A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

Cabeças pensantes atentem e vigiem

Assim começam as guerras

Bem depois de alguns dias ausente estamos de volta novamente. Espero que todos tenham vivido e, continuem vivendo melhores dias.

Ontem encontrei um amigo que não via algum tempo. O nosso encontro ocorreu no bar do meu amigo Fafá, onde eu fugindo da impiedosa canícula, recebia as caricias da leve brisa que por lá havia.

O doutor Ricardo PhD em sociologia demonstrava uma irritação que eu não havia visto nem nos tempos em que ele fôra cassado pelo regime militar, obrigado ausentar-se do país.

Pensei; – deve ser algo muito grave-. Então para tentar entender, perguntei se ele -em forma de gozação- ainda estava à espera do Papai Noel? Talvez fosse essa a razão. Ele me respondeu com uma pergunta. Diga-me nobre amigo, quais são os três maiores flagelos do mundo?

Eu lhe respondi em tom de provocação. Depende da época, do país que você vive a fome e a sede. –Nada disso respondeu-me. Os três maiores flagelos são; a fome, a sede, e as religiões! Com todas as suas variáveis.

Engoli um pouco da minha cerveja. Prosseguiu ele, você conhece bem o lugar que eu moro. Outrora um recanto dos deuses, era? Interrompendo-o – sim porque agora nem mais os passarinhos por lá gorjeiam.

Aquela área central espaço coletivo onde os moradores usavam para entrar e sair de suas casas encontra-se atualmente sob o som de mais de oitocentos decibéis reproduzindo cânticos fundamentalistas, tendo a acompanhá-los uma voz estridente desafinada que se esgoela até o… Fazer bico. Uma fanática criatura.

Tudo começou há dois meses quando para lá se mudou essa pessoa, ela pertence a uma ala mais radical dos evangélicos. Nós não temos nada com isso, cada um tem seu deus, porém você conhece bem o procedimento deles, o de querer arregimentar você para hoste deles de qualquer forma.

-Bem eu compreendo. É uma situação desagradável, porém eu acho que vocês deviam tentar um dialogo, informar a essa pessoa que o seu comportamento é inadequado no momento que importuna o restante da comunidade.

-Não adianta. Nós formamos uma comissão, inclusive eu, procurei mostrar a essa “senhora” que o direito de culto, da fé da religião, do Deus. Deve ser respeitado, desde que, não seja imposta a força, e não incomode o próximo, – o que geralmente é feito por essas fanáticas pessoas-.

Em dado momento ela levanta seu braço tendo em sua mão aquele “livro” que para eles é tudo, e começa sua pregação gritando aos céus; aleluia, aleluia. Saiam daqui falange do capeta. O senhor é meu pastor. Aleluia.

Você nobre amigo não pode imaginar o furdunço que se transformou aquela tentativa de negociação. Agora eu entendo porque as jihads até hoje existem.

-Querido amigo, reconheço sua cultura, e também, sua tolerância para com os menos favorecidos. Compreendo ser esse problema talvez, um dos maiores flagelos. O fanatismo mata em nome de deus. A falta de cultura proporciona a sua proliferação, o que fazer?

Procure ser feliz, esqueça, 2012 está apenas começando.

-mais, muito mais, eternamente-.

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Publicado abril 19, 2012 por heitordacosta em Alienação

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