Arquivo para agosto 2008

Cabeças Pensantes atentem e vigiem -Trecho do meu Livro DOSSIÊ-   Leave a comment

  
 
                           Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                        Trecho
 
 
  

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Trecho

 

EN TODOS LOS TIEMPOS, TANTO LOS PUEBLOS COMO LOS INDIVIDUOS HAN TOMADO LAS PALABRAS COMO REALIDADES; QUEDAN SATISFECHOS CON LA APARIENCIA DE LAS COSAS Y RARAMENTE SE OCUPAN DE OBSERVAR SI LAS PROMESAS RELATIVAS A LA VIDA SOCIAL SE CUMPLIERON O NO: POR TAL, NUESTRAS INSTITUCIONES POSEERAN UNA BELLA FACHADA QUE HABLE ELOCUENTEMENTE DE LO QUE HAN APORTADO AL PROGRESO.

OS APROPIAREMOS DE LA FISONOMIA DE TODOS LOS PARTIDOS Y TODAS LAS TENDENCIAS. LOS ORADORES QUE INFILTREMOS ENTRE ELLOS SERAN TAN LOCUACES QUE LLEGARAN A FATIGAR AL PUEBLO CON SUS  DISCURSOS, AL PUNTO DE HACERSELES INSOPORTABLES.

PARA TOMAR LAS RIENDAS DE LA OPINION PUBLICA, ES PRECISO EMBARULLARLA  HASTA LA PERPLEJIDAD, REGANDO DE UNA MISMA VEZ POR TODAS PARTES IDEAS Y OPINIONES CONTRADICTORIAS; DE ESTA FORMA, LOS GENTILES SE PERDERAN EN UN LABERINTO, PERSUADIENDOSE DE QUE, EN MATERIA DE POLITICA, ES MEJOR NO TENER OPINION. SE CONVENCERAN POR FIN DE QUE ESTA MATERIA NO PUEDE SER DOMINADA POR EL PUBLICO, SINO EXCLUSIVAMENTE POR AQUELLOS QUE DIRIGEN. ESTE ES EL PRIMER SECRETO.

EL SEGUNDO SECRETO PARA GOBERNAR CON EXITO CONSISTE EN MULTIPLICAR AL EXTREMO LOS DESACIERTOS POPULARES, LAS COSTUMBRES, LAS PASIONES Y LAS REGLAS DE LA VIDA COMUN DEL PAIS; ASI, NADIE SERA CAPAZ DE PENSAR CON CLARIDAD ENTRE EL CAOS QUE SE ARME Y LOS HOMBRES TERMINARAN POR NO ENTENDERSE LOS UNOS A LOS OTROS. ESTA TACTICA SEMBRARA LA DISCORDIA EN TODOS LOS PARTIDOS, DISOLVIENDO LOS COLECTIVOS QUE NO QUIERAN SOMETERSENOS;

TAMBIEN DESANIMARA CUALQUIER INICIATIVA, POR GENIAL QUE SEA. NO HAY NADA MAS PELIGROSO QUE LA INICIATIVA PERSONAL; SI ESTA FUERA PRODUCTO DE UN GRAN CEREBRO, PODRIA HACERNOS MUCHO MAS DANO QUE LOS MILLONES DE INDIVIDUOS QUE HEMOS LANZADO A ENTREMATARSE.

PRECISAMOS DIRIGIR LA EDUCACION DE LAS SOCIEDADES CRISTIANAS DE MANERA QUE, CUANDO TRATEN DE PROCEDER POR INICIATIVA PROPIA, SE DESESPEREN Y TENGAN QUE DECLARARSE VENCIDAS. EL ESFUERZO QUE  UNO EJERCE LIBREMENTE SE CANCELA CON LOS IMPULSOS LIBRES DE LOS OTROS; DE AHI NACEN LOS CONFLICTOS MORALES, LAS DECEPCIONES Y LOS DESENCANTOS.

 FATIGAREMOS TANTO A LOS CRISTIANOS CON ESA LIBERTAD QUE SE VERAN OBLIGADOS A OFRECERNOS UN PODER INTERNACIONAL QUE PODRA ACAPARAR  LOS  PODERES  GUBERNAMENTALES  DE  TODOS  Y  FORMAR UN GOBIERNO SUPREMO UNIVERSAL. REEMPLAZAREMOS LOS GOBIERNOS ACTUALES POR UN ESPANTAJO QUE DENOMINAREMOS ADMINISTRACION DEL GOBIERNO SUPREMO. SUS TENTACULOS SE EXTENDERAN POR TODAS PARTES Y DISPONDRA DE UNA ORGANIZACION COLOSAL QUE DEBERA SOMETER POR FUERZA A TODAS LAS NACIONES.

Capitulo Vl

 LOS MONOPOLIOS: LAS FORTUNAS DE LOS GOIM ESTAN EN NUESTRO PODER. EXPULSION DE LA  ARISTOCRACIA DE SUS PROPIEDADES TERRITORIALES. COMERCIO. INDUSTRIA. ESPECULACION DESARROLLO DEL LUJO. AUMENTO DE LOS SALARIOS Y ENCARECIMIENTO DE LOS ARTICULOS DE PRIMERA NECESIDAD. ANARQUIA Y ALCOHOLISMO. OBJETO SECRETO DE LA PROPAGANDA DE LAS DOCTRINAS ECONOMICAS..

 CREAREMOS EN BREVE ENORMES MONOPOLIOS, COLOSALES RESERVAS DE RIQUEZAS DE LAS CUALES DEPENDERAN LAS FORTUNAS DE LOS GENTILES; ESTOS MONOPOLIOS DEVORARAN EL PATRIMONIO DE LOS CRISTIANOS JUNTO CON EL CREDITO DE SUS GOBIERNOS CUANDO PRODUZCAMOS LA CATASTROFE POLITICA. (SE SO_RENTIENDE QUE LOS ZELOTES RETIRARAN SUS CAPITALES EN EL MOMENTO OPORTUNO.) LOS ECONOMISTAS AQUI REUNIDOS DEBEN CONSIDERAR LA IMPORTANCIA DE ESTA COMBINACION.

 

PRECISAMOS EMPLEAR TODOS LOS MEDIOS DISPONIBLES PARA QUE EL GOBIERNO SUPREMO SEA REPRESENTADO COMO PROTECTOR Y REMUNERADOR DE QUIENES SE SOMETAN VOLUNTARIAMENTE.

 

LA ARISTOCRACIA DE LOS GENTILES DESAPARECE COMO FUERZA POLITICA. YA NO TENEMOS QUE CONTAR CON ELLA. SIN EMBARGO, COMO PROPIETARIOS DE TIERRAS, LOS ARISTOCRATAS SON TODAVIA PELIGROSOS PORQUE SU INDEPENDENCIA SE SOSTIENE SOBRE RECURSOS PROPIOS. ES PRECISO, POR TANTO, DESPOJARLOS DE SUS TIERRAS. PARA LOGRARLO, EL MEDIO PREFERIDO ES EL ALZA DE LOS IMPUESTOS SOBRE LOS BIENES RAICES, DE MODO QUE LAS RENTAS SE REDUZCAN Y LOS GENTILES SE ARRUINEN.

ES NECESARIO QUE AL MISMO TIEMPO PROTEJAMOS EL COMERCIO Y LA INDUSTRIA. SOBRE TODO DEBEMOS PROTEGER LA ESPECULACION QUE LE SIRVE DE CONTRAPESO ALA INDUSTRIA. SIN LA ESPECULACION, LA INDUSTRIA MULTIPLICARIA LOS CAPITALES PRIVADOS Y EMANCIPARIA A LA AGRICULTURA DE LAS DEUDAS E HIPOTECAS CONTRAIDAS CON LOS BANCOS RURALES. ES ESENCIAL QUE LA INDUSTRIA ABSORBA TODAS LAS RIQUEZAS DEL TRABAJO Y QUE LA ESPECULACION PONGA EN NUESTRAS MANOS EL DINERO DE TODO EL MUNDO. PROCEDIENDO AS I, TODOS LOS GENTILES SERAN LANZADOS A LAS FILAS DEL PROLETARIADO Y SE DOBLEGARAN ANTE NOSOTROS PARA PODER TENER EL DERECHO DE VIVIR

 

Capitulo Vll

OBJETO DE LAS ALZAS ARMAMENTICIAS. FERMENTACION, LUCHAS Y DISCORDIAS EN EL MUNDO ENTERO. SOMETIMIENTO DE LOS GENTILES POR MEDIO DE GUERRAS INTERNAS Y POR LA GUERRA MUNDIAL. EL SECRETO CONSIDERADO COMO ARTE DE LA POLITICA Y DE  JUDIOMASONERIA. LA PRENSA, LA OPINION PUBLICA Y NUESTRO TRIUNFO. LOS SENORES AMERICANOS, JAPONESES Y CHINOS.

LA INTENSIFICACION DEL SERVICIO MILITAR Y EL  AUMENTO DE LAS FUERZAS DE POLICIA SON ESENCIALES PARA LA REALIZACION DE LOS PLANES INDICADOS. ES PRECISO QUE, FUERA DE NUESTRA ORBITA, EL PAIS QUEDE REDUCIDO A UNA GRAN MASA PROLETARIA DE DONDE SACAR INDIVIDUOS CONVERTIDOS EN SOLDADOS Y AGENTES DE POLICIA SUMISOS A NUESTRA CAUSA.

-Trecho do meu LIVRO DOSSIÊ-

-Mais, muito mais, eternamente-.

Anúncios

Publicado agosto 29, 2008 por heitordacosta em Livros

Cabeças Pensantes atentem e vigiem- A Vida-   Leave a comment

 
 
                      Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                           A favor da VIDA!
 
