Cabeças Pensantes atentem e vigiem- Livro DOSSIÊ-   Leave a comment

 
 Foto-Heitor           Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                 O Livro Dossiê
                           
 
 

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A tarde transcorria tranqüila, vários assuntos foram abordados. Durante a nossa conversação, o embaixador Alfredo observa que as ações desenvolvidas pelo partido Niilista Brasileiro e a Facção Boi Voador, contrárias as atividades impostas por parte da Mídia brasileira comprometida com a Ditadura do Índice de Audiência, devem ser tratadas sob uma ótica mais abrangente, que ajude enfocar o aspecto social, cultural, antropológico, deixando de lado o confronto direto, -passeatas comícios- contestações- que possam desvirtuar, confundir aqueles que precisam ser esclarecidos. Para que haja mudanças, não basta dizer, apontar, convocar a população para que deixem de assistir esses "programas” sem nenhum conteúdo, o mínimo de respeito as famílias. É terminante antes de tudo que sejam desenvolvidas opções, criar-se ferramentas, que auxiliem a sociedade no combate, é necessário em primeiro lugar que uma parcela dela  -a excluída- tenha voz, seja ouvida, respeitada. É indispensável conhecer seus anseios, suas manifestações culturais, esse complexo universo. A Ditadura do Índice de Audiência exige uma reflexão mais apurada, -mapear o sistema de significação e as necessidades simbólicas que ele envolve- a relação entre seres humanos e os objetos que almejam. O Consumo e a Cultura.

Bebo mais um gole do meu drink, -uma taça com champanhe Veuve Clicquot-, pergunto ao embaixador Alfredo, se a relação consumo e a cultura nos revela que longe de seguir impulsos psicológicos ou estritamente racionais, os homens consomem de acordo com valores socialmente significativos. Ele diz que a teoria do consumo tem de ser uma teoria da cultura e uma teoria social,  e por isso é necessário que haja um debate amplo com a sociedade incentivar os segmentos nas áreas sociais a darem a devida atenção ao estado de sua lógica e de seus significados na sociedade.

 

 

Capitulo VII

 

 A chegada do Jofre e monsieur Jugnot, é precedida por vários toques de buzina de um reluzente Porshe  conversível de cor preta metálica, que após contornar o jardim em frente a entrada principal do Castelo, estaciona: -não sem antes interromper nossas conversas-. Duas mulheres saem do carro; a distância, a gente logo percebe tratar-se de modelos, -são altas esguias, uma é branca, a outra é negra-. A presença delas provoca no Jofre o estimulo da emoção através da memória afetiva e, como estivesse abduzido, deixa sua bicicleta cair no chão. Gedenilson percebe que a roupa que ele veste está fora do contexto. -Jofre veste uma camiseta de malha, vermelha mangas curtas, fusô branco, Tênis nas cores azul e branco-. De forma sutil, por meio de sinais discretos, lhe pede que vá tomar um banho e após, se quiser voltar, venha bem vestido. O Jofre compreende, rindo, ele saí.

Madame Paullet avisa a Justine que está tudo pronto. Trata-se dos arranjos para o almoço, -do lado oposto, bem próximo, podemos ver pequenas ilhas, três- com pisos de tábuas rústicas, colocadas em cima da grama, tendo toldos, -Ombrelones- brancos cobrindo mesas e, sobre elas, pratos e travessas com iguarias. Ao lado, sobre um pequeno módulo redondo, um grupo de músicos, -sexteto- executam um jazz de primeira.

Estou no sul da França em um Castelo. A tarde apresentava-se de forma radiante, provocando em mim uma saudade do Brasil, do por do sol visto no Arpoador. Pensei; logo a estação Verão daqui, irá ceder o seu período de reinado para o Outono e, certamente eu, não estarei mais neste lugar. Olho ao redor vejo perto a Justine e os dois monumentos, exemplares da raça humana; a branca deveria ter quase uns  dois metros de altura. Noventa centímetros de busto, sessenta e dois centímetros de cintura, e noventa e três de quadris. A sua pele é bem alva, -padrão europeu-. 

Seus olhos tem cor castanho e seus cabelos imagino que tenham a mesma cor; -ela está com os cabelos tingidos  -vermelho,- e tem balaaige na tonalidade dourada- . Um vizoo! Porém, a minha atenção está totalmente voltada na direção da deusa de ébano, linda soberana e magestosa.A casula romana que lhe cobre e protege o seu corpo, dourada com acabamentos em cor azul -bolsos e punhos,- lhe dá um toque de realeza. Ela é mais alta que o outro modelo, aparenta ter mais de dois metros de altura, -só de comprimento de pernas teve ter um metro e trinta centímetros-. Ela tem um nariz arrebitado levemente, seus lábios são finos, -a casula não consegue esconder as formas bem deneliadas do seu  magnífico corpo.- Talvez fosse reencarnação de Nefertite. Justine percebe o meu estado de “ transe”, pega delicadamente no braço dela, trazendo-a para perto de mim. Face a face, me diz que ela é contratada da Maison a cinco anos.

-Ela é uma princesa em sua tribo nômade da Nigéria, é da etnia Yorùbá, seu nome é Bola Aiyemi.

 -Trecho do meu livro DOSSIÊ. Encontra-se nas Livrarias CD CENTRO- Rua da Quitanda, loja 3B e Rua São José 35-loja.Q

 – Mais muito mais, eternamente-. 

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Publicado julho 9, 2008 por heitordacosta em Livros

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