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Cabeças Pensantes atentem e vigiem O livro DOSSIÊ                                                                                                                                   

PRÓLOGO  

 

É madrugada. O telefone toca insistentemente. Acordado procura enxergar o número do aparelho que está ligando, às três horas de uma fria noite de inverno. Não há nenhum registro no identificador de chamadas do meu telefone. Quem poderá ser? Será da redação? Resolvo atender: Alô! Uma voz de criança do outro lado da linha quer falar com o jornalista Daniel Dantas.

-É ele que está no aparelho.

-Alô, um momento.

-É a Priscila. Ligue para mim agora! Clic.

 

Este é o seu codinome dentro da organização. Ela é modelo internacional consagrada, top star, contratada com exclusividade pela grife ZOOM SANTÉ lingerie de paris. Seu verdadeiro nome é Justine Alcântara, mas seu nome artístico no mundo fashion é Fanny Girl. Justine pertence a uma tradicional família paulistana, principal exportadora de soja do país. Seu pai foi, num regime passado, embaixador nos Emirados Árabes. Ela era menina quando veio para o Rio de Janeiro morar com a sua mãe, condessa Van Helerit D`Gróis Gróis que estava separada de seu marido, o conde D`Gróis, exilado na Líbia.

Justine viveu e cresceu no mesmo bairro, na rua onde eu ainda moro. Lá também reside quase toda nossa turma, inclusive a Heleninha Junqueira Fontes, filha do desembargador Junqueira Fontes. Ela era amiga íntima de Justine e as duas estudavam na mesma faculdade. Faltava apenas um semestre para o término dos seus estudos e o início de uma promissora carreira advocatícia. Porém, o destino não quis assim; (no mesmo dia que a Heleninha foi presa no seu apartamento junto com a turma da facção Boi Voador, eram ali que eles realizavam suas reuniões, a mãe de Justine falecia. Num só dia ela teve duas importantes perdas).

 

 Hoje, Priscila é a responsável, principal elo entre eu e o grupo. A prisão de sua íntima amiga leva-a a ingressar na luta contra o sistema opressor e manter uma vida dupla.

 Já faz quase seis meses que tento entrevistar o Gedenílson, famoso, perigoso e o mais procurado agente subversivo G, mentor intelectual do (PNB) PARTIDO NIILISTA BRASILEIRO, que luta contra a DITADURA DO ÍNDICE DE AUDIÊNCIA. Todas as ações realizadas com objetivos de desestabilizar o terrível e nefasto regime na região sudeste são atribuídas a ele. Gedenilson Vieira Nonato, seu nome de batismo, agora identificado pelo -SIRAN- SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA E REPRESSÃO as ATIVIDADES NIILISTICAS como agente G.



Durante vinte anos Gedenilson viveu, morou e trabalhou no mesmo prédio, onde também morava sua madrinha Dona Dulce. Após a morte do desembargador Junqueira, que era viúvo, Heleninha herda o apartamento 703. Eu morava a uma quadra de distância do prédio. Às vezes, aos sábados, quando eu resolvia parar no bar do Veronis, via o Gedenilson por lá. Sempre me pareceu uma pessoa pacata.

Gedenilson ficou preso durante dois anos, incomunicável, nos porões da temida “CLÍNICA PSIQUIÁTRICA LOS CARACOLLES VIERDES CAMPOS” terrível cemitério de mortos vivos. Para esse lugar eram enviados os ativistas contestadores e simpatizantes do PNB. Poucos conseguiam resistir, porém, quase ninguém voltava de lá. Os meus contatos com Priscila eram feitos através de ligações em aparelhos públicos, por razões de segurança, e ela deve estar em algum ponto da cidade esperando a minha ligação.Vale a pena ir à rua agora, enfrentar este gélido vento sul na madrugada.

-Alô, Priscila como vai você?

-Que bom que você ligou Daniel! Serei breve. Vá amanhã ao bar do Veronis. Chegue lá às vinte e uma horas em ponto, peça uma bebida espere passar dez minutos, em seguida vá para o pátio em frente e sente-se à mesa. Espere, alguém fará contato com você. Clic tuu.

-Desligou sem se despedir



Capitulo l

 

 

Às vezes imagino ver a Priscila desfilando nas passarelas, arrancando suspiros entre os aplausos da platéia fascinada pela elegância do seu caminhar, o menear dos seus quadris e, o seu olhar de soslaio e desprezo em direção ao público. Um metro e noventa e cinco de altura, 60 de cintura, um metro e vinte de pernas, 90 de quadris, 90 de busto, morena de olhos verdes. Maravilhosa e... Guerrilheira!

Ainda me lembro como se fosse hoje; durante uma quermesse em homenagem à santa Quiropita, Justine estava muito bonita, fazia nesse dia dezoito anos. Como sempre juntas, ela e Heleninha, estava próximo de um corredor, estreito, com pouca iluminação que mantinha toda sua extensão em penumbra e dava acesso à porta lateral da sacristia e ao adro. Esse local só era movimentado em dia de celebração de missas, eu acho que esse foi o fator preponderante que provocou o descuido em Justine na hora de abraçar e dar um longo beijo na boca de Heleninha no momento em que eu me aproximava delas. Atônito, segui em frente sem falar com elas quando Justine, rindo, dirigiu-se a mim perguntou. -Não fala mais com os pobres, ficou rico? Não lhe respondi. A minha decepção foi tão grande que eu só voltei a falar com ela depois do “estouro” de uma célula da facção do Boi Voador no apartamento e a prisão de Heleninha, quando já haviam passado dois anos”.



Eu acho que este envolvimento, essas ligações não devem passar nenhuma conotação afetiva. Há sim interesses pessoais, profissionais de minha parte. Conseguir a entrevista com Gedenilson, realizando-a, estarei divulgando os ideais e as causas sociais defendidas pelo PNB, através de um dos seus principais líderes, será certamente um furo espetacular! Duro serei eu ter que explicar ao SIRAN como consegui encontrá-lo. Valia a pena prosseguir, apesar do risco ser enorme.



À noite está muito fria. O termômetro digital instalado numa torre do mobiliário público da avenida principal registra cinco graus Celsius. O bar do Veronis faz parte, junto com outras lojas situadas no entorno de uma área aparentando ter uns cem metros quadrados onde são colocadas as mesas e cadeiras do comércio local; -três bares, uma padaria, duas lojas fechadas- do complexo comercial da faculdade de direito Doutor OCTAVIANO PINTO MENDES. Nesta época, inverno, e as atividades da faculdade suspensas pelo período das férias, lembram um pouco os bares de Quartier Latin. A nossa turma tinha por hábito, nos fins de tarde, se encontrar no bar do Veronis. Na parte externa tínhamos mesa cativa. O nosso grupo era formado por pessoas alegres, cabeças pensantes, advogados, músico, jornalista, empresário, técnico na área de informática, militares reformados, oficial da justiça, executivo da Embratel, funcionários da Rede Globo, artista plástico, professor, aposentado do INSS, funcionário da área da saúde todos presentes diariamente. Durante os nossos encontros vários assuntos eram abordados, não havendo nenhum que ficasse sem resposta. O conhecimento e a alegria de estarmos juntos enalteciam a nossa fraternidade.

São nove horas em ponto. O interior do bar abriga meia dúzia de retardatários, funcionários da faculdade, encarregado da limpeza do turno da noite. O lugar é pequeno, a noite alguns moradores do conjunto habitacional  -Salvador Allende,-  costumam ali comparecer. A  maioria pertence ao segmento menos favorecido, são semi-analfabetos e por isso, embriagam-se com freqüência. O bar aparenta ter uns quarenta metros quadrados, quando você adentra, no seu lado direito encontra um balcão em forma de L que delimita o espaço de circulação do atendente para o cliente. Na parede que se encontra na lateral direita da entrada, há várias prateleiras que sustenta todo o arsenal químico etílico ali exposto à espera do supremo momento de ser consumido. Variado estoque para todos os gostos. A parede do lado esquerdo tem a sua frente três refrigeradores. Um pouco mais acima se encontra o televisor, no fim da parede um lavatório e um espelho, em frente os dois tradicionais banheiros. Paralelo a parede dos fundos há uma escada que liga o pavimento térreo com o piso superior onde estão instaladas a copa e a cozinha. Na frente, parte externa do lado esquerdo de quem entra, existe uma assadeira de alumínio que funciona alimentada por carvão, destinada a assar frangos. As mesas e cadeiras são colocadas na área externa.

 

Peço ao Veronis uma caneca de vinho tinto. Olho para fora do bar começa a cair uma chuva fina. Como irei sentar lá fora neste momento? Iria chamar a atenção das pessoas. O que eles iriam pensar? -Esse cara é maluco!- Mas se eu ficar aqui dentro, será que o meu contato virá ao meu encontro? O lugar marcado é lá fora. A chuva aumenta, agora não há condições de ir. Os funcionários da faculdade transformam sacos de lixo em capas improvisadas. Já se passaram dez minutos, lá fora não há ninguém. Os freqüentadores já foram embora. Só, fiquei eu e, o Veronis. Ele me diz que a noite está propícia para ficar em casa enrolado em um cobertor. Fico pensando; talvez, se houve duplo sentido, acho que ele gostaria de fechar o bar, e quer que eu vá embora. Lá fora, a área está completamente vazia, não há ninguém exceto uma pequena matilha, alguns cães estão envolvidos em uma disputa, -época do cio-, outros, seguem uma magra cadela, estrábica e manca. Despeço-me do Veronis e saio do bar. Caminho lentamente em direção ao meu carro. Agora, apenas uma úmida garoa molha meu rosto. O que será que aconteceu?