 
      

SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

DECLARAÇÃO
SOBRE O ABORTO PROVOCADO

 

I.
INTRODUÇÃO

1. O problema do aborto provocado e da sua possível liberalização legal tornou-se, um pouco em toda a parte, tema de discussões apaixonadas. Tais debates seriam menos graves se não se tratasse da vida humana, valor primordial que é preciso proteger e promover. Toda a gente compreende bem isso, embora alguns procurem razões para, mesmo contra toda a evidência, servir a esta causa também com o aborto. De facto, não deixa de causar estranheza vermos como, ao mesmo tempo, crescem indiscriminadamente os protestos contra a pena de morte e contra toda e qualquer forma de guerra, por um lado; e a reivindicação de liberalizar o aborto, quer inteiramente, quer sobre a base de indicações cada vez mais alargadas, por outro. Ora, a Igreja tem consciência bastante de que faz parte da sua vocação defender o homem contra tudo aquilo que poderia porventura corrompê-lo ou rebaixá-lo, para ficar calada pelo que concerne a tal assunto: por isso mesmo que o Filho de Deus se fez homem, não existe homem algum que não seja seu irmão quando à humanidade, e que não seja chamado a tornar-se cristão, a receber d’Ele a salvação.

2. Em numerosos países, os poderes públicos que resistem a uma liberalização das leis respeitantes ao aborto são objecto de fortes pressões que intentam levá-los a isso mesmo. Essa liberalização, diz-se, não violaria a consciência de ninguém, pois deixar-se-ia cada um livre para seguir a própria opinião, impedindo simultaneamente quem quer que fosse de impor a outrem o seu pensar. O pluralismo ético é reinvindicado como a consequência normal do pluralismo ideológico. E no entanto, existe uma grande diferença entre um e outro, porque a acção atinge mais depressa os interesses de outrem do que a simples opinião; além disso nunca se pode invocar a liberdade de opinião para lesar os direitos dos outros, especialmente o seu direito à vida.

3. São numerosos os leigos cristãos, em especial médicos, bem como as associações de pais e de mães de família, os homens políticos ou personalidades que ocupam lugares de responsabilidade, que têm reagido energicamente contra esta campanha de opinião. Mas sobretudo um bom número de Conferências Episcopais, e de Bispos isoladamente por própria iniciativa, julgaram oportuno recordar aos fiéis, sem margem para ambiguidades, a doutrina tradicional da Igreja [1] . Esses documentos, cuja convergência é algo que impressiona, põem admiravelmente em realce a atitude, a um tempo humana e cristã, de respeito pela vida. Aconteceu, no entanto, que alguns deles têm deparado, aqui e além, com reservas ou até mesmo com a contestação.

4. Encarregada de promover e de defender a fé e a moral na Igreja Universal,[2] a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé propõe-se vir recordar a todos os fiéis estes ensinamentos, nas suas linhas essenciais. Ilustrando, assim, a unidade da Igreja, confirmará, com a autoridade própria da Santa Sé, aquilo que os Bispos em boa hora empreenderam. E, ao fazê-lo, conta que todos os fiéis, incluindo mesmo aqueles que possam ter-se sentido abalados pelas controvérsias e pelas opiniões novas, compreendam que não se trata de opor uma opinião a outras, mas sim de transmitir-lhes uma doutrina constante do Magistério supremo, que expõe a norma dos costumes, sob a luz da fé [3] . É óbvio, portanto, que a presente Declaração implica uma grave obrigação para as consciências dos fiéis [4] . E praza a Deus, por ela, iluminar também todos os homens que procuram, com inteireza de coração, « praticar a verdade » (Jo. 3, 21).

II.
À LUZ DA FÉ

5. « Deus não fez a morte, nem se alegra que pereçam os vivos » (Sab. 1, 13). É certo que Deus criou seres que não têm senão uma duração limitada e que a morte física não pode estar ausente do mundo dos viventes corporais. Mas, aquilo que é querido, antes de mais nada, é a vida; e, no universo visível, tudo foi feito em vista do homem, imagem de Deus e coroamento do mundo (cfr. Gén. 1, 26-28). No plano humano, foi « por inveja do demónio que a morte entrou no mundo » (Sab. 2, 24); introduzida pelo pecado, ela permanece a ele ligada; ela é dele o sinal e o fruto. No entanto, ela não poderá triunfar. Confirmando a fé na ressurreição, o Senhor proclamará no Evangelho que « Deus … não é o Deus dos mortos, mas dos vivos » (Mt. 22, 32-33); e a morte, bem como o pecado, será vencida, definitivamente, pela ressurreição em Cristo (cfr. 1 Cor. 15, 20-27). Compreende-se assim que a vida humana, mesmo sobre a terra, seja algo precioso. Insuflada pelo Criador,[5] é por Ele que ela será reassumida (cfr. Gén. 2, 7; Sab. 15, 11). Ela permanece sob a sua protecção; o sangue do homem clama por Ele (cfr. Gén. 4, 10) e Ele pedirá contas desse sangue, « porque o homem foi criado à semelhança de Deus » (Gén. 9, 5-6). 0 mandamento de Deus é formal: « Não matarás » (Ex. 20, 13). Ao mesmo tempo que é um dom, a vida é também uma responsabilidade: recebida como um « talento » (cfr. Mt. 25, 14-30), ela deve ser posta a render. Para a fazer frutificar, muitas são as tarefas que ao homem se apresentam neste mundo, às quais ele não deve furtar-se; mas, de uma maneira mais profunda ainda, para o cristão, pois ele sabe bem que a vida eterna para ele depende daquilo que, com a graça de Deus, fizer durante a sua vida sobre a terra.

6. A tradição da Igreja sempre considerou a vida humana como algo que deve ser protegido e favorecido, desde o seu início, do mesmo modo que durante as diversas fases do seu desenvolvimento. Opondo-se aos costumes greco-romanos, a Igreja dos primeiros séculos insistiu na distância que, quanto a este ponto, separa deles os costumes cristãos. No livro chamado Didaché diz-se claramente: « Tu não matarás, mediante o aborto, o fruto do seio; e não farás perecer a criança já nascida » [6] . Atenágoras frisa bem que os cristãos têm na conta de homicidas as mulheres que utilizam medicamentos para abortar; ele condena igualmente os assassinos de crianças, incluindo no número destas as que vivem ainda no seio materno, « onde elas já são objecto da solicitude da Providência divina » [7] . Tertuliano não usou, talvez, sempre a mesma linguagem; contudo, não deixa também de afirmar, com clareza, o princípio essencial: « É um homicídio antecipado impedir alguém de nascer; pouco importa que se arranque a alma já nascida, ou que se faça desaparecer aquela que está ainda para nascer. É já um homem aquele que o virá a ser » [8] .

7. E no decorrer da história, os Padres da Igreja, bem como os seus Pastores e os seus Doutores, ensinaram a mesma doutrina, sem que as diferentes opiniões acerca do momento da infusão da alma espiritual tenham introduzido uma dúvida sobre a ilegitimidade do aborto. É certo que, na altura da Idade Média em que era opinião geral não estar a alma espiritual presente no corpo senão passadas as primeiras semanas, se fazia uma distinção quanto à espécie do pecado e à gravidade das sanções penais. Excelentes autores houve que admitiram, para esse primeiro período, soluções casuísticas mais suaves do que aquelas que eles davam para o concernente aos períodos seguintes da gravidez. Mas, jamais se negou, mesmo então, que o aborto provocado, mesmo nos primeiros dias da concepção fosse objectivamente falta grave. Uma tal condenação foi de facto unânime. De entre os muitos documentos, bastará recordar apenas alguns. Assim: o primeiro Concílio de Mogúncia, em 847, confirma as penas estabelecidas por Concílios precedentes contra o aborto; e determina que seja imposta a penitência mais rigorosa às mulheres « que matarem as suas crianças ou que provocarem a eliminação do fruto concebido no próprio seio » [9] . O Decreto de Graciano refere estas palavras do Papa Estêvão V: « É homicida aquele que fizer perecer, mediante o aborto, o que tinha sido concebido »[10] .  Santo Tomás, Doutor comum da Igreja, ensina que o aborto é um pecado grave contrário à lei natural [11] . Nos tempos da Renascença, o Papa Sisto V condena o aborto com a maior severidade [12] . Um século mais tarde, Inocêncio XI reprova as proposições de alguns canonistas « laxistas », que pretendiam desculpar o aborto provocado antes do momento em que certos autores fixavam dar-se a animação espiritual do novo ser [13] Nos nossos dias, os últimos Pontífices Romanos proclamaram, com a maior clareza, a mesma doutrina. Assim: Pio XI respondeu explicitamente às mais graves objecções;[14] Pio XII excluiu claramente todo e qualquer aborto directo, ou seja, aquele que é intentado como um fim ou como um meio para o fim;[15] João XXIII recordou o ensinamento dos Padres sobre o carácter sagrado da vida, « a qual, desde o seu início, exige a acção de Deus criador » [16] . E bem recentemente, ainda, o II Concílio do Vaticano, presidido pelo Santo Padre Paulo VI, condenou muito severamente o aborto: « A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis » [17] . O mesmo Santo Padre Paulo VI, ao falar, por diversas vezes, deste assunto, não teve receio de declarar que a doutrina da Igreja « não mudou; e mais, que ela é imutável »[18] .

