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Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

  • Foto-Heitor
  •                                        Ainda há uma luz no fim do tunel.
  • El ganador belga del euromillón regala por Navidad la mitad de su premio a los pobres

El benefactor consiguió el pasado 12 de diciembre 7,5 millones de euros

EFE – Bruselas – 25/12/2008

 

Un ganador del último sorteo del Euromillón residente en Riemst, en el este de Bélgica, ha donado 3,75 millones de euros a las familias necesitadas de su localidad, informan hoy los medios locales.

"Papá Noel vive en Riemst", titula el diario flamenco Het Laatse Niews en su número navideño.

El inesperado bienhechor ganó el 12 de diciembre en el sorteo de la Lotería europea la confortable suma de 7,5 millones de euros y ha anunciado que donará la mitad al Centro de ayuda social de su municipio, para que lo distribuya entre los desheredados.

Según el diario local Belang van Limburg, se trata de un hombre soltero, de unos 50 años, padre de dos hijos, que también habría conocido en el pasado la necesidad.

 

-Mais, muito mais, eternamente-

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Publicado dezembro 26, 2008 por heitordacosta em FRATERNIDADE

Cabeças Pensantes atentem e vigiem – Merry Christmas? –   Leave a comment

 
 
 
         Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                          O Cardápio 
" Numa tarde multiracial os garçons e o copeiro vestiram dolman com abotoamento duplo: um mulato, um meio louro, um moreno e um criolo de colônia francesa.
Os pratos; 

Porquinho a pururuca, moqueca de camarão servida em abóbora moranga, picanha importada de Mato grosso , farofa de dendê, peru natalino de pernas para o ar, com farofa de miúdos, salada de camarão VG, salada de folhas verdes linguicinha de Xapuri………;;;;;;’

Esse o cardápio do almoço oferecido por Betty a Carla Bruni". ( Fonte Hildegard Angel).

Quanto o resto do mundo …………………

 
 
           
 –
                                                                                             – Merry Christmas
-Mais, muito mais, eternamente-.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Publicado dezembro 24, 2008 por heitordacosta em CRIME

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

Foto-Heitor               A Indiferença   

 

  

E o de marfim peão mais avançado
Pronto a comprar a torre.
Meus irmãos em amarmos Epicuro
E o entendermos mais
De acordo com nós-próprios que com ele,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como passar a vida.
Tudo o que é sério pouco nos importe,
O grave pouco pese,
O natural impulso dos instintos
Que ceda ao inútil gozo
(Sob a sombra tranqüila do arvoredo)
De jogar um bom jogo.
O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas                                   
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.
A glória pesa como um fardo rico,
A fama como a febre,
O amor cansa, porque é a sério e busca,
A ciência nunca encontra,
E a vida passa e dói porque o conhece…
O jogo do xadrez
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco
Pesa, pois não é nada.
Ah! sob as sombras que sem qu’rer nos amam,
Com um púcaro de vinho
Ao lado, e atentos só à inútil faina                         Growing-up in Haiti
Do jogo do xadrez
Mesmo que o jogo seja apenas sonho
E não haja parceiro,
Imitemos os persas desta história,
E, enquanto lá fora,
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida
Chamam por nós, deixemos
Que em vão nos chamem, cada um de nós
Sob as sombras amigas
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez
A sua indiferença.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado dezembro 23, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- Reflexão sobre a História   Leave a comment

           
                         Cabeças Pensantes atentem e vigiem

                                                                   

                                                      PANO DE FUNDO HISTÓRICO – RELIGIOSO DO NATAL

Estamos a poucas horas de uma importante data, 25 dezembro. Dia em que se comemora em quase todo mundo o nascimento do menino Jesus. Com o passar do tempo esse dia, que antes era de reflexão confraternização, passa se chamar dia de Natal, dia da chegada não, do Redentor, mas do bom velinho Papai Noel. Aquele que trará presentes, sorrisos e felicidades. Dará aos comerciantes boas vendas grandes lucros, tudo por obra e graça do Papai Noel figura que em outra época era apenas coadjuvante.