Foi uma noite mal dormida. Estou com os músculos das costas e dos braços doloridos. Talvez essa espera tenha ocasionado um estresse que me tirou o sono e provocou essa estafa. Nenhuma notícia de Priscila. O que terá produzido esse silêncio inoportuno? Tento relaxar, preparo um banho bem quente. Ligo o rádio para ouvir o noticiário vespertino. Em dado momento o noticiarista informa que o SIRAN havia feito uma intervenção no jornal A VOZ DO POVO ontem à noite. Num salto cobri a distância. -Um pequeno corredor- que separa o banheiro da sala. Transtornado, tento encontrar na secretária eletrônica alguma notícia de Priscila: Thummmmmmmmm. Nada! Resolvo ir à redação. Ao chegar no prédio que abriga as instalações do jornal, a redação as oficinas e o parque gráfico, o seu Antônio, velho amigo e porteiro a mais de trinta anos na empresa, veio ao meu encontro. Nervoso e falando em tom baixo me disse: 

-meu filho, tenha cuidado, eles estão lá em cima lhe esperando. Dei-lhe um abraço e entrei no elevador. A redação fica no terceiro andar. Em questão de segundos estou diante de minha mesa de trabalho. Sentado atrás dela, vejo um oficial do SIRAN. Eu não havia ainda entendido aquela situação em que me encontrava. Porém, algo me dizia que eu estava no epicentro de um furacão. Sendo assim, pensei; vou tomar a iniciativa. Posso saber o que o senhor está fazendo sentado na minha cadeira de trabalho?

-Estamos à sua espera já faz algum tempo, me respondeu ele.

Olhei em derredor; meu redator chefe, o Alírio, amigo de longa data, fiel parceiro nas noites de boêmia, cabisbaixo, a redação inteira parada e de pé, com exceção de uma senhora, -ela usava cabelos na tonalidade caju e ostentava um corte chanel-, só comparecia à redação três vezes por semana, ocasião que ”escrevia” uma coluna enaltecendo os programas apresentados pelo Sistema, na rede Planeta de Televisão que circulava de forma eventual, demonstrando estar procurando alguma coisa. Mais tarde descobriram que ela era um agente do SIRAN infiltrada dentro da redação.

-O que os senhores desejam?

-Senhor Daniel deverá nos acompanhar para que possamos esclarecer algumas dúvidas.

-Posso saber sobre o que?

-logo saberá, vamos.

-Súbito, vi-me cercado por quatro militares, todos com as patentes de oficiais em seus uniformes. Aparentemente não portavam armas. No caminho em direção ao elevador, o Alírio conseguiu falar após entrar na frente de um daqueles oficiais que me escoltavam; pediu-me que eu mantivesse a calma, pois já havia umas matérias prontas, contando sobre a minha ida forçada à sede do SIRAN, ela seria levada às bancas de jornal em edição extra, caso eu não voltasse no máximo dentro de quatro horas. Ele já havia providenciado tudo, até um advogado. Entramos no elevador, eu e os meus quatro acompanhantes. Na saída, antes de passar de fora para dentro do furgão, -era um carro caracterizado, de uma poderosa emissora de televisão-, ”Planeta,” percebo uma angústia no olhar do seu Antônio, preocupado comigo. Pensei; -menos mal, ainda há solidariedade-. Tentei acalmá-lo dirigindo-lhe um aceno, dizendo-lhe: será um breve passeio. Nesse instante sou empurrado para dentro do veículo, logo que ele começa a andar, recebo um violento soco no estômago, em seguida um capuz preto é enfiado em minha cabeça, os meus pulsos recebem um par de algemas. O homúnculo que me aplicou o soco foi justamente o que estava sentado em minha mesa de trabalho. Nunca irei esquecê-lo, sua imagem ficou gravada em minha retina.

 

O trajeto, imagina que tenha levado uma hora, apresentava muitas curvas, havia congestionamento, barulho de motores acelerando, sons repetidos de buzinas tocadas desvairadamente. Dentro do furgão foi mantido por eles um silêncio absoluto, até a chegada à sede do SIRAN à famosa clínica psiquiátrica Los Caracolles dos Vierdes Campos.  O prédio, um casarão ostentando traços de arquitetura francesa original, embora ainda guarde em seu frontispício vestígios do estilo art decó, mantém funcionando podemos chamar parte social; -uma biblioteca, sala de musculação, piscina aquecida, salão de beleza, salão de festas e, uma boate.- Essas atividades têm sua área de atuação própria. Localizadas e separadas no interior central do imóvel.

Imponente, ele está erguido no centro de uma área medindo aproximadamente uns quarenta mil metros quadrados. A sua volta estão localizados os jardins, muitos bem cuidados e, um gramado com duas espécies de grama, com tonalidades diferentes, apresentando em uma parte um verde musgo e na outra, uma verde piscina. Desenhos feitos com flores silvestres apresentam formas geométricas. Fileiras de palmeiras e flamboyants ornamentam as laterais das aléas por onde  passeiam os pacientes da clínica. As atividades ”sociais e clínicas” desse lugar servem como maquiagem aos verdadeiros propósitos, o confinamento de presos e, seqüestrados políticos, para ali conduzidos. O público que ali comparece, pertence às elites dominantes, associações e organizações de extrema direita, identificados com o sistema . A maioria, alienada, sequer sabia ou desconfiava que os porões úmidos e sombrios fossem câmaras de tortura.



A propriedade imóvel tem quatro pavimentos: o térreo abriga as atividades burocráticas e uma recepção que controla os acesso a uma área reservada (os porões). A outra entrada independente, lateral, ela conduz ao primeiro andar , aonde várias salas abrigam as atividades sociais. No segundo andar encontram-se as salas e gabinetes. Nesse lugar, falso ”médico” e, seus superiores, agentes disfarçados atendem os internos, (presos políticos.) Os dois últimos andares são destinados às enfermarias e quartos especiais dos pacientes ali internados. A maioria telespectadora obsessiva parenta de funcionários do alto escalão do governo, portadores de necessidades especiais; distúrbios emocionais, dependência química, esquizofrenia, idolatria, problemas neuro vegetativos, psíquico somático, descoordenação motora, alienação.

Na parte dos fundos da clínica há um heliporto e próximo dele um prédio de dois andares, com paredes laterais lisas, sem janelas, todo em concreto. Sua arquitetura é semelhante a um bunker. O acesso ao seu interior é feito através de uma única entrada. Para ingressar neste lugar o visitante é obrigado antes se submeter a uma rigorosa sabatina e minuciosa revista; (os agentes de segurança haviam  sido treinados pelos temidos agentes do Mossad.) As visitas, raras, só acontecem quando o ”interno” tem grande expressão, política, social ou religiosa, em nível nacional e internacional e, a cobertura da ala progressiva da igreja.

A recepção também controla uma passagem secreta que liga a ante-sala do prédio, ”centro de triagem” aos porões da clínica. Os presos assim que chegavam, eram conduzidos para esse prédio e colocados nesta sala de espera. Os primeiros contatos com seus inquiridores eram feitos ali. No andar de cima há celas. Às vezes acontecia do preso primeiro ir para este lugar e ali ficar por tempo indeterminado. A tal tortura psicológica.

Nos fundos do pavimento térreo, dentro da área reservada, fica o necrotério. Ali existe uma sala, nela há uma passagem secreta, que leva à base do heliporto. Os interrogatórios acontecem nos subterrâneos da clínica. Nesse lugar, equipamentos modernos dão suporte a realizações de experiências, associados à imaginação torpe da mente humana. Alguns métodos herdados de épocas remotas, usadas pelos senhores da barbaria , Império Romano, as Cruzadas, Inquisição, Nazismo, Traficantes de drogas, Milícias e outros, modernos, tendo o apoio de certos profissionais da área de saúde, e a supervisão de agentes internacionais especialistas em técnicas eficazes, tornam infalível os meios de convencimento.



Um toque de buzina, em seguida o furgão para. Logo sou seguro por um dos meus acompanhantes e retirado para fora. Escuto vozes. Parece-me que são várias pessoas, algumas cantam músicas usadas em comerciais de produtos que patrocinam e mantém o sistema, outras, entoam cânticos evangélicos e músicas do programa da “rainha” dos baixinhos. Mais tarde soube que aquelas pessoas ali internadas eram  familiares dos diretores de emissoras de Rádios, Televisões e Jornais, que colaboram com os sistemas e que ali se encontram em tratamento. As vozes foram sumindo até não ser mais possível ouvi-las. Nos distanciamos do local. Andamos pari passu mais um pouco e, paramos bruscamente. Uma voz anasalada anuncia: -missão diamante retornando. Em seguida um som igual a esses emitidos por máquinas de caça níqueis quando dão prêmio (é a senha  para abertura da porta.) Reiniciamos a caminhada. A temperatura baixa me faz entender que estamos em um recinto fechado. Subimos alguns degraus, consigo mentalmente contar, vinte e um. O silêncio é quebrado pelo barulho das solas dos coturnos dos sicários de encontro ao piso. Paramos novamente. Em seguida escuto; pessoas se afastam um ranger de porta e logo depois a batida de um ferro na porta. Um silêncio sepulcral ocupa todo o ambiente. Anuncia o início da minha solidão.