III.
E TAMBÉM À LUZ DA RAZÃO

8. O respeito pela vida humana não se impõe apenas aos cristãos; a razão basta de per si para o exigir, baseando-se na análise daquilo que é e deve ser uma pessoa. Constituído por uma natureza racional, o homem é um sujeito pessoal, capaz de reflectir sobre si próprio e de decidir dos seus actos e, portanto, do seu próprio destino; é livre. É, por consequência, senhor de si; ou melhor dito — porque ele se perfaz a si mesmo no tempo — ele dispõe dos meios para se tornar tal e nisso está o seu dever. Imediatamente criada por Deus, a sua alma é espiritual e, por isso, imortal. Mais: ele está aberto para Deus e não encontrará senão n’Ele a sua plena realização. No entanto, ele vive na comunidade dos seus semelhantes e nutre-se da comunicação interpessoal com eles, no indispensável meio social. Em face da sociedade e dos outros homens, cada pessoa humana se possui a si mesma, possui a sua vida e os seus diversos bens, à maneira de direito; e isso exige-o da parte de todos os outros em relação a si uma estrita justiça.

9. Contudo, a vida temporal que se leva neste mundo não se identifica com a pessoa; esta tem como seu próprio um nível de vida mais profundo, que não poderá acabar. Sim, a vida temporal é um bem fundamental, aqui na terra condição de todos os demais bens; mas existem valores mais altos, pelos quais poderá ser lícito e mesmo até necessário expor-se ao perigo de a perder. Numa sociedade de pessoas, o bem comum é para cada uma delas uma finalidade que deve servir, à qual há-de saber subordinar o seu interesse particular. Mas esse bem comum não constitui o seu fim último; e, neste sentido, é a sociedade que está ao serviço da pessoa, porque esta não consumará o seu destino senão em Deus. Ela não pode ser subordinada definitivamente senão a Deus. Nunca se pode tratar um homem como simples meio de que porventura se dispusesse para alcançar um fim mais elevado.

10. Sobre os direitos e os deveres recíprocos da pessoa e da sociedade, compete à moral esclarecer as consciências e ao direito determinar e organizar os encargos. Ora existe um conjunto de direitos que a sociedade não tem que conceder, porque eles lhe são anteriores; mas que ela tem por dever preservar a fazer valer: tais são a maior parte daqueles que hoje em dia se denominam os « direitos do homem » e que a nossa época se gloria de ter formulado.

11. O primeiro direito de uma pessoa humana é a sua vida. Ela tem outros bens e alguns deles são mais preciosos; mas este — da vida — é fundamental, condição de todos os demais. Por isso, deve ele, mais do que qualquer outro, ser protegido. Não compete à sociedade, nem compete à autoridade pública, seja qual for a sua forma, reconhecer este direito a alguns somente e não a outros: toda a discriminação aqui é iníqua, quer se fundamente na raça, quer no sexo, quer na cor, quer, enfim, na religião. Não é o reconhecimento por outrem que constitui este direito: ele precede tal reconhecimento; mais: ele exige ser reconhecido e é estritamente injusto recusar reconhecê-lo.

12. Uma discriminação fundada sobre os diversos períodos da vida não será pois mais justificável do que outra qualquer. O direito à vida permanece na sua inteireza num velhinho, mesmo que este se ache muito debilitado; permanece num doente incurável, este não o perdeu. Não é menos legítimo numa criança que acaba de nascer do que num homem feito. Na realidade, o respeito pela vida humana impõe-se desde o momento em que começou o processo da geração. Desde quando o óvulo foi fecundado, encontra-se inaugurada uma vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano, que se desenvolve por si mesmo. Ele não virá jamais a tornar-se humano, se o não for desde logo.

13. A esta evidência de sempre (absolutamente independente das discussões acerca do momento da animação),[19] a ciência genética moderna traz preciosas confirmações. Ela demonstrou, com efeito, que desde o primeiro instante se encontra traçado o programa daquilo que virá a ser este novo vivente: um homem, este homem indivíduo com as suas notas características já bem determinadas. A partir da fecundação, começou a aventura de uma vida humana, na qual cada uma das suas capacidades requer tempo, mesmo um tempo bastante longo, para eclodir e para se achar em condições de agir. O mínimo que se pode dizer é que a ciência actual, no seu estado mais evoluído, não dá apoio algum substancial aos defensores do aborto. De resto, não pertence às ciências biológicas dar um juízo decisivo sobre questões propriamente filosóficas e morais, como são a do momento em que se constitui a pessoa humana e a da legitimidade do aborto. Ora, sob o ponto de vista moral, isto é certo mesmo que porventura subsistisse uma dúvida concernente ao facto de o fruto da concepção ser já uma pessoa humana: é objectivamente um pecado grave ousar correr o risco de um homicídio. « É já um homem aquele que o virá a ser » [20] .

IV.
RESPOSTA A ALGUMAS OBJECÇÕES

14. A lei divina e a razão natural excluem, portanto, todo o direito a matar directamente um homem inocente. No entanto, se as razões apresentadas para justificar um aborto fossem sempre manifestamente infundadas e destituídas de valor o problema não seria assim tão dramático.

A sua gravidade provém de que em alguns casos, talvez bastante numerosos, ao recusar o aborto se inflige dano pelo que respeita a bens importantes, que é normal terem-se muito a peito e que podem mesmo parecer, algumas vezes, prioritários. Não ignoramos estas grandes dificuldades: pode tratar-se de um grave problema de saúde, ou por vezes mesmo de vida ou de morte, para a mãe; pode ser o encargo que representa mais um filho, sobretudo quando existem boas razões para temer que ele virá a ser anormal ou gravemente defeituoso; pode ser, ainda, o peso de que se revestem, em diversos meios, as considerações de honra e de desonra, de baixar de nível social, etc. Mas deve-se afirmar de modo absoluto que jamais alguma destas razões poderá vir a conferir objectivamente o direito de dispor da vida de outrem, mesmo que esta esteja a começar; e, pelo que diz respeito à infelicidade futura da criança, ninguém, nem mesmo o pai ou a mãe, se podem substituir a ela, embora se encontre ainda no estado de embrião, para escolher, em seu nome, a morte de preferência à vida. Ela própria, na sua idade amadurecida, jamais virá a ter o direito de optar pelo suicídio; e enquanto não está ainda na idade de decidir por si própria menos ainda os seus próprios pais podem escolher para ela a morte. A vida é um bem demasiado fundamental, para poder ser posto assim em confronto com inconvenientes mesmo muito graves [21] .

15. O movimento de emancipação da mulher, na medida em que visa essencialmente libertá-la de tudo aquilo que represente discriminação injusta, está perfeitamente fundamentado [22] .

Há, de facto, nas diversas formas de cultura, muito que fazer neste ponto; mas, não se pode mudar a natureza, nem subtrair a mulher, o mesmo sucedendo com o homem, aquilo que a natureza deles exige. Aliás, toda e qualquer liberdade, publicamente reconhecida, tem sempre como limites os direitos certos de outrem.

16. E importa dizer a mesma coisa no respeitante à reivindicação da liberdade sexual.

Se sob tal expressão se entendesse o domínio progressivamente alcançado, da razão e do amor verdadeiro, sobre o impulso dos instintos, sem depreciação do prazer, mas tendo-o na devida conta — e semelhante domínio, neste campo, é a única liberdade autêntica — não haveria nada a objectar, até porque uma tal liberdade assim acautelar-se-ia sempre, para não lesar a justiça. Se em contraposição, porém, com tal designação se entender que o homem e a mulher são « livres » para procurarem o prazer sexual até à saciedade, sem terem em consideração lei alguma, nem a ordenação essencial da vida sexual para os seus frutos de fecundidade,[23] então uma tal idéia nada tem de cristão; ela é mesmo indigna do homem. Em qualquer hipótese, ela não fundamenta direito algum a dispor da vida de outrem, ainda que ela se encontre embrionária, ou a suprimi-la. sob o pretexto de ela ser incómoda.

17. Os progressos da ciência abrem e continuarão a abrir cada vez mais à técnica, possibilidades de intervenções muito acuradas, cujas consequências, tanto no sentido do bem como no do mal, podem vir a ser muito graves.

Estamos perante conquistas do espírito humano, admiráveis em si mesmas, efectivamente; mas a técnica jamais poderá subtrair-se ao julgamento da moral, porque ela existe em função do homem e deve respeitar as suas finalidades. Da mesma forma que não se pode utilizar a energia nuclear para um fim qualquer, indiscriminadamente, assim também não se está autorizado a manipular a vida humana num sentido qualquer, não importa qual; o progresso da ciência deve estar ao serviço do homem para assegurar um melhor desabrochar das suas capacidades normais, para prevenir ou para curar doenças e, enfim, contribuir para o seu desenvolvimento pleno, o melhor possível. É verdade que a evolução das técnicas torna cada vez mais fácil o aborto precoce, mas a avaliação moral do mesmo não se modifica.

18. Sabe-se depois, qual a gravidade de que pode revestir-se para certas famílias e para alguns países o problema da regulação da natalidade.

Foi por isso mesmo que o último Concílio e, depois, a Encíclica Humanae vitae, de 25 de Julho de 1968, falaram de « paternidade responsável »[24] . O que se deve reafirmar com vigor, em continuidade com o que foi recordado pela Constituição pastoral do Concílio Gaudium et Spes, pela Encíclica Populorum Progressio e por outros documentos pontifícios, é que nunca, sob que pretexto for, o aborto pode ser utilizado, nem por uma família, nem pela autoridade pública, como um meio legítimo para a regulação da natalidade[25] . O lesar os valores morais é sempre, para o bem comum, um mal maior do que quaisquer inconvenientes de ordem económica ou demográfica.

