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Cabeças Pensantes atentem e vigiem- Canibalismo Moderno   Leave a comment

       Foto-Heitor                                   Cabeças Pensantes atentem e vigiem 
 
 
 
                                                                                                      Canibalismo
  

Você teria coragem de comer Biscoitos feitos de…?

…gordura de Lipoaspiração Humana? Isso mesmo, Firma holandesa exporta biscoitos feitos com gordura humana…

Haia, 26 Nov (EFE). – A empresa holandesa Irfak recicla gordura humana restante de lipoaspirações para elaborar biscoitos e outros produtos alimentícios, que são exportados a países em desenvolvimento, segundo reconhece a própria empresa.

A televisão holandesa "Netwerk" fará hoje uma reportagem especial sobre a atividade dessa empresa.

Em sua página na internet, a fundadora da Irfak, Mieke Smits, explica que sua empresa "recicla gordura humana e a transforma em alimentos exportados para países do Terceiro Mundo" ou para regiões com problemas de alimentação devido a situações de guerra.

Com exemplo, Smits explica que um de seus produtos, fechado hermeticamente para poder ser distribuído inclusive nas situações mais adversas, é composto por "50% de gordura humana, outros 50% de açúcar e uma enorme quantidade de vitaminas".

Em entrevista concedida à rede de televisão do sul da Holanda "L1Tv", Smits deixa ser observado o conteúdo de uma bolsa que contém a gordura do que chama do "primeiro ganhador da promoção para conseguir doadores".

"As pessoas podem se inscrever através de nossa página da internet e ganhar uma lipoaspiração", que é sorteada uma vez a cada seis meses, segundo o site da empresa.

A Irfak colabora há dois anos com a clínica de cirurgias plásticas Van Gerven & Van Iersel, que realizam as lipoaspirações sorteadas.

 

-Macabro simplesmente horripilante!

-Mais, muito mais, eternamente-.

 
 
 
 
          
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Publicado novembro 29, 2008 por heitordacosta em Saúde e bem-estar

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Foto-Heitor                                                                

                                                                                            TOMORROW

                                                                            Eis que de repente

                                                                           O que era cedo fez-se tarde

                                                                           A angustiante espera

                                                                           transformou-se na certeza

                                                                           do fato.

                                                                           Na chegada da alegria

                                                                           a tristeza não encontra

                                                                           Espaço.

                                                                           A soma do nada,

                                                                           Do medo, o dia e a noite

                                                                           a espera!

                                                                           Na espera, os sonhos

                                                                           nas esperanças, a conquista

                                                                           do tudo.

                                                                           Como mágica! Palavra mágica

                                                                           Maktub! Estava escrito.

                                                                           E só os bem-aventurados

                                                                          que ousam e sonham, prosseguirão

                                                                          na viagem rumo ao

                                                                          Infinito!

(JHC) Campinas 1992.

–Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado novembro 26, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

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   Foto-Heitor                   

 

 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

As Lendas da Cultura maranhense

Quando iniciei minha carreira profissional-fim da década de 50-, tinha em mente o desejo de realizar uma serie de documentários que retratariam uma parte da cultura popular. As Lendas Maranhenses faziam parte desse meu projeto. O tempo passou, outras realizações levaram-me por caminhos diferentes.

Vejo com alguma tristeza o descaso e até certa ignorância, da parte de pessoas que trabalham com conteúdo voltado para os adolescentes e, de alguns setores do governo, em relação a esse patrimônio Cultural.

Então para tentar preencher esse vazio, peço licença ao grande educador maranhense e amigo, Mestre Andrade, e apresentar uma lenda de sua terra natal.

 

O Milagre de Guaxenduba

Há bons indícios de que a Lenda piedosa da providencial intercessão de Nossa Senhora para expulsão dos franceses, em 1615, nasceu logo depois de fato histórico que lhe dá origem. Em sua história da companhia de Jesus na extinta província do Maranhão e Pará (1759).

O padre José de Moraes demonstra a antiguidade desta Lenda, escrevendo: “Foi fama constante (e ainda hoje se conserva por tradição) que a virgem Senhora foi vista entre os nossos batalhões, animando os soldados em todo tempo de combate.

