Arquivo para outubro 2008

Cabeças Pensantes atentem e vigiem-Os desencontros-   Leave a comment

  
 
             Foto-Heitor            Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                         Os desencontros
 

-Justine, eu imagino ser possível, se ficarmos falando sobre esse assunto, amanhecer, ainda assim, você não terá terminado a relação, o demonstrativo do seu poder econômico.

-Querido para sua informação, talvez um ano levasse para listá-los. Porém, não é sobre isso que estou falando. Quando mencionei, destaquei alguns valores, fi-lo com a intenção de mostrar-lhe que a falta de poder econômico em relação à manutenção da nossa causa, da nossa luta, não existe e, não será motivo para que provoque uma desistência. Muito pelo contrário; é mais fácil um motivo fútil, nos afastar dos nossos objetivos, do que faltar recursos para levarmos os nossos sonhos em frente. Quanto ao paradoxo, não é preciso falar sobre ele agora; enquanto eu existir, sonhar e, puder alimentar esses sonhos. Então querido, para que você finalmente aquiete seu espírito, eu a partir desse momento coloco-me a seu comando, ouvirei atentamente suas observações, acatarei as correções, discutiremos qual estratégia iremos adotar, não importando o quanto isso nos custará financeiramente, quero também dizer-lhe nesse momento, que LHE AMO, AMO MUITO! Sempre lhe amei. Eu preciso muito de você! Farei qualquer coisa para lhe fazer feliz. Não haverá mais desencontros em nossas vidas.

-Justine, houve uma fase em minha vida que tudo faria o permitido a um mortal, para dizer-lhe algo parecido. Mas, antes da chegada daquele esperado momento, um instante me revelou espantoso fato, que provocou um efeito devastador na minha ilusão, nos meus sentimentos. Só depois de um longo espaço de tempo, consegui através dos inúmeros desencontros a cicatrização desses ferimentos.

 

-Querido, sempre alimentei o meu imaginário afetivo com sua soberana imagem. A cada fase da minha existência, o meu amor por você vivia ao sabor da quimera. Não haveria lugar e não poderia existir nada que pudesse provocar qualquer mal a você por meu intermédio. Eu sempre lhe amei.

-Justine, você se lembra do seu aniversário comemorado na igreja santa Quiropita onde na ocasião você festejava seus dezoito anos? Quando involuntariamente surpreendi você e a Heleninha osculando intensamente naquele corredor que liga a sacristia ao adro?

-Querido! Nós éramos jovens, vivíamos em uma época ainda não permissível, liberal. A busca da revelação do oculto, o gosto do fruto proibido que sacuda, afligia nossos sentimentos, os nossos desejos, a nossa libido. Não houve nenhum outro tipo de relacionamento entre eu e, a Heleninha, apenas o da procura, do prazer, da felicidade, da conquista e da perda.

-Justine, na minha família-somente em caso de muita consideração, – poderíamos entender esse comportamento, como -fruto de um desajuste comportamental social-. Na nossa época os principais códigos -da moral e da ética- que regiam os procedimentos sociais não aprovariam esse tipo de conduta. Eu como filho homem, único na família, vivia dentro desse universo da moral e da decência. Simples palavras me acompanham desde criança; bom-dia, boa-tarde, boa-noite, como vai o senhor, a família como tem passado? Dá licença, agradecido, por favor. Aprendi também que deveria ajudar uma pessoa de idade atravessar a rua. Devia tomar benção ao pai e a mãe, a tia o tio, a madrinha o padrinho. Aos padres devia, porém, evitava. Aprendi em casa com os meus pais a praticar as boas ações e, aperfeiçoei este aprendizado no escotismo, onde ingressei aos nove anos.

As atividades desenvolvidas pelo grupo, – passeios, acampamentos, atividades filantrópicas, esportivas, – revelavam a mim como entender e, resolver situações, ser solidário. Percebi que a minha individualidade continuava existindo, mesmo que fizesse parte de um grupo, onde o respeito a ela, em todo tempo era uma realidade. Assim, a minha formação, sempre em processo de evolução mantivesse-se fiel a esses princípios. Então, você a de compreender qual a intensidade do choque em mim, naquele momento provocou o fato.

-Querido; perdoe-me pelo mal que involuntariamente lhe causei. Foi um fato isolado, de ato único. Agora eu compreendo porque você ficou algum tempo, – acho que dois anos, – sem falar comigo. Eu penso que esse incidente, já se perdeu no tempo e no espaço. O importante é agora não haver mais desencontros, nada que nos afaste um do outro.     Querido, você sabe qual é o meu desejo neste mágico momento de encantamento?