 V.
A MORAL E O DIREITO

19. A discussão moral é acompanhada, um pouco em toda a parte, de graves debates jurídicos. Não há país algum cuja legislação não proíba e não castigue o homicídio. Muitos, para além disso, determinaram esta proibição e estas penas no caso especial do aborto provocado. Nos nossos dias, um vasto movimento de opinião demanda um liberação desta última interdição. Existe já uma tendência bastante generalizada que intenta conseguir que se restrinja o mais possível toda a legislação repressiva, sobretudo quando ela parece penetrar no domínio da vida privada. Retoma-se aqui, além disto, também a argumentação do pluralismo: se numerosos cidadãos, em particular os fiéis da Igreja católica, condenam o aborto, há muitos outros que o retêm lícito, ao menos como mal menor; porquê, então, impor-lhes que sigam uma opinião que não é a sua, sobretudo naqueles países onde constituam a maioria? Por outro lado, onde ainda existem, as leis que condenam o aborto demonstram-se de difícil aplicação: o delito tornou-se demasiado frequente, para que se possa castigar sempre com rigor, e os poderes públicos acham mais prudente fechar os olhos. No entanto, conservar uma lei que não se aplica, não se fará nunca, sem que isso prejudique a autoridade de todas as outras leis. E é necessário acrescentar que o aborto clandestino expõe as mulheres que ao mesmo recorrem aos maiores perigos, não apenas para a sua fecundidade futura, mas também muitas vezes para a sua própria vida. Mesmo que o legislador continue a considerar o aborto como um mal, não poderá ele propor-se restringir ao mínimo os seus prejuízos?

20. Estas razões e mais outras, ainda, que se aduzem de diversas partes, não são válidas para a legalização do aborto. É verdade que a lei civil não pode pretender abarcar todo o domínio da moral ou punir todas as faltas: ninguém lhe exige isso. Ela tem muitas vezes de tolerar aquilo que, em última análise, é o mal menor, para assim evitar um outro maior. É no entanto necessário ter em conta o que pode significar uma mudança de legislação. Muitos tomarão como uma autorização aquilo que não é mais, talvez, do que uma renúncia a castigar. Mais: no caso presente, esta renúncia parece mesmo incluir, pelo menos, que o legislador não considera já o aborto como um crime contra a vida humana, uma vez que, na sua legislação, o homicídio continua sempre a ser gravemente punido. É verdade que a lei não tem que resolver entre opiniões discordantes ou que impor uma em vez de outra. No entanto a vida da criança prevalece sobre toda e qualquer opinião: não se pode apelar pela a liberdade de pensamento para lh’a tirar.

21. A função da lei não é a de registar o que se faz; mas sim, a de ajudar a fazer melhor. É função do Estado, em qualquer hipótese; salvaguardar os direitos de cada um e proteger os mais fracos. Ser-lhe-á necessário, para tanto, corrigir muitos erros. A lei não está obrigada a sancionar tudo, mas ela não pode ir contra uma outra lei mais profunda e mais augusta do que toda a lei humana, a lei natural inscrita no homem pelo Criador, como uma norma que a razão discerne e se esforça por formular, que é necessário fazer mesmo esforço para compreender cada vez melhor, mas que é sempre mal contradizer. A lei humana pode renunciar a punir, mas não pode declarar honesto aquilo que porventura fosse contrário ao direito natural, porque uma tal oposição basta para fazer com que uma lei deixe de ser lei.

22. Deve ficar bem claro, em todo o caso, que seja lá o que for que as leis civis venham a estabelecer a este respeito, o homem não pode nunca submeter-se a uma lei intrinsecamente imoral; e esse é o caso precisamente daquela que admitisse em princípio a liceidade do aborto. Ele não pode participar numa campanha de opinião em favor da uma lei de tal género, nem dar-lhe a própria adesão. Ele não poderá, menos ainda, colaborar na sua aplicação. É inadmissível, por exemplo, que médicos ou enfermeiros se venham a encontrar em situações de se verem obrigados a cooperar, de maneira próxima, em abortos e de ter que escolher entre a lei de Deus e a sua situação profissional.

23. O que compete à lei, pelo contrário, é procurar levar por diante uma reforma da sociedade e das condições de vida em todos os ambientes, a começar pelos mais desfavorecidos, a fim de que se torne possível sempre e em toda a parte um acolhimento, digno do homem, a toda criança que vem a este mundo. Ajuda às famílias e às mães solteiras abonos garantidos aos filhos naturais e regulamentação conveniente da adopção: tem de ser promovida toda uma política positiva a fim de que possa haver sempre para o aborto uma alternativa concretamente possível e honrosa.

IV.
CONCLUSÃO

24. Seguir a própria consciência, na obediência à lei de Deus, nem sempre é um caminho fácil; isso pode comportar sacrifícios e fardos dos quais importa não desconhecer o peso. É preciso, por vezes, heroísmo a fim de permanecer fiel às suas exigências. No entanto, deve ser proclamado claramente, ao mesmo tempo, que a via do verdadeiro desenvolvimento pleno da pessoa humana passa por esta fidelidade constante a uma consciência mantida na rectidão e na verdade; ademais, hão-de exortar-se todos aqueles que dispõem de meios para isso, a procurarem aliviar os fardos que esmagam ainda tantos e tantos homens e mulheres, tantas e tantas famílias e crianças, postas perante situações humanamente sem saída.

25. A avaliação de um cristão não pode restringir-se aos horizontes da vida aqui neste mundo; ele sabe que na vida presente se prepara uma outra, cuja importância é tal, que é segundo ela que importa julgar [26] . Sob este ponto de vista não existe aqui sobre a terra uma infelicidade que seja absoluta, nem mesmo a dor atroz de ter de criar um filho defeituoso. Tal é a mudança radical de valores anunciada pelo Senhor: « Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! » (Mt. 5, 5). Medir a felicidade pela ausência de sofrimentos e de misérias neste mundo é voltar as costas ao Evangelho.

26. Mas isso não quer dizer que se possa ficar indiferente a esses sofrimentos e a essas misérias. Todo o homem de coração e certamente todos os cristãos devem estar prontos para fazer o possível ao seu alcance para lhes dar remédio. É a lei da caridade, cujo primeiro cuidado deve ser sempre o de instaurar a justiça. Jamais se pode aprovar o aborto, mas é preciso algo mais: procurar sobretudo combater as causas do mesmo. Ora isso comporta uma acção política que constituirá em particular o campo da lei. Mas é preciso, ao mesmo tempo, agir no plano dos costumes, concorrer para tudo aquilo que pode ajudar as famílias, as mães, as crianças. Foram realizados progressos consideráveis pela medicina ao serviço da vida; é de esperar que eles irão ainda mais por diante, de acordo com a vocação do médico, que não é a de suprimir a vida, mas de a conservar e de a favorecer o melhor possível. É igualmente para desejar que se desenvolvam, mediante instituições adequadas para isso, ou na falta destas, pelo impulso da generosidade e da caridade cristã, todas as formas de assistência.

27. Não se actuará eficazmente no plano dos costumes, se não se lutar igualmente no plano das ideias. Não se pode nunca deixar expandir, sem a contradizer, uma maneira de ver, e, mais ainda, de sentir, que considere a fecundidade como uma desgraça. É verdade que nem todas as formas de civilização são igualmente favoráveis às famílias numerosas; estas encontram obstáculos de longe muito maiores numa civilização de tipo industrial e urbano. Assim, a Igreja, nestes últimos tempos, tem insistido na ideia de paternidade responsável, exercício de uma verdadeira prudência, humana e cristã. Esta prudência não seria nunca autêntica se não incluísse a generosidade; ela deve manter-se consciente da grandeza de uma tarefa que é cooperação com a Criador para a transmissão da vida, que dá à comunidade humana novos membros e à Igreja novos filhos. A Igreja de Cristo tem o cuidado fundamental de proteger e favorecer a vida. Ela pensa, obviamente, antes de mais, naquela vida que Cristo veio trazer à terra: « Eu vim para que os homens tenham a vida e a tenham em abundância » (Jo. 10, 10). Mas a vida provém de Deus, a todos os níveis em que ela se manifesta; e a vida corporal é para o homem o começo indispensável. Nesta vida sobre a terra, o pecado introduziu, multiplicou e tornou mais pesados o sofrimento e a morte; no entanto, Jesus Cristo, tomando sobre si o fardo dos mesmos, transformou-os: para quem acredita n’Ele, o sofrimento e a mesma morte tornam-se instrumentos de ressurreição. Por isso, São Paulo pôde dizer: « Eu estimo, efectivamente, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória que há-de revelar-se em nós » (Rom. 8, 18); e fazendo uma comparação, pode-se acrescentar ainda com o mesmo Apóstolo: « Realmente, o leve peso da nossa tribulação do momento presente, prepara-nos além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória! » (2 Cor. 4, 17).

O Sumo Pontífice Paulo VI, na Audiência concedida ao infra-escrito Secretário da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, no dia 28 de Junho de 1974, ratificou, confirmou e mandou publicar a presente Declaração sobre o aborto provocado.

Dado em Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, a 18 de Novembro, na solenidade da Dedicação das Basílicas dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, no ano do Senhor de 1974.

 

Francisco Cardeal Seper
Prefeito

Jerónimo Hamer
Arcebispo titular de Lorium
Secretário


Notas

[1] Encontrar-se-á um bom número de documentos episcopais en CAPRILE G., Non uccidere. «Il Magistero della Chiesa sull’aborto », Parte II, pp. 47-300, Roma 1973.

[2] Const. Apost. Regimini Ecclesiae universae, II1, 1, 29; cfr. ibid., 31: « São da sua competência todas as questões que dizem respeito à doutrina da fé e dos costumes, ou que com a fé estejam relacionadas »: A.A.S. 59 (1967), p. 897.

[3] Const. Lumen gentium, n. 12: A.A.S. 57 (1965), pp. 16-17. A presente Declaração não trata de todos os problemas que podem levantar-se sobre o assunto de aborto: cabe aos teólogos examiná-los e discuti-los. Ela recorda simplesmente alguns princípios fundamentais, que devem de ser para estes mesmos teólogos uma luz e uma norma, e para todos os cristãos a confirmação de certezas fundamentais da doutrina católica.

