Arquivo para dezembro 2007

Cabeças Pensantes atentem e vigiem – O VERÂO-   Leave a comment

Foto-Heitor      

Trecho da cartilha do meu projeto Vá a Praia mais volte pra casa

 

Cabeças Pensantes atentem e vigiem É tempo de Verão

 

É tempo de verão. Roupas leves, peles queimadas, alegria beleza e sedução. Para isso nada melhor que a praia. Nessa época a população aflui em massa, porém é preciso ter muita atenção com a saúde.

É necessário observar algumas regras ao freqüentar as praias.

 

 

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Atenção com a água quase sempre com níveis não adequados –poluição- ao banho de mar e evitar o uso da areia da praia para caminhar descalço, geralmente é comum estarem contaminadas por fezes de cachorros. Um desses riscos é a larva Migrans, os ovos desses parasitas entram na pele, rompe-se e o verme começa a fazer caminhos sob a pele. Existem outros perigos, os espetinhos de bambús restos dos churrasquinhos e dos espetinhos com camarões, e também alguns anzóis enterrados na areia.

O excesso de exposição ao sol pode causar desde uma simples ardência na pele até queimaduras de segundo grau, dependendo das substâncias aplicadas com o intuito de acelerar o bronzeado, além do câncer de pele, Hepatite A, conjuntivite, contaminação por bactérias presentes na água que levam a diarréia, são algumas das ciladas encontradas nas praias propriamente dita.

Também é preciso cuidado com a alimentação, peixe de água contaminada, pouco cozido pode causar Hepatite A. Essa doença também pode ser contraída quando nadamos em água contaminada. Nesse período o mais comum é a insolação, quando a pessoa expõe-se por muitas horas ao sol, e ao calor, sem a devida compensação.

O calor excessivo leva a perda da consciência e a desidratação, com suas conseqüências, que são; o vômito e a diarréia. Este é um assunto que deve ser levado a sério.

O filtro solar, óculos escuros e chapéus ou bonés, devem ser usados sempre. O sol também provoca um impressionante envelhecimento precoce da pele e lesões nos olhos.

A insolação resulta da incidência direta dos raios solares, provoca uma perda de líquidos, e a pessoa pode ter dor de cabeça, tontura, vertigem, falta de ar, aumento da temperatura corporal, mal-estar e vômitos. Ao primeiro sinal, deve-se procurar a sombra e ingerir líquidos em grande quantidade. Se houver queimaduras relevantes e, aumento da temperatura do corpo, a vítima deve ser levada e colocada em uma banheira com água em temperatura no máximo de 20 graus. O soro caseiro ajuda na sua reidratação

A conjuntivite também tem maior incidência no Verão, especificamente a do tipo bacteriano. Os principais motivos são; o calor e a umidade, que criam condições favoráveis a proliferação das bactérias.

Deve-se observar o cuidado de não levar a mão suja aos olhos. A higiene é o grande aliado. Para prevenir dos malefícios da radiação solar é recomendável o uso de óculos de boa qualidade. A radiação acelera a instalação da vista cansada e, está na origem da degeneração Maculas senil, doença da retina que afeta aos idosos. O ideal é usar óculos com lentes de policarbonato.

A pele é a que mais sofre no verão. Atingir um bronzeado rápido em um dia de praia usando bronzeador caseiro, e hábito de não usar proteção solar, são os principais casos, além da exposição prolongada ao sol, das alergias e queimaduras na pele.

Outro fator que deve ser observado é o longo período na água do mar, ou horas com a água salgada no corpo. È prejudicial. A água do mar tira a proteção da pele deixando-a irritada, ressecada, criando condições que facilitam a contaminação por microorganismo. É aconselhável usar o sabonete apenas uma vez em um banho por dia para não tirar a proteção natural da pele. Nos outros banhos use apenas a água.

Para aqueles banhistas que não são assíduos freqüentadores da praia, quando chegarem a uma praia procure um Guarda-Vidas e pergunte a ele qual o melhor lugar para tomar seu banho de mar. E lembre-se, nadar é na piscina.

-Mais, muito mais, eternamente-.

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Publicado dezembro 27, 2007 por heitordacosta em Saúde e bem-estar

Cabeças Pensantes atentem e vigiem AMA-ZÔNIA   Leave a comment

 
     Foto-Heitor                                        Cabeças Pensantes atentem e vigiem -AMAZÔNIA-
 
 
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                                                                                           A cobiça do mundo

Para os ecologistas, a Amazônia é problema global; para Brasília, é coisa nossa

Patrícia Campos Mello e Jamil Chade

Índio sateré-maué da região de Andira, perto de Parintins. Foto: Jonne Roriz/AE

 

WASHINGTON E GENEBRA – A Amazônia deveria ser considerada “um bem público mundial” e administrada pela comunidade internacional. A proposta foi feita por Pascal Lamy, quando era candidato ao cargo que ocupa hoje, de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo brasileiro reagiu com grande irritação. Depois disso, a maioria dos líderes estrangeiros mostrou-se mais cuidadosa ao propor formas de atuação na preservação da Amazônia, tentando afastar o fantasma da “internacionalização”. Mas entidades não-governamentais e governos de outros países deixaram claro que não abrem mão de participar da conservação da maior floresta do planeta.

