Arquivo para março 2009

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      Foto-Heitor

A minha estimada amiga e colaboradora senhora Ana Rosa me mandou esta obra.

ESTATUTO DO HOMEM
   (Ato Institucional Permanente)
                                          A Carlos Heitor Cony

    Artigo I
   Fica decretado que agora vale a verdade.
   agora vale a vida,
   e de mãos dadas,
   marcharemos todos pela vida verdadeira.

 
   Artigo II
   Fica decretado que todos os dias da semana,
   inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
   têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

   Artigo III
   Fica decretado que, a partir deste instante,
   haverá girassóis em todas as janelas,
   que os girassóis terão direito
   a abrir-se dentro da sombra;
   e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
   abertas para o verde onde cresce a esperança.

 
   Artigo IV
   Fica decretado que o homem
   não precisará nunca mais
   duvidar do homem.
   Que o homem confiará no homem
   como a palmeira confia no vento,
   como o vento confia no ar,
   como o ar confia no campo azul do céu.

 
   Parágrafo único:
  O homem, confiará no homem
  como um menino confia em outro menino.

 
   Artigo V
   Fica decretado que os homens
   estão livres do jugo da mentira.
   Nunca mais será preciso usar
   a couraça do silêncio
   nem a armadura de palavras.
   O homem se sentará à mesa
   com seu olhar limpo
   porque a verdade passará a ser servida
   antes da sobremesa.

 
   Artigo VI
   Fica estabelecida, durante dez séculos,
   a prática sonhada pelo profeta Isaías,
   e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
   e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

 
   Artigo VII
   Por decreto irrevogável fica estabelecido
   o reinado permanente da justiça e da claridade,
   e a alegria será uma bandeira generosa
   para sempre desfraldada na alma do povo.

 
   Artigo VIII
   Fica decretado que a maior dor
   sempre foi e será sempre
   não poder dar-se amor a quem se ama
   e saber que é a água
   que dá à planta o milagre da flor.

 
   Artigo IX
   Fica permitido que o pão de cada dia
   tenha no homem o sinal de seu suor.
   Mas que sobretudo tenha
   sempre o quente sabor da ternura.

 
   Artigo X
   Fica permitido a qualquer pessoa,
   qualquer hora da vida,
   o uso do traje branco.

 
   Artigo XI
   Fica decretado, por definição,
   que o homem é um animal que ama
   e que por isso é belo,
   muito mais belo que a estrela da manhã.

 
   Artigo XII
   Decreta-se que nada será obrigado
   nem proibido,
   tudo será permitido,
   inclusive brincar com os rinocerontes
   e caminhar pelas tardes
   com uma imensa begônia na lapela.
           Parágrafo único:
           Só uma coisa fica proibida:
           amar sem amor.

 
   Artigo XIII
   Fica decretado que o dinheiro
   não poderá nunca mais comprar
   o sol das manhãs vindouras.
   Expulso do grande baú do medo,
   o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
   para defender o direito de cantar
   e a festa do dia que chegou.

 
   Artigo Final.
   Fica proibido o uso da palavra liberdade,
   a qual será suprimida dos dicionários
   e do pântano enganoso das bocas.
   A partir deste instante
   a liberdade será algo vivo e transparente
   como um fogo ou um rio,
   e a sua morada será sempre
   o coração do homem.
  -Thiago de Mello-

 

-Mais, muito mais, eternamente-.

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Publicado março 31, 2009 por heitordacosta em Cultura

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  Foto-Heitor                      “Não preciso me

                                                                     drogar para ser um

                                                                     gênio:

                                                                     não preciso ser um

                                                                     gênio para ser

                                                                     humano,

                                                                     mas preciso do seu

                                                                     sorriso para ser

                                                                     feliz.” 

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado março 30, 2009 por heitordacosta em Reflexão

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          Foto-Heitor 

                                                                                     As indústrias…..

     

Mesmo que prevaleça o livre arbítrio diga NÃO AO ABORTO!

 

 

  

          AE

Imagem do protesto na Praça da Sé contra o ABORTO.

 

                                               2a6267492b foto de bebe no útero

 

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado março 29, 2009 por heitordacosta em Os Criminosos

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Foto-Heitor

                                                               O Peregrino 

    

 

                                                                         

                                                             “ Não faças do amanhã

                                                    o sinonimo de nunca,

                                                    nem o ontem te seja

                                                    o mesmo que nunca

                                                    mais.

                                                   

                                                    Teus passos ficaram.

