009 grandes grupos de refugiados palestinos que viviam no Iraque, um terço dos quais foi assentado no Rio Grande do Sul.

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Publicado agosto 18, 2012 por heitordacosta em Organizações

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