 “Para o bem ou para o mal, a Amazônia estará no olho do furacão das mudanças climáticas no planeta nas próximas décadas”, diz Pedro Bara, diretor de Políticas para a Amazônia da ONG WWF. “A posição das instituições internacionais mudou muito – não existe mais aquele paternalismo, aquela postura de que o Brasil devia fazer isso, o Peru aquilo”, diz Thomas Lovejoy, presidente do Heinz Center, de Ciência, Economia e Meio Ambiente, que nos anos 80 cunhou o termo biodiversidade. “Mas, ao mesmo tempo, todos têm consciência de que tudo está interconectado e as florestas têm um papel enorme no ciclo do carbono.”

 Nos anos 70, a visão do governo brasileiro era de que os recursos da Amazônia eram inexauríveis. A mata era tão grande que ia durar para sempre. Era a época da “Amazônia é nossa” e do “integrar para não entregar”, slogans do regime militar. Já ambientalistas estrangeiros como Betty Meggers, do Smithsonian, achavam que a Amazônia deveria ser intocável: qualquer ocupação da região iria destruí-la. Essa visão foi mudando dos dois lados, explica Mark London, autor do livro A Última Floresta – A Amazônia na Era da Globalização, recém-lançado no Brasil pela Martins Fontes Editora. Fora do País, aceita-se que algumas formas de ocupação em áreas já devastadas são inevitáveis. E, dentro do Brasil, cresceu a conscientização do governo.

 Globalmente, a consciência sobre a importância da preservação da Amazônia está no ápice, diz London. “As pessoas entendem o enorme papel da Amazônia na mudança climática – tanto por ser um enorme reservatório de gás carbônico como de umidade”, diz. “As pessoas se dão conta de que uma árvore derrubada na Amazônia afeta a todos.”

 Apesar de o ritmo de desmatamento ter caído 50% entre agosto de 2004 e julho de 2006, ambientalistas insistem na adoção de mais incentivos econômicos para promover a preservação. “Precisamos monetizar as florestas tropicais”, diz London. “Se o mundo conseguir descobrir como tornar a preservação da Amazônia mais economicamente atraente do que o desmatamento, a região estará salva.”

 O Brasil recusa-se a aceitar condicionalidades para receber os recursos de entidades e de outros governos. O País não participa, por exemplo, dos programas de “Dívida por natureza”, que promovem redução de dívidas dos países em troca de metas de conservação de florestas. Lovejoy acredita que só existem dois instrumentos que governos estrangeiros e instituições multilaterais podem usar para auxiliar na conservação – fornecer recursos e promover pesquisa, tudo em colaboração com os povos locais. Não adianta tentar isolar áreas para preservação à revelia do povo da região.

 Mas ele aponta que é do maior interesse do governo brasileiro aceitar participar de programas eficientes de conservação, já que um dos maiores prejudicados pela devastação da Amazônia é o próprio Brasil. A Amazônia é uma “máquina de chuva” que garante o sucesso do agronegócio do Centro-Oeste e Sudeste brasileiros, diz ele.

 Até a religião mexe com os brios do governo brasileiro, quando o assunto é Amazônia. Neste ano, o Vaticano tentou propor um acordo com Brasília para garantir, entre vários aspectos, que missionários da Santa Sé pudessem entrar tanto em reservas ecológicas como em áreas indígenas sem a necessidade de autorizações específicas. O Vaticano esperava assinar o tratado durante a visita do papa Bento XVI, em maio. Mas o governo brasileiro freou a iniciativa e deixou claro que esse não era o momento; em resposta, enviou uma contraproposta de acordo, bem menos ambicioso.

 Conforme o Estado revelou, as referências aos missionários e à liberdade de entrar em áreas da floresta foram eliminadas na resposta ao Vaticano. Para o governo, essa é uma questão que nem sequer deve ser alvo de negociações. A decisão de Brasília foi a de retirar do texto qualquer citação ao assunto. Frustrado por não conseguir um acordo em maio, o Vaticano até agora não respondeu à contraproposta brasileira.

 Nos últimos meses, um número cada vez maior de ativistas e líderes internacionais passou a criticar a forma pela qual o etanol e a cana-de-açúcar estariam colocando em risco a floresta amazônica. O governo não vem economizando energia para explicar no exterior que a produção de etanol não viria do Amazonas. A reação do presidente Lula às críticas mostrou que a necessidade de garantir a soberania sobre a região continua dominante em Brasília. “A Amazônia é nossa”, disse Lula.

 O governo brasileiro tem ainda outro temor: o conflito armado na Colômbia. Nos últimos meses, a ONU vem alertando que centenas de colombianos estão buscando refúgio em território brasileiro. Existiriam entre 15 mil e 20 mil colombianos vivendo na Amazônia brasileira; o governo só reconhece a existência de 4 mil. Nos corredores da ONU em Genebra, comenta-se que o reconhecimento pelo Brasil da existência de um número grande de refugiados poderia colocar pressão para que as Nações Unidas reforçassem sua atuação humanitária na região, com a possibilidade até mesmo da criação de um escritório internacional em plena floresta, como já existe na amazônia equatoriana e venezuelana. Fontes do governo brasileiro admitem que Brasília não quer nem ouvir falar no assunto, temendo que isso signifique a internacionalização do conflito na Colômbia para terras brasileiras.