Mas, essa data vista pelo cunho histórico apresenta outra controvérsia. Sem intenção de querer criar sensacionalismo, a apresentação deste fato revela outra origem da celebração do Natal conforme é praticada hoje em dia pelo mundo ocidental.   

Vejamos;

Não existe nenhuma evidência histórica que mostre que os primeiros seguidores de Yeshua ("Jesus"), que eram chamados netzarim, no primeiro século, nem os cristãos que vieram depois, antes do século quatro, celebraram o Natal durante o mês de Dezembro e muito menos que tenham separado a noite do dia 24 como "Noite de Paz" ou "Noite Feliz" e o dia 25 como a data do nascimento de Yeshua ("Jesus"). Se isto é assim, como surgiu esta festividade? Quem a estabeleceu? Como foi estabelecida e por que razões?

Vamos tomar aqui o depoimento de um sociólogo venezuelano, Axel Capriles M., publicado no principal jornal da Venezuela, "El Universal", em 23 de Dezembro de 1996, que afirmava o seguinte "A celebração do Natal no mês de Dezembro é uma perspicaz mostra da sabedoria e o virtuosismo da igreja Católica no manejo hábil e prático das emoções ligadas ao fundo pagão da alma humana. Nos evangelhos não identificamos dia do nascimento de Cristo e os primeiros cristãos não celebravam o Natal. No calendário Juliano aparece o 25 de Dezembro como o dia do solstício de inverno… tempo no qual se celebrava em Roma o nascimento do Sol… no Egito também se celebrava. Era simbolizado por uma virgem que dava a luz uma criança em Dezembro e estava vinculado ao festival popular do nascimento do deus Hórus e sua mãe Isis. Os adeptos destes cultos se fechavam em templos escondidos e à meia-noite gritavam: "A virgem deu a luz". Na Síria, as celebrações eram bastante parecidas e se mostrava uma criança, recém nascida à multidão. A virgem mãe era uma forma da deusa semita Astarte. Os cultos solares e de fertilidade do solstício de inverno encontrados no Mediterrâneo e no Oriente Médio, apareciam também na Europa central e nórdica. A penetração das religiões solares em Roma se deu, principalmente, através da tremenda Popularidade que obteve em todo o Império Romano uma velha divindade persa: o deus Mitra.

Sendo Mitra uma divindade solar, identificada com o Sol Invencível, seu nascimento caia em 25 de Dezembro. Alguns historiadores afirmam que a extensão da adoração solar sucedeu durante o reinado do imperador Heliogábalo (218-222), fixando-se o 25 de Dezembro como data para a celebração do nascimento do astro inconquistável. As festividades não só expressavam as aspirações mitráicas de pureza moral e imortalidade, senão que incluía toda a magia, a sexualidade, o êxtase orgiástico e a instintividade das práticas rituais da religião de Emesa. Em todo caso, é provável que tenha sido durante o Governo do imperador Aureliano (270-275) que se estabeleceu a data de celebração do festival pagão "NATALIS SOLIS INVICTI" o qual seria mais tarde transformado no "NATALIS CRISTI".

A religião mitráica foi, durante muito tempo, um dos principais rivais do cristianismo primitivo. O conflito de interesse e o enfrentamento entre estas duas religiões insurgentes mantiveram-se durante longo tempo em eqüitativo balanço. Contudo o povo cristão costumava assistir os festivais solares e eram movidos emocionalmente por seus rituais. Com uma agudeza psicológica extraordinária e um sentido prático admirável, os doutores da igreja se deram conta do poder de atração que o simbolismo, os rituais e as celebrações do nascimento do Sol invicto exerciam sobre a alma humana. Com o objetivo de capturar e canalizar as tendências inconscientes da população e como fórmula para transferir a devoção dos pagãos… a igreja cristã escolheu o fim da Saturnália como data do nascimento de seu fundador. Durante o período que hoje chamamos de Natal, os romanos festejavam a "Saturnália" (17-24 de Dezembro) e a "Kalandae" (1º de Janeiro). Nesta última festa, os cidadãos do império costumavam distribuir e intercambiar presentes, chamados "strenae", como presságio e sinal de boa fortuna… a prática ritual se originava na crença antiga de que, durante esta época os espíritos e demônios saíam para castigar ou premiar os humanos…

