Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

Foto-Heitor  Trechos do meu livro DOSSIÊ

 

PRÓLOGO

É madrugada. O telefone toca insistentemente. Acordado procura enxergar o número do aparelho que está ligando, às três horas de uma fria noite de inverno. Não há nenhum registro no identificador de chamadas do meu telefone. Quem poderá ser? Será da redação? Resolvo atender: Alô! Uma voz de criança do outro lado da linha quer falar com o jornalista Daniel Dantas.

-É ele que está no aparelho.

-Alô, um momento.

-É a Priscila. Ligue para mim agora! Clic.

Este é o seu codinome dentro da organização. Ela é modelo internacional consagrada, top star, contratada com exclusividade pela grife ZOOM SANTÉ lingerie de paris. Seu verdadeiro nome é Justine Alcântara, mas seu nome artístico no mundo fashion é Fanny Girl. Justine pertence a uma tradicional família paulistana, principal exportadora de soja do país. Seu pai foi, num regime passado, embaixador nos Emirados Árabes. Ela era menina quando veio para o Rio de Janeiro morar com a sua mãe, condessa Van Helerit D`Gróis Gróis que estava separada de seu marido, o conde D`Gróis, exilado na Líbia.

Justine viveu e cresceu no mesmo bairro, na rua onde eu ainda moro. Lá também reside quase toda nossa turma, inclusive a Heleninha Junqueira Fontes, filha do desembargador Junqueira Fontes. Ela era amiga íntima de Justine e as duas estudavam na mesma faculdade. Faltava apenas um semestre para o término dos seus estudos e o início de uma promissora carreira advocatícia. Porém, o destino não quis assim; (no mesmo dia que a Heleninha foi presa no seu apartamento junto com a turma da facção Boi Voador, eram ali que eles realizavam suas reuniões, a mãe de Justine falecia. Num só dia ela teve duas importantes perdas).

Hoje, Priscila é a responsável, principal elo entre eu e o grupo. A prisão de sua íntima amiga leva-a a ingressar na luta contra o sistema opressor e manter uma vida dupla.

Já faz quase seis meses que tento entrevistar o Gedenílson, famoso, perigoso e o mais procurado agente subversivo G, mentor intelectual do (PNB) PARTIDO NIILISTA BRASILEIRO, que luta contra a DITADURA DO ÍNDICE DE AUDIÊNCIA. Todas as ações realizadas com objetivos de desestabilizar o terrível e nefasto regime na região sudeste são atribuídas a ele. Gedenilson Vieira Nonato, seu nome de batismo, agora identificado pelo -SIRAN- SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA E REPRESSÃO as ATIVIDADES NIILISTICAS como agente G.

Durante vinte anos Gedenilson viveu, morou e trabalhou no mesmo prédio, onde também morava sua madrinha Dona Dulce. Após a morte do desembargador Junqueira, que era viúvo, Heleninha herda o apartamento 703. Eu morava a uma quadra de distância do prédio. Às vezes, aos sábados, quando eu resolvia parar no bar do Veronis, via o Gedenilson por lá. Sempre me pareceu uma pessoa pacata.

Gedenilson ficou preso durante dois anos, incomunicável, nos porões da temida "CLÍNICA PSIQUIÁTRICA LOS CARACOLLES VIERDES CAMPOS" terrível cemitério de mortos vivos. Para esse lugar eram enviados os ativistas contestadores e simpatizantes do PNB. Poucos conseguiam resistir, porém, quase ninguém voltava de lá. Os meus contatos com Priscila eram feitos através de ligações em aparelhos públicos, por razões de segurança, e ela deve estar em algum ponto da cidade esperando a minha ligação.Vale a pena ir à rua agora, enfrentar este gélido vento sul na madrugada.

-Alô, Priscila como vai você?