                                                    Olhes para trás

                                                    mas vás em frente

                                                    pois há muitos que

                                                    precisam que chegues

                                                    para poderem seguir-te.”

 

-Mais, muito mais, eternamente-

Publicado março 27, 2009 por heitordacosta em FRATERNIDADE

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             Foto-Heitor

 

 

 

 

Holocausto Palestino "Fashion"

Camisetas com estampas de atrocidades a palestinos vira moda entre soldados israelenses
Blusas com agressões a palestinos viraram moda entre os soldados israelenses, informa hoje o site do jornal "
Haaretz".

A publicação cita fontes de uma confecção do sul de Tel Aviv, que disse estar sendo muito procurada por militares que pedem camisas com estampas e frases em que os palestinos são atacados.

De acordo com o "Haaretz", as imagens mais pedidas mostram crianças mortas, mães chorando sobre os túmulos de seus filhos e mesquitas destruídas por bombas.

Já a camiseta com a frase "Um disparo, dois mortos", mostrando uma mulher palestina grávida sob a mira de um fuzil foi feita sob encomenda de um soldado israelense de uma unidade de "Snipers" (Atiradores de Elite) e hoje é uma das que mais faz sucesso entre os soldados de Israel.

Notem que na estampa há uma mulher grávida prestes a ser "abatida" por um soldado israelense, eles acham extremamente divertida a ideia de matar a mulher grávida e a criança ainda em seu útero pois afinal estão se livrando de dois palestinos de uma só vez.
Em declarações ao jornal, um soldado da brigada de infantaria Givati conta que os oficiais algumas vezes aprovam as impressões, mas que "nem sempre" podem escolher as frases e as imagens.

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Tue., March 24, 2009 Adar 28, 5769
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Israel Time: 16:47 (EST+7)

Haaretz israel news English

 


A T-shirt printed at the request of an IDF soldier in the sniper unit reading ‘I shot two kills.’

 

Dead Palestinian babies and bombed mosques

 

–Pois é…….

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado março 24, 2009 por heitordacosta em Os Criminosos

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Foto-Heitor

                                                              O Convescote 

 

           

 

Lula provou da mortadela made in Pernambuco

 

 

 

Presidente segura bandeja de mortadela

“Cumpanheiro cadê a Pitú?’.

 

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado março 24, 2009 por heitordacosta em Uncategorized

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Foto-Heitor

 

                                                                    Voto Brilhante e consciente

 

 

 

 

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu na noite de hoje a leitura de seu voto que pede a nulidade de todo o processo da ação que contesta a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

 

 

 

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Processo de demarcação de Raposa Serra do Sol deve ser anulado, defende ministro Marco Aurélio

Em extenso voto, com mais de 100 páginas, o ministro Marco Aurélio apontou inúmeras ilegalidades que teriam viciado o processo administrativo que resultou na portaria e no decreto presidencial de demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Para Marco Aurélio, a demarcação contínua da reserva, como estabelecida, é resultado de um processo “cujos elementos coligidos se mostram viciados”. “Sou favorável à demarcação correta. E esta somente poder ser a resultante de um devido processo legal”, afirmou.

Segundo ele, é um “paradoxo” considerar-se, para efeito de demarcação, a posse indígena reconhecida e preservada até a data da promulgação da Constituição de 1988 e, ao mesmo tempo, concluir-se pela demarcação contínua.

“Difícil é conceber o chamado fato indígena, a existência de cerca de 19 mil índios em toda a extensão geográfica da área demarcada – uma área doze vezes maior que o município de São Paulo, em que vivem cerca de 11 milhões de habitantes. Para mim o enfoque até aqui prevalecente soa desproporcional a discrepar, a mais não poder, da razoabilidade”, avaliou.

Sobre a suposta ofensa a tratados de direito humanos, caso a reserva venha a ser demarcada em ilhas, o ministro alegou não existir “um modelo demarcatório claramente definido, contínuo ou em ilhas”.

Para o ministro, é “imprópria a prevalência, a ferro e fogo, da óptica do resgate de dívida histórica, simplesmente histórica – e romântica, portanto, considerado o fato de o Brasil, em algum momento, haver sido habitado exclusivamente por índios”.

Apartheid

O ministro também teceu considerações sobre as limitações à liberdade de ir e vir de brasileiros na área da reserva, situação que, para ele, consistiria em um “verdadeiro apartheid”.