-Espero que não seja nada que você não possa satisfazer.

-Eu tenho vontade de interromper por instantes o som desse maravilhoso sexteto e, revelar no microfone para os nossos convidados e amigos presentes, o nosso amor, o nosso noivado.

-Justine, não fique magoada, mas o momento não é oportuno. Como lhe disse antes, eu estou precisando reformular analisar a minha vida, a participação neste confuso processo.

 

Para mim também é muito importante que você entenda que o meu amor, os melhores sentimentos, sempre foram dedicados a você. Estou neste momento menos infeliz, muito vaidoso, saber que tenho o amor, carinho, atenção de uma mulher poderosa, cobiçada e, desejada pelos senhores donos de poderes. Porém, eu não estou preparado para viver essa ocasião própria agora. Justine, eu não quero amar você só pela emoção e, o meu racional está perturbado, ocupado por encontrar uma solução que venha nos ajudar vencer as batalhas que iremos travar com os nossos inimigos.

Eu gostaria de propor a você meu querido amor; logo após o seu regresso, discutiremos um plano que eu estou elaborando, então, poderemos convidar o embaixador Alfredo e, o nosso adido militar, general Adalberto e, submeter a eles as nossas sugestões.

-Querido; como lhe disse anteriormente, eu estou sob seu comando, entretanto, gostaria de saber a sua opinião, no caso de adiar a minha ida a Argélia. Acredito que o Gedenilson não irá se importar em esperar por mais uns dias. Eu pensei agora oferecer a ele algo mais que o encontro, e você é que terá de avaliar, decidir. Eu pretendo entrar em contato com o meu amigo, embaixador francês Gui Lafond, que está à frente da representação diplomática francesa há seis anos na Argélia, – foi ele que me ajudou conseguir o asilo da Heleninha, – pedindo-lhe que veja a possibilidade de solicitar ao seu amigo particular de longa data, o xeque Abdula Homar Salebe Sued, tornar possível a uma amiga brasileira, asilada em seu país, obter um salvo conduto que propicie a está cidadã, ausentar-se por breve período de sua tutela, para tratar da documentação que lhe permitirá contrair núpcias na cidade de Loire, sul da França, sob a responsabilidade do embaixador Gui Lafond.

-Justine, você acha isso possível?

-Por que não querido? Isso só não acontece quando as pessoas envolvidas são comuns, ou “pequenas”.                                  Como agradecimento e reconhecimento a tão significativo gesto de boa vontade e amizade, eu farei uma apresentação de toda coleção outono-inverno, para o querido xeque Homar Salebe Sued, em um dos seus palácios, com a presença de todas as modelos contratadas da Maison Zoom Santé. Agora o mais fantástico desse plano: junto ao casamento do Gedenilson com a Heleninha, realizaremos o nosso. Os festejos serão realizados neste castelo!

-Face a face; seus olhos grandes, verdes, irradiam esperanças, incertezas aflitivas. Mais uma vez, delicadamente me hipnotizam. A espera do sim me devora digeri-me, sua ansiedade. Ainda não consegui dizer-lhe que também anseio por este fato. O silêncio revela o embargo das minhas palavras pela emoção. Ali, bem perto de mim, o monumento! O conjunto carne-osso, como se esculpido fosse, ao sabor da genialidade do artista. O presente vive o presente e, espera pelo presente. Referência do ilusório imaginário popular, sonho virtual do consumo. Quintessência da espécie humana!

-Abraça-me querido, é preciso eternizar esse espaço pequeníssimo, mas indeterminado de tempo. Eu estou muito feliz!

-Justine

-Querido beije-me.

–Trecho do meu livro DOSSIÊ.

—Mais, muito mais, eternamente-.

 

  
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Publicado outubro 20, 2008 por heitordacosta em Recordações

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- Os deuses e os Ventos-   Leave a comment

      
    Foto-Heitor       Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                             Os deuses e os ventos (parte lV)
 
 
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 —Mais, muito mais, eternamente-.
 