 

Neste lugar frio e úmido,

A terra treme.

Galinha cisca pra frente,

chique chique seca

macambira morre.

Juriti não consegue soluçar.

—Trechos do meu livro DOSSIÊ Eu permito o uso na integra desde que seja citado a fonte .

—Mais, muito mais, eternamente-.





Publicado outubro 30, 2010 por heitordacosta em Livros

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Publicado outubro 20, 2010 por heitordacosta em Livros

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A Ordem das Cabeças Pensantes

 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

 

O Papel das Sociedades Secretas na Implementação da Cobiçada Nova Ordem Internacional

 

Ao longo de dezenas de anos e de várias gerações, os líderes globalistas da elite empurraram sua agenda pela nossa goela abaixo e a engolimos sem reclamar. O papel das sociedades secretas não é apenas secreto, é decisivo.

A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?

Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia-a-dia!!

Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!

Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma.

Texto

: Gianni DeVincent Hayes, Ph.D.Citações iluminadoras:

“Existe um poder em algum lugar tão organizado, tão sutil, tão atento, tão entrelaçado, tão completo, tão disseminado e abrangente, que é melhor sempre abaixar muito bem a voz ao dizer qualquer coisa em condenação a ele.”

“Debaixo das amplas ondas da história humana fluem as ocultas correntes subterrâneas das sociedades secretas, que freqüentemente determinam das profundezas as mudanças que ocorrerão na superfície.”

— (Autor Arthur Edward Waite, em The Real History of the Rosicrucian Steiner Books (A Verdadeira História dos Livros Rosa-cruzes de Steiner), 1977).O batimento pulsante e intenso do organismo vivo chamado Elite — aqueles em posições de influência que tomam decisões indesejadas por nós — conseguiu implementar um governo global, também chamado de Nova Ordem Mundial (NOM). Eles usaram todo o seu arsenal e, ao longo de dezenas de anos, e de várias gerações, empurraram a agenda da NOM pela nossa goela abaixo, e nós a aceitamos mansamente.

Eles usaram e continuam usando tanto métodos públicos como secretos para nos fazer aceitar a dissolução da nossa Constituição e, ironicamente, sermos gratos por isso. Eles invadiram nossas igrejas, nossas escolas, nossa cultura, nossa economia, nossa história, nossas fortalezas políticas e até mesmo nossas mentes. E, sem nenhuma lamentação, perdoamos a perda do nosso país, a perda dos nossos valores e costumes, a perda da liberdade de pensamento e a perda do controle de nossas próprias mentes. Eles detêm nossa economia, nosso sistema político, nossos filhos e, acima de tudo, eles nos detêm — nós que, anos atrás, teríamos lutado para impedir a derrubada do nosso querido país e das nossas liberdades.

Alguns dos meios que eles usam para alcançar seus objetivos são grosseiros; outros são camuflados e feitos a portas fechadas, mas independente de como alcançam suas metas, o resultado é sempre o mesmo: eles planejaram bem, implementaram de forma admirável e nos quebrantaram totalmente.

As técnicas deles têm sido variadas e eficientes, mas um dos mais eficazes métodos por trás das cenas é o uso das sociedades secretas.

Você já ouviu falar desse veículo fundamental — as sociedades secretas -, não ouviu? Elas são reais — esses grupos sombrios e sigilosos que controlam o mundo por meio de membros poderosos que escondem a verdade de nós, que exercem uma força maior do que centenas de megatons de bombas. Não há um único artigo ou um único livro que possa cobrir a abrangência total do que as sociedades secretas realmente são, quem são seus membros, o que eles fazem e o que ainda planejam fazer, portanto certamente este pequeno artigo sozinho também não pode abarcar tudo isso. O que sabemos é que seus membros — homens e algumas mulheres de comando da elite rica — detêm poder sobre nós e se enredam pelo topo dos governos nacionais e das escolas para garantir que as pessoas desejadas sejam colocadas nos cargos e a agenda desejada seja implementada. Uma vez que isso não pode ser explicado em apenas um artigo abrangente sobre as sociedades secretas, somente o básico será oferecido aqui.

Não existem dois especialistas que concordem com alguma hierarquia definitiva das sociedades secretas. As informações abaixo servem apenas como uma amostra, mas ao ler o que segue, tenha em mente que “o paganismo e o luciferianismo são as bases de todas as sociedades secretas”.

Origens na Antigüidade

Mitos, lendas, sociedades, sinais e símbolos têm suas origens na antiguidade e vêm sendo utilizados há séculos como um modo de identificar os indivíduos e suas funções. A maioria deles é ocultista, com ênfase em deuses e deusas, feitiçaria e outras atividades obscuras e subversivas. Não importa o que um ocultista pratica, é para Lúcifer e não para Deus: “A Bíblia e a igreja condenam todos os tipos de ocultismo com as mais severas palavras e punições porque o ocultismo vem do demônio”. [The Occult, J. Dominguez, 2002].

O Dr. J. Dominguez — um especialista em ocultismo — diz:

“Existem 10.000 astrólogos e 40 milhões de pessoas consultam o horóscopo… Na Califórnia, a Igreja Satânica possui 8.000 membros. Existem 20.000 sacerdotes de santeria em Miami e Nova York. Na Inglaterra, existem 9.000 bruxas e, na França, 60.000, com ganhos de cerca de $200 milhões por ano.” [Ibidem].

O ocultismo, as trevas, foi elevado e acelerado por autores como George Orwell, H. G. Wells, Kipling, G. B. Shaw, entre outros. Todos eram socialistas fabianos leais, que viam o mundo como um lugar melhor para se viver se os indivíduos abdicassem de seus direitos e privilégios e simplesmente seguissem as ordens daqueles que presumivelmente sabem melhor das coisas. “Os autores de alto nível e os agentes da mídia em geral em todo o mundo — que freqüentemente são membros de sociedades secretas — são usados para trazer à tona as mudanças desejadas pela elite global, e ninguém percebe isso” [5], afirma David Icke, um pesquisador de atividades mundiais. Ele prossegue para acrescentar que “Tudo, desde controle mental em massa, escravidão econômica, controle político, controle da mídia e controle militar, está sendo usado para implementar um programa para concretizar o domínio completo sobre o mundo.”.

David Bay, da Cutting Edge Ministries, esclarece que todas essas sociedades secretas compartilham as mesmas características. Ele as intitula como:

1. Orgulho Arrogante

— Os membros ostentam um senso de que estão acima e são superiores aos demais, uma classe de elite, e são especificamente escolhidos por seu raro conhecimento inato da “verdade”, enquanto o restante do mundo são meros peões. A verdade secreta que acreditam possuir jamais deve ser revelada aos que não são membros. Os cristãos sabem que apenas Deus é onipotente e pode ser arrogante e perfeito, e não os homens, mas isso é tido como verdadeiro pela Elite das sociedades.2. Dupla Personalidade

— Aqueles nas sociedades secretas se comportam de uma forma quando estão com seus colegas membros e depois vestem uma máscara quando estão em público. Mas os cristãos acreditam que Deus é a verdadeira personalidade com três em um — “Deus, o Pai; Cristo, o Filho; e o Espírito Santo, o advogado”. Deus sempre é verdadeiro Consigo mesmo e para com os outros. As sociedades, como um todo, não adoram a Deus porque se consideram como a forma elevada de vida… mais elevada do que o homem comum.3. Ensino

— Os membros das sociedades valorizam o ensino de seus caminhos aos novos membros, mas apenas em pequenas quantidades de informação de cada vez, até que o membro preencha os requisitos para fazer parte de um escalão superior da organização. A tradição oral era sagrada, já que apenas por via oral os segredos podiam ser compartilhados sem que se tornassem registros escritos e fossem então publicados.4. Bondade Inerente

— Ao contrário da verdade bíblica, que afirma que o homem é inerentemente mau (por causa do pecado de ter comido o fruto no Éden), as sociedades secretas ensinam o oposto, que o homem é inerentemente bom e deve aprender os segredos por meio da afiliação, garantindo que o iniciado em potencial preencha os critérios para ser considerado digno o bastante para ser um membro da sociedade.5. O Vindouro Salvador

— David Bay afirma que a maioria das religiões ensina que um Rei Redentor virá para liderar o mundo. Os cristãos O conhecem como Cristo, ao passo que os satanistas e os membros das sociedades entendem que ele é o anticristo, embora não seja necessariamente rotulado como tal, e que essas duas antíteses travarão um combate para conquistar o poder sobre a humanidade.As sociedades secretas não são clubes de adolescentes; pelo contrário, são organizações sérias e medonhas com o objetivo de desarraigar todos os governos e, particularmente, os EUA como o conhecemos, arrancando nossas raízes de liberdade religiosa e direitos soberanos. O presidente Woodrow Wilson disse: “Existe um poder em algum lugar tão organizado, tão sutil, tão atento, tão entrelaçado, tão completo, tão disseminado e abrangente, que é melhor sempre abaixar muito bem a voz ao dizer qualquer coisa em condenação a ele.” Para aqueles que não acreditam que as sociedades secretas existam para minar nossa soberania e nossas vidas, assistam aos canais History e Discovery, encomende alguns vídeos, encontre ex-membros desses grupos que falem com você, leia o crescente campo de livros, artigos e panfletos. Pesquise-os; acompanhe-os na mídia, embora a mídia seja o recurso menos confiável, uma vez que pertence ao mesmo grupo de elite que criou as sociedades secretas. Isto é um verdadeiro enigma por si mesmo.