 
 
 -Mais, muito mais, eternamente-.
 
 

Publicado dezembro 13, 2007 por heitordacosta em Notícias e política

Cabeças Pensantes atentem e vigiem -AMAZÔNIA-   Leave a comment

                                          
                                                               Cabeças Pensantes atentem e vigiem  -AMAZÔNIA-
 
  Foto-Heitor                        
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 Em 26 de junho, um dia seco e frio para os padrões da Amazônia, uma patrulha armada da aviação militar do Peru abateu a tiros, bem perto da fronteira com o Brasil, um bimotor Cessna usado pelo narcotráfico. Aquele “vôo ilícito” , como é qualificado formalmente, começou no interior do Peru, entrou no espaço aéreo brasileiro e seguiu em direção ao sul, sobre a linha da fronteira. Um dos centros do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), mantido pelo Brasil, alertou a Força Aérea peruana, que despachou para a área dois turboélices Tucanos A-27 armados com metralhadoras.

 Os Tucanos passaram a ser orientados também por uma aeronave de rastreamento eletrônico. O relato do piloto, que não pode ser identificado, é sucinto: “O bandido foi chamado pelo rádio e não respondeu. Fizemos o sinal internacional para nos seguir e ele não obedeceu. Fizemos um disparo de advertência e ele passou a voar mais baixo ainda, tentando escapar, não deixando outra escolha que não fosse abatê-lo.” O bimotor explodiu no ar.

 Uma semana mais tarde, um episódio semelhante foi registrado na Colômbia. Um Super Tucano da Força Aérea local obrigou o piloto de outro vôo irregular a fazer uma aterrissagem de emergência a 120 quilômetros da fronteira com o Brasil. Mais uma vez parte dos dados usados na interceptação foi fornecida pelo Sivam. Nos dois casos, as autoridades não divulgaram detalhes sobre a procedência do avião, sua carga e a identificação dos ocupantes.

 O fato é que os radares do Sivam têm permitido que a parceria entre o Brasil e países vizinhos produza resultados no combate contra o tráfico e a guerrilha na Amazônia. De 1º de janeiro a 10 de setembro deste ano, segundo a Polícia Federal, foram apreendidos 2.100 quilos de cocaína pura em Manaus e Tabatinga, cidade na fronteira com a Colômbia.

 A mais notável façanha ocorreu em junho de 2003. Um jato R-99B de sensoriamento remoto – o que significa considerável capacidade de espionagem eletrônica – decolou da base de Anápolis, em Goiás, com a missão de apoiar uma operação de resgate de 74 reféns tomados por guerrilheiros no Peru. A maioria dos reféns era de funcionários da empresa argentina de engenharia Techint, que trabalhava na construção de um gasoduto na província de Ayacucho. Havia também alguns oficiais da Polícia Nacional peruana. Os guerrilheiros eram 13 homens e 2 mulheres do grupo Persistir na Luta, uma dissidência do Sendero Luminoso.

 O R-99B fez um sobrevôo de duas horas sobre a mata cerrada onde o grupo estava escondido. O mapa de coordenadas desenhado com os dados recolhidos com base nas emissões de rádio dos guerrilheiros permitiu a localização exata do esconderijo. Com a aproximação das forças especiais peruanas indicada pela presença dos helicópteros que transportavam as equipes, os guerrilheiros liberaram os prisioneiros em pequenos grupos, o que facilitou a fuga dos rebeldes e impediu o ataque da tropa regular. O resgate – estimado em US$ 500 mil, mais armas, munição e explosivos – não foi pago. O então presidente do Peru, Alejandro Toledo, negociou o apoio dos serviços do Sivam diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 Hoje, quatro anos depois de os pilotos de caça da aviação brasileira passarem a voar armados e autorizados a atirar para destruir aeronaves detectadas em vôos clandestinos, traficantes de drogas e contrabandistas de armas estão escapando do fogo por meio de três rotas. Sob a ameaça de serem interceptados pelos Tucanos e Super Tucanos da Força Aérea Brasileira (FAB), os criminosos passaram a usar pistas localizadas no Suriname.

 Segundo relatórios da área de inteligência do Ministério da Defesa, as aeronaves decolam no rumo do Oceano Atlântico com um só piloto, mas cheias de combustível guardado em tanques plásticos improvisados. Voando a baixa altitude, chegam às águas internacionais em menos de 20 minutos. Fazem uma grande curva fora dos limites da jurisdição brasileira e retornam, sempre rente à água, para pousar em pistas que ficam a, no máximo, 300 quilômetros do litoral do Norte ou do Nordeste.

 Também a partir do Suriname, mas na direção oeste, a linha de escape passa pelo espaço aéreo de vários países. Os aviões irregulares fazem um ziguezague, entrando e saindo do espaço aéreo brasileiro, ao alcance da rede de radares brasileiros, mas apenas monitorados na Venezuela e na Colômbia.

 “É nessa condição que os bandidos ficam mais vulneráveis e acabam surpreendidos”, relata um piloto de caça ligado ao sistema de bases de Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR). O pouso é feito na Bolívia ou no Paraguai, de onde a droga ou as armas são transportadas por terra.