 
 
 
 
 
               
 
 
 
 
 

Publicado outubro 16, 2008 por heitordacosta em Cultura

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

                                                                            Os deuses e os ventos (parte lll)

     Foto-Heitor

Como é que o fenômeno natural do vento é formado?
Este artigo é sobre a formação de um dos fenômenos da natureza: o vento. Pensou-se como hipótese o vento ser formado pelas diferenças na pressão atmosférica. Neste artigo, vamos investigar se esta hipótese é verdadeira ou falsa, usando argumentos, normalmente fatos, que aqui traremos.

Para sermos capazes de responder à questão “Como é formado o vento”, primeiro necessitamos saber o que é o vento: o vento é um movimento do ar. Parece muito simples, mas é bastante mais intrigante.

Existem vários fatores que podem influenciar a formação do vento. O fator mais direto é a diferença da pressão atmosférica: esta é causada pelas diferenças de temperatura e leva ao movimento do ar de um sítio com alta pressão atmosférica para outro sítio com baixa pressão atmosférica. Quanto maior a diferença de temperatura, também é maior a diferença na pressão do ar, a velocidade do ar e, logo, maior a velocidade do vento.

O segundo fator é a rotação da Terra: o ar em movimento chega, dependendo da velocidade e distância pelo qual o vento passa, a uma deflecção, no hemisfério norte, para a direita, e no hemisfério sul, para a esquerda, passando pelo “efeito Coriolis”. Isto é apenas aparentemente um movimento, pois na verdade trata-se de um movimento da Terra que gira. O efeito Coriolis é tão grande (quanto maior a velocidade do vento, tanto maior a deflecção), que o ar não consegue chegar a um sítio com uma baixa pressão propriamente. Isto não é válido para os últimos quilómetros da atmosfera. O vento não desacelera apenas o seu movimento quando em contato com a Terra mas também quando desce a uma zona de baixa pressão. Então, as diferenças de pressão vão desaparecer, para aparecer noutro lado sob a forma de aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera pelo sol.

Se a fricção com a terra não existisse, o vento não seria capaz de passar de uma alta para uma baixa pressão, e então as zonas de alta e baixa pressão existiriam para sempre. Esta é a lei de Buys Ballot, o fundador do KNMI. Isto é exatamente o que acontece nas camadas superiores: o vento nunca chega à zona de baixa pressão porque não há fricção com a Terra e porque o vento deflete por causa da rotação da Terra. Os ventos nas camadas mais altas não defletem. A força de defleção da rotação é maior quanto maior for a diferença de pressão (gradiente de força de pressão), onde o vento flutuará paralelamente entre as zonas de vento geotrópico. Por fim, o vento tem uma velocidade maior quanto mais alta a camada de ar, porque não há frição com a terra.

A nossa conclusão é que o vento é formado pelas diferenças de temperatura que causam baixas e altas áreas de pressões que levam o ar (vento) a dirigir-se de uma alta para uma baixa pressão, contando com a rotação da terra e a frição com a terra.

——Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado outubro 15, 2008 por heitordacosta em Cultura

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- Os deuses e os Ventos-   Leave a comment

      Foto-Heitor         Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                  Os deuses e os Ventos (parte ll)
 
 
        
 

O deus e o Vento

 

Tal como outros povos os gregos eram politeístas, significa que acreditavam em vários deuses. Os deuses eram representados à semelhança do homem, com suas características físicas, os seus defeitos, as suas paixões, distinguindo-se dos humanos pelos seus poderes sobrenaturais e imortalidade

(Éolo era o deus dos Ventos-na mitologia grega-, sendo o senhor dos outros deuses do Vento; Bóreas, Nótus, Eurus e Zéfiro). Era filho de Posseidon, e vivia na ilha flutuante de Eólia com seis filhos e suas seis filhas.

 
     
 
 
 

Durante sua jornada de volta da Guerra de Tróia, Odisseu foi lançado em sua ilha por Poseidon, que estava irado com o herói que matara seu filho Polifemo. Éolo resolveu ajudar Odisseu, prendendo os ventos em um saco de couro de boi. Prendeu todos, exceto Zéfiro, o vento oeste, que o levaria para Ítaca. Odisseu não poderia abrir o saco até que chegasse a Ítaca. No final da viagem, no entanto, seus homens, curiosos, o abriram, libertando todos os ventos, o que os afastou de Ítaca. A tripulação acabou retornando a Eólia, mas Éolo, irritado, expulsou-os de lá.