Embora nem todas as sociedades sejam mencionadas aqui, esta lista oferece algumas das principais e mais influentes; outras serão discutidas em detalhes em publicações futuras:

1. Os Bilderbergers

 

(presidente Woodrow Wilson, 1913, citado no livro do Dr. Dennis Cuddy, “Secret Records Revealed” (Registros Secretos Revelados), pág. 24).

Esse poderoso grupo se reúne secretamente todo ano para discutir planos para cada cidadão da Terra, sobre como estimular e implementar a meta do governo global. Como uma ordem clandestina, cada membro faz votos de não revelar a natureza dos assuntos tratados nos encontros, ou de dar atribuição ao que foi dito. Além disso, os membros dessa organização detêm posições importantes, de alto escalão e influentes em todo o mundo. “Alguns dos que participaram e participam dessas reuniões secretas são Bill Clinton, Walter Mondale, os Rockefellers, Gerald Ford, Tony Blair, Henry Kissinger, Peter Jennings, Colin L. Powell, William McDonough e cerca de 115 pessoas poderosas.” [Secret Societies and Their Members, 5/6/02, pág. 2 de 4.].

2. O Conselho de Relações Exteriores (CFR)

A poderosa e ilegal Diretoria da Federal Reserve formou essa organização em 1921, logo após a Primeira Guerra Mundial, para conduzir seus planos para o público incauto, sendo o mais primordial obliterar as fronteiras nacionais e formar um governo global ao qual esse público seja leal. Ele ostenta membros como os Rockefeller, Richard Nixon, Dean Rusk e muitos outros líderes do passado, bem como centenas de figurões da mídia, políticos, educadores e diversos jornalistas atuais. O sigilo é essencial. O CFR tem sua sede na cidade de Nova York.

3. A Comissão Trilateral

Acredita-se que tenha sido fundada em 1973 por Brzezinski, com Jimmy Carter, e imagina-se que essa sombria associação exista para criar um grupo comercial e bancário multinacional por meio do encurralamento do governo norte-americano e da formação de um governo global. Além dos fundadores, outros membros incluem Henry Kissinger, Bill Clinton, Bruce Babbitt, Alan Greenspan, Paul Volcker [8] e muitos outros. A Comissão Trilateral consiste de uma rede global de plutocratas. A vigilância das ações de todo o mundo é uma meta-chave e, com essa finalidade, eles desenvolveram (e continuam desenvolvendo) os mais avançados equipamentos de vigilância que já existiram.

4. Os Illuminati

Esse é o grupo dos donos mundiais do dinheiro que desejam o governo global e estão usando o caos para tornar as pessoas submissas e complacentes por meio da criminalidade, dos problemas monetários, das crianças rebeldes e da tomada da educação e da economia, bem como da religião. David Icke afirma que “os Illuminati, a facção que controla a direção do mundo, são híbridos genéticos, o resultado de cruzamentos fechados… e essa é a razão pela qual as famílias reais e aristocráticas européias realizam casamentos entre si de forma tão obsessiva, assim como as chamadas famílias do Establishment da Costa Leste dos Estados Unidos, que produzem os líderes do país. Cada eleição presidencial desde e incluindo George Washington, em 1789, foi vencida pelo candidato com mais genes europeus.” [“Who’s Controlling Who?” — Uma entrevista com David Icke, por Joseph Duggan.].

Os Illuminati, afirma o autor da Nova Era, David Icke, são obcecados por simbolismos e rituais. Suas diretrizes primárias (que serão cobertas em artigos futuros) são assustadoras.

5. A Caveira e Ossos

 

O objetivo dessa organização que existe na Universidade de Yale é ajudar a propagar a sociedade global na esperança de que um de seus membros se torne a cabeça desse sistema. O ex-presidente George Bush, seu pai, Preston, e o filho de Bush, o presidente George W. Bush, são todos membros notórios dessa organização, entre muitos outros renomados membros, como o ex-candidato a presidente John Kerry, que é remotamente aparentado com Bush, sendo ambos remotamente aparentados com a rainha da Inglaterra.

A sociedade pratica a discrição e as artes obscuras, e realiza atos ritualísticos. Um artigo da Conspiracy Nation afirma: “… novas evidências de que a Sociedade Caveira e Ossos e a CIA conspiraram juntas em 1963 para assassinar o presidente John F. Kennedy.” [The Skull & Bones Society’: BA Stunning Expose.].

6. A Maçonaria

Essa organização fraternal estava originalmente situada na Inglaterra mas depois foi também criada nos EUA. Albert Pike, Grande Comandante da Maçonaria e satanista, afirmou em seu livro Morals and Dogma que a “Maçonaria é uma busca por Luz. [Luz = é Lúcifer.] Essa busca nos leva diretamente de volta… à Cabala.” [Pike, Albert, Morals and Dogma; pág. 741].

Além de Pike, outros maçons notórios que também eram satanistas incluem Helena Blavatsky, Alice Bailey, Annie Besant, Manly P. Hall e muitos outros que estão bem vivos e que adoram a Satanás, consciente ou inconscientemente. A discrição é tão encorajada que os próprios membros nos graus mais baixos da Maçonaria não sabem o que realmente se passa nos graus elevados. Embora os maçons afirmem que a organização seja cristã, na verdade ela é o oposto disso.

7. A Federal Reserve

Essa é uma sociedade secreta cruel, pois suas ações e planos são conhecidos apenas por uma parte da Elite — os banqueiros centrais, nacionais e internacionais. Ela existe para acumular mais poder, fama e controle. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o Sistema da Federal Reserve é de propriedade privada, e não pertence ao governo, o que é uma violação à Décima Sexta Emenda da Constituição dos EUA. O sistema foi iniciado pelos Rockefellers, Rothschilds, Warburgs e diversos outros, com o propósito único de obter o poder monetário de todo o mundo. Desde sua criação, eles amealharam tanta riqueza que governam os Estados Unidos, bem como alguns outros países através de seus acordos internacionais. As célebres palavras de Rothschild de que ele poderia governar qualquer país se recebesse o controle da sua economia foram postas em ação por meio do Sistema da Federal Reserve, o dono dos EUA e de seu povo, da sua economia, assim como de suas ideologias e seu pensamento de grupo. Os criadores da Federal Reserve são os fundadores do Conselho de Relações Exteriores (CFR), e ajudaram a iniciar outras sociedades ocultas para seu próprio ganho.

8. Bohemian Grove

 

O Bohemian Club (fundado em 1872) e o Bohemian Grove alistam os maiores líderes masculinos para atividades sexuais escandalosas e depravadas. “Todos os presidentes democratas desde Herbert Hoover pertenceram… Eis uma pequena amostra de alguns dos membros proeminentes: Stephen Bechtel Jr… Joseph Coors… Entre outros.” [Secret Societies and Their Members, pág. 4 de 4.].

De seus quase 3.000 membros, outros participantes incluem (ou incluíram) os Bush, Richard Nixon, George Schultz, Henry Kissinger, Colin Powell, Merv Griffin, Newt Gingrich, Ronald Reagan, Caspar Weinberger, Dick Cheney, Danny Glover, e outros. “… alguns dos homens mais poderosos da Terra cometendo atos sexuais desprezíveis… homens nus e seminus adorando um ídolo gigante de uma coruja em um ritual profundamente ocultista, e o que parecia ser o sacrifício humano real de um homem branco queimando aos berros…”

“E eles escolhem quem poderá concorrer aos altos postos de presidente e vice-presidente dos EUA.” [“Expose of the Bohemian Grove”, pág. 1; 5/6/02].

9. A Nobreza Negra

Este é um grupo extremamente poderoso que alguns europeus dizem ser o núcleo de todas as sociedades porque eles afirmam possuir “A Verdade” (aquela da Árvore do Conhecimento, do Éden) e por estarem geneticamente ligados a Cristo por meio de sua linhagem sanguínea por meio de Davi, criando a Aliança Davídica, ao passo que aqueles que são descendentes de Abraão pertencem à Aliança Abraâmica, o que indica a diferença entre judeus, cristãos e muçulmanos. Essa organização tem sido capaz de permanecer no poder “por meio da manutenção das linhagens sangüíneas. Por exemplo… a rainha Elizabeth II… carrega a linhagem sangüínea da Nobreza Negra na Alemanha, via Nobreza Negra Veneziana, por meio dos fenícios, dos egípcios aos sumérios e, sem dúvida, da Atlântida. O Príncipe Charles pode rastrear 3.000 anos de origem de Eduardo III… o monarca que formou o grupo de elite da Irmandade Satânica, a Ordem da Jarreteira.” [“Who’s Controlling Who?” — Uma entrevista com David Icke, por Joseph Duggan.].

