Arquivo para janeiro 2008

Cabeças Pensantes atentem vigiem -A orgia na folia-   Leave a comment

 
 
 
     Foto-Heitor                                     Cabeças Pensantes atentem e vigiem
                                       
                                                            O Carnaval
                                                                      
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                                              Invasores de terras terão aposentadoria como trabalhador rural
 
 
 
 
 
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Companheiro Stedile, fique certo de uma coisa: enquanto eu estiver aqui, você pode aprontar a vontade   
 
 
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        Companheira matilde, não fique constrangida, neste carnaval o cartão está liberado
 
 
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                                      Paris, lulalá, vamos botar pra quebrar!
 
 
 
           
                     
 
 
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    Olha, presta atenção; você vai ficar no lugar do teu pai mas, tem que jogar o nosso jogo.
 
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 Pode ficar tranquilo tio, eu conheço o jogo, tenho até umas empre gadas na regra três para segurar  onda
 
 
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                                                    Eu juro que respeitarei as regras do jogo.
 
 
 
               
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                                       Bem eu acho que passar o carnaval no Gauruja
 
 
 
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 Avaliando melhor a situação, afirmo que as arvores não foram de       rrubadas. Os culpados são os cupins.
 
 
 
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                                                    3lula 
 
  Você está muito bom. Faz direitinho as lições de casa, o nosso pessoal tem gostado.       
                
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
        
 
 
 
 
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Publicado janeiro 31, 2008 por heitordacosta em Entretenimento

Cabeças Pensantes atentem e vigiem – O Carnaval-   Leave a comment

         Foto-Heitor                       Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                            O Carnaval
 
 
 

Carnaval

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 
         

Carnaval de Loulé, Portugal - Fevereiro de 2006

Carnaval de Loulé, Portugal – Fevereiro de 2006

 
 
 
 
Carnaval no Rio de Janeiro, Brasil - Fevereiro de 2005

Carnaval no Rio de Janeiro, Brasil – Fevereiro de 2005

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carnaval em Veneza.

Carnaval em Veneza.

 
 
 
 
 
Carnaval na Alemanha.

Carnaval na Alemanha.

      O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar que tem suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo Cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. As cidades de Paris e Veneza foram os grandes modelos exportadores da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

Atualmente o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil é considerado um dos mais importantes desfiles do mundo. Em Portugal, existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais de Ovar, Podence, Loulé, Sesimbra, Rio Maior, Torres Vedras e Sines, destacando-se o de Torres Vedras, Carnaval de Torres, por possuir o Carnaval mais antigo e dito o mais português de Portugal, que se mantém popular e fiel à tradição rejeitando o samba e outros estrangeirismos… Juntamente com o Carnaval de Canas de Senhorim com perto de 400 anos e tradições únicas como os Pizões, as Paneladas, Queima do Entrudo, Despique entre outras.

 História e etimologia

Para alguns pesquisadores o Carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e a festejos similares em Roma; alguns historiadores mais ousados chegam mesmo a relacionar o Carnaval a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Antigo Egito. Uma outra corrente acredita que a festa iniciou-se com a adoção do calendário cristão.

A festa carnaval teve seus primeiros relatos em Roma XI. Em Roma havia uma festa, a Saturnália, em que um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. Essa festa foi incorporada pela Igreja Católica, e segundo alguns a origem da palavra Carnaval é carrum navalis (carro naval). Essa etimologia, entretanto, já foi contestada. Actualmente a mais aceita é a que liga a palavra "Carnaval" à expressão carne levare, ou seja, afastar a carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma.

Em 1091 a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica; como consequência indireta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como o Papa Inocêncio II.

À seqüência do Renascimento o Carnaval adotou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual, que se preserva especialmente em regiões da França (ver Mardi Gras), Itália e Espanha.

 

  Mais, muito mais, eternamente-

Publicado janeiro 30, 2008 por heitordacosta em Entretenimento

Cabeças Pensates atentem e vigiem -Nossa Vã filosofia-   Leave a comment

 
 
  Foto-Heitor

                                                                               Cabeças Pensantes atentem e vigiem

                                                                               Há muito mais coisas que a nossa vã filosofia

 

 

 

 

 

                                                          ufo101_grande 

   Eu estava procurando em meus arquivos algumas informações, quando tive minha atenção voltada para uma revista que apresentava uma matéria realizada no século passado, enfocando de forma séria, um assunto por demais polêmico. Ufos.

Nela, verifiquei que no ano de 1977 ocorreram em grande escala, várias aparições fartamente presenciada por moradores ribeirinhos, da região de Colares, que é uma ilha pertencente ao município de Vigia no litoral do Pará.

As evidências desses fatos e o registro de parte da população, incluindo autoridades, descrevendo as formas como aconteciam esses ‘fenômenos’, levaram a Aeronáutica, através do 1 Comando Aéreo Regional (CONAR), realizar uma investigação, criando um comando operacional tendo como seu comandante um oficial com a patente de capitão a frente de uns determinados números de militares.  

Caberia a eles verificar a veracidade dos relatos, apesar das aparições terem ocorridas em lugares e horários diferentes, havia dúvidas sobre os acontecimentos.

A missão foi batizada com o nome de OPERAÇÂO PRATO.

No período de suas observações e, – algumas participações diretas-, o registro documental produziu um vasto material, – mais de 500 fotos-, que revelam aparições de Naves de forma inconteste.