Conta-se que no principal e decisivo confronto entre portugueses e franceses, travado a 19 de novembro de 1614, diante do Forte de Santa Maria de Guaxanduba, já se tornava evidente a derrota dos lusitanos, por sua inferioridade numérica em arma e munições.

Apesar de lutarem, iam-se arrefecendo os ânimos dos soldados de Jerônimo de Albuquerque e eis que surge, entre eles, uma formosa mulher em uma auréola resplandecente.

Ao contato de suas mãos milagrosas, transformava-se a areia em pólvora e os seixos em projéteis. Revigorados moralmente e providos das munições que lhes estavam faltando os portugueses impõem severa derrota aos invasores, a cujos sobreviventes só restaram o recurso da rendição

E memória deste feito, foi a Virgem aclamada padroeira da Cidade de São Luiz do Maranhão, sobre a invocação de Nossa Senhora da Vitória.

Humberto de Campos celebrou está Lenda no Soneto intitulada O Milagre de Guaxenduba.

“Minha terra natal, em Guadenxuba

Na trincheira, em que o luso ainda trabalha

A artilharia, e os franceses derruba

Por três bocas letais pragueja e ralha.

O leão de França, arregaçando a juba

Saltou. E o luso, com tigre, o atalha

Troveja a boca do arcabuz e a tuba

Do índio corta o clamor e o medo espalha

Foi então que se viu, sangrando a guerra

Nossa Senhora, com o menino ao colo

Surgir, lutando pela minha terra

Foi lhe vista na mão a espada em brilho…

(Pátria e se a virgem quis assim teu solo

Quem por ti não fará quem for teu filho?)”.

-Mais muito mais eternamente-.

Publicado novembro 25, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

Cabeças Pensantes atentem e vigiem – Pesadelo-   Leave a comment

 
 
Foto-Heitor      Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                               Pesadelo

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Pesadelo

Penélope revirava-se na cama. Parecia estar tendo sonhos estranhos. Apesar de havermos passado um domingo maravilhoso na praia, o cansaço proveniente dessa jornada, não era suficiente para garantir a Penélope um sono relaxado e tranqüilo, ao contrário, agitado em momentos, de forma estranha, como estivesse envolvida em uma luta, debatia-se e, proferia palavras ininteligíveis.

Resolvo acordá-la. Transpirava muito, seu pijama estava molhado de suor, logo trocado por outra peça mais leve e fresca. Dou-lhe um copo com água. Pergunto-lhe se estava tendo pesadelo, ela responde que sim, um horrível pesadelo, enfatiza o fato. Em seguida me abraça e começa contar: -querido eu parecia estar em um lugar escuro tomado por um intenso nevoeiro, a temperatura ambiente, ora era quente, repentinamente ficava fria, as pessoas andavam com seus braços erguidos como estivessem esperando alguma coisa vir a ter em suas mãos. Mais adiante outro grupo andava em círculos, – sem destino-, com suas cabeças baixas, olhares fixos nos chãos tristes e envergonhados. Pareciam aguardar alguma mudança. Mais próximo desse grupo, havia algumas pessoas, todas bem vestidas, em meio a várias montanhas de dinheiro. Elas pareciam alegres, vibravam e se abraçavam entre si. Vi também outro grupo, todos se vestiam iguais e, logo cercaram aqueles que tentavam fugir entre as montanhas de cédulas de dinheiro. Então teve inicio uma feroz batalha. Uma pessoa pertencente ao grupo que tem o poder nas mãos é presa e, logo levada à presença de um homem com aparência austera que imediatamente decreta sua prisão baseado na realidade mutante.

Então querido, foi nesse momento que o pior do pesadelo aconteceu: uma terrível explosão, dantesca, ocorreu, provocando uma intensa escuridão. Passado alguns segundos, figuras de aspectos sinistros surgem. Todas vestem longas capas pretas. Trazem em suas mãos um livro com todas as leis que regem o mundo profano. Eles cavalgam em jegues. O que parecia ser o líder desse grupo abre o livro que carrega na página onde está escrito: “A IMUTABILIDADE DA LEI”. Neste momento todos os outros apeiam de suas montarias prostando-se de joelhos, – inclusive os jegues-, diante de esse ser superior, o reverenciam.

Agora o grupo que estava escondido entre as montanhas de cédulas de dinheiro e, que não foram presos, se agita novamente, cantam e dançam, e comemoram gritando loas a esse supremo chefe.

