Arquivo para novembro 2007

O DIA   Leave a comment

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           O DIA

 
 
 
 
Dia da Consciência Negra" retrata disputa pela memória histórica

Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que nos últimos 32 anos se comemora no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra".  Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou em um grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade. Para o historiador Flávio Gomes, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".

Construindo o "Dia da Consciência Negra"

Há 32 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "Dia Nacional da Consciência Negra", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da Escravatura" em um de seus poemas. Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado.

A diversidade de formas de celebração do 20 de novembro permite ter uma dimensão de como essa data tem propiciado congregar os mais diferentes grupos sociais. "Os adeptos das diferentes religiões manifestam-se segundo a leitura de sua cultura, para dali tirar elementos de rejeição à situação em que se encontra grande parte da população afro-descendente. Os acadêmicos e os militantes celebram através dos instrumentos clássicos de divulgação de idéias: simpósios, palestras, congressos e encontros; ou ainda a partir de feiras de artesanatos, livros, ou outras modalidades de expressão cultural. Grande parte da população envolvida celebra com sambão, churrasco e muita cerveja", conta o historiador Andrelino Campos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

a a socióloga Antonia Garcia, doutoranda do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é importante que se conquiste o "Dia Nacional da Consciência Negra" "como o dia nacional de todos os brasileiros e brasileiras que lutam por uma sociedade de fato democrática, igualitária, unindo toda a classe trabalhadora num projeto de nação que contemple a diversidade engendrada no nosso processo histórico".

Diferente do 20 de novembro o 13 de maio perdeu força em nossa sociedade devido a memória histórica vencedora: a que atribuiu a abolição à atitude exclusiva da princesa Isabel, aparentemente paternalista e generosa Isabel, analisa o historiador Flávio Gomes. Pesquisas recentes têm recuperado a atuação de escravos, libertos, intelectuais e jornalistas negros e mestiços para o 13 de maio, mostrando como este não se resumiu a um decreto, uma lei ou uma dádiva. Esses estudos também têm resgatado o significado da data para milhares de escravos e descendentes, que festejaram na ocasião.
São poucos os locais onde se mantêm comemorações no 13 de maio. No Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, o 13 de maio é dia de festa. "Não porque a princesa foi uma santa ou porque os abolicionistas simpáticos foram fundamentais, mas porque a população negra reconhece que a Abolição veio em decorrência de muita luta", diz Gomes. Albertina Vasconcelos, professora do Departamento de História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, também lembra que a data é celebrada em vários centros de umbanda na Bahia como o dia do preto-velho e que moradores antigos do Quilombo do Bananal, em Rio de Contas, Bahia, contam que seus pais e avós festejaram o 13 de maio de 1888 com muitos fogos e festas.

Na opinião de Vasconcelos "é importante comemorar, não para contrapor uma data a outra, os heróis brancos aos heróis negros, mas porque é necessário tomarmos consciência da história que está nessas datas, que traz elementos da nossa identidade". Para a pesquisadora, assim seria possível contribuir para desmistificar toda a construção ideológica produzida sobre o povo negro.

Nas escolas: muita proposta, pouca mudança
No início de seu mandato o presidente Lula aprovou a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Embora a decisão tenha sido comemorada, alguns pesquisadores ressaltam que existem obstáculos a serem ultrapassados para que a proposta se transforme em realidade. "Em geral, a história dada segue o livro didático e ele é insuficiente para dar conta de uma forma mais ampla e crítica de toda a história", ressalta Vasconcelos. Essa avaliação da historiadora é confirmada pela professora de história Ivanir Maia, da rede estadual paulista. "A maioria dos professores se orienta pelo livro didático para trabalhar os conteúdos em sala de aula. Nos livros de história, por exemplo, o negro aparece basicamente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid".