A igreja do oriente absorveu esta comemoração como sendo o "Dia da Circuncisão do Senhor, pois de acordo com a Torah judaica, o varão deve ser cincurcidado após oito dias de nascido, assim eles conciliavam com o dia 25 de Dezembro, alegada data de nascimento de Jesus, os cristãos egípcios tinham começado há considerar o dia 6 de Janeiro como o dia do Natal. A igreja do Ocidente nunca aceitou essa data e foi a princípios do século IV que a igreja decidiu adotar o 25 de Dezembro como a verdadeira data de nascimento de Jesus. Na igreja Oriental, o costume foi adotado posteriormente, introduzindo-se em Antioquia no ano de 325 aproximadamente. O motivo que levou os pais da igreja a transferir e fixar a data da celebração do Natal foi à necessidade de contra atacar e competir com as famosas e muito populares festas pagãs celebradas nesse mesmo dia". (fim da citação). Por outro lado, não somente a religião pagã do Império Romano celebrava estas festividades, senão que por sua vez, os romanos a herdaram dos persas.

Os descobrimentos arqueológicos mostram que no oriente próximo e no distante, tanto os persas como os árabes e os orientais, celebravam o nascimento do deus MENI, associado com a Lua, de onde procede ao dito de "o homem da Lua" ou "a cara da Lua." O Mitraísmo tinha dois dias sagrados: o primeiro dia da semana (Domingo), que veio a ser reconhecido como "o venerável dia do Sol", no lugar do Sábado (shabbath) Bíblico e 25 de Dezembro, conhecido como "Dies Natalis Solis", ou seja, "O Nascimento do Sol". Assim que, no império Romano se celebrava estas três festividades:

-Fonte: Mps bem Yacov.

-Mais, muito mais, eternamente-. 

                                                                    

Publicado dezembro 22, 2008 por heitordacosta em FRATERNIDADE

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       Foto-Heitor           Cabeças Pensantes atentem e vigiem

 

                                                                    O Precursor do Iluminismo 

 

FÉNELON (François de Salignac de la Mothe)

 

Introdução

Fénelon nasceu (ou foi batizado) em 6 de agosto de 1651 no Chateau de Fénelon (Périgord – França) e desencarnou em Cambrai em 7 de janeiro de 1715. Sua família era da nobreza, ilustre nas armas e na diplomacia, mas empobrecida. Sendo um dos filhos menores, seguindo um costume da época, ele foi destinado para a carreira eclesiástica e diz-se que começou seus estudos no colégio dos Jesuitas em Cahors. Continuou os Estudos junto aos Jesuítas em Paris e manteve contatos com o seminário de Saint-Sulpice.

             

Na sua existência terrena foi um orador, escritor e prelado frânces de grande influência. É considerado um precursor do Iluminismo e na pedagogia propôs idéias que seriam desenvolvidas por Rosseau e Pestalozzi. Contemporâneo de Luis XIV (5 de setembro de 1658 – 1 de setembro de 1715), o "Rei Sol", viveu o apogeu do Antigo Regime frânces. Foi preceptor do filho mais novo do rei e herdeiro do trono, o Duque de Borgonha, que desencarnou em 1712 sem chegar a assumir o trono. Suas obras são reeditadas na França até nossos dias e continuam a ser estudadas nas escolas como veículos para compreender a antiguidade clássica, a moral e as regras da arte de escrever. Jacques Le Brun, apresentando o volume com as obras Completas de Fénelon, diz que há em seus textos uma elegância inimitável, uma discreta sensibilidade pela beleza e uma harmonia entre a herança cultural e o moderno.

Como espírito, fez parte do grupo que acompanhou Kardec na Codificação Espírita. Assinou juntamente com outros espíritos ilustres o "Prolegônemos" de "O Livro dos Espíritos" e mensagens suas foram publicadas nas obras básicas e na Revista Espírita.