 No meio dessa confusão o grupo que havia prendido um daqueles de colarinho branco, é preso. São acusados de praticarem justiça de exceção. Querido foi nesse trecho que você me acordou. Terrível não é?

 –Querida, esse tipo de pesadelo aflige a todas as pessoas iguais a mim, e a você. Nós fazemos parte de um grupo que está por vir, na parte final desse seu, nosso pesadelo. Procure dormir. Logo virá um novo dia.

 -Mais, muito mais, eternamente-.

 

Publicado novembro 24, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

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Foto-Heitor          As Relações Igreja – Estado  

 

 

 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

AS relações Igreja-Estado

O Brasil assinou durante a visita do Presidente Da Silva ao Papa Bento XVI no Vaticano, o acordo Brasil-Santa Sé sobre o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil. Sendo um tratado internacional, como tanto firmado pela Santa Sé inclusive com países muçulmanos, disciplina os principais aspectos da relação da Igreja Católica com Estado brasileiro.

Esse Tratado firmado entre a Santa Sé e o Brasil, provocou em parte da mídia brasileira e entre algumas personalidades, reações contrárias, por entenderem que o acordo afeta a laicidade do Estado.

Ao contrário, pois Estado Laico que reconhece o fator religioso como componente constitutivo das sociedades humanas, não se confunde com “Estado Ateu”, que rejeita toda manifestação religiosa, fincado numa concepção materialista do homem e da sociedade, como escreveu o ministro do TST Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra da Silva Martins Filho.

Entre os muitos pontos de grande importância o reconhecimento do ensino religioso seja ele católico, como de outras confissões religiosas nas escolas públicas do ensino fundamental.

Esta forma de ensino que podemos chamar “pluriconfessional” está plenamente em sintonia com quanto previsto pela Constituição Federal, Art.210. E pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Art.33. O atual Art.210 da Constituição Federal de 1988 determina: ”O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

Nós estamos vivendo uma fase de total aleamento do Divino. As atividades profanas se apresentam por toda parte, ora pintada de purpurina, ora com sua horrenda face. A falta de uma aproximação, de uma relação, reconhecimento, provoca o esfacelamento moral e ético. A vida material é voltada apenas aos prazeres da carne. O abandono do divino transforma o homem em uma besta.

Os problemas ligados à violência e ao envolvimento de menores no mundo do tráfico e do crime dependem, entre outras causas, da falta de uma formação, de uma identidade, de uma visão da vida que eduque ao respeito de si e dos outros escreveu D.Filippo Santoro, bispo de Petrópolis.

Devemos neste momento refletir sobre as palavras recentemente pronunciadas por Nicolas Sarkozi presidente da República da França, nação que sempre foi “porta bandeira” do principio da Laicidade do Estado.

“Desejo o advento de uma laicidade positiva, ou seja, uma laicidade que, preservando a liberdade de pensamento, a de crer ou não crer, não veja as religiões como perigo, mas,pelo contrário, como trunfo Trata-se de procurar o diálogo com as grandes religiões e ter por principio facilitar a vida cotidiana das grandes correntes espirituais, ao invés de procurar complicá-las”

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado novembro 22, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

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 Foto-Heitor      Aquarela Brasileira.

O amigo Rafael Monteiro enviou e eu peço licença a vocês para reproduzir.

Assaltos pelo Brasil…

ASSALTANTE BAIANO

Ô meu rei….. ( pausa )
Isso é um assalto… ( longa pausa )
Levanta os braços, mas não se avexe não..( outra pausa )
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ..
Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa ) 
Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.
Não esquenta, meu irmãozinho, ( pausa )
Vou deixar teus documentos na encruzilhada .



ASSALTANTE MINEIRO

Ô sô, prestenção
issé um assarto, uai.
Levantus braço e fica ketin quié mió procê. 
Esse trem na minha mão tá chein de bala…
Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje. 
Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, sô?!