Outro Éolo da mitologia grega foi o rei da Tesália. Era o filho de Heleno, antepassado dos Helenos, os antigos habitantes da Grécia. Éolo e Enareti tiveram vários filhos; Creteu, Sísifo, Deioneu, Salmaneu, Atamante, Peneres, Cercafas e talvez, Magnes, e filhas Calíce, Peisidice, Perinele e Alcione.

Uma das filhas de Éolo é a mão do deus do Vento Éolo.

–Mais, muito mais, eternamente-.

 

Publicado outubro 14, 2008 por heitordacosta em Cultura

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

 

  Foto-Heitor                Deus e o Vento

 

DEUS E O VENTO
"Ao receber de Deus a notícia de que seus dias chegavam ao fim, Moisés teve uma única
inquietação, a preocupação natural de um verdadeiro líder:
“Senhor, Deus dos Espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação,
que saia diante deles, e que entre adiante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar;
para que a congregação de Deus não seja como ovelhas que não têm pastor.” (Num, Cap.
XXVII, v. 16-17)
A apreensão de morrer e deixar a congregação sem um pastor que lhes guiasse nos
caminhos da Torá, induziu as palavras de súplica reproduzidas acima. Este pedido
exemplifica e resume a vida de Moisés, um homem totalmente dedicado ao seu povo e a
sua missão.
Entretanto, neste pedido há uma estrutura incomum no texto bíblico. Moisés refere-se a
Deus como o “Deus dos Espíritos”, Elokei Haruchot. Esta expressão foi usada somente
duas vezes em toda a Torá. Naquele momento e no episódio de Korach, quando Moisés
pede que o povo não seja castigado indiscriminadamente pela revolta de Korach, mas,
somente os que dela participaram.
Rashi, baseando-se nos Midrashim, explica esta expressão nos dois lugares e o ponto em
comum seria o poder divino de conhecer o espírito diferenciado de cada cidadão do povo.
Somente o Deus dos Espíritos é capaz de analisar o intimo de cada pessoa e não aplicar
castigos coletivos, mas somente o merecido por cada um e conforme o seu nível de
envolvimento no erro. Somente o “Deus dos Espíritos” é capaz de empossar um líder que
possa governar conforme a necessidade de cada cidadão e não de forma generalizada.
Esta é a forma mais comum de entendimento desta expressão. O Deus que conhece a
fundo todos os espíritos. Porém, a palavra Ruach (singular de Ruchot) não significa apenas
espírito, ela tem como sinônimo também a palavra vento e, sendo assim, Moisés teria
chamado o Eterno de “Deus dos Ventos”, o que abriria uma porta para um novo
entendimento deste texto bíblico.
Para este novo entendimento é necessário, primeiramente, entendermos os dois momentos
nos quais Moisés usou esta expressão. Foram ocasiões extremamente delicadas na vida do
condutor do povo hebreu.
No episódio de Korach, a autoridade de Moisés como líder de Israel fora posta em dúvida.
Aquele que, literalmente, sacrificara sua vida para salvar o povo, era então questionado.
Um homem de quase 120 anos de idade que caminhava pelo deserto guiando o rebanho de
Deus, ouvindo desaforos e administrando rebeliões, agora era desafiado por seus próprios
protegidos. A reação natural de qualquer indivíduo seria abandonar o cargo ou vingar-se
impiedosamente dos revoltosos, porém, ele não somente não o faz, como ainda ora ao
“Deus dos Ventos” para que não aplique um castigo demasiadamente rígido à
congregação.
No episódio desta Parashá, ao ser anunciado o seu falecimento em breve, surgiu a
preocupação da sucessão. De forma natural, Moisés estava desejoso que seus filhos o
sucedessem no cargo, entretanto, Deus lhe comunicou que isto não aconteceria, pois os
filhos não se esforçaram no estudo da Torá e seu fiel discípulo, Yehoshua (Josué), iria
substituí-lo. (Midrash Raba Bamidbar cap. XXI par. 14)
Podemos imaginar o impacto que esta notícia causou a Moisés. Saber, ao final da vida, que
seus filhos não eram dignos para o cargo não fora, de forma alguma, um modo feliz de
finalizar seus quarenta anos de dedicação ao povo. Porém, novamente, o líder demonstra
sua hombridade e reza outra vez ao “Deus dos Ventos” para que designe um líder
apropriado ao povo e que este saiba lidar com todas as intemperanças do rebanho Divino.
Analisadas estas duas ocasiões, resta-nos analisar o vento. Ele é uma das intempéries que
mais assusta os seres humanos. Formando seus furacões e tufões e trazendo destruição.
Mesmo os ventos mais fracos têm a propriedade de desorganizar. Eles despenteiam
cabelos, movem folhas e objetos, batem portas e janelas e bagunçam tudo que estiver à
volta.
Moisés percebeu que naqueles dois momentos um vendaval passava por sua vida. Viu seu
cargo e sua família sendo despedaçados e desorganizados. O que fora tão claro como a sua
liderança, uma escolha Divina, e como a sucessão familiar, afinal eram sangue de seu
sangue, não estava mais tão claro assim. Um furacão estava a desorganizar aquilo que ele
tinha dado como certo. Ele rezou naquele momento para que o Deus que controla os
“ventos” lhe desse força de sobreviver a esta tempestade. Sua prece foi ouvida. O cargo
lhe foi mantido e ele angariaria forças para rezar em defesa do povo sem despejar sua ira
contra todos os insurgentes.
No caso dos filhos, lhe foi dada a compreensão para que sua preocupação fosse sanada.
Moisés entendeu, após a resposta dada por Deus, que somente uma pessoa da estatura de
Yehoshua, que havia dedicado toda a sua vida, com afinco, ao estudo e cumprimento da
Torá, poderia ser aquele fiel pastor, conhecedor de cada indivíduo de Israel. Desta forma a
frustração de Moisés fora dissipada.
Invariavelmente, ventos passam por nossas organizadas vidas. Muitas vezes não somos
capazes de compreender as novas situações as quais somos expostos ou não podemos
suportar as decepções causadas pelas novas percepções. Moisés nos ensinou nestas duas
ocasiões que existe um Deus que, além de conhecer nossos espíritos, nosso intimo, é
também o responsável pelos “ventos”. Ao termos a clara noção de que o Deus dos
Espíritos é também o Deus dos Ventos, automaticamente alcançaremos a compreensão de
que tais intempéries que advêm da mesma fonte são para o nosso bem. Aquilo que nos
parecia certo e organizado, talvez, precisasse de uma “sacudida” para que novos e
verdadeiros aspectos fossem revelados.
O “Deus dos Espíritos” revelou a Moisés que, no intimo, seus filhos não eram aquilo que
ele imaginava serem. O “Deus dos Ventos” mostrou a Moisés que, embora todas as
revoltas, ele realmente era o que imaginava ser.
Os ventos bagunçam, porém, quando eles advêm do Senhor dos Ventos, têm como
finalidade mostrar a verdadeira ordem por de traz da bagunça."