Após a passagem de vários anos, o Comandante da Operação Prato, Na ocasião da entrevista já no posto de Coronel, relata o que viu e participou naquela ocasião. (Segundo informações, O Coronel suicidou-se tempo depois. Em respeito ao fato não mencionei seu nome e, nem publiquei sua foto).

Apesar da seriedade das pessoas envolvidas, algumas humildes, às vezes confundidas como seres ‘influenciáveis’, o tratamento dispensado pela mídia investigativa e, algumas situações documentadas que revelam dados verídicos, não são suficientes para que o assunto seja considerado sério, pelos menos pelas autoridades, publicamente.

-Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado janeiro 28, 2008 por heitordacosta em noticias e opinião

Cabeças Pensantes atentem e vigiem Tolerância ZERO   Leave a comment

                  
 
  Foto-Heitor     

                                                                            Cabeças Pensantes atentem e vigiem

                                                                            Não é mais possível aceitar evasivas.

 

O país viu nesses últimos dias noticiários contendo informações sobre o processo em ritmo devastador –derrubada de arvores e queimadas- que vem ocorrendo na Amazônia.

O “governo” pressionado pelos protestos feitos por organizações internacionais foi obrigado a ‘produzir’ a toque de caixa, uma reunião ministerial, -récita de uma ópera bufa- com os trinta e oito ministros para num jogo de cena, demonstrar que não está omisso para o problema, e tão pouco, compactua com aqueles que através da destruição em alta escala das riquezas do país, locupletam-se.

Eu não vou dizer aqui como pode ser administrado-ter o problema reduzido a um nível sustentável-. Tenho a solução. Não é igual a dos entreguistas que a troco de amealhar uns punhados de dólares, pretendem firmar contratos com ‘organizações’ internacionais, loteando de forma alvissareira para as partes-choldra-, a riqueza maior da Humanidade.

Para que os senhores possam avaliar, os estados envolvidos – com os maiores índices de devastação ao meio ambiente-, tem governos estabelecidos. Esses governantes e os respectivos titulares das Secretarias ‘envolvidas’ responsáveis pela fiscalização e legalização deveriam ser no mínimo, DEMITIDOS POR INCOMPETÊNCIA ou, ser apurado com mais seriedade o grau de seus envolvimentos nos processos  curruptivos

 

 

 

 

                                                                                  lulanordeste

 

 

Quanto ao ‘Presidente’, deveria ser o primeiro a ser enquadrado, ou melhor, DEFENESTRADO, pois não é possível aceitar tamanho distanciamento dos fatos mais graves que sistematicamente acontecem ‘no seu governo’. Ao ser questionado nada sabe nada viu.

NÃO DEVEMOS TOLERAR MAIS ESSA POSTURA DE GOVERNAR, nós, digo; eu sei como funciona e quem segura os comandos da marionete. deve seguir as orientações que lhe são passadas, – suas lições de casa-, porém, assim vira bagunça, não haverá mais respeito e quiça, obediência aos valores estabelecidos.

Trinta e oito ministros. Hodierno, fala-se muito uma frase atribuída ao  cantor, compositor e escritor, Francisco Buarque de Holanda;

            ISTO VAI DAR M………

 

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 A propósito, quando o nosso futurólogo ‘ministro’ para assuntos aleatórios, Roberto Mangabeira Unger, irá jurar bandeira e cantar o Hino Nacional? 

  -MAIS, MUITO MAIS, ETERNAMENTE-.  

Publicado janeiro 26, 2008 por heitordacosta em noticias e opinião

Cabeças Pensantes tentem e vigiem – nossa vã filosofia-   Leave a comment

 
       Foto-Heitor               Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
                                                   Há muito mais coisas que a nossa vã filosofia 
 
                     

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

No decorrer do tempo, a relação do homem com a Natureza e suas manifestações, baseou-se em sua maior parte, na observação dos sinais, que precediam as alterações que também serviam para orientá-los no transcorrer de suas jornadas.

Sem ter elementos científicos – instrumentos, equipamentos e, conhecimento acadêmico-, os sinais eram os únicos meios de sobre vida as nações, tribos, grupos.

Os Obás -reis, de algumas etnias africanas-, que além do conhecimento adquirido pelas observações, tinham aprendido com seus colonizadores, a contagem do tempo através do uso da ampulheta, a distinguir as fazes da lua e as estações do ano, usaram esse conhecimento como elemento de supremacia e conquista a outros grupos étnicos que ainda não tinham essas informações ou, não sabiam entende-las.

Eu me lembro quando ainda era jovem e passava grande parte do meu dia na praia, em conversas com caiçaras e pescadores. Ali aprendi entender alguns sinais de aviso de mudança do tempo até com 24 horas de antecedência.

Eles afirmavam que quando apareciam gaivotas próximas do litoral ou até sobre a orla, haverá mudança no tempo. Geralmente a chegada de uma frente fria. O mar também revela mudanças através das inversões de sentido de suas correntes marítimas; – sul sudeste. Essa alteração provoca mudança de cor da água e seu comportamento, que nós chamamos de mexido.

Quando há trovoadas e clarões surgem correndo horizontalmente no céu, nada de grave, apenas chuva normal, porém, quando o céu fica escuro -cineriforme-, e o relâmpago cai verticalmente é sinal de tempestade.