ASSALTANTE CARIOCA

Aí, perdeu, mermão
Seguiiiinnte, bicho
Tu te fu. Isso é um assalto .
Passa a grana e levanta os braços rapá . 
Não fica de caô que eu te passo o cerol….
Vai andando e se olhar pra tras vira presunto 


ASSALTANTE PAULISTA

Pô, meu …
Isso é um assalto, meu
Alevanta os braços, meu .
Passa a grana logo, meu
Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra 
comprar o ingresso do jogo do Corintian, meu . Pô, se manda, meu

ASSALTANTE GAÚCHO

O gurí, ficas atento
Báh, isso é um assalto
Levanta os braços e te aquieta, tchê !
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa as pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala. 


ASSALTANTE DE BRASILIA

Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, Lincenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS..

-È Imagine no resto do país.

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado novembro 21, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

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 Foto-Heitor               O Almirante Negro

 

 

Hoje, 20 de novembro data em que se comemora o dia da Consciência Negra, rendo loas para aquele que eu considero pessoa especial, Herói Nacional, João Candido Felisberto "O ALMIRANTE NEGRO".

 

 

 

 

 

 

(foto e citações de texto do livro de Edgar Morel e do Portal Revolucionário Brasileiro)
João Cândido Felisberto
Líder negro brasileiro (1880-1969).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João Cândido Felisberto (Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul, 24 de Junho de 1880Rio de Janeiro, 6 de Dezembro de 1969) foi um militar brasileiro, líder da Revolta da Chibata (1910).

 

Nascido na então Província do Rio Grande do Sul, no município de Encruzilhada do Sul, que havia sido distrito de Rio Pardo, filho dos ex-escravos João Felisberto Cândido e Inácia Felisberto, apresentou-se na Escola de Aprendizes Marinheiros com uma recomendação de "atenção especial", aos cuidados do Delegado da Capitania dos Portos em Porto Alegre. Esta recomendação deveu-se à iniciativa de um velho amigo e protetor de Rio Pardo, o então capitão de fragata Alexandrino de Alencar, que o encaminhara àquela escola.

Desse modo, numa época em que a maioria dos aprendizes era recrutada pela polícia, João Cândido alistou-se com o número 40 na Marinha do Brasil (1894), aos 13 anos de idade, ingressando como grumete a 10 de dezembro de 1895, fazendo a sua primeira viagem como Aprendiz de Marinheiro

Em 1908, para acompanhar o final da construção de navios de guerra encomendados pelo governo brasileiro, João Cândido foi enviado para a Inglaterra, onde tomou conhecimento do movimento realizado pelos marinheiros britânicos entre 1903 e 1906, reivindicando melhores condições de trabalho.

O movimento dos marinheiros da Armada

O uso da chibata como castigo na Armada brasileira já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano, o decreto número 2, de 16 de Novembro de 1889, assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais. Num contingente de 90% de negros e mulatos, centenas de marujos continuavam a ter seus corpos retalhados pela chibata, como no tempo da escravidão. Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão entre os marinheiros.

Ainda na Grã-Bretanha, e depois, ao retornarem ao Brasil, os marinheiros que lá estiveram para acompanhar a construção dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo, iniciaram um movimento conspiratório com vistas a tomar uma atitude mais efetiva no sentido de acabar com a Chibata na Marinha de Guerra.

As eleições presidenciais de 1910, embora vencidas pelo candidato situacionista marechal Hermes da Fonseca, expressaram o descontentamento da sociedade com o regime vigente. O candidato oposicionista, Rui Barbosa, realizou intensa campanha eleitoral, reforçando a esperança de transformações do povo brasileiro.

Esgotadas as tentativas pacíficas e propositivas dos marinheiros, incluindo uma audiência de João Cândido no Gabinete do presidente anterior, Nilo Peçanha, os marinheiros decidiram que iriam fazer um motim pelo fim do uso da chibata em 25 de Novembro de 1910.

Entretanto, em 16 de novembro, um dia após a posse do marechal Hermes da Fonseca, o marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes foi punido com 250 chibatadas, que não se interromperam nem mesmo com o desmaio do mesmo, conforme noticiado pelos jornais da época, aplicadas na presença de toda a tripulação do Encouraçado Minas Gerais, nau capitânea da Armada. Este fato antecipou a data programada para o motim, de 25 para 22 de Novembro de 1910.