[4] Const. Lumen gentium, n. 25: A.A.S. 57 (1965), pp. 29-31.

[5] Os autores sagrados não fazem considerações filosóficas acerca da animação, mas falam do período da vida que precede o nascimento como sendo já objecto da atenção de Deus: Ele, efectivamente, cria e forma o ser humano, como algo plasmado por suas mãos (cfr. Sl. 118, 73). Ao que parece, este tema teve a sua primeira expressão em Jer. 1, 5; mas ele é depois retomado em muitos outros textos. Assim: cfr. Is. 49, 15; 46, 3; Jo. 10, 8-12; Si. 22, 10; Sl. 71, 6; Sl. 139, 13. No Evangelho, lemos em São Lucas: « Logo que me chegou aos ouvidos o som da tua saudação, exultou de alegria o menino no meu seio (1, 44).

[6] Didachè apostolorum, V, 2; ed. FUNK, Patres Apostolici, 1, 17; A Epístola de Barnabé, XIX, 5, utiliza as mesmas expressões (ed. FUNK, I. c., I, 91-93).

[7] ATENÁGORAS, Apologia em favor dos cristãos, 35. Em. P.G. 6, 970; e em S.Ch. (= Sources Chrétiennes), 3, pp. 166-167. Tenha-se também presente a Epístola a Diogneto, V, 6 (FUNK, o. c., I, 399; S.Ch. 33, 63), na qual se diz dos cristãos: «Eles procriam filhos, mas não eliminam nunca os fetos ».

[8] TERTULLIANO, Apologeticum, IX, 8: P.L. I, 371-372; em Corp. Christ. I, p. 103, 1. 31-36.

[9] Cânon 21 (MANSI, 14, p. 909). Cfr. o Concílio de Elvira, cânon 63 (MANSI, 2, p. 16) e o Concílio de Ancira, cânon 21 (ibid., p. 519). Poder-se-á ver também o decreto de Gregório III, respeitante à penitência a impor àqueles que porventura se tornaram culpados deste crime (MANSI, 12, 292, c. 17).

[10] GRACIANO, Concordantia discordantium canonum, C, 2, q. 5, c. 20. Durante a Idade Média recorria-se frequentemente à autoridade de Santo Agostinho, o qual escreveu a este propósito, na sua obra De nuptiis et concupiscentiis, c. 15: « Por vezes esta crueldade libidinosa, ou esta libidinagem cruel vão até ao ponto de arranjarem venenos que tornam as pessoas estéreis. E se o resultado desejado não é alcançado desse modo, a mãe extingue a vida e expele o feto que estava nas suas entranhas; de tal maneira que o filho morre antes de ter vivido; de sorte que, se o filho já vivia no seio materno, ele é matado antes de nascer (P.L. 44, 423-424: CSEL 42, 230. Cfr. o Decreto de Graciano, o. c., C. 32, q. 2, c. 7).

[11] Comentário sobre as Sentenças, livro IV, dist. 31, na exposição do texto.

[12] Constitutio Effraenatum, de 1588 (Bullarium Romanum, V, 1, pp. 25-27; Fontes Iuris Canonici, I, n. 165, pp. 308-311).

[13] DENZ-SCHÖN., 1184. Cfr. também a Constituição Apostolicae Sedis de Pio IX (Acta Pii IX, V, pp. 55-72; em A.S.S. 5 [1869], pp. 287-312; e em Fontes Iuris Canonici, III, n. 552, pp. 24-31).

[14] Encíclica Casti connubii: A.A.S. 22 (1930), pp. 562-565; DENZ-SCHÖN., 3719-21 (2242-2244).

[15] As declarações de Pio XII são explícitas, precisas e numerosas; essas declarações exigiriam, por si sós, um estudo aturado. Citamos apenas — porque aí se formula o princípio em toda a sua universalidade — o Discurso dirigido à União Italiana Médico-Biológica « São Lucas », em 12 de Novembro de 1944: « Até ao momento em que um homem não se tornar culpado, a sua vida é intocável; e por isso é ilícito todo e qualquer acto que tenda directamente para destruí-la, quer essa destruição seja intentada como fim, ou somente como meio para o fim, quer se trate de uma vida no seu estado embrionário ou já no seu desenvolvimento pleno ou, ainda, prestes a chegar ao seu termo » (Discorsi e radiomessaggi, VI, p. 191).

[16] Encíclica Mater et Magistra: A.A.S. 53 (1961), p. 447.

[17] Const. Gaudium et spes, n. 51; cfr. também n. 27 (A.A.S. 58 [1966], p. 1072; e cfr. 1047).

[18] Alocução Salutiamo con paterna effusione, de 9 de Dezembro de 1972: A.A.S. 64 (1972), p. 777. Dentre os testemunhos desta doutrina imutável, recorde-se a declaração do Santo Ofício, que condena o aborto directo (A.S.S. 17 [1884], p. 556; 22 [1888-1890], p. 748; DENZ-SCHÖN. 3258, [1890]).

[19] Esta Declaração deixa expressamente de parte o problema do momento de infusão da alma espiritual. Sobre este ponto não há tradição unânime e os autores acham-se ainda divididos. Para alguns, ela dá-se a partir do primeiro momento da concepção; para outros, ela não poderia preceder ao menos a nidificação. Não compete à ciência dirimir a favor de uns ou de outros, porque a existência de uma alma imortal não entra no seu domínio. Trata-se de uma discussão filosófica, da qual a nossa posição moral permanece independente, por dois motivos: 1° no caso de se supor uma animação tardia, estamos já perante uma vida humana, em qualquer hipótese, (biológicamente verificável); vida humana que prepara e requer esta alma, com a qual se completa a natureza recebida dos pais; 2° por outro lado, basta que esta presença da alma seja provável (e o contrário nunca se conseguirá demonstrá-lo) para que o tirar-lhe a vida equivalha a aceitar o risco de matar um homem, não apenas em expectativa, mas já provido da sua alma.

[20] TERTULIANO, citado mais acima na nota 8.

[21] O Cardeal Jean Villot, Secretário de Estado, escrevia a 10 de Outubro de 1973, ao Cardeal Döpfner, Arcebispo de Munique, a propósito da protecção da vida humana: « A Igreja não pode reconhecer como moralmente lícitos, para superar uma situação difícil (de necessidade) nem os meios anticoncepcionais, nem, menos ainda, o aborto » (em L’Osservatore Romano, ed. semanal em alemão, de 26 de Outubro de 1973, p. 3).

[22] Encíclica Pacem in terris: A.A.S. 55 (1963), p. 267; Const. Gaudium et spes, n. 29: A.A.S. 58 (1966), pp. 1048-49; e PAULO VI, aloc. Salutiamo… citada na nota 8: A.A.S. 64 . (1972), p. 779.

[23] Const. Gaudium et spes, n. 48: « Por sua natureza, a própria instituição matrimonial e o amor conjugal ordenam-se para a procriação e educação da prole, que constitue como que o seu coroamento ». De modo semelhante no n. 50: « O matrimónio e amor conjugal destinam-se por sua natureza à procriação e educação da prole» (A.A.S. 58 (1966), pp. 1068 e 1070).

[24] Const. Gaudium et spes, nn. 50 e 51 (A.A.S. 58 [1966], pp. 1070-73); e PAULO VI, Encíclica Humanae vitae, n. 10: A.A.S. 60 (1968), p. 487. A « paternidade responsável » supõe o uso apenas dos meios lícitos para a regulação da natalidade. Cfr. a mesma Enc. Humanae vitae, n. 14: ibid., p. 490.

[25] Const. Gaudium et spes, n. 87 (A.A.S. 58 [1966], pp. 1110-11); e PAULO VI, Encíclica Populorum progressio, n. 31; e Discurso na sede das Nações Unidas: A.A.S. 57 (1965), p. 883; João XXIII, Encíclica Mater et Magistra: A.A.S. 53 (1961), pp. 445-448.

[26] O Cardeal Jean Villot, Secretário de Estado, escrevia ao Congresso dos Médicos Católicos que se encerrou a 26 de Maio de 1974, em Barcelona: « Pelo que se refere à vida humana, esta não é algo unívoco; melhor se poderia dizer que é um feixe de vidas. Não se podem reduzir, sem as mutilar gravemente, as zonas do seu ser, que, na sua íntima interdependência e interacção, estão ordenadas umas para as outras: zona corporal, zona afectiva, zona mental e esse âmago da alma onde a vida divina, recebida pela graça, pode desabrochar, mediante os dons do Espírito Santo » (em L’Osservatore Romano, de 29 de Maio de 1974).

 

  Quantas vezes sejam necessárias, eu falarei sobre o assunto.

– Mais, muito mais, eternamente-. 

 

Publicado agosto 27, 2008 por heitordacosta em Reflexão

CABEÇAS PENSANTES ATENTEM E VIGIEM   Leave a comment

Foto-Heitor                     ABORTO

 

 

A fotografia abaixo mostra um feto, no terceiro mês da gravidez, já morto e dentro de um útero, na mão de um médico. A gestante havia morrido e, durante a autópsia, o feto foi retirado juntamente com o útero. A casca que rodeia o feto na mão do médico é o próprio útero. Note que no terceiro mês o feto e o útero são menores do que a mão do médico. Esta fotografia ajuda a ter idéia do tamanho da gravidez de dois meses. O feto da foto anterior, que mostrava pézinhos humanos no segundo mês da gravidez, é menor do que este que o internauta pode ver abaixo.