No nordeste é costume acontecer um evento anual, – no dia de são José-. Onde comparecem vários “cientistas” da Natureza, cada qual com seu jeito de interagir com a Natureza, para o seu modo, informar se o ano será chuvoso, propício ao   uso da      terra ou não.

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Portanto, não poderia ser diferente com o governo do senhor Silva – ele não é o primeiro se valer dessa informação-, porém, esperamos que ele não faça dessa “ajuda” o plano energético do governo.

 -Mais, muito mais, eternamente-.

  

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Publicado janeiro 23, 2008 por heitordacosta em noticias e opinião

Cabeças Pensantes atentem e vigiem – A nossa vã filosofia-   Leave a comment

  
   Foto-Heitor                                   Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
 
                                                        Há muito mais coisas que a nossa vã filosofia
 
 
 
 
 
 
 
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                                                    Galileu Galilei
 
 
 
 
 

 
                       
 
    

Galileu Galilei, filho mais velho de Vicenzio Galilei, nasceu a 15 de Fevereiro de 1564, na cidade de Pisa. O seu pai era um brilhante músico, que adquiriu alguma notabilidade na sociedade italiana.

Em 1581, Galileu ingressou no curso de medicina, na Universidade de Pisa. Rapidamente verificou que o seu verdadeiro interesse era a Matemática, e mudou de curso. Galileu apercebeu-se de que a Ciência só poderia progredir se fossem realizadas experiências para provar as teorias. Assim afastar-se-iam do modelo de pensamento de Aristóteles, que apenas utilizava a lógica para chegar a conclusões.

Estudo do Pêndulo

Como fervoroso católico, Galileu assistia à missa na catedral de Pisa todos os domingos. Durante um sermão particularmente longo, reparou que, devido à corrente de ar, uma lamparina baloiçava. Este fenômeno despertou-o para o estudo do pêndulo, levando-o a concluir que, independentemente da distância percorrida pelo pêndulo, o tempo para completar o movimento é sempre o mesmo. Galileu não tinha nenhum cronómetro ou relógio que lhe permitisse medir o tempo das suas experiências, por isso controlou o tempo com as suas pulsações.

O estudo do pêndulo levou-o a concluir que a duração do movimento pendular não é afetada pelo peso do corpo suspenso, mas sim pelo tamanho do cordel que o suspende. Baseado nestas conclusões, Galileu desenvolveu o relógio de pêndulo, o mais preciso na época.

"De Motu"

Em 1589, Galileu regressou à Universidade de Pisa, quatro anos após a ter abandonado sem título. Como professor de Matemática, teve a oportunidade de desenvolver as suas ideias anti-aristotélicas, que culminaram com o livro de "De motu" (Sobre o movimento). O livro não foi publicado, pois Galileu apercebeu-se que a sua teoria sobre os objetos em queda livre não se apoiava em fatos experimentais. Decidiu provar, então, que dois objetos de peso diferente caíam a velocidades iguais, ao contrário do que se pensava na época.

Numa manha de 1591, Galileu subiu ao cimo da torre de Pisa, com duas balas de canhão de pesos diferentes. Deixou-as cair a 150 metros do solo, onde se encontravam alguns colegas incrédulos. De fato, os dois projéteis chegaram ao solo quase ao mesmo tempo.

Plano Inclinado

Quando o contrato com a Universidade de Pisa terminou, Galileu mudou-se para Pádua. Aqui continuou a lecionar Matemática durante 18 anos, foram os anos mais felizes da sua vida, durante os quais realizou o maior número de descobertas.

Durante a sua estadia conheceu Marina Gamba, com quem teve uma relação, da qual nasceram três filhos. Nunca se casaram e Marina continuou em Pádua, quando Galileu se mudou para Florença. Com a experiência da torre de Pisa, Galileu não conseguiu compreender como os corpos caíam, ou se a velocidade se alterava durante a queda. Para as suas pesquisas utilizou planos inclinados – como a esfera levava mais tempo a terminar o percurso, poderia medir mais facilmente o tempo. Galileu utilizava um curioso instrumento de medição do tempo, que consistia num barril de água com um furo na base, o que permitia o esvaziamento gradual do conteúdo. Com estas experiências, Galileu chegou à conclusão que a velocidade média pode ser calculada, dividindo a "distância percorrida" pelo "tempo do percurso". Estas conclusões permitiram um grande desenvolvimento da balística.

Telescópio

Galileu fez o seu primeiro telescópio em 1609, a partir de outros modelos que ampliavam três vezes os objectos. O seu primeiro telescópio ampliava nove vezes, e no final desse ano construiu um que ampliava 20 vezes. Este telescópio permitiu-lhe observar a Lua, e discordar mais uma vez com as teorias de Aristóteles. Segundo este, a Lua era uma esfera perfeita e pura. Mas, Galileu descobriu que a Lua tinha crateras, fendas e altíssimas montanhas.

No princípio do ano de 1610, Galileu iniciou a observação de outros planetas, entre eles Júpiter. Descobriu os seus satélites, e chegou à conclusão que as luas gravitavam à volta de Jupiter, da mesma forma que a Lua gravitava à volta da Terra.

O estudo das fases de Vénus e da Lua veio provar que estes planetas giravam à volta do Sol, tal como Copérnico defendera. Devido a esta posição, Galileu foi chamado a Roma a um representante do Papa, onde foi obrigado a retirar o seu apoio a Copérnico.