Revolta da Chibata

No dia 22 de novembro de 1910, João Cândido deu início ao levante, assumindo o comando do Minas Gerais, pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra brasileira. Foi designado à época, pela imprensa, como Almirante Negro. Por quatro dias, os navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus canhões para a Capital Federal. No ultimato dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, os revoltosos declararam: "Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira". Embora a rebelião tenha terminado com o compromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha e de conceder anistia aos revoltosos, João Cândido e os demais implicados foram detidos.

Expulsão da Marinha

Pouco tempo depois, a eclosão de um novo levante entre os marinheiros, agora no quartel da ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, em 9 de Dezembro de 1910, foi reprimida pelas autoridades.

Apesar de não haver participado deste levante, João Cândido foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. Em Abril de 1911 foi detido no Hospital dos Alienados, como louco e indigente, de onde foi solto em 1912, absolvido das acusações juntamente com os seus companheiros. À época, o seu defensor foi o rábula Evaristo de Moraes, contratado pela Ordem de Nossa Senhora do Rosário e dos Homens Pretos, que declinou o recebimento dos honorários que lhe eram devidos.

Banido da Marinha, João Cândido sofreu grandes privações, vivendo precariamente, trabalhando como estivador e descarregando peixes na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro.

De acordo com a sua ficha, nos quinze anos em que permaneceu na Marinha, foi castigado em nove ocasiões, preso entre dois a quatro dias em celas solitárias "a pão e água", além de ter sido duas vezes rebaixado de cabo a marinheiro. A sua ficha registra ainda dez elogios por bom comportamento, o último três meses antes da revolta.

A sua vida pessoal foi profundamente abalada pelo suicídio de sua segunda esposa (1928). Em 1930 foi novamente detido, acusado de subversão.

Adesão ao Integralismo

Em 1933 foi convidado e aderiu à Ação Integralista Brasileira[2][3], movimento nacionalista de direita inspirado no fascismo italiano fundado em 1932 pelo escritor Plínio Salgado, chegando a ser o líder do núcleo integralista de Gamboa, no Rio de Janeiro. Em entrevista gravada em 1968, João Cândido declarou manter sua amizade com Plínio Salgado e de ter orgulho em ter sido integralista, o que está evidenciado na entrevista que concedeu ao médico-historiador Hélio Silva e que se encontra arquivada no Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio de Janeiro.

Em 1959 voltou ao Sul do País para ser homenageado, mas a cerimônia foi suspensa por interferência da Marinha do Brasil.

Falecimento

Discriminado e perseguido até ao fim de sua vida, faleceu de câncer no Hospital Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, pobre e esquecido, em 1969, aos 89 anos de idade.

Legado, homenagens e resgates

A sua memória foi resgatada na década de 1970 pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, no samba "O mestre-sala dos mares".

Em outubro de 2005, o deputado nacionalista Elimar Máximo Damasceno (PRONA/SP) apresentou o projeto de lei n. 5874/05, determinando inscrever o nome de João Cândido no "Livro dos Heróis da Pátria", que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).

Em Setembro de 2007, faleceu, aos 82 anos de idade, Zeelândia Cândido, filha mais nova de João Cândido, que dedicou a vida a obter a reintegração do nome de seu pai à Marinha, corporação de onde saiu sem quaisquer direitos.

Em 22 de Novembro de 2007 (aniversário de 97 anos da Revolta), foi inaugurada uma estátua em homenagem ao "Almirante Negro", nos jardins do Museu da República, antigo Palácio do Catete, bombardeado durante a revolta. A estátua, de corpo inteiro, de João Cândido com o leme em suas mãos, foi afixada de frente para o mar. Como parte da solenidade, que teve a presença de autoridades, familiares e representantes dos movimentos sociais, foi exibido o filme Memórias da Chibata, de Marcos Manhães Marins, e feita uma exposição fotográfica da Revolta da Chibata, sob a curadoria do cientista político e juiz de direito João Batista Damasceno.

Em 24 de julho de 2008, 39 anos depois da morte de João Cândido Felisberto, publicou-se, no Diário Oficial da União, a Lei Nº 11.756 que concedeu anistia[4] ao líder da Revolta da Chibata e a seus companheiros, idéia que partiu do Senado Federal e foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em 13 de maio de 2008, dia em que se comemora a Abolição da Escravatura no Brasil.

-Fonte Wikipédia.

-mais,muito mais, eternamente-.

Publicado novembro 20, 2008 por heitordacosta em Reflexão