David Icke afirma que “[a {ex-}criança desaparecida] Cathy O’Brien foi vítima desse tipo de operação; seu pai a vendeu ao MK-ULTRA e se tornou parte de todo aquele programa.” [Ibidem].

Outras crianças, ele afirma, tornam-se o objeto de rituais ou projetos de controle mental ou escravas sexuais…” [Who’s Controlling Who?, Joseph Duggan em uma entrevista com David Icke. Citação atribuída a Tend Gunderson., págs. 4/6].

10. O Vaticano

David Bay, da Cutting Edge, diz: “O Vaticano está agora totalmente controlado por essas Sociedades Secretas conforme elas agem para completar a religião da Nova Ordem Mundial, que consideram uma parte indispensável da sua Nova Ordem Mundial… uma religião ocultista, que reavivará a Antiga Religião de Mistérios da Babilônia e do Egito, e que destruirá totalmente o cristianismo. E o Vaticano está agora liderando a iniciativa.” [

CE1073, “O Vaticano e as Sociedades Secretas em Busca da Nova Ordem Mundial”].O papa João Paulo II publicou uma bula autorizando a filiação dos católicos às sociedades secretas. Bay diz que o papa era um iluminista, e que ele é o papa mais viajado da história em resposta à doutrina Illuminati de criar uma religião global única. É digno de nota que os Illuminati de fato tomaram a maior parte da Itália entre meados e o final dos anos 800. O atual papa Ratzinger está seguindo os passos de João Paulo II e permitindo a continuação da infiltração pelas sociedades secretas.

11. Wicca

Também é uma organização sombria, uma vez que revela sua verdadeira natureza apenas para os membros que ascendem a um determinado nível. Ao longo dos anos, os wiccanos tentaram legitimar-se fundando escolas satânicas, criando páginas na Internet, presumivelmente promovendo rumores de bruxas brancas versus bruxas negras, e até mesmo negando descaradamente que a bruxaria seja demoníaca. Ao invés disso, afirmam que não acreditam em Deus algum, e que existem para permitir que os homens busquem a verdade por meio de suas práticas.

12. A Távola Redonda

Está associada com o Santo Graal da lenda do rei Artur. A “távola redonda” é a cerimônia ritualística da Ordem da Jarreteira para saudar um Círculo Illuminati mais moderno da Távola Redonda desta era. Icke diz: “A elite interna dessa Távola Redonda nos EUA e no Reino Unido… trabalha em conjunto para engendrar as circunstâncias que levam ao… conflito global. Usando a técnica de ‘criar-o-problema-para-depois-oferecer-a-solução’, eles pretendem destruir o status quo global com… a guerra e, assim, ter a oportunidade de redesenhar o mundo de acordo com sua agenda quando o conflito termina.” [The Round Table-Bilderberg Network, David Icke, pág. 3 de 9, 2002].

13. Majestic Twelve

William Cooper, que teve acesso a documentos militares altamente confidenciais, afirma que um grupo de pessoas tem planejado há tempos a destruição dos EUA para formar um governo socialista e totalitário referido como “Majestytwelve” (sem espaço; e “MAJIC” e “MJ12”) que faz paralelo com os doze discípulos. Que essas pessoas ajudarão a iniciar uma ordem global com um ditador já torna esse líder a antítese de Cristo, e que todas as nossas liberdades serão suprimidas. Isso poderá ser alcançado por meio de falsos alienígenas e uma campanha paralela de óvnis. A introdução de alienígenas, bruxaria, Wicca, satanismo, entretenimento e publicações com temas tenebrosos é usada para preparar o mundo para o que está por vir.

14. Outras Sociedades Secretas

 

Outros grupos secretos existem e impactam nossas vidas tanto quanto os Illuminati, a Maçonaria, a Comissão Trilateral, os Bilderbergs, a Caveira e Ossos e o Conselho das Relações Exteriores. Exemplos de alguns desses grupos de elite menos conhecidos são: o Clube de Roma; o Comitê dos 300 (controla as finanças, as seguradoras, o tráfico de drogas, a política, a indústria, e a religião); os Filósofos de Fogo; o Grupo dos Oito (G-8); o programa Acadêmicos Rhodes; Loja Negra; Instituto Aspen; Cavaleiros de Malta; Federalistas Mundiais; o Círculo dos Iniciados; os Nove Homens Desconhecidos; Lucis Trust; Instituto Tavistock; Quator Coronati Britânico; Grupo Mumma; Príncipes Nasi; Grupo Milner-Távola Redonda; Fórum Econômico Mundial; Opus Dei; Ordem Hermética da Aurora Dourada; Sociedade Rosa-cruz; Ordem dos Cavaleiros da Jarreteira; o Priorado de Sião (que acreditam ser da linhagem sangüínea de Jesus); o príncipe Charles e a Nobreza Negra Européia [20]; a Sociedade de Thule — baseada em uma quinta dimensão; Sociedade Teosófica; Sociedade Antroposófica; a Liga das Bruxas Para a Conscientização do Público; os Guardiões; Fraternidade Key; Irmandade da Serpente; e diversos outros não listados aqui devido às limitações de espaço.

Os artigos futuros tratarão dessas e outras sociedades em maiores detalhes, porém certamente você deveria estar se perguntando: “O que significa tudo isso? Como tudo está interligado?” De acordo com William Cooper:

“A Terceira Guerra Mundial está sendo travada AGORA. Está sendo travada com a “guerrilha de informação” usando diversos tipos de armamentos já discutidos e técnicas sofisticadas de controle mental, propaganda, desinformação, intimidação, manipulação… para que a antiga ordem seja… destruída completamente antes da “nova ordem”, a Terceira Onda, a Terceira Via. [Behold A Pale Horse, pág. 21;

 

—Pois é…algumas informações colocadas neste artigo, são reveladas no meu livro “DOSSIÊ”.

Acredito que essa fase dos confrontos, dos esclarecimentos nas mentes daqueles antes reféns, já tenha começado.

—Mais, muito mais, eternamente-

Publicado outubro 6, 2010 por heitordacosta em Uncategorized

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

 

  Cabeças Pensantes atentem e vigiem

       A Maçonaria Liberal – Prolongamento do Rito Francês
Escrito por SGCCRC

A Maçonaria Liberal enquanto tal, começou a desenvolver-se nos Grandes Orientes da Bélgica e da França, a partir da segunda metade do século XIX, sobretudo nos anos 1872 e seguintes, quando se instaurou o princípio da Liberdade Absoluta de Consciência relativamente à invocação ou não, nas Sessões maçónicas, do Grande Arquitecto do Universo (GADU). Portanto, o termo Maçonaria Liberal tem a ver com a noção de Liberdade Absoluta de Consciência e não tem nada a ver com as teorias do liberalismo económico.

Para compreender melhor como a Maçonaria Liberal chegou a estes conceitos em 1872, convém analisar o seu percurso histórico anterior.

É normalmente aceite que os antepassados da Maçonaria pré-especulativa, portanto anterior a 1717, remontam ao egípcios, à construção do Templo de Salomão e aos Templários. Estes incrementaram, em colaboração com a Igreja católica no Ocidente, as corporações medievais das diferentes profissões (pedreiros, talhadores de pedra, carpinteiros, etc.) que, através do seu enorme poder económico e político, financiaram inúmeras construções (castelos, pontes, portos, etc.) culminando nas Catedrais.

Com o desaparecimento oficial dos Templários, as corporações perderam os seus financiadores mais importantes, mas continuaram a desenvolver-se baseados no seu imenso “savoir faire” adquirido, com obras por todo o Ocidente europeu e no Médio Oriente, agora financiados por reis, eclesiásticos, senhores feudais e outros.

Um núcleo importante de Templários, em colaboração com a Ordem de Cister, instalou-se em 1004 na Escócia, em Heredom de Kilwining e em 1042, com a ajuda dos beneditinos, fundaram um Abadia.

Foi a partir deste núcleo, sob a protecção dos reis da Escócia, que progressivamente se veio a transformar a Maçonaria operativa em especulativa. Esse mesmo desenvolvimento ocorreu igualmente noutros lugares e noutros países, mas digamos que este foi o veio mais importante e do qual existem alguns documentos históricos, muitos dos quais compilados e publicados pela Loja QUATUOR CORONATI, fundada em 1886 dentro da G:.L:.U:.I:., precisamente para fazer uma abordagem histórica, rigorosa e fidedigna da Maçonaria especulativa, longe dos mitos e das lendas, como infelizmente muitas vezes ouvimos à nossa volta. David Stevenson, grande investigador da história da Maçonaria, que nunca foi Iniciado, portanto um profano, é outra fonte importante e imprescindível para estudarmos esta época.