A Inquisição

Em 1618, três cometas surgiram no firmamento e Galileu descreveu este fenómeno no livro "O Ensaiador". Esta obra explica a trajectória visível dos cometas a partir da teoria de Copérnico. Como consequência, o Papa Urbano VIII obrigou Galileu a escrever um outro livro, onde deveria apresentar os argumentos da teoria de Aristóteles e de Copérnico; mas a conclusão deveria ser que Aristóteles tinha a razão. Nove anos mais tarde, Galileu acabou o seu livro "Diálogo sobre dois sistemas capitais do Mundo". O livro provocou tal perturbação, que Galileu foi julgado por heresia. Os seus fiéis amigos convenceram o Papa a converter a sentença de morte em prisão perpétua. Galileu ficou sob prisão domiciliária e os seus livros foram proibidos. Inicialmente esta situação deixou Galileu deprimido e chegou mesmo a estar gravemente doente. Mas recuperou, e nos seus últimos anos fez importantes descobertas no campo da Mecânica.

A sua última obra – "Duas novas ciências" – lançou os alicerces para as descobertas de Isaac Newton. A obra foi publicada apenas na Holanda, país suficientemente afastado da influência da Igreja.

Galileu contraiu uma infecção na vista, que o cegou progressivamente. Mesmo assim, trabalhou até ao final da vida com a ajuda de assistentes. Morreu a 8 de Janeiro de 1642, durante o sono.

Galileu e a Experimentação

Durante as últimas duas décadas, os estudiosos têm produzido muito material novo sobre o uso da experimentação por Galileu. Segue havendo discussão em torno de pontos particulares, mas hoje é possível pelo menos supor, sem temor, que ele planejou e realizou experimentos no curso de suas várias investigações. Sem dúvida, algumas perguntas básicas continuam em pé: Quando ele inicou a prática? O quanto estava maduro ou desenvolvido seu sentido experimental quando começou? Ele partiu do nada ou levou adiante, e possivelmente transformou, uma tradição pré-existente?

O fato de que não inventou a arte do experimento é algo que parece claro tendo em vista que seu pai, Vicenzo Galilei, antes dele, já realizava, como músico e teórico da música, experimentos interessantes no terreno da acústica musical durante a penúltima década doséculo XVI, quando o jovem Galileu tinha cerca de 20 anos. Por isso Vicenzo havia se proposto a resolver uma disputa musical, a qual o levou ainvestigar as proporcionalidades entre comprimentos, tensões e "pesos" das cordas dos instrumentos musicais, e os sons resultantes. Ele acabou por descartar todos os argumentos fundados em juízos a priori sobre a primazia das razões entre números naturais pequenos e idealizou regras relativas às razões numéricas, baseando-se em evidências empíricas. Sob a tutela de Vicenzo, o próprio Galileu tocava muito bem o alaúde e se dedicou a extender o trabalho experimental de seu pai e a melhorar suas teorias. Para nosso azar, Galileu não descreveu seus resultados até muito depois, nos Discorsi, de forma que é difícil avaliar a ordem de suas idéias ou experimentos e da linha ou linhas que seguiu.

Estamos melhor situados, por outro lado, com relação à obra de Galileu sobre o movimento natural. Existem muitos textos datados, a partir de seu manuscrito ao redor de 1590, De Motu, passando pela correspondência, notas e publicações do princípio do século, até o Dialogo e os Discorsi da quarta década.

Esses documentos começam a nos dar uma imagem de Galileu como investigador, imagem na qual certo movimento temporal substitui os quadros planos e imóveis que só recalcavam os logros positivos finais de Galileu. Nessa nova imagem vemos Galileu a partir de certos pressupostos e práticas básicos, mudando de opinião, usando a experimentação para criticar e revisar a teoria, usando a teoria para criticar e revisar o experimento, decidindo-se, flutuando, metendo-se em becos sem saída, etc; precisamente o que seria de se esperar de uma pessoa com a sua inteligência penetrante trabalhando ativamente durante mais de 50 anos, inclusive depois de cego.

Biografia

Galileo Galilei (em português Galileu Galilei) nasceu em 15 de fevereiro de 1564, em Pisa, filho de Vincenzo Galilei, um músico alaudista conhecido por seus estudos sobre a teoria da música, e Giulia Ammannati de Pescia. Desde setembro de 1581 a 1585 estudou medicina na Universidade de Pisa, onde depois foi professor de matemática entre 1589 e 1592.

Em 1586 inventou a balança hidrostática para a determinação do peso específico dos corpos, e escreveu um trabalho La bilancetta, que só foi publicado após sua morte.

Em 1592 Galileu tornou-se professor de matemática na Universidade de Pádua, onde permaneceu por 18 anos, inventando em 1593 uma máquina para elevar água, uma bomba movimentada por cavalos, patenteada no ano seguinte. Em 1597 inventou uma régua de cálculo (sector), o "compasso geométrico-militar", um instrumento matemático com várias escalas.

Nesta época explicou que o período de um pêndulo não depende de sua amplitude, e propôs teorias dinâmicas que só poderiam ser observadas em condições ideais. Escreveu o Trattato di mechaniche, que só foi impresso na traduçao para o latim do padre Marino Mersenne, em 1634, em Paris.