Campos destaca que alguns livros didáticos de história têm sido mais generosos ao retratar a "história dos vencidos", mas ressalta que a maioria, inclusive os livros ligados a sua área – a geografia -, continua a veicular os fatos sociais de forma depreciativa, seja referente ao Brasil ou a África. "Encontramos com fartura os elementos de modo civilizatório ocidental como a única verdade que merece maiores considerações", exemplifica. Uma iniciativa importante que ocorreu nesse período foi o controle dos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), visando evitar a distribuição de livros contendo erros conceituais e representações negativas sobre determinados indivíduos e grupos. Mas, na opinião de Garcia, seria necessário exigir uma maior revisão nessas obras: "os livros didáticos precisariam abordar a participação do povo negro na construção do país, na construção da riqueza nacional, na acumulação do capital e também as suas batalhas, rebeliões, quilombos e suas lutas mais contemporâneas".

Paula Cristina da Silva Barreto, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, destaca que, além dos livros didáticos, outro foco importante são as propostas de mudança na formação dos professores. "Foi tímido o trabalho feito pelo MEC nessa direção até o momento", critica a pesquisadora. Na avaliação dela, sem professores bem preparados para abordar temas complexos, como os abordados nos PCNs, "é muito difícil obter sucesso com a alteração curricular e existe uma grande probabilidade de que as escolas não coloquem em prática o que foi proposto". Os baixos salários pagos e as condições de trabalho desanimadoras nas escolas são fatores também destacados pelos pesquisadores como possíveis responsáveis pelo pequeno envolvimento dos professores com propostas que visam abordar a diversidade étnica e problematizar a questão do negro no Brasil no interior das escolas.


 

Experiências educativas alternativas
Existem diversos programas educativos espalhados pelo país que são propostos e organizados por entidades ligadas aos movimentos negros brasileiros. Para Campos, a diferença fundamental entre essas propostas e o ensino escolar "é o comprometimento daqueles que montam os programas. Em geral são frutos de experiências de grupos ligados aos problemas dos afro-descendentes; buscam, sobretudo, a eliminação da desigualdade através de um instrumento poderoso: a consciência cada vez maior da coletividade". Como exemplos, o pesquisador cita o Projeto da Mangueira, voltado para os esportes, que já existe há muito tempo, além de experiências que têm levado meninos e meninas às escolas de sambas-mirins no Rio de Janeiro.

Barreto, que tem acompanhado de perto alguns projetos na área de educação implementados por organizações anti-racistas e/ou culturais de Salvador, destaca como exemplos bem sucedidos a Escola Criativa do Olodum, o projeto de extensão pedagógica do Ilê Aiyê e o Ceafro. "Essas experiências têm sido importantes por fomentarem o debate e gerarem demandas por mais qualidade do ensino público, por um currículo menos eurocêntrico e mais multicultural e multirracial, por melhores livros didáticos e por um ambiente racialmente mais democrático nas escolas", diz Barreto. O mais interessante é que esses projetos se transformaram em referência para as políticas adotadas por órgãos oficiais como o Ministério Educação (MEC) e as Secretarias de Educação. Combinando educação formal e não-formal esses projetos tratam, por exemplo, de conteúdos presentes no currículo oficial em espaços como os barracões dos terreiros de candomblé ou as quadras dos blocos afro; outros utilizam parte da produção cultural das organizações – letras de música, mitos africanos etc. – no currículo das escolas regulares. O ensino de História da África, na escola do Ilê Aiyê, já acontece há vários anos.

Para Barreto "é de fundamental importância o fato de que as crianças e jovens negros e mestiços são positivamente valorizados nesses projetos, elas são consideradas como portadores de direitos, o que tem um efeito direto sobre a auto-imagem e a construção da identidade pessoal e coletiva". Atualmente, a socióloga trabalha com projetos educativos voltados para a democratização do acesso e a permanência de estudantes negros e mestiços no ensino superior e coordena o programa A cor da Bahia, que há dez anos realiza pesquisas, publicações e atividades de formação na área de relações raciais, cultura e identidade negra na Bahia. Desde 2002, o programa desenvolve o projeto tutoria, que cria estratégias diversas para estimular, apoiar e promover a formação de estudantes negros que ingressaram na Universidade Federal da Bahia. Com o apoio do programa Políticas da cor fornecem bolsas de ajuda de custo aos alunos e orientação acadêmica, visando o ingresso destes no mercado de trabalho e em cursos de pós-graduação em condições mais competitivas. Na opinião de Barreto, ainda há muito para ser feito com no sentido de assegurar uma maior democratização – em termos raciais e econômicos – do sistema de ensino superior público.