 A terceira rota é a menos conhecida até agora. Todas as informações sobre ela são baseadas em dados fornecidos por meio de acordos internacionais de cooperação para o combate ao tráfico. Para chegar ao Sul do Brasil, aviões com maior autonomia partem da África, depois de saírem da Europa. A chegada se dá no extremo sul da Argentina – portanto, além do limite de ação do Brasil. A etapa final é feita por estradas secundárias até o Paraguai e, em seguida, pela fronteira seca, até pontos de receptação no Brasil.

 A documentação referente a tal situação tem sido encaminhada às Comissões de Defesa da Câmara e do Senado, sob cláusula de sigilo. Apesar da criação de rotas alternativas, o volume do “tráfego aéreo desconhecido ou ilícito” diminuiu, garantem os relatórios. A FAB não menciona números, alegando que, depois da vigência da Lei do Tiro de Interdição, “o sistema de detecção eletrônica foi expandido, o que pode dar a falsa impressão de que há mais vôos clandestinos, quando, na verdade, o que aumentou foram os meios de controle”, segundo nota oficial.

 A maioria dos aviões presos no Brasil a princípio não tem plano de vôo registrado. “Muitos dos pilotos não são habilitados. Há aeronaves sem documentação ou com homologação claramente fraudada”, conta um oficial da Aeronáutica. As 25 estações fixas e móveis de radares de superfície do Sivam atuam junto com os jatos R-99A de alerta avançado e vigilância mais os R-99B de sensoriamento remoto, ambos modelos fabricados pela Embraer. A empresa já entregou as primeiras 50 unidades de um lote de 99 Super Tucanos, o avançado avião de ataque que é o braço armado do Sivam.

 A tensão na fronteira noroeste e norte voltou a crescer depois da identificação de bases das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no município de La Tercera, perto da fronteira com o Brasil. Estão abrigadas na selva as Frentes 11 e 13 dos rebeldes, de acordo com informações da unidade de elite chefiada pelo general colombiano Oscar Naranjo, responsável pelo desmantelamento das operações conjuntas do narcotráfico e da guerrilha. As duas colunas são citadas em relatório da Diretoria de Investigações e Informações do Banco Mundial. De acordo com o documento, a guerrilha movimentou cerca de US$ 1 bilhão nos mercados financeiros nos últimos 20 anos.

 
-Mais, muito mais, eternamente-.
 

Publicado dezembro 12, 2007 por heitordacosta em Notícias e política

Cabeças Pensantes atentem e vigiem -Amazônia-   Leave a comment

           Foto-Heitor    

Cabeças Pensantes atentem e vigiem –Amazônia – Continuação

 

 

 

O sargento Elias, das Forças Especiais do Exército, saltou de um avião Hércules C-130 para dentro da escuridão do norte da Amazônia, sobre um ponto perdido no mapa chamado Açaí. Estava armado com um fuzil 7.62 mm, munição, pistola, granadas, faca, mapa e rações de campanha. Eram 2h30 da madrugada de 27 de outubro de 1999. Caras pintadas com tinta negra de camuflagem, o pára-quedista e seus 90 companheiros deveriam simular o resgate de uma pista de pouso tomada por guerrilheiros.

 

O que esperava por Elias 2 mil metros abaixo é uma história nebulosa, que começa com tiros reais inesperados, disparados talvez por rebeldes colombianos que não deveriam estar ali, e termina na decisão do então presidente Fernando Henrique Cardoso de manter a alta prioridade do programa de instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), uma rede de radares, sensores, estações meteorológicas e de telecomunicações construída pela multinacional americana Raytheon em meio à floresta ao custo de US$ 1,4 bilhão, para cobrir 5,5 milhões de km².

 

Não foi um processo tranqüilo. O consórcio Thomson-Alcatel, concorrente francês ao contrato, denunciou por meio do jornal The New York Times o vazamento de informações privilegiadas para o grupo dos Estados Unidos mediante propina paga a funcionários civis e militares. A negociação parou. Uma investigação federal concluiu que não houve irregularidade.

 

Na época do salto na madrugada, oito anos atrás, o sargento era parte do grupo de 250 pára-quedistas designado para integrar o contingente de 5 mil soldados, apoiados por 40 aviões, envolvidos na feroz Operação Querari. Criado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), o exercício pretendia ensaiar uma ação de blindagem dos 1.600 quilômetros da fronteira com a Colômbia. A hipótese era a ocupação da cidade de Mitu, próxima da linha de divisa. Para chegar até ela, os combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deveriam entrar em território brasileiro. A tropa do CMA deveria selar a passagem. Quando a manobra estava em fase de preparação, a inteligência militar apurou que os rebeldes pretendiam estabelecer ao menos um ponto de refúgio no Brasil. Em uma incursão de reconhecimento, sete homens haviam levado dois motores de popa, um barco, remédios e quase toda a comida que encontraram.