Em 1604 observou a supernova de Kepler, apresentando em 1605 tres palestras públicas sobre o evento, mostrando que a impossibilidade de medir-se a paralaxe indica que a estrela está além da Lua, e que portanto mudanças ocorrem no céu. Nestas palestras, Galileo considera este evento uma prova da teoria heliocêntrica de Copérnico.

Em 1606 publica um pequeno trabalho, Le operazioni del compasso geometrico militare, e inventa o termoscópio, um termômetro primitivo.

Em maio de 1609 ele ouviu falar de um instrumento de olhar à distância que o holandês Hans Lipperhey havia construído, e mesmo sem nunca ter visto o aparelho, construiu sua primeira luneta em junho, com um aumento de 3 vezes. Galileo se deu conta da necessidade de fixar a luneta, ou telescópio como se chamaria mais tarde, para permitir que sua posição fosse registrada com exatidão. Até dezembro ele construiu vários outros, o mais potente com 30X, e faz uma série de observações da Lua, descobrindo que esta tem montanhas. De 7 a 15 de janeiro de 1610 descobre os satélites de Júpiter, publicando em latim, em 12 de março de 1610 o Siderius Nuncius (Mensagem Celeste) com as descobertas em abril do mesmo ano. Esta descoberta prova que, contrariamente ao sistema de Ptolomeu, existem corpos celestes que circundam outro corpo que não a Terra.

Em 8 de abril de 1610, Johannes Kepler recebe uma cópia do livro, com um pedido de Galileo por sua opinião. Em 19 de abril Kepler enviou-lhe um carta, em suporte às suas descobertas, publicada em Praga em maio como "Conversações com o Mensageiro Celeste" e depois em Florença. O suporte de Kepler foi importante porque publicações de Martin Horky, Lodovico delle Colombe, e Francesco Sizzi duvidavam das observações de Galileo. Kepler e os matemáticos do Colégio Romano eram reconhecidos como as autoridades científicas da época. O Colégio Romano foi fundado pelo Papa Gregório XIII, que estabeleceu o calendário gregoriano.

Já em julho, Galileo foi nomeado Primeiro Matemático da Universidade de Pisa, e Filósofo e Matemático do Grão Duque da Toscana. Ainda em dezembro Galileo verificou que Vênus apresenta fases como a Lua, tornando falso o sistema geocêntrico de Ptolomeu, e provando que Vênus orbita o Sol.

A confirmação oficial das descobertas galileanas foi dada pelos poderosos padres jesuítas do Colégio Romano, que observaram os satélites de Júpiter por dois meses, em uma conferência solene realizada no Colégio em maio de 1611, na presença de Galileo. Esta conferência foi intitulada Nuncius sidereus Collegii Romani, e apresentada pelo padre Odo van Maelcote.

Retornando a Florença, Galileo participou de reuniões no palácio do Grão Duque Cósimo II em que discutia-se sobre o fenômeno da flutuação e suas possíveis explicações; Galileo expôs e defendeu a tese de Arquimédes (Archimedes de Siracusa, ca. 287-ca. 212 aC), de que um corpo flutua pela diferença do pêso específico do corpo e da água, ao qual se alinhou o Cardeal Maffeo Barberini (o futuro Papa Urbano VIII). Outros, como o Cardeal Federico Gonzaga, defendiam a tese de Aristóteles, de que um corpo flutua porque dentro dele há o elemento aéreo, que tende a subir. Cósimo II propôs que os debatentes registrassem seus argumentos, e Galileo escreveu Discorso intorno alle cose che stanno in su l’acqua o che in quella si muovono, publicado em 1612. Em sua introdução havia referência aos satélites de Júpiter e às manchas solares. Em 1613 a Academia del Lincei publica Istoria e dimonstrazione intorno alle macchie solari e loro accidenti, comprese in tre lettere scritte all’ilustrissimo Signor Marco Velseri Linceo, Duumviro d’Augusta, Consigliero di Sua Maestà Cesarea, dal Signor Galileo Galilei, Nobil fiorentino, Filosofo e Matematico primario del Serenissimo D. Cosimo II Gran Duca di Toscana (História sobre as manchas solares), de Galileo, argumentando que a existência das manchas demonstrava a rotação do Sol.

Galileo havia juntado assim grande quantidade de evidências em favor da teoria heliocêntrica, e escrevia em italiano para difundir ao público a teoria de Copérnico. Isto chamou a atenção da Inquisição, que após um longo processo e o exâme do livro de Galileo sobre as manchas solares, lhe dá uma advertência, onde o Cardeal Bellarmino lê a sentença do Santo Ofício de 19 de fevereiro de 1616, proibindo-o de difundir as idéias heliocêntricas.

Em 5 de março de 1616 a Congregação do Índice colocou o Des Revolutionibus de Copérnico no Índice de livros proibidos pela Igreja Católica, junto com todos livros que defendem a teoria heliocêntrica. A razão da proibição é porque no Salmo 104:5 da Bíblia, está escrito: "Deus colocou a Terra em suas fundações, para que não se mova por todo o sempre", além de referências similares no livro de Joshua.

Galileo se dedicou então a medir os períodos dos satélites de Júpiter, com a intenção de difundir seu uso para medir-se longitudes no mar, mas o método nunca foi usado por ser pouco prático.