"É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais", avalia Gomes.

   

  


                                                                                                                                 

Publicado novembro 20, 2007 por heitordacosta em Notícias e política

Da SÉRIE MEU BRAZIL brasileiro   Leave a comment

 

 

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             Da Série meu ‘BRAZIL’ brasileiro.

O Tribunal de Contas da União (TCU) atualmente vem encontrando dificuldades para executar sua fiscalização nas contas do dinheiro público gastos em construções FARAÔNICAS, não adequadas ao momento vigente, nos estados e na União.

Ocorre uma discordância em relação à construção da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), orçada em R$. 330 milhões. Essa obra é um delírio, uma afronta para o atual momento em que atravessa o país, onde ainda se morre por falta de atendimento em filas de hospitais e, de fome, em regiões fora da abrangência do Sul maravilha.

Mas, a febre utópica não para neste projeto, outros como o do prédio do Tribunal Superior do Trabalho (TST), custou R$ 200 milhões, a sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em R$170 milhões, o Supremo Tribunal Federal (STF) que construiu o seu no valor de R$ 150 milhões e, agora embarcando no trem da alegria, está o Superior Tribunal Militar (STM), pretende uma sede nova no valor de R$ de 250 milhões.

Há muito tempo os Templos foram profanados pelos representantes dos deuses. Atentai porque isso é bíblico.

Enquanto isso veja: o juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos o Best the Best, preso há quatro anos pela Policia Federal (PF) na Operação denominada Anaconda, obteve ganho de Habeas corpus do Superior tribunal de Justiça (STJ), porém, não será solto por ter outras condenações.

O juiz Rocha Mattos, aquele que tem os cabelos cacheados, brancos, iguais aos do anjinho Barroco, foi condenado a 22 anos de prisão por corrupção passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato, prevaricação, supre4ssão de documentos públicos, denunciação caluniosa e abuso de autoridade.

A outra face da moeda a boa, a que chamamos de cara, vai encontrar o digníssimo ODILON DE OLIVEIRA, JUIZ, atualmente em Mato Grosso do Sul, que durante o período em que atuou como titular das três varas em PONTA PORÃ MANDOU PARA CADEIA 120 TRAFICANTES. O premio recebido, se existisse, foi de estar vivendo a mais de 15 anos 24 horas sob proteção da Policia Federal (PF) praticamente em -prisão domiciliar- sem ter uma vida social e familiar normal. Para manter sua saúde exercita-se em área militar. Não pode passear com os seus parentes realizar visitas em casas de amigos.

Esse JUIZ deveria ser tratado com Pompas e circunstâncias. Esse é o nosso                               

PATRIMÔNIO MORAL, EXEMPLO a SER SEGUIDO.  O Resto nada mais é.

– Mais, muito mais, eternamente-.      

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               Da SÉRIE MEU ‘BRAZIL’  brasileiro. 

Publicado novembro 18, 2007 por heitordacosta em noticias e opinião

ALGUMAS FOTOS DO MEU DOCUMENTÁRIO   Leave a comment

 
  Sexy ALGUMAS FOTOS DO MEU DOCUMENTÁRIO ‘ANJOS DO MAR’.
 