 

As cinco horas seguintes ao momento em que Elias tocou o chão, recolheu o parapente de tecido preto, reuniu os homens de seu grupo de fogo para estabelecer o perímetro de segurança em redor da pista e receberam dos superiores a tarja da informação classificada estão condenadas ao segredo. O que ele conta, todavia, é uma viagem ao inferno. Aparentemente havia no local um destacamento da Frente 23, das Farc, aguardando o pouso noturno de um avião clandestino transportando suprimentos. Embora tenham tratado de desaparecer mata adentro, teria havido resistência.

 

Na manhã seguinte, a Operação Querari prosseguiu, com quatro caça-bombardeiros A-1 AMX do Comando da Aeronáutica despejando bombas e atacando a tiros de canhão 30 mm posições hipotéticas da guerrilha. Em um dado momento, os jatos de precisão avançaram cerca de 100 km em território da Colômbia. Um cidadão colombiano de 23 anos, identificado como Bernardo Soto, foi atendido na mesma semana em São Gabriel da Cachoeira pelos médicos de uma missão evangélica itinerante. Apresentava graves queimaduras, conseqüência, segundo disse, de um acidente com gasolina. O napalm das bombas incendiárias é uma espécie de gasolina gelatinosa. Claro, pode ser apenas coincidência.

 

Na prática, o sucesso do ensaio de defesa, tenha ou não superado os limites do mero treinamento, serviu para consolidar a necessidade de manter o projeto do Sivam sem alterações de formato e prazo, pontos ainda em discussão no governo federal naquele momento.

 

O Sivam começou mostrando serviço: nos primeiros 30 dias de atividade plena, em 2002, identificou e permitiu a apreensão de 84 aviões em vôo irregular. No mesmo período, foram localizadas 33 pistas clandestinas usadas pelo narcotráfico, contrabandistas e garimpeiros ilegais. Na maioria dos casos as aeronaves, monitoradas e inspecionadas em terra, “não tinham documentação ou apresentavam papéis claramente fraudados”, de acordo com a Aeronáutica.

 

.  Até meados dos anos 60, só 1,8% das terras da Amazônia Legal estavam ocupadas com lavouras – e só metade delas tinha títulos de propriedade privada, segundo o IBGE. Todo o restante eram terras públicas, a maioria da União. A população amazônica era de 2,6 milhões de habitantes.

Os conflitos pela posse de terras aumentaram a partir de meados dos anos 60 – e coincidem com os projetos dos governos militares para a região. Para alguns estudiosos, o modelo militar levou aos conflitos: ele dava incentivo para grandes empresas se instalarem na região, ignorando a população existente.

 

Outros lembram que, desde as sesmarias, o Brasil nunca teria tido uma política oficial de ocupação de terras públicas. Segundo José Heder Benatti, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), as causas não são poucas e variam de região para região. Em Rondônia, o confronto surgiu por divergências sobre o uso da terra: “Os pecuaristas, que conseguiram títulos de propriedade, queriam desmatar para criar gado. Os seringueiros, sem títulos, queriam preservar a mata e as seringueiras.”

 

Benatti diz que o erro dos militares foi a falta de previsão: “As obras que eles iniciaram atraíram migrantes num número muito maior do que eles tinham imaginado.” A população amazônica quase dobrou em dez anos, atingindo 4,2 milhões em 1970. O especialista também cita a falta de destinação das áreas públicas: “Com a ausência de política oficial, a ocupação foi controlada pela iniciativa privada, com custo muito alto para o País.”

 

Em um exercicio realizado em Açaí pelas forças armadas -O sargento Elias, das Forças Especiais do Exército, saltou de um avião Hércules C-130 para dentro da escuridão do norte da Amazônia, sobre um ponto perdido no mapa chamado Açaí. Estava armado com um fuzil 7.62 mm, munição, pistola, granadas, faca, mapa e rações de campanha. Eram 2h30 da madrugada de 27 de outubro de 1999. Caras pintadas com tinta negra de camuflagem, o pára-quedista e seus 90 companheiros deveriam simular o resgate de uma pista de pouso tomada por guerrilheiros.

 

O que esperava por Elias 2 mil metros abaixo é uma história nebulosa, que começa com tiros reais inesperados, disparados talvez por rebeldes colombianos que não deveriam estar ali, e termina na decisão do então presidente Fernando Henrique Cardoso de manter a alta prioridade do programa de instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), uma rede de radares, sensores, estações meteorológicas e de telecomunicações construída pela multinacional americana Raytheon em meio à floresta ao custo de US$ 1,4 bilhão, para cobrir 5,5 milhões de km².

 

Não foi um processo tranqüilo. O consórcio Thomson-Alcatel, concorrente francês ao contrato, denunciou por meio do jornal The New York Times o vazamento de informações privilegiadas para o grupo dos Estados Unidos mediante propina paga a funcionários civis e militares. A negociação parou. Uma investigação federal concluiu que não houve irregularidade.

 

Na época do salto na madrugada, oito anos atrás, o sargento era parte do grupo de 250 pára-quedistas designado para integrar o contingente de 5 mil soldados, apoiados por 40 aviões, envolvidos na feroz Operação Querari. Criado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), o exercício pretendia ensaiar uma ação de blindagem dos 1.600 quilômetros da fronteira com a Colômbia. A hipótese era a ocupação da cidade de Mitu, próxima da linha de divisa. Para chegar até ela, os combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deveriam entrar em território brasileiro. A tropa do CMA deveria selar a passagem. Quando a manobra estava em fase de preparação, a inteligência militar apurou que os rebeldes pretendiam estabelecer ao menos um ponto de refúgio no Brasil. Em uma incursão de reconhecimento, sete homens haviam levado dois motores de popa, um barco, remédios e quase toda a comida que encontraram.