Tamanho de um feto no 3º mês da gestação

A foto seguinte mostra um feto vivo, dentro do útero, no terceiro mês de gestação. Do ponto de vista dos órgãos e das estruturas presentes, a diferença entre o segundo e o terceiro mês é pequena. Note os vasos sanguíneos que circundam a cabeça do bebê. Eles tem sangue circulando, o que significa que o coração já funciona perfeitamente.

Note também que o feto tem ouvidos, o que significa que ele é capaz de ouvir. A fotografia ao lado é a de um feto vivo no terceiro mês da gestação. Ele possui olhos também, o que significa que ele é capaz de ver. Dentro do útero a escuridão é completa mas quando, para fazer estas fotos, utiliza-se uma técnica para iluminá-lo, os fetos giram a cabeça e escondem os olhos entre as mãos para não serem incomodados pela luz. Dentro do útero o ambiente não é de silêncio; o feto ouve os batimentos cardíacos de sua mãe acima de sua cabeça e, assim como nós estamos acostumados a ver o Sol no céu, o feto acostuma-se a um mundo onde se ouve um bumbo batendo regularmente ao alto, que é o próprio coração de sua mãe pulsando. Nos berçarios de maternidades já se tornou bem conhecida a experiência de que os recém nascidos páram de chorar e se acalmam quando se coloca em um alto falante a gravação dos batidos regulares de um coração, o som que eles acostumaram a ouvir durante quase todos os nove meses anteriores da gravidez.

Estas fotografias mostram que, o feto humano, na época em que se fazem os abortos, são já seres humanos formados. Se você está pensando em fazer um aborto e não sabia disso, não há como negar que o que um aborto faz é matar um ser humano inocente e já formado. O respeito à vida é a base de toda a conduta ética. Quando alguém acha que tem algum motivo justo para matar um inocente, tudo passa a ser correto, porque qualquer outra coisa será sempre mais inocente do que tirar a vida de uma pessoa. Se é correto matar um inocente quando temos algum motivo razoável para isso, será correto fazer qualquer outra coisa se também tivermos um motivo que nos leve a fazê-lo.


 

 

 

 

 

– MAIS, MUITO MAIS, ETERNAMENTE-.

Publicado agosto 26, 2008 por heitordacosta em CRIME

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

Foto-Heitor                              Existe Vida onde a nossa vã filosofia não alcança.

 

No momento que se especula oficializar o assassinato do "feto" apresento para vocês uma fotografia impressionante.

Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para espinha bífida, realizada dentro do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica iria registar talvez o grito a favor da vida mais eloqüente conhecido até hoje.

Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tennessee, aquilo que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebê tirou sua mão pequena do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do doutor que estava a operá-lo.

A espetacular fotografia foi publicada por vários jornais nos Estados Unidos, e cruzou o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra a legalização do aborto. A mão pequena que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander Armas, nascido a 2 de dezembro de 1999 (no dia da foto ele tinha 21 semanas de gestação). Quando pensamos bem nisto, a foto é ainda mais eloquente. A vida do bebê está literalmente por um fio; os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigir a anomalia fatal e fechá-lo para que o bebê continuasse seu crescimento normalmente.

Por tudo isto, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias efetuadas no mundo.

A história por trás da imagem é ainda mais impressionante, pois reflete a luta e a experiência passadas por um casal que decidiu esgotar todas as possibilidades, até o último recurso, para salvar a vida do seu primeiro filho.

Essa é a odisséia de Julie e Alex Arms, que moram na Geórgia, Estados Unidos. Eles lutaram durante muito tempo para ter um bebê. Julie, enfermeira de 27 anos de idade, sofreu dois abortos antes de ficar grávida do pequeno Samuel. Porém, quando, completou 14 semanas de gestação, começou a sofrer câimbras fortes, e um teste de ultra-som mostrou as razões. Quando foi revelada a forma do cérebro e a posição do bebê no útero, o teste comprovou problemas sérios.
O cérebro de Samuel estava mal-formado e a espinha dorsal também mostrou anomalias.

O diagnóstico, como já era esperado, foi de que o bebê sofria de espinha bífida e eles poderiam decidir entre um aborto ou um filho com sérias incapacidades.

De acordo com Alex, 28 anos, engenheiro aeronáutico, eles sentiram-se destruídos pelas notícias, mas o aborto nunca seria uma opção. Em vez de se deixar ir abaixo, o casal decidiu procurar uma solução pelos seus próprios meios e foi então que ambos começaram a procurar ajuda através da Internet. A mãe de Julie encontrou uma página que trazia detalhes de uma cirurgia fetal experimental desenvolvido por uma equipa da Universidade de Vanderbilt. Deste modo, entraram em contato com o Dr. Joseph Bruner (cujo dedo Samuel segura na foto) e começou uma corrida contra o tempo.

Uma espinha dorsal bífida pode levar a danos cerebrais, gerar paralisias diversas e até mesmo uma incapacidade total. Porém, quando pode ser corrigido antes de o bebê nascer, muitas são as chances de cura. Apesar do grande risco por o bebê não poder nascer ainda naquele momento, os Arms decidiram recomendá-lo a Deus. A operação foi um sucesso. Nela, os médicos puderam tratar o bebê, cujo tamanho não era maior do que o de um porquinho da índia – sem o tirar do útero, fechar a abertura originada pela deformação e proteger a coluna vertebral de modo a que os sinais vitais nervosos pudessem ir agora para o cérebro.

Samuel tornou-se o paciente mais jovem que foi submetido a esse tipo de intervenção e é perfeitamente possível que um dia Samuel Alexander Armas aperte novamente a mão do médico Bruner.

Samuel nasceu numa quinta-feira, 2 de dezembro, às 18:25 h no Northside Hospital, após 35 semanas de gestação, e foi para casa no dia 6 desse mesmo mês.

– PENSEM NISSO. ABORTO JAMAIS. É CRIME CONTRA A PESSOA E O UNIVERSO!

-vAMOS FICAR ATENTOS.

-NAIS, MUITO MAIS, ETERNAMENTE-.

Publicado agosto 26, 2008 por heitordacosta em CRIME

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

Foto-Heitor

 

Utilidade Pública

Em face da gravidade do assunto que será objeto de uma audiência pública na Suprema Corte, peço licença a todos que me acompanham para reproduzir matéria a seguir.

 

 

Brasil pela vida – action

Brasil Pela Vida objetivo: cotra o aborto, o aborto anencéfalo, o aborto provocado mais especialmente defender a vida na sua origem e no seu termo, contra a eutanásia. Atendemos ao apelo de Bento XVI, que afirmou que devemos defender a vida. Nossa posição baseada na doutrina tradicional da Igreja Católica, baseado em pronunciamentos dos Papas, João XXIII, João Paulo II,Pio XII, Pio IX, Inocêncio XI, chegando até o Didaché, no começo do Cristianismo passando por Santo Tomás e Santo Agostinho.

Brasil Pela Vida

A Associação Cultural Brasil Pela Vida foi o resultado do esforço de brasileiros de diversas áreas de atividade, de diversos estados do Brasil, que decidiram defender a vida, entendida a vida desde a sua concepção até sua morte natural. A finalidade principal dessa associação é o combate ao aborto e à eutanásia.

Visualizar meu perfil completo

 

 

 

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Dia 26 de agosto importante audiência pública sobre aborto anencefálico


Benvindo a Você que é contrário ao aborto! Benvindo a Você que quer defender o direito à vida do bebê que está por nascer!

Prezados Amigos

Clique aqui para enviar mensagens aos deputados da Frente Parlamentar.

A Supremo Tribunal Federal, em Brasília, promoverá nos dias 26, 27 e 28 de agosto uma audiência pública para debater o aborto anencefálico (bebês sem encéfalo).

Dentre os convidados o único parlamentar a fazer uso da palavra é o Dr. José Aristódemo Pinotti (DEM – SP) conhecido pelas suas posições pró-aborto e os jornais estão dizendo e até o momento é certo de que não convocarão mães e parentes que tiveram casos de anencefalia na família.

Tanto uma coisa como a outra são atitudes que não estão de acordo com uma audiência, que pretende ser pública e imparcial, em que um deputado favorável ao aborto pode falar e não convocam pelo menos um deputado ou senador das Frentes Parlamentares, que existem no Congresso e que são anti-aborto. Por quê?

Vamos escrever a esses parlamentares que foram excluídos do debate para que exijam sejam eles também ouvidos. Esta é a condição de imparcialidade.

Em segundo lugar o próprio Ministro Marco Aurélio Mello declarou que não serão ouvidos parentes de anencéfalos.

Ora, isto também, a nosso ver, é uma incongruência e um absurdo. É sabido que algumas mães já praticaram aborto anencefálico protegidos por liminar, e há também mães que levaram a gestação até o fim e as crianças sobreviveram vários meses, desafiando o prognóstico de médicos e cientistas favoráveis ao aborto, como foi o caso recentíssimo de Marcela de Jesus Ferreira que sobreviveu durante um ano e oito meses e 12 dias.

Ela nasceu com anomalias próprias de uma anencéfala, mas interagia com a mãe e irmãs, cresceu com reações próprias à bebês de sua idade e veio a falecer por uma complicação alimentar.

Morreu como morrem tantas outras crianças e como bem disse a mãe, quando perguntada que lembranças reviviam em sua alma o período que ela conviveu com sua filha: “de Marcela sinto saudades profundas, não sinto remorsos”. Ela sabia perfeitamente se ela a tivesse abortada ela carregaria para o resto de sua vida o remorso de ter mandado matar sua filha.

Marcela nasceu, foi batizada registra em cartório, morreu r foi sepultada como uma brasileira. Do céu Marcela estará, certamente rezando e pedindo a Deus que não permita que no Brasil o aborto anencefálico seja permitido.

