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Foto-Heitor          As Relações Igreja – Estado  

 

 

 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

AS relações Igreja-Estado

O Brasil assinou durante a visita do Presidente Da Silva ao Papa Bento XVI no Vaticano, o acordo Brasil-Santa Sé sobre o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil. Sendo um tratado internacional, como tanto firmado pela Santa Sé inclusive com países muçulmanos, disciplina os principais aspectos da relação da Igreja Católica com Estado brasileiro.

Esse Tratado firmado entre a Santa Sé e o Brasil, provocou em parte da mídia brasileira e entre algumas personalidades, reações contrárias, por entenderem que o acordo afeta a laicidade do Estado.

Ao contrário, pois Estado Laico que reconhece o fator religioso como componente constitutivo das sociedades humanas, não se confunde com “Estado Ateu”, que rejeita toda manifestação religiosa, fincado numa concepção materialista do homem e da sociedade, como escreveu o ministro do TST Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra da Silva Martins Filho.

Entre os muitos pontos de grande importância o reconhecimento do ensino religioso seja ele católico, como de outras confissões religiosas nas escolas públicas do ensino fundamental.

Esta forma de ensino que podemos chamar “pluriconfessional” está plenamente em sintonia com quanto previsto pela Constituição Federal, Art.210. E pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Art.33. O atual Art.210 da Constituição Federal de 1988 determina: ”O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

Nós estamos vivendo uma fase de total aleamento do Divino. As atividades profanas se apresentam por toda parte, ora pintada de purpurina, ora com sua horrenda face. A falta de uma aproximação, de uma relação, reconhecimento, provoca o esfacelamento moral e ético. A vida material é voltada apenas aos prazeres da carne. O abandono do divino transforma o homem em uma besta.

Os problemas ligados à violência e ao envolvimento de menores no mundo do tráfico e do crime dependem, entre outras causas, da falta de uma formação, de uma identidade, de uma visão da vida que eduque ao respeito de si e dos outros escreveu D.Filippo Santoro, bispo de Petrópolis.

Devemos neste momento refletir sobre as palavras recentemente pronunciadas por Nicolas Sarkozi presidente da República da França, nação que sempre foi “porta bandeira” do principio da Laicidade do Estado.

“Desejo o advento de uma laicidade positiva, ou seja, uma laicidade que, preservando a liberdade de pensamento, a de crer ou não crer, não veja as religiões como perigo, mas,pelo contrário, como trunfo Trata-se de procurar o diálogo com as grandes religiões e ter por principio facilitar a vida cotidiana das grandes correntes espirituais, ao invés de procurar complicá-las”

-Mais, muito mais, eternamente-.

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Publicado novembro 22, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

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