Fénelon se torna conhecido

Fénelon em muitos aspectos foi um homem de seu tempo, nascido em uma época e país onde a religião tinha uma importância para a vida das pessoas que é dificil de ser compreendida em nossos dias, foi Católico sincero. Mas defendeu o Catolicismo com eloquência, nunca com fanatismo, os sermões que restaram e os escritos que deixou mostram uma argumentação bem montada, sempre na busca do esclarecimento do ouvinte e nunca atacando-o. Neste aspecto pode-se dizer que destou de seus contemporâneos, pois enquanto governos e os povos ainda matavam pelas diferenças religiosas, a tolerância com os que tinham idéias diferentes da sua e a afabilidade com todos com que lidava foram traços marcantes de sua personalidade.
No século XVIII, antes da Revolução Francesa (1789), a Igreja era o único lugar onde a multidão podia ouvir grandes oradores. Existiam os sermões de quaresma, as grandes festas e os elogios fúnebres. O historiador Jacques Wilhelm (WILHELM, 1988) observa que enquanto as almas simples procuravam sobretudo as verdades da religião e uma exortação ao bem, as pessoas cultas buscavam também a perfeição da linguagem e a riqueza das idéias.

Fénelon, já no começo de sua carreira eclesiástica, chamou a atenção pela beleza e perfeição de seus sermões e foi nomeado em 1678 para diretor do "Institute des Nouvelles Catholiques" (Instituto dos Católicos Novos). Este instituição buscava reeducar na religião Católica as jovens de familias protestantes que haviam se convertido ao Catolicismo. Suas experiências pedagógicas o levaram a escrever em 1681 o livro "Traité de l’éducation des filles" (Tratado sobre a Educação de Meninas). Essa experiência lhe trouxe alguns problemas, pois a moderação com que tratava os protestantes e a recusa em impor aos convertidos práticas devocionacias exageradas ou desnecessárias,  provocou inimizades e acusações de simpatia pelo Jansenismo.

Em 1685 ele escreveu uma obra teológica em refutação ao Jansenismo. Esta corrente religiosa defendia posições diferentes das adotadas pelo Catolicismo na relação do "Livre Arbitrio" e da "Graça Divina" com a questão da salvação humana. O livro se chamava le "Traité de l’existence de Dieu et de la réfutation du système de Malebranche sur la nature et sur la Grâce" (Tratado sobre a existência de Deus e de refutação ao sistema de Malebranche sobre a Natureza e a Graça).

Neste ano ele também viajou algumas vezes em missão de pregação. Luis XIV foi o responsável por estas viagens. Ele revogou o Édito de Nantes promulgado pelo rei Henrique IV em 13 de abril de 1598 que reconhecia os direitos religiosos e políticos dos protestantes na França e, entre outras medidas para convertê-los ao Catolicismo, enviou oradores brilhantes em missões de pregação pelas provincias onde eles tinham grande representatividade.

A reação imediata ao fim da tolerância limitada garantida pelo Édito de Nantes foi a migração em massa dos Huguenotes (como eram chamados os Protestantes franceses) para outros países da Europa e para a América. Cerca de 300.000 deixaram a França nessa época. Cultos e laboriosos, sua saída trouxe consequências graves para a economia francesa e, em conjunto com as continuas guerras travadas contra outras potências européias, agravou a miséria no campo e nas cidades.

O Quietismo e a Corte

Em 1684 chegou na França uma nova querela teológica a partir de uma doutrina pregada por Madame Guyon (Jeanne Marie Bouvier de La Mothe-Guyon, 13 de abril de 1638 – 9 de junho de 1717). Extremamente piedosa, ela tinha visões desde os 5 anos de idade e expôs suas idéias em uma obra de 1684 intitulada "Moyen court et très facile pour l’oraison" (Meio rápido e simples para orar). Ela era adepta do "Quietismo", movimento iniciado pelo teólogo espanhol Miguel de Molinos (nasceu em 1628 e morreu em Roma, na prisão, em dezembro de 1696). O Quietismo era assim chamado porque valorizava o estado de quietude interior e confiança em Deus em detrimento das práticas exteriores e da liturgia. É muito semelhante com as idéias de Juan de La Cruz (1542-1591) e de Teresa de Jesus (1515-1582). O Quietismo foi condenado como heresia em 1687 pelo Papa Inocêncio XI (1676-1689) na bula "Coelestis Pastor".