 

–Bem, eu pretendia escrever sobre o vento, porém, esse trecho bíblico com tratamento figurado sobre o tema chamou minha atenção. Embora não seja judeu achei-o interessante.

—Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado outubro 13, 2008 por heitordacosta em Uncategorized

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

                                                                              Aleluia.

Foto-Heitor

 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Aleluia

Da Silva é a favor da Internet sem censura.

Em entrevista coletiva o senhor Da Silva disse ser a favor da livre expressão sem censura na Web

“Ninguém tinha a noção que um jornal televisivo que vai ao ar todo dia já fica velho na hora que vai ao ar porque a gente já sabe da notícia via internet. Tentar coibir um espaço em que a gente recebe noticia em tempo real… Eu brinco sempre que quando faço um discurso, quando chego na minha mesa, já está tudo lá. Goste ou não goste, está lá o que vocês publicaram. É extraordinário.”

 

                               

“Do ponto de vista da comunicação, da liberdade de expressão, nós temos que agradecer a existência da internet porque ela deixou tudo o mais antigo e ultrapassado.”

—Prefiro não comentar.

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado outubro 10, 2008 por heitordacosta em Reflexão

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- A Poesia de Fernando Pessoa   Leave a comment

 
 Foto-Heitor       Cabeças Pensantes atentem e vigiem
                 
                                          A Poesia de Fernando Pessoa
 
 
       Fernando Antonio Nogueira Pessoa nasceu no dia 13 de junho de 1888, em Lisboa, e faleceu aos 30 de novembro de 1935.
 
 
                                                      pessoa9
 
 
    

           

"Ó MAR SALGADO, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar.

Valeu a pena? Tudo vale a pena
se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."

Fernando Pessoa

 

 

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quis que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!  

Fernando Pessoa-Mensagem

 
 
 
-Salve a cultura! Mais, muito mais, eternamente-
  

Publicado outubro 9, 2008 por heitordacosta em Cultura