-Que bom que você ligou Daniel! Serei breve. Vá amanhã ao bar do Veronis. Chegue lá às vinte e uma horas em ponto, peça uma bebida espere passar dez minutos, em seguida vá para o pátio em frente e sente-se à mesa. Espere, alguém fará contato com você. Clic tuu.

-Desligou sem se despedir.

 

Capitulo l

Às vezes imagino ver a Priscila desfilando nas passarelas, arrancando suspiros entre os aplausos da platéia fascinada pela elegância do seu caminhar, o menear dos seus quadris e, o seu olhar de soslaio e desprezo em direção ao público. Um metro e noventa e cinco de altura, 60 de cintura, um metro e vinte de pernas, 90 de quadris, 90 de busto, morena de olhos verdes. Maravilhosa e… Guerrilheira!

Ainda me lembro como se fosse hoje; durante uma quermesse em homenagem à santa Quiropita, Justine estava muito bonita, fazia nesse dia dezoito anos. Como sempre juntas, ela e Heleninha, estava próximo de um corredor, estreito, com pouca iluminação que mantinha toda sua extensão em penumbra e dava acesso à porta lateral da sacristia e ao adro. Esse local só era movimentado em dia de celebração de missas, eu acho que esse foi o fator preponderante que provocou o descuido em Justine na hora de abraçar e dar um longo beijo na boca de Heleninha no momento em que eu me aproximava delas. Atônito, segui em frente sem falar com elas quando Justine, rindo, dirigiu-se a mim perguntou. -Não fala mais com os pobres, ficou rico? Não lhe respondi. A minha decepção foi tão grande que eu só voltei a falar com ela depois do “estouro” de uma célula da facção do Boi Voador no apartamento e a prisão de Heleninha, quando já haviam passado dois anos".

Eu acho que este envolvimento, essas ligações não devem passar nenhuma conotação afetiva. Há sim interesses pessoais, profissionais de minha parte. Conseguir a entrevista com Gedenilson, realizando-a, estarei divulgando os ideais e as causas sociais defendidas pelo PNB, através de um dos seus principais líderes, será certamente um furo espetacular! Duro serei eu ter que explicar ao SIRAN como consegui encontrá-lo. Valia a pena prosseguir, apesar do risco ser enorme.

Capitulo II

À noite está muito fria. O termômetro digital instalado numa torre do mobiliário público da avenida principal registra cinco graus Celsius. O bar do Veronis faz parte, junto com outras lojas situadas no entorno de uma área aparentando ter uns cem metros quadrados onde são colocadas as mesas e cadeiras do comércio local; -três bares, uma padaria, duas lojas fechadas- do complexo comercial da faculdade de direito Doutor OCTAVIANO PINTO MENDES. Nesta época, inverno, e as atividades da faculdade suspensas pelo período das férias, lembram um pouco os bares de Quartier Latin. A nossa turma tinha por hábito, nos fins de tarde, se encontrar no bar do Veronis. Na parte externa tínhamos mesa cativa. O nosso grupo era formado por pessoas alegres, cabeças pensantes, advogados, músico, jornalista, empresário, técnico na área de informática, militares reformados, oficial da justiça, executivo da Embratel, funcionários da Rede Globo, artista plástico, professor, aposentado do INSS, funcionário da área da saúde todos presentes diariamente. Durante os nossos encontros vários assuntos eram abordados, não havendo nenhum que ficasse sem resposta. O conhecimento e a alegria de estarmos juntos enalteciam a nossa fraternidade.