Entre 1390 e 1723 encontramos nada menos do que 130 manuscritos relatando os usos e costumes, ritos e histórias da Maçonaria operativa. Dentro destes, existe consenso entre os investigadores, sobre alguns textos fundamentais, nomeadamente o denominado Regius da região de Gloucester, escrito em forma de poema e datado de 1390. O documento Cooke, da região de Oxford, datado de 1410. Outro manuscrito, denominado Grand Lodge, da região de York, data de 1583. Contudo os textos mais elaborados e completos, são os das corporações de York e de Edimburgo, embora este muito mais fragmentado.

A análise detalhada destes documentos não têm praticamente nada a ver com os Rituais maçónicos actuais, são sobretudo uma compilação de normas de comportamento moral e profissional a serem praticadas no interior das corporações e no mundo exterior, repletos de religiosidade. Referiam-se também a comportamentos de reconhecimento aquando da apresentação nos diversos Estaleiros, sobretudo para Aprendizes e Companheiros. O ponto fulcral da cerimónia de Iniciação, consistia na instrução e na revelação ao recipiendário dos sinais e duma misteriosa “Palavra do Maçon”, verdadeiro momento alto da cerimónia e que tanto intrigou ao longo dos séculos. Contudo, o pastor Robert Kirk em 1691 escrevia: ” A Palavra do Maçon, que alguns fazem mistério, é uma espécie de tradição rabínica, no sentido dum comentário sobre Jackin e Boaz, as duas colunas erguidas no Templo de Salomão, mais a adjunção dum determinado sinal secreto transmitido de mão a mão, através do qual se reconhecem e se tornam familiares entre eles”.

Nos séculos XVI e XVII, em Inglaterra, vivia-se uma época de guerras internas, de instabilidade política, não só entre escoceses e ingleses, como também entre estes, com Cromwel a instalar uma efémera república, a estabelecer os fundamentos dum parlamentarismo rudimentar, tudo isto numa paisagem de guerra de religiões, nomeadamente entre católicos e anglicanos, depois da ruptura de Henrique VIIIº com Roma.

Neste contexto histórico, o Irmão WILLIAM MORAY, o último verdadeiro Vigilante Geral da Escócia, parece ser o elo historicamente verdadeiro, através dos documentos existentes, entre a Maçonaria operativa renovada da Escócia, o Invisible College, a Royal Society e a Maçonaria Especulativa moderna Inglesa. William Moray era filho de Sir Mungo Moray, proprietário de vastas terras na região de Pertshire. Nasceu em 1607, foi engenheiro militar e em 1640 era Quartel Mestre General do Exército escocês.

Por outro lado, estamos num período de transição entre uma época cujo pensamento era controlado completamente pela Igreja de Roma e outra época nova, introduzida pela contestação protestante nas suas diversas variantes. A sociedade estava ávida de conhecimentos científicos e desejavam libertar-se da Igreja. Não esqueçamos a polémica com Galileu (1633). Estamos a dar os primeiros passos que nos levarão à época das Luzes. É neste período que aparece a metodologia do “livre exame”, que consiste em analisar de forma critica, quer a Bíblia quer os Evangelhos, como também a sociedade e todo o conhecimento cientifico desta época, que virá a desabrochar nos enciclopedistas, dos quais o nosso Irmão Voltaire foi uma das figuras de proa deste movimento.

William Moray aparece portanto como o primeiro Maçon aceite numa Loja, 6 anos antes de Elias ASHMOLE (1647) e é Moray que vai estabelecer a ligação entre a Escócia e a Inglaterra (com Ashmole), a ligação entre a Escócia e a França e a ligação entre o Invisible College, a Royal Society de Londres e a Maçonaria. David Stevenson, diz que “Sir William Moray não pode ser considerado como um Maçon ordinário dos meados do século XVII: o facto de ele ter deixado escrita tanta documentação sobre a Maçonaria, faz dele uma testemunha realmente única”. É portanto naturalmente que o vamos encontrar, com Elias Ashmole, na fundação da Royal Society, mas também como membros do Invisible College. Este, criado em 1597, foi de longe o mais importante, pela qualidade dos seus membros. Começou por se reunir primeiro em Londres no Gresham College e a partir de 1645, em Oxford. Era um conclave misterioso, total e altamente secreto, extraordinariamente elitista e oculto. Agrupava os principais animadores da sociedade Rosa-Cruz de Andrae, à volta de Robert Fludd que era um rosacruciano célebre nesses meios. Contava ainda no seu seio com Elias Ashmole, William Moray, Issac Newton, Christopher Wren, todos eles altamente impregnados dum pensamento hermético. O Invisible College é o percursor da Royal Society e da Maçonaria moderna, que se constituíram não uma contra a outra, mas completando-se mutuamente, segundo um processo de dupla face, imaginado, desejado e conduzido por William Moray e os seus companheiros.

Os segredos do Invisible College eram tais que ainda hoje se especula sobre os seus Trabalhos e reuniões. Certo é que existia um segredo entre eles e muito poucos, ainda hoje, mesmo dentro da Maçonaria actual, têm conhecimento deste Colégio Invisível. Indirectamente conhecem-se os trabalhos vindo a público no mundo profano dos seus membros. Era contudo um local de total confiança, segurança e sigilo entre os seus membros. Não se conhece qualquer Ritual de Iniciação específico, mas indirectamente sabia-se que existia um segredo. A época que se vivia era de tal inquietude, com um conhecimento dominado, controlado e aprovado pela Igreja Católica que, qualquer tentativa de perturbação destes conhecimentos dogmáticos “Oficiais” era passível de excomunhão o que, embora existissem cismas entre as diferentes correntes cristãs, o “medo” da excomunhão era extensível mesmo aos que não estavam sob a alçada da Igreja da Roma. Portanto, os membros do Invisible College, tinham que duplamente se proteger: por um lado, das perseguições exteriores e por outro protegerem-se entre si. Permaneceram pois secretos, para não dizer discretos, como ainda deve ser a Maçonaria actual. São pois, doze membros do Invisible College que vão estar na origem da fundação da Royal Society, em 1660.

A Royal Society não tinha qualquer vocação para o ensino, antes pelo contrário era um local de encontro de diferentes investigadores, universitários ou não, que apresentavam o resultado dos seus trabalhos, numa sessão pública, geralmente seguida de debates, em todas as áreas do conhecimento então conhecidas. Como estávamos numa Inglaterra saída duma Guerra Civil, entre os monárquicos e os republicanos de Cromwel, onde a parlamentarismo acabou por ser instaurado. Com o advento da Religião anglicana, presbiteriana e outras, com a instauração dum respeito pelas diversas correntes do mundo cristão, única maneira de se evitarem guerras fratricidas, a Igreja Católica permanecia como um dos pilares mais importantes a todos os níveis societários. Este espírito de abertura cientifica, consubstanciado na Royal Society, só podia ser possível nesta época e em Inglaterra, por a Igreja Católica ter perdido a sua força oficial e a Inquisição já não poder actuar de forma alguma nestes reinos. Por outro lado, esta abertura de espírito e de investigação cientifica era muitíssimo mais limitada nos países de influência católica, onde pontificava o poder repressivo da Inquisição e da doutrina dogmática da Igreja Católica.

Os Estatutos da Royal Society são bastante formais e detalhados. Criam uma personalidade moral que ultrapassa os seus fundadores e se situa nos dizeres de Henry Oldenbourg, como sendo uma “instituição perpétua”, que tinha como finalidade “perscrutar toda a Natureza e inquirir sobre a sua actividade e os seus poderes, pelas vias da observação e da experimentação; depois, com o decurso dos tempos, criar uma filosofia mais sólida e maiores progressos para a civilização”.

No fundo, meus Irmãos, isto é exactamente o mesmo que os Maçons defendem, por outras palavras, quando proclamam Trabalhar para o Progresso da Humanidade.

Se fizermos uma pausa neste momento para reflectir, podemos afirmar “mutatis mutandis” que é muito mais lógico a Maçonaria especulativa moderna, provir deste movimento intelectual consubstanciado no pensamento desenvolvido no Invisible College e na Royal Society, do que nas confrarias corporativas medievais da Maçonaria operativa, onde os documentos existentes, nomeadamente os rituais conhecidos, são simplesmente paupérrimos e têm pouco a ver com a Maçonaria desenvolvida por Anderson e Desaguliers a partir de 1717.

Vejamos:

Thomas Sprat, 50 anos antes das Constituições de Anderson, referindo-se ao pensamento cientifico praticado na Royal Society, escrevia como sendo “uma religião que é confirmada com o assentimento unânime de várias crenças religiosas e que deve servir, respeitando a Cristandade, como o Pórtico do Templo de Salomão”. Por outro lado, a Royal Society, estabelece regras que se aparentam com as mesmas que a Maçonaria especulativa irá mais tarde adoptar:

– Apresentação dum candidato.
– Aprovação mediante votação dos seus membros.
– Eleições dos responsáveis (primeiro mensais, depois anuais).
– 3 Responsáveis (evidentemente).
– Etc.