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Publicado novembro 16, 2007 por heitordacosta em Saúde e bem-estar

Da Série meu ‘Brazil’ brasileiro   Leave a comment

      
 
           Sexy   Cabeças Pensantes atentem e vigiem

                  Da Série meu ‘Brazil’ Brasileiro

Ontem durante minha caminhada revi meus amiguinhos – vários pássaros de variada espécies-, que aproveitavam a ausência dos homens maus, de folga, graças a essa coisa que nos chamamos de feriado, – agora também com esse negócio de prolongamento-. “A nossa riqueza permite”.

Por instante até que adorei, mas logo depois, minha bendita lucidez interrompendo esse breve mágico fragmento do nosso tempo cronológico, trouxe-me de volta ao aqui e agora. Como já tenho idade para entender essas situações, revelações-modo de perceber a realidade-, que ora nos deixam maravilhado, ou por outra, indignado aborrecido, confesso que nessa ocasião eu lamentei o dialogo interrompido.

Lembrei de quando residi na cidade de São Paulo. Ali aprendi que a melhor ocasião para tentar conhecê-la, é justamente nesses períodos que a sua dinâmica é travada-feriados-.

É possível caminhar, usar os meios públicos de locomoção de massa e, então apreciar o trabalho do homem na construção, entender a sua cultura, a pujança econômica nas fachadas de seus imponentes edifícios e, nas fumaças das chaminés das suas fábricas.

Penso; de quem será que herdamos esse delírio de grandeza? A Cidade de São Paulo é um caso a parte, mas o que dizer da nossa embaixada na Itália, situada na Piazza Nevonna 14? Quem talvez possa melhor responder seja o ex-presidente Itamar Franco. E o Rio de Janeiro ex-capital da República? Que delírio! Olhem com olhos de verem, a soberba nos frontispícios dos prédios que abrigam as Instituições e Órgãos públicos.

É por essas e outras que sem educação e civismo, somos seres utópicos nesse enredo tragicômico e, sonhamos que amanhã faremos parte de um seleto grupo onde se encontram Xeques Príncipes Reis.

 – Mais muito mais eternamente-.  Sexy                               

Publicado novembro 16, 2007 por heitordacosta em Notícias e política

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

           

            Sexy   Cabeças Pensantes atentem e vigiem

Passado um período próximo -2 meses-, no máximo, abordei aqui nesse espaço em uma matéria que denunciava a Internacionalização da Amazônia, executada pela participação de ONGs, que através de acordos firmados com órgãos oficiais dominam grandes áreas da região.

Professor Humberto José Lourenção da Unicamp em sua Tese de doutorado em Ciências Sociais revela que a partir de 1988, aumentou o número de soldados na região de fronteira com os sete paises ao Norte de 3.3 mil para 23.1mil

No trabalho intitulado-Forças Armadas e Amazônia (1985 a 2006)- ele analisa documentos do governo e relatos extra-oficiais de militares da ativa e da reserva e constata que o foco das forças armadas é a proteção da floresta.

O professor Humberto também citou textos da Escola Superior de Guerra onde são revelados os objetivos ocultos de atuação de ONGs e missionários na floresta seriam “vulnerabilizar a sangria das riquezas nacionais por potências estrangeiras”, “exigir a autonomia de nações Tribais”, e “usar a mídia para convencer a opinião pública nacional e internacional” por meio de “noticias falaciosas”.

O professor ainda acrescenta a essa lista os nossos velhos inimigos internos. Burocracia, Gestão, Interesses, Falta de Vergonha e de Vontade Política.

– Essa estória eu conheço há mais tempo. Agora existem outras ameaças, em outra ocasião eu as revelarei.

– Mais, muito mais eternamente-.

Publicado novembro 15, 2007 por heitordacosta em noticias e opinião

Caaabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

    
       Sexy   Cabeças Pensantes atentem e v

Cabeças Pensantes atentem e vigiem

A história tem registrado desde inicio de alguns séculos passados até a presente data, várias tentativas ora, por grupos, depois por organizações, e hodierno, por nações-duas, uma busca a implantação do sinistro plano há séculos a outra é seu braço armado-. As suas principais tentativas são apoiadas pelo Ouro, e modernos equipamentos beligerantes. Os seus modos operantes é semear o Terror, a corrupção, fragmentar os laços familiares usando a dúvida, a descrença da fé, iludindo a realidade através da manipulação da noticia nos meios de comunicação por eles corrompidos, impedindo o uso do raciocínio e, bloqueando o sonho no imaginário popular.