São nove horas em ponto. O interior do bar abriga meia dúzia de retardatários, funcionários da faculdade, encarregado da limpeza do turno da noite. O lugar é pequeno, a noite alguns moradores do conjunto habitacional -Salvador Allende,- costumam ali comparecer. A maioria pertence ao segmento menos favorecido, são semi-analfabetos e por isso, embriagam-se com freqüência. O bar aparenta ter uns quarenta metros quadrados, quando você adentra, no seu lado direito encontra um balcão em forma de L que delimita o espaço de circulação do atendente para o cliente. Na parede que se encontra na lateral direita da entrada, há várias prateleiras que sustenta todo o arsenal químico etílico ali exposto à espera do supremo momento de ser consumido. Variado estoque para todos os gostos. A parede do lado esquerdo tem a sua frente três refrigeradores. Um pouco mais acima se encontra o televisor, no fim da parede um lavatório e um espelho, em frente os dois tradicionais banheiros. Paralelo a parede dos fundos há uma escada que liga o pavimento térreo com o piso superior onde estão instaladas a copa e a cozinha. Na frente, parte externa do lado esquerdo de quem entra, existe uma assadeira de alumínio que funciona alimentada por carvão, destinada a assar frangos. As mesas e cadeiras são colocadas na área externa.

Peço ao Veronis uma caneca de vinho tinto. Olho para fora do bar começa a cair uma chuva fina. Como irei sentar lá fora neste momento? Iria chamar a atenção das pessoas. O que eles iriam pensar? -Esse cara é maluco!- Mas se eu ficar aqui dentro, será que o meu contato virá ao meu encontro? O lugar marcado é lá fora. A chuva aumenta, agora não há condições de ir. Os funcionários da faculdade transformam sacos de lixo em capas improvisadas. Já se passaram dez minutos, lá fora não há ninguém. Os freqüentadores já foram embora. Só, fiquei eu e, o Veronis. Ele me diz que a noite está propícia para ficar em casa enrolado em um cobertor. Fico pensando; talvez, se houve duplo sentido, acho que ele gostaria de fechar o bar, e quer que eu vá embora. Lá fora, a área está completamente vazia, não há ninguém exceto uma pequena matilha, alguns cães estão envolvidos em uma disputa, -época do cio-, outros, seguem uma magra cadela, estrábica e manca. Despeço-me do Veronis e saio do bar. Caminho lentamente em direção ao meu carro. Agora, apenas uma úmida garoa molha meu rosto. O que será que aconteceu?

Foi uma noite mal dormida. Estou com os músculos das costas e dos braços doloridos. Talvez essa espera tenha ocasionado um estresse que me tirou o sono e provocou essa estafa. Nenhuma notícia de Priscila. O que terá produzido esse silêncio inoportuno? Tento relaxar, preparo um banho bem quente. Ligo o rádio para ouvir o noticiário vespertino. Em dado momento o noticiarista informa que o SIRAN havia feito uma intervenção no jornal A VOZ DO POVO ontem à noite. Num salto cobri a distância. -Um pequeno corredor- que separa o banheiro da sala. Transtornado, tento encontrar na secretária eletrônica alguma notícia de Priscila: Thummmmmmmmm. Nada! Resolvo ir à redação. Ao chegar no prédio que abriga as instalações do jornal, a redação as oficinas e o parque gráfico, o seu Antônio, velho amigo e porteiro a mais de trinta anos na empresa, veio ao meu encontro. Nervoso e falando em tom baixo me disse:

meu filho, tenha cuidado, eles estão lá em cima lhe esperando. Dei-lhe um abraço e entrei no elevador. A redação fica no terceiro andar. Em questão de segundos estou diante de minha mesa de trabalho. Sentado atrás dela, vejo um oficial do SIRAN. Eu não havia ainda entendido aquela situação em que me encontrava. Porém, algo me dizia que eu estava no epicentro de um furacão. Sendo assim, pensei; vou tomar a iniciativa. Posso saber o que o senhor está fazendo sentado na minha cadeira de trabalho?

-Estamos à sua espera já faz algum tempo, me respondeu ele.