Em agosto de 1623 o Cardeal Maffeo Barberini, amigo e patrono de Galileo, foi eleito papa e assumiu com o nome de Urbano VIII. Em abril de 1624 Galileo teve seis audiências com o papa, e este o liberou a escrever sobre a teoria de Copérnico, desde que fosse tratada como uma hipótese matemática. Galileo inventou o microscópio em 1624, chamado por ele de occhialini.

Em abril de 1630, Galileo terminou seu Dialogo di Galileo Galilei Linceo, dove ne i congressi di quattro giornate si discorre sopra i due massimi sistemi del mondo, tolemaico e copernicano (Diálogo dos Dois Mundos), e o enviou ao Vaticano para liberação para publicação. Recebendo autorização para publicá-lo em Florença, o livro saiu da tipografia Tre Pesci (Três Peixes) em 21 de feveiro de 1632. Note que Galileo não incluiu o sistema de Tycho Brahe, em que os planetas giram em torno do Sol, mas este gira em torno da Terra, o sistema de compromisso aceito pelos jesuìtas. No Diálogo, Galileo refuta as objeções contra o movimento diário e anual da Terra, e mostra como o sistema de Copérnico explica os fenômenos celestes, principalmente as fases de Vênus. O livro é escrito não em latim, mas em italiano, e tem mais o caráter de uma obra pedagógico-filosófica do que estritamente científica. O papa, que enfrentava grande oposição política na época, enviou o caso para a Inquisição, que exige a presença de Galileo em Roma, para ser julgado por heresia. Apesar de ter sido publicado com as autorizações eclesiásticas prescritas, Galileo foi intimado a Roma, julgado e condenado por heresia em 1633. Em 22 de junho de 1633, em uma cerimômia formal no convento dos padres dominicanos de Santa Maria de Minerva, lida a sentença proibindo o Diálogo, e sentenciando seu autor ao cárcere, Galileo, aos setenta anos, renega suas conclusões de que a Terra não é o centro do Universo e imóvel. A sentença ao exílio foi depois convertida a aprisionamento em sua residência, em Arcetri, onde permaneceu até sua morte.

De Motu – Do Movimento

O De motu é o primeiro testemunho direto do interesse de Galileu pelo movimento natural e a maior parte foi escrito duranto sua primeira temporada como professor de matemática na Universidade de Pisa, entre os anos de 1589 e 1592.

Nesse tratado, Galileu propôs uma teoria do movimento natural, de acordo com a qual se supõe que um corpo em queda livre se desloca com um a velocidade uniforme carcterística. Neste caso, a velocidade uniforme se deve à resistência do meio; é a velocidade uniforme que, de fato, o corpo exibiria de modo mais perfeito no vácuo. A magnitude desta velocidade uniforme para um certo corpo é determinada por seu peso específico, ao qual é diretamente proporcional.

Assim, se deixarem cair simultaneamente de um local alto uma bola de ouro e uma bola de prata, deveria-se observar a primeira se chocar com o solo enquanto a outra estaria a meio caminho em sua queda, já que o ouro tem quase o dobro do peso específico da prata. Dizem que Galileu idealizou um experimento a esse respeito, um experimento que falhou, nessa ocasião.

Galileu começou a analisar os movimentos investigando suas causas,para ele quando um corpo pesado é projetado para cima, imprime-se a este uma certa qualidade, em decorrência disto o corpo adquire uma espécie de leveza. Esta leveza é perdida durante a descida. Neste sentido ele faz uma analogia entre a diminuição gradativa do força impetus num movimento de projétil, à medida que se processa o movimento, e o calor de uma barra de ferro que gradualmente diminui depois que a barra é retirada do fogo.

Em outras palavras, quando o projétil é lançado verticalmente ele sobe porque a força impetusque lhe foi impressa é maior que o seu peso natural. À medida que o projétil vai subindo esta força vai diminuindo gradativamente até ela não poder mais sobrepujar a tendência natural do projétil. A partir daí começa a queda. A partir do momento que a força impressa se anula o projétil continua com velocidade constante.

Assim, para Galileu, um corpo em queda possui aceleração somente no início da sua descida.

O próprio Galileu diz no seu "De motu" que, se dispuséssemos de uma torre suficientemente alta, veríamos o movimento acelerado transformar-se em uniforme.

Arquimedes (287 a.C – 212 a.C), popularmente conhecido pela expressão "Eureka", exerceu influência no trabalho de Galileu. Com Arquimedes nasceu a ciência da Hidrostática e foi através da sua obra "Sobre os Corpos Flutuantes" que Galileu se inspirou para relacionar a velocidade de queda ou de subida de um corpo em um dado meio com o peso específico do corpo e do meio por onde ele se desloca.

Sidereus Nuncius – O Mensageiro das Estrelas

O Mensageiro das Estrelas

Foi publicado em 1610, um ano depois de Galileu ter aperfeiçoado o telescópio ampliando a área dos objetos por um fator da ordem de 1.000 e reduzindo sua distância por um fator da ordem de 30. Apontar o telescópio pela primeira vez para o céu foi um dos grandes momentos da história da ciência: Galileu fez logo toda uma série de descobertas sensacionais que publicou no Sidereus.