Marco Aurélio questionou como, em pleno século XXI, é possível se cogitar em isolar a população indígena. “O retrocesso é flagrante, não se coadunando com os interesses maiores de uma nacionalidade integrada.”

O fato de nem todas as comunidades indígenas existentes na área da reserva terem sido ouvidas no processo administrativo da demarcação também foi alvo de críticas dele.

Segundo o ministro, a necessidade de consulta de todas essas comunidades é “incontroversa”. Ele ponderou que “o estágio de aculturamento talvez tenha avançado de tal maneira que não mais interessa o total isolamento do povo indígena, de forma a viabilizar a vida como em tempos ancestrais”.

Outros vícios apontados no procedimento administrativo realizado para definir a extensão das terras indígenas foram as dúvidas quanto às razões de o laudo antropológico ter sido assinado por apenas um integrante do grupo técnico interdisciplinar e se todos os integrantes do grupo realmente tiveram ciência de que o integravam.

Títulos de propriedade

O ministro também ponderou que dados econômicos demonstram a importância da área para a economia de Roraima e a relevância da presença dos fazendeiros na região.

Ainda de acordo com ele, o processo de demarcação não poderia simplesmente desconsiderar situações devidamente constituídas, como títulos de propriedade reconhecidos como de “bom valor pelo Estado”. Marco Aurélio citou julgamento do STF que reconheceu existirem na região fazendeiros com títulos de propriedade de terras cadastradas pelo Incra.

Ele alegou que o Brasil poderá até ser levado a responder perante entidades internacionais se deixar de reconhecer a legalidade de títulos de terras determinadas por meio de processo judicial transitado em julgado. “Cumpre asseverar ser direito humano a proteção da propriedade privada.”

Fronteira

Outra ilegalidade apontada pelo ministro no processo administrativo de demarcação da reserva foi o fato de o Conselho de Defesa Nacional não ter se manifestado. Ele argumentou que a área de fronteira tem uma “importância fundamental” para a defesa do território brasileiro e, por isso, a participação do Conselho seria “imprescindível” diante da possibilidade de ocorrerem instabilidades na área da reserva, que se localiza em uma tríplice fronteira com a Guiana e a Venezuela.

Os ministros que já votaram entenderam que a decisão de não ouvir o Conselho não prejudicou o processo que resultou na demarcação. O ministro Marco Aurélio alega que “se o texto constitucional exige tal providência, esta deve ser respeitada em todas as ocasiões”.

Segundo ele, “[não se pode permitir] mácula no julgamento do Supremo, criando uma nuvem cinzenta sobre a não-observância do devido processo legal”.

Soberania nacional

Ao longo de seu voto, o ministro Marco Aurélio relacionou citações de chefes de Estado internacional defendendo a internacionalização da Amazônia e defendeu que o “pano de fundo” envolvido na demarcação da Raposa Serra do Sol é a soberania nacional, “a ser defendida passo a passo por todos aqueles que se digam compromissados com o Brasil de amanhã”.

Ele apontou como “preocupante haver tantos olhos internacionais direcionados à Amazônia” e citou autoridades, como o ministro da Justiça, Tarso Genro, segundo o qual organizações não-governamentais estimulariam índios a lutar pela divisão do território nacional.

Conclusão do voto

O ministro Marco Aurélio concluiu seu voto-vista pela nulidade da demarcação, fixando os seguintes parâmetros para uma nova ação administrativa demarcatória da área indígena:

a) audição de todas as comunidades indígenas existentes na área a ser demarcada;

b) audição de posseiros e titulares de domínio consideradas as terras envolvidas;

c) levantamento antropológico e topográfico para definir a posse indígena, tendo-se como termo inicial a data da promulgação da Constituição Federal, dele participando todos os integrantes do grupo interdisciplinar, que deverão subscrever o laudo a ser confeccionado;

d) em consequência da premissa constitucional de se levar em conta a posse indígena, a demarcação deverá se fazer sob tal ângulo, afastada a abrangência que resultou da primeira, ante a indefinição das áreas, ou seja, a forma contínua adotada, com participação do Estado de Roraima bem como dos municípios de Uiramutã, Pacaraima e Normandia no processo demarcatório.

e) audição do Conselho de Defesa Nacional quanto às áreas de fronteira.

 

-Vale a pena ler na íntegra o voto do Ministro Marco Aurélio acessando o site do STF.” O convite só é válido para quem é Cabeça Pensante e, brasileiro”.

-Mais, muito mais, eternamente-.   

Publicado março 21, 2009 por heitordacosta em OS ESPETÁCULOS