Sim, se hoje os favoráveis ao aborto querem matar os não nascidos portadores de anencefalia, amanhã serão, quiçá, os mongolóides, depois os paraplégicos, depois ….., depois, e estará estabelecido no Brasil o aborto eugênico tão sonhado por regimes pagãos na antiguidade ou, em passado recente e tristemente célebre, o nazismo.

Vamos, pois, escrever para deputados e senadores que se dizem contrários ao aborto para que eles se manifestem, antes da realização da audiência pública, e façam ouvir a nossa voz. Afinal, não foram eles escolhidos para representar o povo? Pois bem, no Brasil as pesquisas indicam que a grande maioria do povo brasileiro é contrária ao aborto e essa maioria não sente representada no debate em que fará uso da palavra apenas um parlamentar, o Dr Pinotti.

Que a Providência proteja nosso Brasil não permitindo que o aborto, específicamente, o aborto de anencéfalos não seja aprovado no Brasil.

Clique aqui e envie mensagens aos parlamentares que se dizem contrários ao aborto. Um clique, alguns minutos e você poderá estar salvando milhares de crianças que serão sacrificadas caso seja permitido o aborto de anencéfalos.

Depois de feito isso, convide seus amigos para que façam o mesmo.

Atenciosamente

Brasil pela Vida

Postado por Brasil Pela Vida às 05:13 0 comentários

Assinar: Postagens (Atom)

Publicado agosto 26, 2008 por heitordacosta em Utilidade Pública

Cabeças Pensantes atentem e vigiem – Trecho do Livro DOSSIÊ-   Leave a comment

       
 
                             Cabeças Pensantes atentem e vigiem
                                                             
                                                            Trecho
 
 
            

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Trecho

 

Nesse ínterim, o empresário Latif vem se reunir a nós. É informado dos acontecimentos pelo embaixador Alfredo, ele imediatamente me parábeniza. Aproveitamos todos e, mais uma vez brindamos. O general Adalberto ensaia um rápido comentário sobre o plano:

-queridos amigos, com relação ao plano que nos foi apresentado, aliás, diga-se de passagem, está bem elaborado, mas acontece se tratando de conflito beligerante, eu só conheço dois caminhos que nos levam a Vitória; o primeiro depende ter um bom exército, moderno equipamento e, tecnologia de ponta. O segundo é um pouco mais sombrio, pois implica no uso da corrupção, – o inimigo oculto, – e ter a disposição muito Ouro.

-Aproveito bebo um pouco mais de champanhe. O Jofre ri, o Latif acha que a segunda variável é privilégio de poucos. O embaixador Alfredo pondera. -No surgimento da humanidade e durante o seu desenvolvimento assim como na formação das sociedades, estavam os homens dominados pela força bruta e cega; depois eles são submetidos às leis, que na realidade não é outra coisa que a mesma força disfarçada. Esta consideração me leva deduzir, acrescentando a observação do Senhor Latif que, o uso do Ouro é ideal e eficaz, entretanto, não está ao alcance de qualquer Ditador ou exército e, ainda oculto, não se sabe por quem, assim, devo admitir fixando-nos na lei natural, o direito reside na força.

-Aproveito o silêncio que a fala do embaixador Alfredo provocou e, bebo mais um pouco do meu champanhe. O Latif, ele é do tipo bonachão, alto forte, tem suas bochechas um tom rosáceo, um espesso bigode é destaque num rosto largo gordo e, alegre. Aproveita a ocasião-a pequena pausa, – para acender seu charuto Cubano. Vieram de Varadero, – presente da Justine-. O general Adalberto revela um sorriso meio sinistro, – canto de boca, seus lábios se contraem como se fosse um tique nervoso. – Eu acho que há alguma diferença entre ele e o embaixador Alfredo, nunca entendi direito qual é o sentido de manter-se um oficial superior no exercício de uma função diplomática no exterior, será isso?

Voltando ao debate eu aproveitei argumentando que se fosse prevalecer à força, como supõem o embaixador Alfredo as nossas propostas estariam com grandes possibilidades de conseguirem sucesso, pois além das estratégias adotadas pelo nosso exército, teriam elas ao seu alcance, a sua disposição, instrumentos e tecnologia modernos, a força do poviléu, e o nosso Ouro. Nesse momento o general Adalberto assume uma atitude que surpreende a todos; -abandona bruscamente sua taça com champanhe de maneira rude sobre a mesa, – empedernido afirma: isso não acontecerá em hipótese alguma! Em seguida se afasta do grupo. O Latif tenta contornar o constrangimento que o general Adalberto provocou, minimizando o fato, atribuindo tal comportamento ao efeito do champanhe. O contra tempo oferece-me uma oportunidade para que eu efetue uma retirada na direção ao interior do Castelo. Justifico-me ao embaixador Alfredo, e ao Latif ser necessária neste momento a minha presença junto a Justine. O Jofre me segue. Coloco as minhas mãos juntas, próximas do meu rosto – através dessa expressão -dou a entender a ele que irei dormir. Ele compreende e volta para perto do Latif.

Justine não estava no escritório, tampouco o Gedenilson. Resolvo beber mais champanhe, porém, não quero voltar para a festa. Encontro com monsieur Jugnot no salão, indago-lhe onde eu poderei encontrar champanhe, ele diz que irá providenciar e, pergunta-me aonde eu irei ficar, peço-lhe que a leve para minha suíte. Subo a escada que acessa aos meus aposentos, encontro com a Veronique no corredor, ela me informa que o meu banho já está preparado, talvez a água esteja um pouco quente, pois não imaginava que eu fosse chegar naquele momento. Agradeci-lhe e entrei no quarto. Encontro em cima de uma mesinha de canto, – peça que ornamenta a saleta que antecede o cômodo, – uma maleta pequena térmica, dentro, uma garrafa de champanhe.

Um envelope, papel de linho branco perfumado, encontra-se apoiado na lateral da maleta. O pego, e, retiro de dentro dele um formulário com a logomarca da Maison, nele Justine escreveu.

“Querido, sei que as nossas emoções estão em um nível à cima do pico do Monte Everest. Apesar de a lua ter surgido não importa; para mim continua um lindo e glorioso dia.

Não sei a que horas você terá tido conhecimento desse convite que eu lhe faço com o maior carinho.                                                                                                                                                                   Encontro-me na Torre leste, nos aposentos que a plebéia Camile Fremontier, -como era hábito naquele tempo, usou até o dia de suas núpcias, – quando o então Rei, Alexandre de Coteville seu amo e, senhor, veio buscá-la.

Pedi a Veronique que lhe preparasse um relaxante banho. Querido, seja o tempo que for, estarei lhe esperando. “Não deixemos acabar esse dia”.

 A Veronique havia me dito que a temperatura da água do banho talvez estivesse acima dos 37 graus, mas eu até achei agradável, também os sais que ela colocou na água, -não sei os seus nomes- provocaram em mim um maravilhoso relaxamento. Só após esse banho é que pude perceber o quanto estava tenso.

 A escada tem seu piso de pedras, é larga em caracol. Um grosso tapete vermelho comprido cobre toda extensão – feito uma passarela-, abafa o ruído dos passos. São cinco lances – equivalentes a cinco andares de um prédio moderno, até chegar a Torre. As paredes são feitas de paralelepípedos, nelas archotes acesos iluminam o caminho. Em alguns trechos, pendurados estão escudos, lanças, armaduras, brasões. Duas armaduras estão postadas na entrada, -única, – da Torre. Uma ante-sala precede a alcova. É grande, seu piso também construído com pedras, coberta em sua maior parte com um imenso e macio tapete de cor azul. Um quadro renascentista – o nascimento de Vênus, – de Botticelli, entre tapetes persas, lanças, espadas, escudos e, uma imensa foto, de Justine, reveste as paredes. Rosas vermelhas -polpudas- em vasos de cristal, dispersos pela sala, perfumam e enfeitam o ambiente. A iluminação é tênue, provém de um imenso lustre -candelabro- de cristal onde velas de cera, emanam perfume de cítricos e de flores ao local. Atravesso a sala, paro diante do umbral da porta que separa o lugar de onde estou do quarto. Ali, recostada em um canapé, forrado de cetim na cor amarelo -limão, – a majestosa, deslumbrante, sedutora, Justine Alcântara, aguardando minha chegada, linda perfumada irresistível!

O chão é de pedras lisas e brancas, – lembram o mármore, – os estofados do quarto são em estilo clássico, as poltronas, tem listras e poás em seus revestimentos. Todas ostentam tonalidade clara. Próximo do canapé, uma grande cama redonda, sobre ela pétalas de rosas vermelhas, ao lado Justine usando um vestido de gaze de cor branca transparente. -Na minha mente vieram recordações de trechos do ritual Hieros Gamos-.

No lado oposto há um closet, ali, uma grande banheira redonda convidativa para dois, Está pronta para ser usada, água quente cheia de espuma perfumada de uma leve fragrância. Enormes espelhos estão colocados em sua volta. Através deles nada fica oculto. O piso nesta parte é todo de madeira, – como fosse um deck-. A arquitetura interior lembra o estilo gótico, arcos medievais dão forma ao teto e, aos umbrais das portas que separam os ambientes. Justine abre seus braços para me receber – ainda está recostada no canapé. Aproximo-me dela; Justine meu querido amor, como você está linda!

-Querido como é maravilhoso ter você ao meu lado, assim tão junto. Sonhei várias vezes com esse momento. Nada mais poderia querer da vida; você e depois, a vitória de nossa causa.

-Justine minha amada; deixe-me sentir o teu calor, quero cobri-la de beijos, carícias. Perder-me nas curvas do teu corpo, nele, cavalgar pelas planícies dos sonhos, das paixões, e no auge desse prazer, alcançar o limite extremo do Universo.