Fénelon é apresentado a Madame de Maintenon, casada secretamente com Luis XIV, em 1688 e se torna seu conselheiro espiritual. É através de Madame de Maintenon que ele toma conhecimento das idéias de Madame Guyon, vindo a conhecê-la no inverno de 1688-1689. As idéias de Madame Guyon causam profunda impressão a Fénelon e durante os anos seguintes ele mantem correspondência com ela.

Em 1689 Fénelon é indicado para preceptor do herdeiro do trono, que estava então com sete anos de idade, e inicia nova etapa em sua vida. É uma fase fecunda, em que escreve suas principais obras literarias e em que exerce sua maior influência política e religiosa. Principalmente ele procurou formar moralmente o herdeiro real, orientando-o para que se tornasse um bom governante.
Em 1693 ele foi admitido na Acadêmia Francesa. Para a instrução de seu aluno real ele escreve a partir de 1694 "les Dialogues des Morts" (Os Dialogos dos Mortos), "les Fables" (as Fábulas) e os contos que compõe "Les Aventures de Télémaque, fils d’Ulysse" (As aventuras deTelemáco, filho de Ulisses). Esse período brilhante da vida de Fénelon atinge seu apogeu em 4 de fevereiro de 1695 quando ele foi nomeado Arcebispo da diocese de Cambrai.

Os problemas políticos e o Banimento

A situação de Fénelon começa a se reverter quando ele se opõe a Bousset – uma das principais vozes do episcopado francês no reinado de Luis XIV – na questão do Quietismo e escreve um texto em defesa de Madame Guyon, "Explication des maximes des saints sur la vie intérieure" (Explicação das máximas dos santos sobre a vida interior – 1697) que acaba sendo condenado pelo Papa Inocêncio XII. A pregação de Fénelon também começa a gerar inqueitação na corte e nos meios religiosos, sua defesa das idéias quietistas gera uma efervescência espiritual que é mal vista pela hierarquia da Igreja.
O Catolicismo era a religião de estado na França do Antigo Regime e os dois poderes, o civil e o eclesiástico exerciam um controle rigoroso das consciências. A Igreja prestava serviço ao poder político legitimando-o e apoiando a ordem estabelecida de todas as formas e, por outro lado, a monarquia a defendia, mantendo-lhe os privilégios e reprimindo com todo rigor quem se afastasse dela. Assim religião e a política estavam de tal forma ligadas no reinado de Luis XIV que Madame Guyon acabou sendo considerada inimiga do estado e presa em 1698. Por acreditar que era possivel ligar o ser humano a Deus diretamente, sem intermediação da Igreja, permaneceu 5 anos encarcerada na Bastilha e depois foi banida para Blois.

Como dito acima, Fénelon ao escrever a obra Telêmaco criou um verdadeiro programa de educação moral para seu aluno. O objetivo da obra era formar-lhe o caráter para que, ao assumir o trono, fosse um bom governante, sem fanatismos e preocupado com o bem estar do seu povo. O problema é que assim que em 1698 começaram a circular na corte as primeiras cópias do texto, Luis XIV a viu como uma critíca direta a seu comportamento e a sua política.

Em janeiro de 1699 Fénelon foi afastado de seu cargo de preceptor do herdeiro ao trono. Em maio de 1699, quando Telemáco é publicado, Fénelon é  banido da Corte. Aceitando com humildade o revés em sua situação retirou-se para sua diocese. A partir de então viveu uma vida regular e austera, ritmado pelas visitas as paroquias de sua diocese, as suas predicações e homilias aos seminaristas. Ao redor de Fénelon ficaram a familia e os amigos. Deu conselhos políticos aos que o procuraram nas crises por que passou a França nos últimos anos de Luis XIV, mas o rei não lhe permitiu jamais voltar a Paris e recusou todos os pedidos que lhe foram feitos neste sentido.