A pornografia, pedofilia, o consumo de DROGAS, alienação, o empobrecimento do conhecimento, o escárnio das Instituições dos seus responsáveis, a oportunidade de ter acesso a fortunas do bem público no arrepio da lei, em troca de submissão as ordens dadas por esses “senhores do ENGENHO”.

Identificados os inimigos, os meios usados, já não estão tão ocultos, eu pergunto. O QUE DEVEMOS FAZER?    

         -Mais, muitgo mais, eternamente-. Sexy 

 

igiem

Publicado novembro 14, 2007 por heitordacosta em Organizações

Trecho do meu livro DOSSIÊ   Leave a comment

 
 
      Sexy      Trecho do meu livro DOSSIÊ
        

               Caabeças Pensantes atentem e vigiem

 

-Diga-me querido, além do cansaço o que mais está lhe afligindo?  

 -A causa. A Ditadura do Índice de Audiência! Como a combatemos a nossa participação, as nossas vidas, os paradoxos a nossa utopia. Nós não perguntamos ao povo se ele quer mudanças. Você não acha que o povo já tem idade suficiente para saber o que lhe agrada? Esse eterno paternalismo, – que lhe oprime – e, começar assumir atitudes que lhe possam permitir escolher, – o povo para o povo pelo povo, – isso é bom, isso não serve -.                

-Querido você esta querendo me dizer que precisamos reconsiderar as decisões, ações, as nossas propostas?                                                                                                                                         

-Justine, como observou o nosso amigo embaixador Alfredo, o nosso inimigo, não é nenhum qualquer. O seu exército, – parte da Mídia, – tem uma mobilidade excelente, é bastante flexível, atuando em várias frentes ao mesmo tempo. O seu poder de convencimento é muito abrangente quase irresistível. A sua principal arma – letal, – é mais poderosa que uma bomba de hidrogênio. Ela explode nos lares, no seio das famílias. Aparentemente, sua força nociva destrutiva não provoca dor, ao contrário, oferece uma falsa ilusão, a sensação de igualdade com o personagem – herói, – o mentiroso tenebroso enredo, que lhe é enfiado cérebro adentro, em nome da Ditadura do Índice Audiência. O brilhante jornalista Fausto Wolff em sua coluna diária no Jornal do Brasil revela um trecho do livro “The Technetronic society” de autoria de Zbigniew Brzezinski que participou do governo Carter onde diz. “Rumamos para uma combinação do apoio de milhões de cidadãos não-coordenados ao alcance de personalidades magnéticas e atraentes que exploram, eficazmente as mais avançadas técnicas de comunicação para manipular as emoções e controlar a razão"                                                                                                                                                                                                               

 

           Parte desses meios de comunicação possuem capacidade de causar prejuízos graves as famílias, apresentando uma visão inadequada e mesmo deformada da vida, da estirpe, da religião e da moral.  

       A força da Mídia é capaz de ser  tão grande que os homens, mormente se desprevenidos , dificilmente podem dar-se conta dela, dominá-la e, se for o caso rejeitá-la. Os nossos erros surgem quando repetimos atitudes e ações realizadas pelos senhores que tem o hábito de reter em suas mãos os meios, entre alguns a – força – que lhes permitem alterar, e modificar o curso do momento histórico, sempre de maneira que lhes seja favorável.                                                                                                  

 Na relação, “ poder e povo, “ quando se propõem algo, o primeiro, sempre sairá beneficiado, quanto ao segundo, ele jamais terá outra alternativa, a não ser, aceitar, o que já lhe será suficiente na sua participação pois ele, – povo – não tem voz!. Tudo que lhe chega as mãos – dado, – é bem recebido, acostumou-se a ser dependente, não discute se lhe interessa, aceita, não importa se o pão que lhe dão a comer esteja bolorento.  