Olhei em derredor; meu redator chefe, o Alírio, amigo de longa data, fiel parceiro nas noites de boêmia, cabisbaixo, a redação inteira parada e de pé, com exceção de uma senhora, -ela usava cabelos na tonalidade caju e ostentava um corte chanel-, só comparecia à redação três vezes por semana, ocasião que ”escrevia” uma coluna enaltecendo os programas apresentados pelo Sistema, na rede Planeta de Televisão que circulava de forma eventual, demonstrando estar procurando alguma coisa. Mais tarde descobriram que ela era um agente do SIRAN infiltrada dentro da redação.

-O que os senhores desejam?

-Senhor Daniel deverá nos acompanhar para que possamos esclarecer algumas dúvidas.

-Posso saber sobre o que?

-logo saberá, vamos.

-Súbito, vi-me cercado por quatro militares, todos com as patentes de oficiais em seus uniformes. Aparentemente não portavam armas. No caminho em direção ao elevador, o Alírio conseguiu falar após entrar na frente de um daqueles oficiais que me escoltavam; pediu-me que eu mantivesse a calma, pois já havia umas matérias prontas, contando sobre a minha ida forçada à sede do SIRAN, ela seria levada às bancas de jornal em edição extra, caso eu não voltasse no máximo dentro de quatro horas. Ele já havia providenciado tudo, até um advogado. Entramos no elevador, eu e os meus quatro acompanhantes. Na saída, antes de passar de fora para dentro do furgão, -era um carro caracterizado, de uma poderosa emissora de televisão-, ”Planeta,” percebo uma angústia no olhar do seu Antônio, preocupado comigo. Pensei; -menos mal, ainda há solidariedade-. Tentei acalmá-lo dirigindo-lhe um aceno, dizendo-lhe: será um breve passeio. Nesse instante sou empurrado para dentro do veículo, logo que ele começa a andar, recebo um violento soco no estômago, em seguida um capuz preto é enfiado em minha cabeça, os meus pulsos recebem um par de algemas. O homúnculo que me aplicou o soco foi justamente o que estava sentado em minha mesa de trabalho. Nunca irei esquecê-lo, sua imagem ficou gravada em minha retina.

 

O trajeto, imagina que tenha levado uma hora, apresentava muitas curvas, havia congestionamento, barulho de motores acelerando, sons repetidos de buzinas tocadas desvairadamente. Dentro do furgão foi mantido por eles um silêncio absoluto, até a chegada à sede do SIRAN à famosa clínica psiquiátrica Los Caracolles dos Vierdes Campos. O prédio, um casarão ostentando traços de arquitetura francesa original, embora ainda guarde em seu frontispício vestígios do estilo art decó, mantém funcionando podemos chamar parte social; -uma biblioteca, sala de musculação, piscina aquecida, salão de beleza, salão de festas e, uma boate.- Essas atividades têm sua área de atuação própria. Localizadas e separadas no interior central do imóvel.

Imponente, ele está erguido no centro de uma área medindo aproximadamente uns quarenta mil metros quadrados. A sua volta estão localizados os jardins, muitos bem cuidados e, um gramado com duas espécies de grama, com tonalidades diferentes, apresentando em uma parte um verde musgo e na outra, uma verde piscina. Desenhos feitos com flores silvestres apresentam formas geométricas. Fileiras de palmeiras e flamboyants ornamentam as laterais das aléas por onde passeiam os pacientes da clínica. As atividades ”sociais e clínicas” desse lugar servem como maquiagem aos verdadeiros propósitos, o confinamento de presos e, seqüestrados políticos, para ali conduzidos. O público que ali comparece, pertence às elites dominantes, associações e organizações de extrema direita, identificados com o sistema . A maioria, alienada, sequer sabia ou desconfiava que os porões úmidos e sombrios fossem câmaras de tortura.