Peço-vos desculpa por ter sido talvez demasiado longo sobre este período histórico, mas pareceu-me importante sublinhá-lo, pois o que normalmente anda a ser falsamente propagado, é que a Maçonaria moderna foi criada em 1717, com ligações ténues à Maçonaria operativa medieval, quando o elo importante desta ligação, não é de maneira nenhuma esse, mas antes o pensamento cientifico, racional, Livre-Examinista do Invisible College primeiro e da Royal Society em seguida, que irão mais tarde provocar o nascimento da Maçonaria moderna.

Como ?

Simplesmente por questões de segurança, de descrição e de privacidade. Primeiro os membros do Invisible College, que era secreto e oculto, adquiriram uma determinada notoriedade com a fundação da Royal Society. Esta, com o seu desenvolvimento fulgurante, devido à avidez com que os cientistas da época desejavam trabalhar, longe dos moldes estabelecidos pela Inquisição católica, permitiu a entrada de numerosos membros que apresentavam, como sabemos, as suas investigações e trabalhos em sessões públicas. Um grupo restrito, resolveu então regressar à primitiva discrição e privacidade dos tempos do Invisible College, vindo a formar quatro Lojas em Londres, que deram origem à Grande Loja de Londres e Westminster e à Maçonaria especulativa actual.

Importante frisar e sublinhar de forma clarividente e indubitável, que foram um conjunto de Irmãos Maçons, sete no mínimo, que constituíram a sua própria Loja, de livre vontade. Daí falarmos, ainda hoje, na Maçonaria Liberal, dum Maçon Livre, numa Loja Livre.

Em seguida, formadas estas primeiras quatro Lojas, totalmente independentes umas das outras, embora com relações de Fraternidade entre elas, é que estes Irmãos decidiram criar a primeira Grande Loja de Londres.

Finalmente, estas Lojas e outras que entretanto se constituíram, encarregaram o pastor James Anderson de criar uma Constituição, à qual todos os Irmãos da Lojas se comprometiam a “obedecer”, advindo daí a expressão de Obediência.
Portanto, primeiro vieram os Irmãos Maçons, em seguida as Lojas e finalmente a Obediência. Tudo isto constituía uma Cadeia de União harmoniosa que tinha como base os Irmãos reunidos em Lojas, sendo a Obediência apenas a entidade administrativa que geria o conjunto de Lojas.

Claro que isto no inicio era assim, mas com o decorrer dos tempos tudo se inverteu, devido à sede de poder e de dominação de alguns Maçons.

Estas primeiras Lojas apenas compreendiam Aprendizes e Companheiros e um Mestre, que era ao mesmo tempo o Venerável Mestre da Loja. A lenda de Hiram foi introduzida mais tarde. Tal como nas Lojas operativas medievais os médicos podiam fazer parte da Loja sem serem Iniciados, pois a sua tarefa era verificar se os membros da Loja tinham capacidades físicas para o trabalho que iriam desenvolver. Em cada Loja existia também um padre ou pastor, que também não era obrigatoriamente Iniciado, mas servia apenas para dirigir as orações. Era o contexto da época. Por exemplo, James Anderson que veio a redigir as Constituições ditas de Anderson em 1723, revistas e corrigidas em 1735, segundo o historiador inglês da Maçonaria, David Stevenson, nunca foi Iniciado na Maçonaria. Tinha o direito de participar nos Trabalhos da Loja simplesmente porque era pastor anglicano.

Isto para dizer claramente que os Rituais maçónicos não têm qualquer origem divina ou revelada, nem caíram do céu. Foram sendo escritos, corrigidos e adaptados ao longo destes trezentos anos, pela acção dos Homens, isto é dos Maçons que constituem as diferentes Obediências e Potências maçónicas, independentemente dos seus Ritos. Portanto, não devemos ter uma visão estática, imutável ou dogmática dos Rituais.

A prova disso é que na própria Inglaterra, logo a seguir a criação da “primeira” Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, foi criada em 1751, uma “segunda”, denominada Grande Loja dos Antigos Maçons. Tinha como principal animador o Irm:. Lawrence Dermott, que chegou a convencer os Irmãos da “primeira” Grande Loja de Londres, que estes tinham efectivamente adoptado novos costumes. A alcunha de “Modernos” que lhes tinha sido atribuída nas polémicas, permaneceu, passando também a chamar-se Grande Loja dos Modernos, embora esta Loja fosse cronologicamente a mais antiga. Durante muito tempo os historiadores acreditaram no discurso “oficial” desta nova Grande Loja, que defendia que os Antigos teriam efectuado a cisão para poderem regressar aos antigos costumes. Ora a realidade era simplesmente outra: Os Antigos, eram maioritariamente originários da imigração irlandesa e escocesa que vivia em Londres e por esse facto nem sempre eram bem acolhidos nas Lojas inglesas. Daí desejarem criar outra Obediência onde melhor se podessem encontrar entre eles. As diferenças de ritual não advinham de inovações da Grande Loja de Londres, mas apenas do facto de na Irlanda e igualmente na Escócia, terem reorganizado os rituais da antiga Maçonaria operativa escocesa de maneira ligeiramente diferente. Assim, no século XVII, a Palavra do Maçon no 1º grau, era J:. e B:. (à pergunta J:.?, a resposta era B:.). Quando foram reformulados os rituais, entre 1720 e 1730, aos “segredos” do antigo grau operativo de Aprendiz, os ingleses atribuíram a palavra J:. ao primeiro grau e B:. ao segundo grau. Os irlandeses e os escoceses fizeram uma escolha inversa. O ritual dos Antigos não é nem mais, nem menos simbólico que o ritual dos Modernos. Apenas hierarquizaram os símbolos de maneira um pouco diferente, é tudo.

Isto faz-me lembrar o cisma que originou a separação entre a Igreja de Constantinopla e a de Roma. Para se diferenciarem actualmente, uns benzem-se duma maneira, os outros de forma inversa.

O que se passou em Inglaterra, veio a passar-se “mutatis mutandis”, noutros países, incluindo a França ou Portugal, mas não vou abordar aqui e hoje, esse aspecto da evolução histórica.

Neste contexto, como chegámos à Maçonaria Liberal ?

A Maçonaria inglesa passou para França entre 1725 e 1730, através da implantação das primeiras Lojas, utilizando todas durante o século XVIII o ritual da primeira Grande Loja de Londres, dita dos Modernos.

Como este Rito dos Modernos foi traduzido e implantado em França, a partir de 1725, paradoxalmente, é este Rito da primeira Grande Loja de Londres de 1717, que permaneceu e continuou em França, com o nome de Rito Francês (por se desenvolver em França) e Moderno, por a sua origem provir da Grande Loja de Londres de 1717, dita dos Modernos.
Aqui está pois, historicamente explicado, o significado do nome de Rito Francês ou Moderno, tal como ainda hoje é denominado, nomeadamente na nossa Loja Delta e no Grande Oriente Lusitano.
Nessa época as Lojas civis eram todas, como hoje ainda, constituídas ao Oriente de … (Londres, Oxford, etc.) e as Lojas militares ao Oriente do Regimento… seguido do nome do respectivo regimento. São sobretudo estas Lojas militares que introduzem a Maçonaria em França. Esta implantação inicia-se depois de finda a guerra civil nas ilhas britânicas, em que James II dito dos Stuarts acaba por ser expulso de Inglaterra e os seus regimentos militares virem a refugiar-se em França, principalmente na região de Saint Germain-en-Laye, nos arredores de Paris. São sobretudo estas Lojas militares que introduzem a Maçonaria em França.
Em 1732, dá-se a fundação da Grande Loja de França que não tem nada a ver com a actual Grande Loja de França, fundada somente em 1897.

O primeiro grande resfriamento das relações entre a Maçonaria anglo-saxónica e a Maçonaria continental, isto é, entre a Inglaterra e a França, para além de rivalidades políticas (Império britânico – Napoleão, etc.), dá-se igualmente por razões e motivos maçónicos institucionais.

Era hábito e prática dessa época, as Lojas pertencerem ou serem propriamente propriedade pessoal dum Venerável Mestre inamovível que poderia ser um nobre ou um burguês abastado. Em 1773 reuniu-se em Paris o Convent (equivalente da Grande Dieta do G:.O:.L:.) e os Delegados da província instauraram o princípio da eleição dos Veneráveis, contra a opinião dos Delegados de Paris que eram a favor da inamovibilidade dos Veneráveis Mestres das Lojas. Temos de tentar compreender que o contexto da época era monárquico, portanto hereditário e a noção de eleições, portanto um princípio democrático e republicano, não estava na moda do tempo, tanto mais que em 1773 estávamos na véspera da Revolução Francesa. Igualmente nesse ano e nesse Convent, instaura-se o princípio, segundo o qual, a soberania do povo maçónico reside nos Delegados eleitos pelas Lojas e estes, reunidos em Convent, exercem essa Soberania. São estas ideias que vão levar à Soberania do povo, através da representação parlamentar e de todo o desenvolvimento pós-Revolução Francesa. Portanto são estes princípios fundamentais, revolucionários para a época, que vêm marcar uma diferença qualitativamente determinante em relação ao passado. De salientar que é o Convent desse ano que decidiu alterar o nome da primeira Grande Loja de França, para Grande Oriente de França (G:.O:.D:.F:.), que passa a ser uma Federação de Lojas e de Ritos, pois o G:.O:.D:.F:., incluía, tal como o G:.O:.L:., vários Ritos.