Olhando para a Lua, verificou que não era uma esfera perfeita como pretendiam os aristotélicos, mas tinha vales profundos e cadeias de montanhas elevadas, cuja altura conseguiu estimar, a partir da sombra projetada pelos raios solares, como sendo comparável à das montanhas terrestres. Revelou a existência de inúmeras estrelas até então deconhecidas, ou seja, as estrelas visíveis a olhu nu eram apenas uma pequena parte das que apareciam no telescópio, "incrivelmente numerosas".

Observando Júpiter, Galileu teve sua curiosidade despertada pelo que pareciam ser três "estrelinhas", pequeninas mas muito brilhantes, alinhadas com o planeta. Repetindo as observações em noites sucessivas, durante algumas semanas,percebeu que as "estrelinhas" mudavam de posição com respeito a Júpiter e que, na verdade, eram quatro, das quais uma ou duas se ocultavam, por vezes, atrás do planeta, o que registrou numa série de esboços : Galileu concluiu que se tratava de quatro satélites de Júpiter, cujos períodos de revolução mediu. Era um caso claro de corpos celestes girando em torno de um planeta diferente da Terra, em contradição com o sistema geocêntrico.

Estudando Vênus com seu telescópio, Galileu observou que Vênus mostrava "fases", como a Lua: ora aparecia como um círculo, ora como semi-círculo, em "quarto minguante", etc .. Por conseguinte não tinha luz própria: refletia a luz do Sol. Mas essas observações também contradiziam frontalmente o modelo de Ptolomeu, segundo o qual a órbita de Vênus deveria ser um epiciclo inteiramente contido entre o Sol e a Terra, o que levaria Vênus a aparecer sempre da mesma forma, como um crescente iluminado, sem mostrar fases.

A publicação do Sidereus Nuncius causou grande sensação, ao mesmo tempo em que provocava uma controvérsia apaixonada. As observações foram posta em dúvida e quando Galileu quis demonstrá-las, alguns de seus colegas professores recusaram-se até mesmo a olhar pelo telescópio.

Diz a lenda que Kepler chorou de emoção ao ler o Mensageiro da Estrelas. Era um relatório conciso e despojado, de apenas 24 páginas, mas foi, talvez, o tratado científico que mais profundamente abalou a visão de mundo de uma época. Nele, Galileu anunciava as sensacionais descobertas que havia realizado com o telescópio.

Afirmava que a Via Láctea não era uma simples mancha esbranquiçada no firmamento, mas contituia uma "incontável multidão de estrelas amontoadas". Dizia também que o número de estrelas fixas visíveis com telescópio superava "mais de dez vezes as conhecidas anteriormente". Que a superfície não era "perfeitamente lisa, livre de desigualdades, nem exatamente esférica", mas era "tal qual a superfície da própria Terra, diversa por toda a parte, com montanhas elevadas e vales profundos".

Comunicava ainda a observação de "quatro planetas, nunca vistos, desde o começo do mundo". Tratava-se das luas de Júpiter, cuja descoberta derrubava um dos dogmas da cosmologia tradicional, segundo o qual todos os corpos celestes circulavam ao redor do mesmo centro: a Terra.

Pouco mais tarde, Galileu observou que as estrelas e os planetas não eram iguais, quando vistos através do telescópio. As estrelas, disse, "não tem contornos definidos e circulares; são como chamas: brilham, vibram, cintilam", ao passo que "os planetas se apresentam sob a forma de pequenos globos redondos … uniformemente iluminados". A conclusão era evidente: as estrelas, como o Sol, emitiam luz própria, enquanto os planetas refletiam a luz recebida. Isso seria confirmado, depois, pelo prórpio Galileu, com a descoberta das fases de Vênus. A observação da luz secundária da Lua devida à reflexão terrestre, traria mais um argumento a favor da identificação da Terra com os planetas.

Galileu descobriu, ainda, duas protuberâncias na altura do equador de Saturno. Como telescópio não era sufucientemente poderoso para que ele pudesse perceber os anéis do planeta, atribuiu as protuberâncias a duas pequenas luas, bem próximas à superfície de Saturno.

As descobertas astronômicas de Galileu não trouxeram nenhuma "prova decisiva" a favor do sistema copernicano, mas apresentaram à humanidade um novo Universo.

Diálogo Sobre os Dois Maiores Sistemas do Mundo

Com a eleição do papa Urbano VIII (Maffeo Barberini), que era amigo de Galileu, este obteve a permissão para escrever um livro imparcial comparando as antigas e as novas teorias astronômicas: O Diálogo sobre os dois maiores sistemas do mundo.

Este é um dos mais importantes livros científicos. Ele contesta os ensinamentos de que havia dois conjuntos de leis naturais, um para o firmamento e outro para a Terra.

Galileu propunha que a Terra e os seres humanos não estavam separados do cosmos. A Terra era um planeta, parte do sistema solar, que fazia parte de um Universo ainda maior. Os seres humanos e tudo o que existia na Terra estavam sujeitos a leis naturais que a física e a matemática podiam descrever. Quer se tratasse de uma bola atirada para o alto, ou de um planeta que orbitava o Sol, aplicavam-se as mesmas leis e a ciência oferecia uma explicação. O livro também continha avanços em muitas outras áreas da física.

Naquele tempo, a maioria dos livros era escrita em latim, mas Galileu escreveu o Diálogo em italian o, pois queria que todos lessem e entendessem sua obra.