      Os seus valores estão distantes da sua realidade da sua identidade. Os seus sonhos de consumo são virtuais . A cocaína – virtual,- tem mais poder, ela sai pelo vídeo da sua Televisão, entra em todos os lares, seu uso está descriminalizado, – porém, não identificado – e, através dela, – ação, – a sua participação lhe permite transformar-se em um mutante utópico; não precisa esperar mais pelo período momesco para vestir sua fantasia, ir brincar com a sua ilusão. O aqui, agora, rei, príncipe, mocinho, herói. O poder de escolher o tipo de mulher que lhe fará companhia, nada de Sandra, Marly, Maria, Arlete. Agora só Top Girl, Kelly, Camila,Daniela, Vanessa.              

         O sonho da infância, – o carrinho de madeira, restos dos caixotes da feira, e as rodinhas com rolimãs, – não chegam mais no gueto. Ali agora, só passam carrões, foguetes,aviões, motocicletas, desilusões. – Eu consigo ser o que não sou! –

  –Querido,eu preciso de ajuda; deixe-me beber mais um gole do vinho.Tome você também. No momento estou carente, da sua ajuda. Tudo isso que você vê, – não falo sobre o que acabo de ouvir, pois ainda não entendi direito, – estou me referindo ao lugar onde nos encontramos, das pessoas presentes, do tipo de vida que eu levo dos meus ideais, dos meus desejos – inclusive os ocultos – da nossa causa, e agora, principalmente você.

         O luxo, a riqueza, fama, a solidão, fazem parte dos meus dias. O amor? Não seria justo tê-lo: Eu tenho quase tudo, porém, meu coração sente falta de um grande amor. A minha família ficou reduzida a meu pai, mas sua idade está avançada. Essa riqueza que me chegou às mãos, – estou fiel depositária de uma pequena parcela dos bens do Universo, – me trouxe muitas preocupações quanto à maneira de administrá-la e, também, através do meu livre arbítrio, distribuí-la. Uma parte desta fortuna eu aplico em imóveis. É uma forma segura de investimento em regimes capitalistas. Tenho quarenta e cinco por cento das ações da Trade Company Gens, empresa que explora no território Munquelê, no centro-oeste africano, mina de diamantes.                                

—Justine, eu imagino ser possível, se ficarmos falando sobre esse assunto, amanhecer, ainda assim, você não terá terminado a relação, o demonstrativo  do seu poder econômico. 

 — Querido para sua informação, talvez um ano levaríamos para listá-los. Porém, não é sobre isso que estou falando. Quando mencionei, destaquei alguns valores, fi-lo com a intenção de mostrar-lhe que a falta de poder  econômico em relação a manutenção da nossa causa, da nossa luta, não existe e, não será motivo para que provoque uma desistência. “Muito pelo contrário; é mais fácil um motivo fútil, nos afastar dos nossos objetivos, do que faltar recursos para levarmos os nossos sonhos utópicos” em frente. Quanto ao paradoxo, não é preciso falar sobre ele agora; enquanto eu existir, sonhar e, puder alimentar esses sonhos. Então querido, para que você finalmente aquiete seu espírito, eu  a partir desse momento coloco-me a seu comando, ouvirei  atentamente suas observações, acatarei, as correções, discutiremos qual estratégia iremos adotar, não importando o quanto isso nos custará financeiramente, quero também dizer-lhe nesse momento, que LHE AMO, AMO MUITO! Sempre lhe amei. 

 

            -Mais, muito mais, eternamente-.

Publicado novembro 13, 2007 por heitordacosta em Livros

CABEÇAS PENSANTES Atentem e vigiem O POR QUE   Leave a comment

 
      Sexy    Cabeças Pensantes atentem e vigiem

              O  POR  QUE.