O segundo “resfriamento” com a Maçonaria anglo-saxónica, que veio o provocar com o decorrer dos tempos um cisma e uma ruptura total, dá-se em 1877, quando o Convent do G:.O:.D:.F:. (depois do Grande Oriente da Bélgica o ter efectuado em 1872 – 5 anos antes), declara que a obrigatoriedade da invocação do Grande Arquitecto do Universo (G:.A:.D:.U:.), a presença em Loja da Bíblia ou dum Livro Sagrado e a crença na alma e ma sua imortalidade, passariam a ser assuntos do foro íntimo de cada Maçon, segundo a sua própria Liberdade Absoluta de Consciência. É a partir desta data que se passou a designar progressivamente esta Maçonaria de Liberal, no sentido de Liberdade Absoluta de Consciência, o que não tem nada a ver com o liberalismo económico actual.

Porquê esta ruptura entre a Maçonaria Anglo-saxónica e nórdica, existente numa zona predominantemente protestante e a Maçonaria Latina, existente numa zona geográfica de influência católica?

Se antes de 1870 era consensual na Maçonaria a presença da Bíblia em Loja, por influência dos pastores protestantes Anderson e Desaguliers, porque sendo a Bíblia um livro incluído no Índex da Igreja Católica Apostólica e Romana, portanto proibida a sua leitura aos católicos, uma das reivindicações dos protestantes (Lutero, Calvino, etc.) era precisamente a exigência dos cristãos poderem ter acesso livre à leitura da Bíblia (entenda-se aqui por antigo e novo testamento, portanto também os evangelhos). Quando os Grandes Orientes da Bélgica e da França passam a afirmar que a presença da Bíblia não era obrigatória em Loja, o que para os protestantes era importantíssimo, dá-se um afastamento gradual nas relações entre estas duas correntes da Maçonaria.

Porquê esta tomada de posição dos Grandes Orientes?

Temos de compreender que o contexto da época, consistia em tentar a destruição da Maçonaria, pela Igreja Católica, nos países latinos de sua influência. É a época das excomunhões, pois a Igreja não podia aceitar uma noção de G:.A:.D:.U:., que substituía o seu Deus, nem permitir o estudo e a interpretação da Bíblia que a Igreja tinha colocado no Índex. A Igreja não podia aceitar de forma alguma que dentro da Maçonaria pudessem conviver Irmãos de diferentes sensibilidades religiosas (entenda-se católicos, anglicanos, luteranos, calvinistas etc.). Por outro lado, depois de sairmos da época das Luzes e da Revolução Francesa, estamos em plena influência das ideias políticas dos republicanos da Comuna de Paris, dos defensores da teoria da evolução das espécies de Darwin, do positivismo de Augusto Comte, do racionalismo de Descartes e de outros, culminando no pensamento, de Henri Poincaré quando escrevia: “O pensamento nunca se deve submeter, nem a um dogma, nem a um partido, nem a uma paixão, nem a um interesse, nem a uma ideia pré-comcebida, nem ao que quer que seja, a não ser aos factos em si, porque para o pensamento, submeter-se, seria deixar de existir”. Estamos em pleno pensamento Livre-Examinista, que embora tivesse sido iniciado pelos que contestavam a Igreja de Roma a partir do século XVII, estava agora a iniciar o período de apogeu da sua metodologia, juntamente com o Livre Pensamento. Os Irmãos Maçons, oriundos da esfera geográfico-cultural dita protestante, portanto da Grande Loja Unida de Inglaterra, permaneceram e permanecem ainda hoje, numa posição dogmática e imutável em relação aos princípios de Anderson e dos Land Marks. Não aceitam os princípios de liberdade absoluta de consciência, recusando-se a tentar compreender as circunstâncias do contexto histórico de agressão por parte da Igreja Católica, de que foram vitimas os Irmãos da Maçonaria latina do Sul da Europa. Não esqueçamos que, aliadas a estas divergências religiosas e filosóficas, existiam também as rivalidades políticas entre uma França republicana e uma Inglaterra monárquica e imperial, no apogeu do seu poderio colonial e industrial.

Inicia-se então o afastamento progressivo entre estas duas correntes da Maçonaria. A Grande Loja Unida de Inglaterra (G:.L:.U:.I:.), declara-se a única Potência maçónica “regular”, deixando de reconhecer as outras Obediências maçónicas, proibindo qualquer contacto entre elas, não só entre instituições como entre Irmãos. Declarou que só reconhecia as Obediências cujas Patentes tivessem sido outorgadas por Londres ou por outras Grandes Lojas, cuja filiação imanasse dela. Finalmente, a 4 de Setembro de 1928, decretou os 8 pontos fundamentais para que uma Obediência podesse vir a ser reconhecida por Londres, cujos elementos principais e mais polémicos, mas obrigatórios, são os seguintes:

– Invocação do G:.A:.D:.U:., na abertura e no encerramento dos Trabalhos;

– O G:.A:.D:.U:., é um Deus revelado;

– Presença em Loja da Bíblia ou outro livro sagrado de inspiração divina;

– Acreditar na alma e sua imortalidade;

– Não permitir a presença feminina em Loja;

– Não discutir política em Loja;

– Não discutir religião em Loja;

– etc.

Or Irmãos franceses e belgas do século XIX, consideravam que a Maçonaria não tinha necessidade de invocar o G:.A:.D:.U:., pois a Maçonaria não é nenhuma religião. Se a Maçonaria pretende ser o Centro de União da Humanidade, como especificado nas Constituições de Andersen, então a Maçonaria tem que respeitar igualmente as religiões orientais, algumas das quais nem são deístas, tais como os budistas, taoistas, confucionistas e outras, que são antes filosofias de vida que podem levar à Sabedoria, afastando-se da inspiração judaico-cristã tradicional. Esta Maçonaria Liberal, defende o princípio dum Maçon Livre numa Loja Livre, tendo as Lojas, segundo a Liberdade de Consciência dos seus membros, toda a autonomia para se organizarem internamente:

Existem Lojas que invocam o G:.A:.D:.U:. e outras não.
Algumas utilizam a Bíblia, ou o Corão, ou um livro branco, ou nada.
Umas são rigorosas no simbolismo e muito esotéricas.
Outras são positivistas, Racionalistas ou Livre-Exaministas.
Algumas nem utilizam velas.
Nem tapete de Loja (porque já estão a trabalhar num Templo), etc.
No nosso entender, a Maçonaria não deve professar qualquer doutrina agnóstica ou ateia, mas também não deve impor qualquer tipo de dogma, tal como expresso na Constituição do G:.O:.L:..
Por isso, a grande maioria das Lojas, abre os Trabalhos à Glória da Maçonaria Universal, sob os auspícios deste ou daquele Grande Oriente ou Grande Loja, consoante o nome da sua Obediência.

Existem Valores que ao longo do tempo se foram afirmando cada vez mais, como nota especifica da Maçonaria Liberal, Assim, para além da Liberdade Absoluta de Consciência e outros, enumerados anteriormente, encontramos noções tais como:
A Democracia;
A Laicidade;
A República;
O Livre-Exame;
A Igualdade dos sexos em Maçonaria, hoje com o direito de visita das Irmãs, amanhã com a formação de Lojas, masculinas, femininas ou mistas, visto que um Grande Oriente, é uma federação de Lojas e de Ritos;
A Igualdade de raças, não aceitando qualquer forma de racismo;
A não formulação de posições dogmáticas;
Liberdade de discussão de assuntos religiosos;
Liberdade de discussão de assuntos políticos (estes dois dentro da maior Tolerância e respeito, para bem do Progresso da Humanidade);
Elegibilidade dos cargos em Maçonaria, com mandatos temporais definidos, normalmente, não reeligíveis;

O Maçon Trabalha para a construção do seu Templo interior, mas igualmente para o Templo do Progresso da Humanidade; foram estes Valores, conotados com a Maçonaria Liberal, que levaram às guerras liberais do século XIXº, entre D. Pedro e D. Miguel (um, Rei com Carta Constitucional, o outro, Rei por direito divino e absoluto), que mais tarde vieram a culminar na implantação da República em 1910, com a ajuda, preciosa e definitiva, da Carbonária.

      Imagem foto do heitor —Pois é… Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.

                             (Wiliam Shakespeare)

—Mais, muito mais, eternamente-. 

Publicado outubro 5, 2010 por heitordacosta em Organizações

A Ordem das Cabeças Pensantes   Leave a comment

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Cassino Brasil as Maracutaias

Hoje eu vi nas ruas, pessoas se aglomerando em longas filas imbuídas de vã ilusão em busca da sorte mesquinha que cada dia que passa provoca uma fugás esperança de ficar rica.

Essa massa mais uma vez espera que essa possibilidade possa ocorrer, entre tanto, tal fato so acontecerá quando eles- senhores do sistema-, acharem momentos propicio.

Digo que na próxima extração, sábado, dia 02 de outubro 2010 o prêmio sairá. Então, vocês continuarão a sonhar, e irão votar com a esperança de dias melhores…

—Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado outubro 1, 2010 por heitordacosta em Uncategorized