 

As cinco horas seguintes ao momento em que Elias tocou o chão, recolheu o parapente de tecido preto, reuniu os homens de seu grupo de fogo para estabelecer o perímetro de segurança em redor da pista e receberam dos superiores a tarja da informação classificada estão condenadas ao segredo. O que ele conta, todavia, é uma viagem ao inferno. Aparentemente havia no local um destacamento da Frente 23, das Farc, aguardando o pouso noturno de um avião clandestino transportando suprimentos. Embora tenham tratado de desaparecer mata adentro, teria havido resistência.

 

Na manhã seguinte, a Operação Querari prosseguiu, com quatro caça-bombardeiros A-1 AMX do Comando da Aeronáutica despejando bombas e atacando a tiros de canhão 30 mm posições hipotéticas da guerrilha. Em um dado momento, os jatos de precisão avançaram cerca de 100 km em território da Colômbia. Um cidadão colombiano de 23 anos, identificado como Bernardo Soto, foi atendido na mesma semana em São Gabriel da Cachoeira pelos médicos de uma missão evangélica itinerante. Apresentava graves queimaduras, conseqüência, segundo disse, de um acidente com gasolina. O napalm das bombas incendiárias é uma espécie de gasolina gelatinosa. Claro, pode ser apenas coincidência.

 

Na prática, o sucesso do ensaio de defesa, tenha ou não superado os limites do mero treinamento, serviu para consolidar a necessidade de manter o projeto do Sivam sem alterações de formato e prazo, pontos ainda em discussão no governo federal naquele momento.

 

O Sivam começou mostrando serviço: nos primeiros 30 dias de atividade plena, em 2002, identificou e permitiu a apreensão de 84 aviões em vôo irregular. No mesmo período, foram localizadas 33 pistas clandestinas usadas pelo narcotráfico, contrabandistas e garimpeiros ilegais. Na maioria dos casos as aeronaves, monitoradas e inspecionadas em terra, “não tinham documentação ou apresentavam papéis claramente fraudados”, de acordo com a Aeronáutica.

 

 – Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado dezembro 11, 2007 por heitordacosta em Notícias e política

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                     Foto-Heitor Cabeças Pensantes atentem e vigiem Amazônia

Pobres bilionários de terras

Donos de 13% do Brasil, índios mal têm o que comer Continuando a série de reportagens feitas pelos repórteres Roldão Arruda, Carlos Marchi, Robert Godoy para o jornal Estado de São Paulo.

São Gabriel da Cachoeira, cidade onde cerca de 90% da população é descendente de índios.

 ALTO RIO NEGRO (AM) – A arqueologia provou que há mais de 500 anos a agricultura dos índios amazônicos ocupava largas áreas. Hoje, eles mal têm uma rocinha de mandioca, a base da sua alimentação. Para comer, dependem de cestas básicas e da merenda escolar. Na aldeia São Jorge, dos tucanos, o segundo “capitão” (cacique) Joselino Tukano sonha domar as terras ácidas e arenosas do noroeste amazônico e ampliar a lavoura de maniva, num platô acima do Rio Curicuriari. Não tem sido fácil.

 Os índios têm muito espaço – as terras indígenas (TIs) da Amazônia superam as áreas de França e Espanha juntas –, mas desconhecem técnicas e insumos. Os índios da Amazônia se tornaram os maiores proprietários de terra do Brasil depois que a Constituição de 1988 definiu que eles tinham direitos sobre as terras que tradicionalmente ocuparam. Eles são 0,2% da população, mas as TIs ocupam 13% da superfície brasileira; 98,6% delas estão na Amazônia, onde 60% dos índios (240 mil) vivem em 414 áreas que somam 1,08 milhão de quilômetros quadrados – quase um sétimo da área total do País ou 20,7% da Amazônia Legal. Ali, cada índio tem para si 7 km² (a taxa demográfica de São Paulo é de 163 pessoas por km²).

 Líderes indígenas garantem que a única forma de salvar a Amazônia é manter o modelo e o tamanho das TIs. “Nós somos especialistas em usar sem destruir. Fazemos isso há milênios”, disse um deles, Bonifácio Baniwa, presidente da Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas, vinculada ao governo estadual. “As TIs demarcadas estão segurando a destruição da floresta”, diz Jecinaldo Sateré, líder da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

 Uma olhada no mapa atual de desmatamento da Amazônia mostra que eles têm razão. As manchas vermelhas que acusam o desmatamento contornam e abraçam as terras indígenas – mas não penetram nelas. As TIs estão mesmo contendo a devastação. Isso aumenta o alerta dos líderes indígenas; eles sabem que a pressão só aumentará sobre as terras virgens que pertencem aos índios.