-Beije-me meu adorado amor, devora-me com o teu ardente desejo, quero sentir esse músculo rijo imponente, soberano, por intermédio de ele desejo obter o mais alto grau de excitação dos meus sentidos, durante esse delírio incontido, afogar-me no oceano de amor e prazer, na sublime seiva da vida que o teu gozo me oferece.

Foi uma longa noite de amor pleno!

 -Trecho do meu LIVRO DOSSIÊ.

 -Mais, muito mais, eternamente-.

 

 

Publicado agosto 26, 2008 por heitordacosta em Livros

Cabeças Pensantes atentem e vigiem – Trecho do meu LIvro DOSSIÊ   Leave a comment

 
                        Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                           Trechos
 
 
 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Trechos

-Você está pensando se convém ficar aqui?

-Justine perdoa-me, eu dei um profundo mergulho no vácuo do tempo. Tentei encontrar algumas explicações para determinados fatos.

-E o que encontrou querido?

-Nada.

-Então a tua experiência não foi em vão. Não será o nada, o começo de alguma coisa?

-NÃO!

-Querido Daniel, procure relaxar, eu imagino o quanto você deve estar desgastado. Preste atenção querido no que irei lhe falar; amanhã no inicio da tarde, eu farei uma rápida viagem, dois dias no máximo. Irei levar o Gedenilson ao encontro da Heleninha.

-Mas ela não está asilada na Argélia?

-Sim, mas, eu tenho que cumprir com a minha palavra. Quando a Heleninha conseguiu o asilo, – todos os preparativos e contatos com as autoridades dos paises envolvidos foram realizados por meu intermédio-. Naquela ocasião a Heleninha me fez jurar, que eu faria de tudo para libertar o Gedenilson e, quando isso acontecesse, deveria levá-lo ao seu encontro.

-O Gedenilson está ciente?

-Não. Justine há um fato muito preocupante. Desde que saímos daquele lugar, o Gedenilson em momento algum manifestou interesse de procurar sua madrinha, ou então, telefonar saber noticias dela.

-Querido Daniel, a dona Dulce é falecida.

-Quando aconteceu?

-uma semana antes da fuga.

-Ele foi informado?

-Saberá pela Heleninha.

-Mais uma perda. A vida é uma longa estrada com várias curvas, e nelas, sempre perdemos pessoas queridas. Justine eu estou pretendendo retornar para o Brasil, mas antes, após o seu regresso, quero ter com você uma conversa sobre a nossa caminhada nessa estrada -causa, – ela é muito sinuosa.

-Querido, por que não vamos juntos a Argélia? Olhe; deixaremos o Gedenilson com a Heleninha, em seguida poderemos fazer um passeio até o Egito. Descansaremos ali por alguns dias, depois poderemos ir

-Justine, eu preciso parar um pouco, realizar uma profunda análise de toda a situação vivida nesses últimos tempos.

-Diga-me querido, além do cansaço o que mais está lhe afligindo?

-A causa. A Ditadura do Índice de Audiência! Como a combatemos a nossa participação, as nossas vidas, os paradoxos a nossa utopia.

Nós não perguntamos ao povo se ele quer mudanças. Você não acha que o povo já tem idade suficiente para saber o que lhe agrada? Esse eterno paternalismo, -que lhe oprime- e, começar assumir atitudes que lhe possam permitir escolher, – o povo para o povo pelo povo, – isso é bom, isso não serve.

-Querido você esta me querendo dizer que precisamos reconsiderar as decisões, ações, as nossas propostas?

-Justine, como observou o nosso amigo embaixador Alfredo, o nosso inimigo, não é nenhum qualquer. O seu exército, – parte da Mídia, – tem uma mobilidade excelente, é bastante flexível, atuando em várias frentes ao mesmo tempo. O seu poder de convencimento é muito abrangente quase irresistível. A sua principal arma -letal, – é mais poderosa que uma bomba de hidrogênio. Ela explode nos lares, no seio das famílias. Aparentemente, sua força nociva destrutiva não provoca dor, ao contrário, oferece uma falsa ilusão, a sensação de igualdade com o personagem -herói, – o mentiroso tenebroso enredo, que lhe é enfiado cérebro adentro, em nome da Ditadura do Índice Audiência. Há pouco tempo o brilhante jornalista Fausto Wolff publicou em sua coluna diária no Jornal do Brasil um trecho do livro escrito pelo Sr Zbigniew Brzezinski –ele participou do governo Carter- onde diz. –Rumamos para uma combinação do apoio de milhões de cidadãos não-coordenados ao alcance de personalidades magnéticas e atraentes que exploram, efizcamente as mais avançadas técnicas de comunicação para manipular as emoções e controlar e razão. –  Parte desses meios de comunicação possuem capacidade de causar prejuízos graves as famílias, apresentando uma visão inadequada e mesmo deformada da vida, da estirpe, da religião e da moral. A força da Mídia é capaz de ser tão grande que os homens, mormente se desprevenidos, dificilmente podem dar-se conta dela, dominá-la e, se for o caso rejeitá-la.

Os nossos erros surgem quando repetimos atitudes e ações realizadas pelos senhores que tem o hábito de reter em suas mãos os meios, entre alguns a -força- que lhes permitem alterar, e modificar o curso do momento histórico, incessantemente de maneira que lhes seja favorável. Na relação, “poder e povo,” quando se propõem algo, o primeiro, sempre sairá beneficiado, quanto ao segundo, ele jamais terá outra alternativa, a não ser, aceitar, o que já lhe será suficiente na sua participação, pois ele, povo, não tem voz!. Tudo que lhe chega às mãos -dado, – é bem recebido, acostumou-se a ser dependente, não discute se lhe interessa aceita, não importa se o pão que lhe dão a comer esteja bolorento. Os seus valores estão distantes da sua realidade da sua identidade. Os seus sonhos de consumo são virtuais. A cocaína -virtual, – tem mais poder, ela sai pelo vídeo da sua Televisão, entra em todos os lares, seu uso está descriminalizado, -porém, não identificado- e, através dela, -ação, – a sua participação lhe permite transformar-se em um mutante utópico; não precisa esperar mais pelo período momesco para vestir sua fantasia, ir brincar com a sua ilusão. O aqui, agora, rei, príncipe, mocinho, herói. O poder de escolher o tipo de mulher que lhe fará companhia, nada de Sandra, Marly, Maria, Arlete. Agora só Top Girl; Kelly, Camila, Daniela, Vanessa.

O sonho da infância, – o carrinho de madeira, restos dos caixotes da feira, e as rodinhas com rolimãs-, não chegam mais no gueto. Ali agora, só passam carrões, foguetes, aviões, motocicletas, desilusões, ilusões. -Eu consigo ser o que não sou!-

-Querido, eu preciso de ajuda; deixe-me beber mais um gole do vinho. Tome você também. No momento estou carente, da sua ajuda. Tudo isso que você vê, – não falo sobre o que acabo de ouvir, pois ainda não entendi direito, -estou me referindo ao lugar onde nos encontramos, das pessoas presentes, do tipo de vida que eu levo dos meus ideais, dos meus desejos -inclusive os ocultos- da nossa causa, e agora, principalmente você.

O luxo, a riqueza, fama, a solidão, fazem parte dos meus dias. O amor? Não seria justo tê-lo. Eu tenho quase tudo, porém, meu coração sente falta de um grande amor. A minha família ficou reduzida o meu pai, mas sua idade está avançada. Essa riqueza que me chegou às mãos, – estou fiel depositária de uma pequena parcela dos bens do Universo, – me trouxe muitas preocupações quanto à maneira de administrá-la e, também, através do meu livre arbítrio, distribuí-la. Uma parte desta fortuna eu aplico em imóveis. É uma forma segura de investimento em regimes capitalistas. Tenho quarenta e cinco por cento das ações da Trade Company Gens, empresa que explora no território Munquelê, no centro-oeste africano, mina de diamantes.

-Justine, eu imagino ser possível, se ficarmos falando sobre esse assunto, amanhecer, ainda assim, você não terá terminado a relação, o demonstrativo do seu poder econômico.

-Querido para sua informação, talvez um ano levasse para listá-los. Porém, não é sobre isso que estou falando. Quando mencionei, destaquei alguns valores, fi-lo com a intenção de mostrar-lhe que a falta de poder econômico em relação à manutenção da nossa causa, da nossa luta, não existe e, não será motivo para que provoque uma desistência. Muito pelo contrário; é mais fácil um motivo fútil, nos afastar dos nossos objetivos, do que faltar recursos para levarmos os nossos sonhos em frente. Quanto ao paradoxo, não é preciso falar sobre ele agora; enquanto eu existir, sonhar e, puder alimentar esses sonhos. Então querido, para que você finalmente aquiete seu espírito, eu a partir desse momento coloco-me a seu comando, ouvirei atentamente suas observações, acatarei as correções, discutiremos qual estratégia iremos adotar, não importando o quanto isso nos custará financeiramente, quero também dizer-lhe nesse momento, que LHE AMO, AMO MUITO! Sempre lhe amei. Eu preciso muito de você! Farei qualquer coisa para lhe fazer feliz. Não haverá mais desencontros em nossas vidas.

-Justine, houve uma fase em minha vida que tudo faria o permitido a um mortal, para dizer-lhe algo parecido. Mas, antes da chegada daquele esperado momento, um instante me revelou espantoso fato, que provocou um efeito devastador na minha ilusão, nos meus sentimentos. Só depois de um longo espaço de tempo, consegui através dos inúmeros desencontros a cicatrização desses ferimentos.

-Trechos do meu livro DOSSIÊ.

-Mais, muito mais, eternamente-.

 

Publicado agosto 25, 2008 por heitordacosta em Livros