A propriedade imóvel tem quatro pavimentos: o térreo abriga as atividades burocráticas e uma recepção que controla os acesso a uma área reservada (os porões). A outra entrada independente, lateral, ela conduz ao primeiro andar , aonde várias salas abrigam as atividades sociais. No segundo andar encontram-se as salas e gabinetes. Nesse lugar, falso ”médico” e, seus superiores, agentes disfarçados atendem os internos, (presos políticos.) Os dois últimos andares são destinados às enfermarias e quartos especiais dos pacientes ali internados. A maioria telespectadora obsessiva parenta de funcionários do alto escalão do governo, portadores de necessidades especiais; distúrbios emocionais, dependência química, esquizofrenia, idolatria, problemas neuro vegetativos, psíquico somático, descoordenação motora, alienação.

Na parte dos fundos da clínica há um heliporto e próximo dele um prédio de dois andares, com paredes laterais lisas, sem janelas, todo em concreto. Sua arquitetura é semelhante a um bunker. O acesso ao seu interior é feito através de uma única entrada. Para ingressar neste lugar o visitante é obrigado antes se submeter a uma rigorosa sabatina e minuciosa revista; (os agentes de segurança haviam sido treinados pelos temidos agentes do Mossad.) As visitas, raras, só acontecem quando o ”interno” tem grande expressão, política, social ou religiosa, em nível nacional e internacional e, a cobertura da ala progressiva da igreja.

A recepção também controla uma passagem secreta que liga a ante-sala do prédio, ”centro de triagem” aos porões da clínica. Os presos assim que chegavam, eram conduzidos para esse prédio e colocados nesta sala de espera. Os primeiros contatos com seus inquiridores eram feitos ali. No andar de cima há celas. Às vezes acontecia do preso primeiro ir para este lugar e ali ficar por tempo indeterminado. A tal tortura psicológica.

Nos fundos do pavimento térreo, dentro da área reservada, fica o necrotério. Ali existe uma sala, nela há uma passagem secreta, que leva à base do heliporto. Os interrogatórios acontecem nos subterrâneos da clínica. Nesse lugar, equipamentos modernos dão suporte a realizações de experiências, associados à imaginação torpe da mente humana. Alguns métodos herdados de épocas remotas, usadas pelos senhores da barbaria , Império Romano, as Cruzadas, Inquisição, Nazismo, Traficantes de drogas, Milícias e outros, modernos, tendo o apoio de certos profissionais da área de saúde, e a supervisão de agentes internacionais especialistas em técnicas eficazes, tornam infalível os meios de convencimento.

Um toque de buzina, em seguida o furgão para. Logo sou seguro por um dos meus acompanhantes e retirado para fora. Escuto vozes. Parece-me que são várias pessoas, algumas cantam músicas usadas em comerciais de produtos que patrocinam e mantém o sistema, outras, entoam cânticos evangélicos e músicas do programa da rainha. Mais tarde soube que aquelas pessoas ali internadas eram familiares dos diretores de emissoras de Rádios, Televisões e Jornais, que colaboram com os sistemas e que ali se encontram em tratamento. As vozes foram sumindo até não ser mais possível ouvi-las. Nos distanciamos do local. Andamos pari passu mais um pouco e, paramos bruscamente. Uma voz anasalada anuncia: -missão diamante retornando. Em seguida um som igual a esses emitidos por máquinas de caça níqueis quando dão prêmio (é a senha para abertura da porta.) Reiniciamos a caminhada. A temperatura baixa me faz entender que estamos em um recinto fechado. Subimos alguns degraus, consigo mentalmente contar, vinte e um. O silêncio é quebrado pelo barulho das solas dos coturnos dos sicários de encontro ao piso. Paramos novamente. Em seguida escuto; pessoas se afastam um ranger de porta e logo depois a batida de um ferro na porta. Um silêncio sepulcral ocupa todo o ambiente. Anuncia o início da minha solidão.

Neste lugar frio e úmido,

A terra treme.

Galinha cisca pra frente,

chique chique seca

macambira morre.

Juriti não consegue soluçar.

-Mais, muito mais, eternamente-

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Publicado fevereiro 23, 2009 por heitordacosta em Livros

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