 Sabem, também, que duas cobiças vão pairar sempre como ameaça sobre o modelo de TIs conquistado na Constituição – uma delas mira o uso do solo e a outra, mais delicada, foca as riquezas do subsolo. A mesma Constituição que lhes garantiu as TIs lhes suprimiu devaneios sobre a exploração mineral do subsolo por eles mesmos – todas as riquezas do subsolo pertencem à União. E define que, em caso de “relevante interesse público da União”, os recursos minerais das TIs podem ser explorados, ouvido o Congresso Nacional, pelo governo, e não por eles.

 Os índios se dividem sobre a exploração mineral em suas terras. Os tucanos e os baniuas são a favor, desde que eles próprios administrem a exploração; outros, como os ianomâmis e os uaimiri-atroaris, têm boas razões para serem contra. Os ianomâmis recorreram à história imemorial relatada por antepassados e fizeram um mapa geológico simples de suas terras. Não há cópia. O original foi mostrado a apenas três brancos de sua confiança. Um desses brancos contou ao Estado que o mapa registra locais precisos para ocorrências como “ouro” ou “nióbio”. Evidências dessas concentrações são notórias: as cartas do Ministério da Aeronáutica advertem que a região tem anomalias magnéticas que provocam alterações nos controles analógicos de aeronaves.

 A cultura dos ianomâmis fundamenta a posição rigorosa contra a mineração. Conta a lenda deles que os minerais existentes no subsolo foram guardados lá por Omamë, o fundador da nação ianomâmi. Enquanto esses minerais ficarem no fundo da terra, nada acontecerá de ruim; mas quando forem retirados e processados, a fumaça produzida no processo de fusão é uma maldição – a xawara – que se alastra pela floresta, dizimando o povo. A xawara já aconteceu, para provar a lenda: entre 1987 e 1990, 15% da população ianomâmi morreu, quando um garimpo semiprofissionalizado invadiu suas terras.

 Não há, agora, nenhum genocídio à vista, mas os índios não têm qualidade de vida, mesmo para os seus modestos padrões. “Eles são bilionários em quantidade de terras, mas vivem uma vida de miseráveis”, constata Virgílio Viana, secretário de Meio Ambiente do Amazonas. As TIs imensas pagam a recompensa histórica devida aos índios, mas não têm sido suficientes para lhes garantir uma vida com qualidade. Eles são incapazes de prover sua alimentação, garantir sua saúde e sua educação; as medicinas dos pajés curam as doenças naturais, mas são cada vez mais impotentes para debelar os males importados.

 “A Constituição de 1988 mudou o lugar dos indígenas, ao garantir o direito de ser diferente”, afirma o historiador John Manuel Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). De fato, mas, para eles, viver na floresta só continua sendo possível com uma voadeira equipada na beira do rio, substituindo a dolente piroga a remos: sua velocidade salva vidas e transporta bens essenciais, mas um motor custa R$ 8 mil e óleo diesel está caro – e as aldeias não têm dinheiro. Jovens índios que foram estudar nos grandes centros voltam entusiasmados com a fartura e a excelência da vida urbana, relatando maravilhas tecnológicas que melhorariam a vida nas aldeias (o freezer, por exemplo, ganha longe do moquém).

 As imensidões das TIs são essenciais para garantir a perambulação, traço peculiar da organização social indígena, ensina a geógrafa Ivani Ferreira de Faria, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que trabalha com etnias de todo o Estado. Mas os índios perambulam cada vez menos, atesta a socióloga Marilene Corrêa, reitora da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Hoje, eles vivem entre a aldeia e a cidade mais próxima, com um pé na tradição e outro nas benesses da modernidade – mas sem dinheiro para comprá-las.

 Boa parte dos índios depende, cada vez mais, de cestas básicas doadas pelo governo, ONGs ou universidades, usam a merenda escolar para alimentar adultos e sonham com o dia em que serão, afinal, acolhidos como felizes beneficiários do Bolsa-Família – muitos já são e causam inveja. “Estamos num mundo de mudanças inevitáveis”, admite Jorge Terena, que estudou nos Estados Unidos e hoje assessora a ONG The Nature Conservancy.

 O sinal vermelho acende nos momentos em que, à falta de vacinas, doenças incontroláveis ceifam vidas – na medicina do pajé, pneumonia e hepatite não têm remédio. Mas nem por isso a situação é trágica: a população indígena da Amazônia, que Darcy Ribeiro equivocadamente previa próxima da extinção nos anos 50, na verdade está crescendo. Estima-se que haja 500 mil indígenas na Amazônia; desses, 240 mil, segundo a Funai, vivem nas TIs. Quer dizer, 52% dos índios, na melhor das hipóteses, vivem fora das reservas. O temor das lideranças é que o êxodo das TIs seja o ponto de partida para desqualificar a necessidade de tanta terra.

 As populações indígenas crescem a taxas exponenciais, algo como 3,5% ao ano, revela a demógrafa Marta Azevedo, professora da Unicamp e consultora do Instituto Sócio-Ambiental (ISA), enquanto a população brasileira, entre 1991 e 2004, cresceu a uma média anual de 1,8%. Eles exibem uma taxa de fecundidade espantosa: enquanto a brasileira, em 2005, estava em 2,2 filhos por mulher, entre os índios o número foi de 6 (os xavantes chegam a registrar 9 filhos por mulher). Na década de 80, estimou-se que o Brasil tinha 300 mil índios, mas 700 mil pessoas se declararam indígenas no Censo de 2000, no auge das comemorações pelos 500 anos do descobrimento.