Durante o período que existiu o regime de exceção, a “liberdade de expressão” esteve suprimida.

Ausente em quase todas as manifestações, menos-a futebolística-, até que um dia um “iluminado” descobriu um jeito quase-ocultamente-, fazê-la presente.  -A CHARGE HUMORISTICA-, Através dela a mídia conseguiu exercer suas atividades.

Os “senhores do Engenho”, não tinham conhecimento suficiente para entender o conteúdo que através da charge, para eles nada mais era que-um desenho mal feito-.

Então usando o humor como meio de contestação, denúncia, foi possível falar, fazer coisas que até aquele momento eram impossíveis. Assim podia-se rir um pouco, até ‘sacanear’ na cara dura o opressor e, graças a essa estratégia conseguimos suportar e superar melhor aqueles anos cinéreos  

Porém, o humor sempre presente, -no meu entender- é tão forte, que prevalecendo em toda camada da sociedade, criou um hábito; todo assunto sério ou sem expressão tem em seu conteúdo o humor a graça a chalaça.

O que isso provoca? Nenhum assunto é serio, nada mais interessa, desaprendemos sermos sérios. Fazemos piada com quem nos roubam, com aqueles que nos matam impunemente, na banalização da tragédia, há lugar para o humor negro.

A arma que nos libertou dos senhores do Engenho, inabilmente, voltou-se contra nós.

PRECISAMOS SER MAIS SÉRIOS, MUITO MAIS RESPONSÁVEIS!

 

-Mais, muito mais eternamente-.

Publicado novembro 12, 2007 por heitordacosta em noticias e opinião

Cabeças Pensantes atentem e vigiem   Leave a comment

                  Sexy  Cabeças Pensantes atentem e vigiem

                         “Não faças do

                        Amanhã o sinônimo

                       De nunca, nem o         

                      Ontem te seja o     

                     Mesmo que nunca

                    Mais.

                   Teus passos ficaram.

 

                 Olhes para  trás

                Mas vás em frente

                Pois há muitos que

               Precisam que

              Chegues para

             Poderem seguir-te.

 -Mais, muito mais, eternament

Publicado novembro 10, 2007 por heitordacosta em Entretenimento

Principais Áreas de Procedência dos Africanos   Leave a comment

 
        Sexy Cabeças Pensantes atentem e vigiem                                                                                                                                                                                                    
 
 
Principais Áreas de Procedência dos Africanos

A questão da procedência dos africanos para o Brasil tornou-se bastante complexa, principalmente no tocante aos povos e etnias que forneceram os maiores contingentes de escravos.  A complexidade decorre da mentalidade colonialista dos portugueses que, não considerando o negro um ser humano, pouca importância davam a assinalar de maneira precisa, nos seus registros e documentos, as diversas culturas, línguas e grupos étnicos dos africanos capturados.  Ao contrário, estendiam a povos radicalmente distintos um mesmo nome, ou generalizações completamente sem fundamento.  Atualmente a antropologia tem revisto muito do que se escreveu sobre as origens culturais da massa escrava, no começo deste século, restando ainda muitos pontos a esclarecer.

 

 

 

A tradição historiográfica reúne, a grosso modo, os negros em dois grandes grupos étnicos: os bantos (ou bantus), da África equatorial e tropical, da região do golfo da Guiné, Congo e Angola, planaltos da África oriental e costa sul-oriental; e os sudaneses, predominantes na África ocidental, Sudão egípcio e na costa setentrional do golfo da Guiné.  Não há nenhuma prova definitiva da predominância de um desses grupos na composição dos negros vindos para o Brasil, embora se afirme normalmente que a maioria era de bantos.  Entretanto, as tradições culturais de alguns grupos sudaneses, como os iorubas da Nigéria, são amplamente predominantes nas heranças africanas da cultura brasileira.