Desencarnou em 1715 deixando muitas obras – em geral sobre assuntos políticos, de educação e de religião – e a fama de homem de bem que persiste até nossos dias.

Fénelon – Espírito

As mensagens de Fénelon, registradas nas obras básicas e na Revista Espírita, mostram que a formação moral do homem terrestre continua sendo o centro de suas atividades. É o educador e conselheiro, profundo conhecedor do ser humano, que com sua característica benevolência segue trabalhando  no plano espiritual. Transcrevemos abaixo a resposta de Fénelon à questão 917 do Livro dos Espíritos  (tradução de J. Herculano Pires, edição FEESP):

Qual é o meio de se destruir o egoísmo ?

De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de desenraizar é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria, da qual o homem, ainda muito próximo da sua origem, não pode libertar-se. Tudo concorre para entreter essa influência; suas leis, sua organização social, sua educação. O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a vida material, e sobretudo com a compreensão que o Espiritismo vos dá quanto ao vosso estado futuro real e não desfigurado pelas ficções alegóricas. O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, as usanças e as relações sociais. O egoísmo se funda na importância da personalidade; ora, o Espiritismo bem compreendido, repito-o, faz ver as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma perante a imensidade. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, ele combate necessariamente o egoísmo.

É o contato que o homem experimenta do egoísmo dos outros que o torna geralmente egoísta, porque sente a necessidade de se pôr na defensiva. Vendo que os outros pensam em si mesmos e não nele, é levado a ocupar-se de si mesmo mais que dos outros. Que o princípio da caridade e da fraternidade seja a base das instituições sociais, das relações legais de povo para povo e de homem para homem, e este pensará menos em si mesmo quando vir que os outros o fazem; sofrerá, assim, a influência moralizadora do exemplo e do contato. Em face do atual desdobramento do egoísmo é necessária uma verdadeira virtude para abdicar da própria personalidade em proveito dos outros, que em geral não o reconhecem. É a esses, sobretudo, que possuem essa virtude, que está aberto o reino dos céus; a eles sobretudo está reservada a felicidade dos eleitos, pois em verdade vos digo que no dia do juízo quem quer que não tenha pensado senão em si mesmo será posto de lado e sofrerá no abandono. (Ver item 785).

 

FÉNELON

ARNAULT e LANCELOT, 1992
FÉNELON, 1983
FILHO, 1976
KARDEC, 1995
WIKIPEDIA, 2006
WILHELM, 1988

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ARNAULT e LANCELOT. Gramática de Port-Royal. Tradução de Bruno Fregni Bassetto e Henrique Graciano Muracho. São Paulo: Martins Fontes, 1992. (Este livro traz uma boa introdução sobre o Jansenismo).

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-Mais muito mais eternamente-

Publicado dezembro 18, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- Assim caminha a Humanidade-   1 comment

 
 
          Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                            Assim caminha a Humanidade
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Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Assim caminha a Humanidade,

O mar da cor verde piscina apresentava calmas maretas. O céu azul, limpo, imensamente lindo! Eu estou sentado em um banco em frente ao parque Garota de Ipanema e, a praia do Arpoador.

É primavera, a população afluiu em massa. Encontro-me em estado contemplativo. Aprecio e admiro a manifesta obra. Em dado momento vejo a figura de um homem aparentando ter idade, 60 anos presumíveis. O seu corpo um pouco encurvado, com passos curtos arrastados, aproxima-se lentamente de onde estou.

Percebo que soluça, um choro abafado, sofrido. Levanto a sua frente. Pergunto se está precisando de ajuda, de cabeça baixa, não responde. Seguro seu braço e convidou-o a sentar-se no banco. Olhando seu rosto, agora mais próximo, percebo rugas profundas. Seus olhos estão fixos no infinito. Tento imaginar porque chora uma pessoa daquela idade, em uma linda manhã de primavera.