 Mas um índice puxa para baixo. Os povos indígenas ainda apresentam taxas africanas de mortalidade infantil. Enquanto em 2005 a taxa brasileira foi de 25,7 mortes de crianças até 5 anos por mil nascidos vivos e a do Amazonas foi de 17,9, a dos índios tem sido, regularmente, de mais de 80, garante Marta.

 Para muitos povos da floresta, não há crescimento populacional que os salve. Com menos de 200 indivíduos – população mínima para procriar sem haver contaminação pelas relações de parentesco –, 61 povos, segundo o ISA, estão condenados à opção de fundir-se com outras etnias ou simplesmente desaparecer – 12 etnias têm só entre 2 e 38 indivíduos. “Quando morrem dez brancos, perdem-se vidas; quando morrem dez indígenas, perde-se uma civilização”, resume o antropólogo Beto Ricardo, do ISA.

– Continuo.

– mais, muito mais, eternamente-.

 

 

 

Publicado dezembro 10, 2007 por heitordacosta em Notícias e política

Cabeças Pensants atentem e vigiem -Amazônia-   Leave a comment

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
     Foto-Heitor  

Cabeças Pensantes atentem e vigiem a Amazônia

A minha frente à mesa e, sobre ela o tabuleiro e as peças de um jogo de xadrez

O que eu vejo não aquele de origem de prísca era com algumas contra versas sobre o local de seu surgimento. O que imagino ver é um referencial, quem sabe, geopolítico. Nas peças, é possível imaginar o posicionamento dos paises na atual conjuntura.

No inicio dos anos 60, ainda não existiam atuando em grande frente no Brasil as ONGs, porém, recebia o país naquele tempo, uma ajuda “humanitária” dos Estados Unidos, através de um projeto chamado –acho- Ponto IV, que iria amenizar a fome no nordeste distribuindo latas de leite em pó. Pretendiam também intervir, na grande expansão familiar, – famílias com vários filhos-, colocando adicionado ao leite pílulas anticoncepcionais com finalidade de implantar um controle de natalidade naquela região.

Uma Instituição religiosa manifestou-se contra o projeto e a sua aplicação, e após muitas discussões, conseguiu impedir sua execução, contando ainda nessa campanha com o apoio do cartunista Henfil e seus personagens.

Passado algum tempo estavam as Forças Armadas preocupadas com a possibilidade do grande bicho papão da época, o Comunismo e os comunistas, invadir o Brasil através da Amazônia. 

Então, foi elaborado um plano de ocupação das fronteiras amazônico chamado Calha-Norte. Consistia essa proposta na instalação de vários postos –Pelotões- distribuídos por toda região fronteiriça.

Uma Instituição religiosa contestou o projeto e a intenção ficou apenas na discussão de não ser uma obra com fins sociais

Novamente após passar um período, o regime de exceção a todo vapor, resolve transformar a Amazônia em um “Eldorado” digno de um faroeste americano. Simultaneamente a construção da rodovia Transamazônica, o regime doava e incentivava a ocupação das áreas próximas as margens da estrada, aqueles “colonos”, entre eles, os que haviam escapado do controle da natalidade.

Talvez a ousadia dessa aventura desse certo se considerado fosse o acidente de percurso chamado infra-estrutura.

No fim do século passado a invasão da Amazônia e favorecida como já falei em outras ocasiões e, “ONGs, missões religiosas, pesquisadores, ambientalistas, madeireiros, garimpeiros, Narco- Traficantes guerrilheiros da FARC, milionários estrangeiros, comprando extensas áreas, pode isso? As terras não pertencem a UNIÂO? Etc., etc.”.

-Continuo.           

Publicado dezembro 9, 2007 por heitordacosta em Notícias e política

Cabeças Pensantes atentem e vigiem -Pernas pro ar-   1 comment

Foto-Heitor  

Cabeças Pensantes atentem e vigiem Ninguém  é de ferro

Hoje é dia para aproveitar e descansar, apesar de Brasília viver momentos que antecedem a uma erupção de grande esplendor.

Vou pedir licença aos senhores e apresentar algumas piadas enviadas por uma senhora -jovem amiga-.    

Um minuto de conversa em particular como manda o protocolo.
A conversa pode ser acompanhada pelos presentes. O Papa, pergunta ao presidente:

– E então, pinguço Lula, como anda a campanha da fome zero?
Todos ficaram preocupados, afinal, Sua Santidade estava cometendo uma gafe gravíssima.
Porém, o papa continuou:
– Pois é Pinguço Lula, nós temos acompanhado de Roma……
Rapidamente, um de seus assessores correu para junto do papa e cochichou em seu ouvido:
– Santidade!  Estais cometendo um equívoco… Não é por "Pinguço" que ele deve ser chamado, mas sim de "Presidente"
O Papa então, na sua imensa serenidade, respondeu:  
– Claro filho, eu o chamo de Presidente, mas fala pra ele, primeiro, parar de me chamar de "Sumo Patife".


 -Mais muito mais eternamente-.

Publicado dezembro 7, 2007 por heitordacosta em Entretenimento