O Diálogo foi, de início, aprovado pelas autoridades da Igreja. Depois de publicado, foi saudado por homens da ciência e filósofos da Europa como uma obra-prima.

Mas logo ficou evidente que o livro não era tão imparcial. Galileu concluía que as evidências científicas apoiavam o sistema heliocêntrico de Copérnico. Isso significava que grande parte do conhecimento científico aceito na época – baseado nos ensinamentos de Aristóteles e dos amigos – devia estar errada.

Após seu julgamento pela Inquisição, foi ordenado que o Diálogo fosse queimado.

Discurso das Duas Novas Ciências

Apesar de praticamente cego, completa o Discorsi e dimonstrazioni matematiche intorno a due nuove scienze, attinenti alla meccanica e I movimenti locali (Discurso das Duas Novas Ciências, Mecânica e Dinâmica), contrabandeado para a Holanda pois Galileo havia sido também proibido de contato público e publicar novos livros. O livro foi publicado em Leiden em 1638, e trata das oscilações pendulares e suas leis, da coesão dos sólidos, do movimento uniforme, acelerado e uniformemente acelerado, e da forma parabólica da trajetórias percorrida pelos projéteis.

Em 1988, comemorou-se os 350 anos de publicação da obra fundamental de Galileu, Discorsi i demonstrazioni matematiche intorno a due nouve scienze, conhecida como os Discorsi.

Os Discorsi foram publicados quando Galileu tinha 74 anos e, completamente cego, permanecia confinado pela Inquisição, que o condenara por sua defesa da idéia de que o Sol, e não a Terra, ocupava o centro do sistema planetário em que vivemos. Depois de tentativas infrutíferas em diversos países, a obra de Galileu foi publicada pela primeira vez na Holanda. Estava escrita na forma de diálogos, seguindo uma tradição que era forte na Grécia clássica e se tornara novamente comum no Renascimento. Os três interlocutores dos Discorsi são: Salviati (que representa o próprio Galileu), Simplício (que defende a filosofia e a física de Aristóteles) e Sagredo (personagem prático, de mentalidade aberta, que atua como uma espécie de árbitro entre as duas posições em confronto).

O livro é constituído basicamente por quatro "jornadas" (giornate). A primeira é uma introdução às ‘duas novas ciências’: a resistência dos materiais e o estudo do movimento. A segunda trata da estática e desenvolve as idéias e modelos de Galileu sobre a resistência dos materiais. Nas duas últimas discute o movimento acelerado, além das leis que regem o movimento dos projéteis. É o primeiro tratado, no sentido moderno, sobre a cinemática e a dinâmica dos movimentos que ocorrem nas proximidades da superfície da Terra.

A morte de Galileu

Faleceu em 8 de janeiro de 1642 em Arcetri, perto de Florença, e está enterrado na Igreja da Santa Cruz, em Florença. Apenas em 1822 foram retiradas do Índice de livros proibidos as obras de Copérnico, Kepler e Galileo, e em 1980, o Papa João Paulo II ordenou um re-exame do processo contra Galileo, o que eliminou os últimos vestígios de resistência, por parte da igreja Católica, à revolução Copernicana.

Bibliografia

Galileu Galilei, de Ludovico Geymonat, publicado em 1997 pela Editora Nova Fronteira.
Galileu e os Efeitos do Tamanho, de Fernando Lobo Carneiro.

  Amanhã eu continuo o assunto.

 -Mais muito mais eternamente-.

 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

Publicado janeiro 21, 2008 por heitordacosta em noticias e opinião

Cabeças Pensantes atentem e vigiem –   Leave a comment

Foto-Heitor   Cabeças Pensantes atentem e vigiem
 
 
                              
 
 
 
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Sábado eu fui ao Pontal e, finalmente, após dois anos sem entrar no mar, aproveitei as pequenas ondulações de sul – 1 metro e pouco de altura- e nelas, resolvi fazer com um pequeno atraso, o que a maior parte da população fez na passagem do ano; banhar-se no mar, em busca de novas energias.

Como estava sem ritmo devo confessar que em três ondas que eu tentei descer, – pegar jacaré-, tomei caixote. Na primeira entrei no tempo certo, mas eu não havia prendido a minha bermuda com o cadarço, ela apenas estava fixa através do elástico na minha cintura, e então quando peguei a onda, ela desceu pelas minhas pernas e, na tentativa de segura-la, tomei o caixote.

No fim da tarde resolvi ver e sentir as forças da Natureza, -a entrada de uma frente fria- que assustou e causou alguns danos em vários lugares do Rio de Janeiro.

Precedendo a chegada da frente fria, o céu ficou escuro e, em seguida, apresentou-se um forte vendaval. Eu pensei que estava no deserto, a areia trazida pelo forte vento, -várias cadeiras, mesas, barracas de praia foram arremessadas de seus lugares- que entre outros desconfortos dificultava a nossa visão. Porém, ali não choveu.

Dizem que a Rede Globo de Televisão escolheu esta região, justamente por ser difícil que tal fato aconteça. Já há quem diga que um acordo foi firmado com a Fundação Cobra Coral, para que esta Fundação interfira na evolução do processo climático evitando que a área seja atingida pela chuva.

Amanhã eu abordarei esse assunto.

-Mais, muito mais, eternamente-.

      

                                                                                                    

Publicado janeiro 21, 2008 por heitordacosta em Organizações