Nina Rodrigues percebeu pela primeira vez a predominância sudanesa na Bahia, no que foi confirmado por Artur Ramos.  Este destacou no grande grupo a predominância dos iorubas, também chamados nagôs (embora esse nome seja normalmente estendido a outras etnias) da Nigéria, dos gegés (ewes) do Daomé, dos minas da costa norte-guineana, além dos tapas, bornus e galinhas; identificou a presença importante dos hauçás do noroeste da Nigéria, de influência muçulmana, a qual marcou também os fulas (mais claros, de origem berbere-etiópica) e os malês (ou mandingas, de tradição guerreira, considerados altivos e perigosos pelos lusos, que lhes atribuíam feitiçarias).  Entre os sudaneses originários da costa da Guiné, amplamente predominantes como vimos, a presença comum da língua pertencente ao grupo lingüístico ioruba talvez explique a predominância dos elementos dessa cultura em nosso candomblé e nas influências negras de nossa linguagem.

Havia sudaneses em outros pontos do Brasil, mas talvez houvesse uma predominância banto no centro-sul e no norte.  Artur Ramos indica como pontos iniciais de entrada das várias nações bantos os mercados de escravos de Pernambuco (extensivos a Alagoas), Rio de Janeiro (servindo a Minas e São Paulo) e Maranhão.  Entre os povos desse grupo, os mais importantes no Brasil foram os cabindas do Congo, os banguelas de Angola, junto com muxcongos e rebolos, e os negros de Moçambique que Spix e Martius chamaram de macuas e angicos.  A intensificação do tráfico de escravos para o Brasil no século XVIII, em função da mineração, multiplicou a presença de grupos originários da Costa da Mina e de Angola; no século XIX, até 1850, entrou também um número considerável de bantos da costa de Moçambique.
 

 

 

 
Do ponto de vista cultural, a influência dominante da cultura ioruba explica-se também pela sua predominância já na própria África, na região do golfo da Guiné, estendendo-se segundo Édison Carneiro até o interior do Sudão.  Sua civilização mais adiantada surpreendeu os primeiros europeus, pelos trabalhos em bronze que faziam no reino do Benim.  "A religião, a organização política e os costumes sociais de Ioruba davam o modelo a uma vasta zona.  Os negros de Ioruba eram principalmente agricultores, mas os seus tecelões, os seus ferreiros, os seus artistas em cobre, ouro e madeira já gozavam de merecida reputação de excelência.  Não havia abundância de animais de caça, mas a pesca, nos rios, nos lagos e no mar, rendia muito.  Criavam-se animais de subsistência – cabras, carneiros, porcos, patos, galinhas e pombos.  O cavalo era conhecido havia muitos séculos, devido ao contato com os árabes; o fundador do reino de Ioruba representava-se, nos mitos, montado num corcel." Vários dos deuses africanos cultuados no Brasil são procedentes de algumas de suas brilhantes cidades, como Oió.  Os nomes de alguns de seus reinos, como Ala Kêtu e ljexá, continuam como designativos de ritos de candomblé.

Quanto aos bantos de Angola, tinham uma agricultura mais primitiva, praticada pelas mulheres,  enquanto os homens criavam gado.  Diferentemente dos iorubas e outros sudaneses, que usavam tecidos  de pano, os negros das margens do Zambeze e das elevações de Benguela vestiam-se de cascas de árvores  (como o fariam no quilombo de Palmares); mais para o sudoeste, porém, usavam vestimentas de  couro, possuindo hábitos de caçadores e armas de ferro.

 

 

Carneiro, Édison, "Ladinos e Crioulos," Civilização Brasileira, Rio, 1964 in Brasil História – Colônia / Antonio Mendes Juunior, Luiz Roncari e Ricardo Maranhão – São Paulo: Editora Brasiliensee, 1976.
Imagens publicadas em Brasil Revisitado: palavras e imagens / Carlos Guilherme Mota, Adriana Lopez. – São Paulo: Editora Rios, 1989.

 
             -Mais,  muito mais,  eternamente-. Sexy
 

Publicado novembro 9, 2007 por heitordacosta em Viagens