Subitamente virando-se em minha direção começa falar;

-minha mulher está com câncer. Ela tem 62 anos, é mais velha do que eu dois anos.  Nós estamos casados há 40 anos, não temos filhos e nem parentes, neste mundo apenas eu e, ela.

Faz uma pausa, olha para o chão e recomeça chorar. Tento fazer algo que possa melhorar aquele momento, procuro fazer que tenha esperança, a medicina e seus modernos meios, conhecimentos, equipamentos, remédios, pesquisas, médicos, tem ajudado muito. Vários casos, alguns gravíssimos obtiveram melhoras.

Neste momento sou interrompido. Segurando minha mão, ele fala: -Esse é justamente o problema. Para ter acesso a esse recurso de elite é preciso ter dinheiro. Isso só lhe dá como alternativa vender o apartamento, seu único patrimônio. Porém uma cruel dúvida lhe aflige. E depois tomada à decisão de vender o apartamento, o inevitável acontecer; sua mulher morrer?

-Meu Deus! Então entendi a razão de sua angústia. Para ele o bem material seria melhor escolha, mas, e a companheira de tantos anos? Atordoado mantive-me calado. Lentamente ele levantou-se e sem dizer mas nada, recomeça sua caminhada.

Percebo que os meus olhos estão marejados, é preciso dar um mergulho.  

-Mais, muito mais, eternamente-

 

 

 

 

 

 

 

      

Publicado dezembro 17, 2008 por heitordacosta em Saúde e bem-estar

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- O mundo em que vivemos-   1 comment

 O mundo em que vivemos-         
 
                 Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
 
 
 

O mundo em que vivemos

Dois fatos que revelam o caráter (?) do ser humano nos dias de hoje. O primeiro, mais que lamentável é absurdo, é cruel. Trata-se do desvio, (roubo) das doações as vítimas das enchentes em SC, por alguns elementos componentes do exército brasileiro-soldados-.

A valorosa Instituição Exército brasileiro, tem desempenhado importante missão ajudando a população atingida pela catástrofe, ao lado de outros órgãos. Porém, esses saqueadores aproveitando a ocasião-graças à Deus-, foram descobertos, revelando o lado obscuro da psique, o desprezo pela solidariedade a vida humana.

No tempo que eu era militar havia um ritual-expulsão-, que servia de punição para certos casos considerados desvios de conduta. O transgressor ficava a frente da tropa formada. O seu ato anti-social era tornado público, – com presença da imprensa-.

A parte mais triste; após a leitura da quarta parte do RDE, -justiça e disciplina- o militar-ainda-, tinha a sua farda arrancada do seu corpo. –por baixo da farda, vestia roupa de paisano- e, era entregue a uma equipe da policia civil ali presente, conduzindo-o para detenção. Conforme o delito levava ainda uns tabefes.

Pode parecer nos dias de hoje que tal prática, seria um ato lesivo aos direitos humanos, entretanto, naquela época havia respeito moralidade e ética, e os desvios em número irrelevante, era fato quase inusitado, não uma pratica constante.

 

 

O outro fato seria cômico se não fosse trágico. É do iraquiano atirador

de sapatos, que num instante de lucidez, de revolta e, coragem, não resistiu à ironia –a chalaça- de o abjeto ser bush, – assim mesmo letras minúsculas-, que ao se despedir ofereceu o famoso beijo. –Não igual ao do Iscariote, ainda há controvérsia-, porém deste Cérbero, é puro asco.

É tripudiar de mais de um povo de uma nação. As autoridades -os fantoches- obrigadas prevêem uma pena de 15 anos de prisão para o “perigoso Terrorista”. Seu crime foi atirar sapatos em direção dessa coisa pestilenta, – infelizmente sem atingi-lo-.

A essa hipotética vítima de um “terrível atentado” que é o responsável pelo processo de destruição e de atrocidades cometidas injustamente contra países, recebe aplausos e sai livre leve e solto. Assim caminha a Humanidade. VADE RETRO. VÁ ……..

– Mais, muito mais, eternamente-

 

 

 

 

 

    

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Publicado dezembro 16, 2008 por heitordacosta em noticias e opinião